19 de janeiro de 2020

30 antes dos 30: Ir a 10 bons shows.


O #cançãodesegunda surgiu porquê eu queria escrever sobre as musicas que eu estou ouvindo... Sobre os shows das bandas que eu gosto e que vou com frequência.:




Mazáaaaaaaaaaaaa... ÓBVIO que eu fui em VÁRIOS shows do meus mendigos favoritos. Sempre rende um bom diário de chalaça.


Eu tinha uma vaga lembrança do Rafael Malenotti (vocalista) quando ele participava do Pijama Show (um programa de rádio famoso do sul). Algumas semanas antes, fui no site da banda, afim de, escutar as músicas e lembrar se alguma já tocou na programação do Pijama Show. A minha grande surpresa é que eu curtia bastante ouvir a música "Fim de Tarde" na madrugada... Que era uma das musicas mais lindas da banda.




Quando eu recebi a foto logo, tratei de colocar no FOTOLOG e ficava admirando... Pois, tenho o péssimo costume de acreditar que os eventos bacanas que eu fui pela 1º vez nunca irão se repetir. Por exemplo: Esse show dos Acústicos e Valvulados. Felizmente, teve um show Pocket um mês depois e outros 17 shows na bagagem, sendo que, quatro desses shows foram na estrada (Porto Alegre/RS e Joaçaba/SC) 


[2] Nenhum de Nós 
[3] Rappa 
[4] Cachorro Grande

As musicas do Alemão estão na minha "memória afetiva" então quando tocou "Despedida", "Me leva pra casa", "Desabrigado"...Eu acabei chorando um pouco no show. Pois, essas musicas me lembram boa parte da minha adolescência. Quando eu virava as noites/madrugadas ouvindo rádio escondida e tinha aula cedo no dia seguinte na 6° e 7° série.



A 1° vez que assisto um show eu tenho a sensação que eu nunca mais terei chance de ver aquele show outra vez.... É angustiante! Apesar da angustia sinto uma gratidão enorme por ter conhecido os Caras das vozes aveludadas e roucas com idéias insanas das minhas madrugadas...


Esse foi o meu primeiro show que fui da banda, do segundo show da mesma na minha cidade¬¬ dessa vez não me liguei muito no set-listdo show, mas só não entraram no set duas musicas que serão lançados no novo álbum. 




A sensação de assistir um show pela primeira vez é mágico! Eu conheci o Nando da CNJ em 2009, quando ele e os meninos do Acústicos fizeram um show para tocar somente clássicos do Rock... Eu conheço 3ou9 musicas da Comunidade por causa da tal "memória afetiva" de ouvir musicas gaúchas na madrugada.





Quando eu comecei a escrever na blogosfera (Inicio do ano 2000), eu conversava com freqüência com outras pessoas que também escreviam suas mazelas na blogs. Sou péssimas em datas. Mas, lembro que em 2003 conversavamos na internet pelo MSN Messenger*. Um certo dia, uma dessas blogueiras que eu conversava na época, a Lud de Osasco/SP e nos seu status sempre estava escrito assim Ana e o mar - Teatro Mágico... ♫ e sem querer ela apresentou-me umas 3ou9 musicas de uma banda um tanto diferente dos padrões musicais em que eu estava acostumada a ouvir. Artistas independentes, donos de uma música poética e com conteúdo, a trupe “O Teatro Mágico”.


[09]Aerocirco:


Nessa época de 2008 há 2010 teve vários showzinhos bacanas na Célula e um desses foi da extinta banda Aerocirco que encerraram os seus trabalhos em 8 de novembro de 2013 e com muitos registros e histórias compartilhados nos quase 10 anos da banda.




[10] Vera loca:


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17 de janeiro de 2020

Uma crônica sobre o verão...


Hoje eu acordei muito mais cedo do que de costume, tirei a " máscara de dormir" dos meus olhos recém abertos olhei o celular e verifiquei no visor do celular que o dia estava nublado...

Queria ir a praia, e naquele dia nublado possivelmente iria chover e literalmente "afogar" os meus planos do inicio do final de semana...Não pensei duas vezes. Levantei da cama confortável, com a temperatura ideal do ar condicionado e fui colocar o biquíni por baixo de uma roupa confortável:O plano A, seria ir a praia e o Plano B, seria "sair por ai...",

Arrumando os últimos "ajustes" para sair e arrumando a bolsa de uma "possível" praia. Que tinha; Tolha, canga carteira com documento e uns trocados, minha caixinha de óculos; com os meus óculos de sol/grau e o livro que estou terminando de ler... Arrumando a bolsa e os meu planos lembrei das sábias palavras da minha vó que aprendeu com a minha bisavó.... E ela sempre repetia quando respondia sobre o tempo;

_Quem olha para tempo não faz viagem...

No ano que passou ... O que eu menos fiz, foi "olhar para o tempo..." e na maioria dos 365 dias daquele ano... fui pega desprevenida, com os dias de sol e os dias de chuva sem nem me importar com as possíveis lágrimas que podia rolar nesses dias de 2014.Sabe de uma coisa, não me arrependo! apesar de não ter GRANDES planos para aquele ano... A maioria das minhas metas, foram cumpridas independente do tempo lá fora, e principalmente do meu tempo aqui dentro...


Os Planos do inicio desse texto: a) ir a praia e b) sair por ai....Foram devidamente concluídos! Fomos em uma praia "Tradicional" aqui em Floripa e a beira do mar é um dos meus lugares preferidos para ler um bom livro e ouvir uma boa música no "set-list" do meu celular... O tempo, foi o que menos importou. Embora, o dia tenha ficado com um dia lindo e caloroso de sol.Sobre as lições que aprendi hoje foi que:


Quem olha para o tempo... Somente vê ele passar.

Quem olha para o tempo... Não, faz viagem e principalmente... 
Quem olha para o tempo... Não vai a praia!


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14 de janeiro de 2020

Canção de Segunda: Codinome Beija-Flor


Composta em 1985 e lançada no álbum Exagerado, Codinome Beija-Flor é uma das músicas mais bonitas e admiradas do Cazuza. Ao contrário de muitas músicas que o cantor compôs na época em que ainda fazia parte do Barão Vermelho, é uma canção mais contida e filosófica. 


Créditos: Divulgação

Isso tem muito a ver com o momento de sua composição: Cazuza escreveu Codinome Beija-Flor quando estava de cama, internado num hospital. Além da reflexão do artista nas letras, os versos são acompanhados só pelo piano e pelo violino, mostrando um lado do artista muito diferente do garoto rebelde do Barão. Imagina colocar o primeiro álbum solo do Cazuza pra tocar e descobrir essa versão madura do cantor?


História da música Codinome Beija-Flor


Quando Cazuza compôs a música, estava na cama do hospital observando beija-flores pela janela.

Daí vem a metáfora para quando um relacionamento não termina bem: o amor ainda existe e surge aquele sofrimento de ver o outro seguindo em frente (de flor em flor). Pronto: codinome beija-flor. Significado da música Codinome Beija-Flor

Antes da gente falar da letra da música, dá uma olhada nessa linda apresentação:


          


Lindo, né? Então vamos pensar um pouco sobre de onde vem esses versos:


Pra que mentir 
Fingir que perdoou 
Tentar ficar amigos sem rancor 
A emoção acabou


Aqui, o compositor nos dá o contexto: entre mentiras e perdões, notamos que algo está errado nesse relacionamento. Houve mágoa e não adianta tentar viver de aparências, porque resta um sentimento ruim de alguma das partes (ou de ambas).


Que coincidência é o amor 

A nossa música nunca mais tocou

O amor é cheio de coincidências e ironias, né? Se, por um lado, quando nos apaixonamos os sinais parecem estar em todos os lugares (como a música do casal tocando em todo canto), quando o amor acaba, os sinais podem parar junto.
É sobre isso que o artista reflete, usando nossa música como uma referência aos bons momentos que não voltam mais.


Pra que usar de tanta educação 

Pra destilar terceiras intenções


Nesse trecho, o compositor critica a cortesia do pós-término, em que ambos são cordiais mas não existe sinceridade nisso. Para Cazuza, resta um misto de ciúme, raiva e mágoa, com aquela confusão típica de fim de relacionamento.


Desperdiçando o meu mel 
Devagarzinho, flor em flor 
Entre os meus inimigos, Beija-Flor 

Eu protegi o teu nome por amor 
Em um codinome, Beija-Flor 


É nesse ponto que se cria um codinome: pode ser uma metáfora ao momento do relacionamento, mas também uma forma de proteger a pessoa amada de uma exposição. Fica o codinome de um pássaro lindo, mas que também não “pára quieto” em somente uma flor: é um dos animais conhecidos por serem poligâmicos e não-domesticáveis.


Não responda nunca, meu amor, nunca 

Pra qualquer um na rua, Beija-Flor 


Que só eu que podia 

Dentro da tua orelha fria 
Dizer segredos de liquidificador


Aqui, o ciúme fica claro. Como desapegar de um amor e deixar que outras pessoas possam tê-lo, compartilhar segredos e vulnerabilidades? É com esse dilema que Cazuza se depara, tentando lidar com o luto do relacionamento. A gente sempre acaba sendo um pouco narcisista e possessivo nessas horas, né? 


Você sonhava acordada 

Um jeito de não sentir dor 

Prendia o choro e aguava o bom do amor 
Prendia o choro e aguava o bom do amor


Aqui podemos ver que o ressentimento também existia durante o relacionamento. Muita coisa não era dita, as dores não eram manifestadas e a pessoa amada prendia o choro. Com essas palavras, a gente imagina como a relação era sofrida, mas que ainda existia um forte amor entre os dois



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© Lado Milla
Maira Gall