29 de setembro de 2019

Who says you're not perfect?

Graças, ao estrabismo (Sim, sou vesga!) eu uso óculos desde bem pequena... Não me lembro de ter ganhado na infância aquelas maletinhas de maquiagem infantil o máximo que ganhei foi batons. No formato de morango e uva, mas, ficava guardado com a minha mãe para usar somente em ocasiões especiais...


Ainda na infância, eu fui visitar uns amigos dos meus pais que tinha uma filha um pouco mais velha. Nessa ocasião ela estava brincando com uma maleta enorme de maquiagens da sua mãe e me chamou para brincar também... Sai de lá com a cara toda lambuzada, parecendo uma palhaça e levando uma bela bronca! Aprendi aquele dia que: 

  1. Muita maquiagem deixa um resultado catastrófico, pior que uma palhaça de circo; 
  2. e que, maquiagem era coisa de adulto...

Na adolescência, lembro-me da minha mãe ter me maquiado e eu ter achado o resultado bacana, mas coloquei óculos de grau e ficou parecendo à mesma coisa de cara limpa... Tanto trabalho para depois colocar os óculos e acabar com o make ¬¬ o máximo que eu usava na época (e ainda uso) é o lápis preto e um gloss ou batom vermelho, mas geralmente eu saio de “cara limpa” pelo simples motivo que não tenho paciência em acordar cedo ou parar tudo que eu estou fazendo para me maquiar...

Resumindo:

Eu uso raramente maquiagem (nunca fui ensinada a gostar de me maquiar...), mas, acho que o assunto # stopthebeautymadness. Vai além, de se maquiar porque gosta ou não, mas, de fazer isso uma obrigação. Colocar o ato de se maquiar como sendo, uma das necessidades diárias... Para se sentir melhor e mais bonita. Nunca me achei a “beauty queen” e também ninguém me considerou bonita... A Psicologia explica isso usando o termo de “profecia auto-realizadora”.

A profecia auto- realizadora diz que, quanto mais às pessoas acreditam em uma coisa, mais elas podem influenciar no seu acontecimento.

Isso quer dizer que, nesse exemplo Alguém diz que você não é bonito e você passa a acreditar nisso e acaba não se considerando uma pessoa bonita... A grande mídia, faz isso toda hora “caga” padrões a cada milésimos de segundo dizendo que, o padrão de beleza é X as pessoas que tem o padrão Y ou tentam se encaixar no padrão X ou, se possível, usam corretivos nas imperfeições para se enquadrar nesse padrão... Descobri que a maioria dos minhas amigas que eu considerava bonitas... toda aquela "beleza" não passavam de meio quilo de corretivo na cara...

Ainda na minha adolescência tinha um garoto muito lindo na minha escola e as meninas sem exceção babavam pelo garoto... O garoto era desenhista e um dia ele foi desafiado a desenhar as garotas e ele teve a ideia de desenhar partes do rosto das meninas que ele mais gostava... A parte que ele mais gostava de mim era a boca que ele achava muito bonita... Depois daquele dia, eu aprendi a gostar de alguns detalhes do meu corpo até dos meus olhos estrábicos... Mas, ainda assim nunca me achei bonita.


Fiz curso de fotografia em 2012 e tinha algumas pessoas que achava que estava fazendo curso de modelo, pois, era um tal de fazer “pose” para qualquer câmera que ameaçasse a ligar chegava a ser patético... Eu nunca gostei muito de ser fotografada, muito menos, de fotografar pessoas. Era um martírio fazer exercícios que envolviam fotografar os colegas de curso. Porém, as pessoas geralmente gostavam do resultado e “enxiam o saquinho” para fotografa-las. Reza a lenda, que alguns alunos conseguiram montar um Book com tantas fotografias... Até meados de 2012 não era moda as “Selfies” hoje em dia eu vejo como eu seria poupada dessas situações.

Aprendi desde cedo a gostar dos "Detalhes" sem precisar de meios como maquiagem, Photoshop ou filtros para mentir ou disfarçar algo que eu não sou... As mulheres se tornaram feias não por mostrarem suas imperfeições, mas, por não saber lidar com a cara limpa diante dos milhares "Selfies" cadê as "caras&bocas" e sorrisos nas fotos???

Who says
Who says you're not perfect
Who says you're not worth it
Who says you're the only one that's hurting
Trust me
That's the price of beauty
Who says you're not pretty
Who says you're not beautiful
Who says


Esse trecho da canção da Selena foi um "tapa com luva de pelica" em mim (principalmente) pois sempre quis seguir ou ter os padrões de uma pessoa considerada bonita e tive vários exemplos nesses vinte e poucos anos... que, esses padrões mudam e as opiniões também... Escutava antigamente que "beleza não se expõe na mesa" hoje se expõe nas redes sociais, mas, mostramos algo maquiado algo que não é real. Foto de cara limpa, devia ser "normal" no dia-a-dia de cada um e não escolher um dia como a Ana muito bem lembrou d a "terça sem make" para não usar maquiagem .

A verdadeira beleza esta nos "Detalhes" nenhuma maquiagem pode ser mais indispensável que olhos brilhando, sorriso no rosto... Maquiagem não disfarça "cara amarrada" então, bora ser feliz isso sim é indispensável para sermos bonitos por dentro e por fora!

7 de julho de 2019

Precisamos falar sobre Podcasts.


Podcasts são programas de áudio (podem ser de vídeo também), distribuídos através de um feed RSS, que permite que o usuário ouça o conteúdo online. Ou seja, o download vai sendo feito conforme você escuta, mas também pode ser baixado no formato MP3 ou algo do gênero para o aparelho de sua escolha, como um computador, celular ou tocador de MP3.

O termo podcast surgiu por causa do iPod, após a descoberta de como transferir esses arquivos de áudio disponíveis apenas em RSS para o iTunes. Assim eles poderiam ser tocados no produto da Apple. A nova forma de transmitir esses dados foi chamada de podcasting.

Podcast do Pi

Ao lado de Edu Mendas, Everton Cunha (Mr Pi) responde os e-mails dos ouvintes, comenta esse espaço de tempo entre o nascimento e a morte chamada de vida e aproveita pra falar sobre tudo mais que der vontade na hora.


Eu comecei  a ouvir o Everton Cunha em meados de 2001 na rádio Atlântida no falecido programa Pijama Show...  O podcast do Pi que foi um dos primeiros podcasts que eu comecei a ouvir... lembra um pouco do programa Pijama Show daquela época naquela época com mais assuntos bacanas do que musicas.


Meia hora sozinho


O Meia Hora Sozinho é um podcast muito parecido com final daquele filme 8 mile do Eminem saca? Só que ao invés do Eminem é o Alexandre Nickel falando sozinho durante meia hora. Mas nem sempre é meia hora e nem sempre é sozinho. Na verdade também não tem muito a ver com o final do 8 mile. Acho que deu pra entender né? Escuta aí.


Eu comecei a ouvir o podcast o Meia Hora Sozinho por causa do Coletivo de Najas que virou um feed também!!! Os integrantes do futuro "Coletivo de Najas" são: Thales Monteiro, Gabriela Carvalhal e Cotô.

Imagina Juntas 

Imagina Juntas é um podcast sobre a vida dos millenials que estão tentando ser adultos e (quase sempre) conseguindo. Ouça discussões sobre cultura pop, trabalho, dinheiro (e falta dele), relacionamentos e todo o resto das coisas importantes que a gente esqueceu de listar aqui. Apresentado por Carol "Tchulim" Rocha, Jéssica Grecco e Gus Lanzetta.


Sabe aquele papo entre amigas... Que sempre tem o amigo (o cota macho) para dar um sabor diferentão nos papos sérios??? O podcast Imagina Juntas... é isso. É apresentado pela Carol Tchulim, Jeska Grecco e Gus Lanzetta (a cota macho do programa).

Um Milkshake chamado Wanda

Notícias, fofocas, opiniões e bom-humor sobre o mundo do entretenimento e a da cultura pop servem de munição para as doses semanais do podcast Um Milkshake Chamado Wanda. Toda quinta-feira, às 13:17, Phelipe Cruz do Papelpop.com, Samir Duarte e Marina Santa Helena comentam os acontecimentos mais legais do showbiz. Ouça! Não seja Lotus! Seja Meryl!


Eu conheci o podcast Um Milkshake Chamado Wanda pesquisando sobre  podcasts... Estou ouvindo o episódio sobre redes sociais com a Bruna Vieira e estou adorando !!!

Vocês curtem podcasts??? 
Quais podcasts vocês indicariam???

4 de julho de 2019

O que as aventuras de Toy Story tem a ver com a sua vida?


Eu nunca sai tão incomodada de uma sala de cinema. Faço parte de uma geração que cresceu com o Andy e seus brinquedos... Acredito que o Toy Story 3 foi o fechamento ideal com o Andy preparando-se para ir para a faculdade: e dooando os seus brinquedos para a pequena Wandy. Porém, os nossos brinquedos favoritos precisavam nos ensinar a ultima (e mais importante) lição.


Toy Story chegou ao fim! O filme que deu vida aos nossos brinquedos e nos ajudou a enfrentar os desafios do crescimento encerrou a sua sequência com um filme diferente. O Toy Story 4 nos convida a refletir sobre a difícil arte de integrar desejos, realidades e mudanças de rumo na vida. E como não ficaríamos fora dessa, assistimos ao filme juntas e escrevemos esse texto a 6 mãos. Isto mesmo! Neste texto você encontrará o que a nossa “voz interior” diz sobre as personagens. Mas, atenção! Se você ainda não assistiu ao filme, cuidado! Aí vai nosso alerta de spoiller!

De uma forma tão original quanto o filme, escolhemos começar as nossas compreensões com uma personagem nova, o Garfinho! Que fofura divertida! Atrapalhado, desengonçado, esquisito, ele se sentia um estranho como um brinquedo e tinha a certeza de que era um lixo! Quem aí, meu amigo, nunca se sentiu assim alguma vez na vida?

É! Por mais absurdo que pareça, não é impossível que a familiaridade com o lixo nos faça percebê-lo como o lugar mais confortável do mundo. Já ouviram falar da zona de conforto? Era exatamente o lugar que o Garfinho insistia em ficar. Podia ser fedorento, mas era um lugarfamiliar e "quentinho". Pensar em sair do lixo, além de gerar medo do novo, colocava em risco a sua identidade de lixo. Então, dizia ele para ele mesmo: que tal voltar para o lixo e deixar tudo do jeito que está?

Bem! Este seria o final do Garfinho se Woody não estivesse determinado a tirá-lo da sua zona de conforto mal-cheirosa. Afinal, ele era muito importante para a adaptação da sua nova dona Bonnie na escola. Pois é! Woody, Bonnie e o Garfinho tinham uma necessidade em comum: encontrar um sentido para as suas novas vidas. Mas lá estavam eles, buscando um sentido antigo em um lugar novo! O verdadeiro “amigo estou aqui” das canções do filme estava ativo como nunca, ao lado de Jessie e Buzz.

Bem! Depois de muitas tentativas, Garfinho percebe que já não é mais um lixo. Ele virou o brinquedo que conforta a Bonnie nos momentos em que ela precisa enfrentar seus medos. E quer saber como Woody fez isso? Ele contou para Garfinho a sua história, com Andy – seu antigo dono e fez despertar em Garfinho o sentido de pertencer a alguém.


Woody não parou por aí! Ele também ajudou a personagem Gabby Gabby a resgatar o seu valor pessoal. Gabby é uma boneca de cor dos anos 50, fabricada com um defeito na voz. Ela vivia em um antiquário em busca de uma oportunidade para restaurar sua habilidade, porque achava que esse defeito era o responsável por nunca ter vivido a experiência de pertencer a uma criança. Woody, por sua vez, era um boneco de corda como ela, mas ao contrário de Gabby Gabby, já tinha vivido muitas aventuras com sua criança. Em um ato de generosidade Woody doa sua caixa de voz para Gabby Gabby, que após muitas decepções encontra uma criança perdida que se vincula a Gabby Gabby e a ajuda a encontrar seu sentido para viver.

É! Não é fácil interagir com os nossos defeitos também e, por causa disto, podemos amargar por uma vida inteira as consequência de conclusões equivocadas. Mas não precisamos nos desesperar por causa disto! Existem diversos Woodys prontos para nos dar uma mão, enquanto também procuram o sentido das suas vidas. Afinal, foi isto que Woody acabou descobrindo quando reencontrou com Betty, a boneca de porcelana que decidiu viver como um brinquedo perdido – ou será “achado”? Foi Betty que ajudou Woody a se dar conta de que já não estava mais fazendo sentido ser um brinquedo de uma criança. Ele já não sentia mais a mesmarealização de quando era o cheiro do Andy.

Como é difícil reconhecer uma realidade como essa, não é? Dói muito imaginar-se fora da sua zona de conforto. Alguma semelhança com Garfinho? Não sei você, mas nós já passamos por esse dilema inúmeras vezes na vida.


Ao mesmo tempo que é impossível deixar de lado o desejo de experimentar o prazer detransformar adversidades em diversão e explorar as possibilidades da vida. O que fazer? Woody deve ficar com Bonnie e seus parceiros ou se aventurar na vida livre de um brinquedo perdido ao lado de Betty? E o final surpreendeu! Woddy reconhece que já não havia mais nada para aprender ou contribuir naquele velho estilo de vida. Estava na hora de viver novas aprendizagens.

E assim, em uma despedida emocionante, ele transforma Jessie em xerife, ensina Buzz a ouvir sua “voz interior”, transfere para Garfinho a função de brinquedo de apego da Bonnie e se une a Betty para explorar o mundo!

Moral da história:

😊Aprenda a ouvir sua voz interior;
😊Abandone sua zona de conforto;
😊Aprenda com suas relações;
😊Descubra o sentido da sua vida hoje;
😊Aprenda a se despedir.

Se soubermos percebê-la e aprender com o que está ao nosso redor, conseguiremos evoluir sempre “ao infinito e Além!” como nos dizia Buzz. E se você precisar de um Woody, conte conosco para descobrir como sair do conforto, seja ele lixo ou defeito, e desenvolver-se a si mesmo na aventura da sua vida.


© Lado Milla
Maira Gall