13 de agosto de 2020

Beda#13: Resenha Coraline, Neil Gaiman

                           


Livro: Coraline

Autor: Neil Gaiman
Editora: Intrinseca
Páginas: 224
Avaliação: ☕☕☕☕☕


Essa semana, eu terminei de ler o livro Coraline, é uma leitura infanto-juvenil dos gêneros de: Fantasia, Horror e Ficção Científica com uma narração bastante adequada para esse público. Somos apresentados ao universo de Coraline uma menina bastante corajosa  e que adora explorar novos lugares.


Somos apresentados a Srta. Spink ,ela que dá a Coraline o "amuleto" para a sua proteção e Srta Forcible que foram atrizes muito famosas e que moravam no apartamento abaixo do de Coraline, onde ela mora com a sua mãe verdadeira que é uma mulher muito ocupada, sempre está trabalhando em seu computador.  Ela limpa a casa e não gosta de jardinagem; O pai verdadeiro ele também é muito ocupado e ele cozinha na casa as comidas que Coraline não gosta.

“Os contos de fadas são mais do que verdade: não porque nos dizem que os dragões existem, mas porque nos dizem que os dragões podem ser derrotados.”

 A Bela Dama (outra mãe): é a primeira pessoa que Coraline enxerga depois de passar na pequena porta; O outro pai, ao contrario do original, cozinha muito bem e nunca esta ocupado quando a Coraline o chama; Sr. Bobinsky Também vizinho de Coraline, era um ginasta Russo, adora beterraba e queijo,tem um circo de camundongos espetaculares; Outra Srta. Spink: A outra Srta. Spink, não é muito diferente da original, mas como os outros,tem botões no lugar dos olhos; Outra Srta. Forcible: A outra Srta. Forcible, que nem a Srta. Spink,é muito parecida com a verdadeira; Outro Sr. Bobinsky: O outro Sr. Bobinsky, que nem o original, a não ser que a cor de sua pele é azul, tem um circo de camundongos que fazem malabarismos.

Eu comprei o livro físico na Livraria Catarinense nessas voltinhas praticamente quase "raras" nessa pandemia.


Nesta edição especial em capa dura, a capa do livro é no estilo Ilustrada: No caso da capa ilustrada, o designer utiliza uma ilustração para compor a capa. Essa ilustração pode ou não ocupar totalmente o espaço da capa. No entanto não há somente a ilustração na capa, há também diversos textos. Normalmente as fontes tipográficas utilizadas são extremamente expressiva. No entanto, ilustração e fonte tipográfica se complementam. Com introdução do autor e projeto gráfico exclusivo, coube ao renomado ilustrador Chris Riddell dar vida ao universo mágico e aterrorizante criado por Neil Gaiman.


Uma situação recorrente que acontece no decorrer da narrativa do livro  que pode ser considerado um gatilho é o abandono na 1°infância. quando os pais de Coraline estão trabalhando no computador de casa e demonstram através de uma fala um tanto repressiva que não podem sair para explorar na vizinhança com Coraline pois estão bastante ocupados.
“Eu não quero o que eu quero. Ninguém faz. Na verdade não. Que tipo de diversão seria se eu simplesmente conseguisse tudo o que sempre quis desse jeito, e isso não significasse nada? O que então? "

Neil Gaiman nasceu em Hampshire, Inglaterra, e hoje vive perto de Minneapolis, EUA. Descobriu seu amor pelos livros na infância. Começou a carreira como jornalista, mas logo o talento para construir tramas e universos únicos o levou para o mundo dos quadrinhos, com a aclamada série Sandman, e depois para a ficção adulta e infanto-juvenil.


No primeiro semestre,  eu li O Oceano no Fim do Caminho e eu acabei percebendo uma possível dificuldade com os livros de fantasia. Porém, eu me identifiquei com a Coraline quando eu era criança eu adorava explorar o "pseudo" porão que tinha na casa antiga onde eu morava e na maioria das vezes eu sentia que eu os adultos não me ouviam...

Certas portas não devem ser abertas. E Coraline descobre isso pouco tempo depois de chegar com os pais à sua nova casa, um apartamento em um casarão antigo ocupado por vizinhos excêntricos e envolto por uma névoa insistente, um mundo de estranhezas e magia, o tipo de universo que apenas Neil Gaiman pode criar.
"Nada mudou. Você vai para casa. Você ficará entediado. Você será ignorado. Ninguém vai ouvir você, realmente ouvir você. Você é muito inteligente e quieto para eles entenderem. Eles nem acertam o seu nome. ”
Ao abrir uma porta misteriosa na sala de casa, a menina se depara com um lugar macabro e fascinante. Ali, naquele outro mundo, seus outros pais são criaturas muito pálidas, com botões negros no lugar dos olhos, sempre dispostos a lhe dar atenção, fazer suas comidas preferidas e mostrar os brinquedos mais divertidos. Coraline enfim se sente... em casa. Mas essa sensação logo desaparece, quando ela descobre que o lugar guarda mistérios e perigos, e a menina se dá conta de que voltar para sua verdadeira casa vai ser muito mais difícil — e assustador — do que imaginava.

Coraline foi publicado pela primeira vez em 2002 e se tornou uma das obras mais emblemáticas do escritor. Repleta de elementos ao mesmo tempo sombrios e lúdicos, a história conquistou crianças e adultos em todo o mundo.

Movida à curiosidade, Coraline Jones é uma menina que acabou de se mudar para um apartamento em um casarão antigo. Tudo no lugar é novidade para ela: a quadra de tênis velha no jardim, os vizinhos excêntricos e a porta esquisita na sala de casa, que dá para uma parede de tijolos. Até que, num dia chuvoso e enevoado, ela descobre que essa porta é, na verdade, um portal mágico para um lugar macabro e fascinante, e sua vida vira de cabeça para baixo.


Como um espelho de seu mundo, esse outro mundo é uma versão bizarra de seu próprio apartamento, habitado versões malignas e assustadoras de seus pais de verdade, com uma pele muito branca e botões negros no lugar dos olhos. Coraline logo se dá conta de que o lugar guarda muitos perigos e que seus outros pais querem que ela fique ali. Para sempre.

Por ser  uma leitura infanto-juvenil com uma pitada de Horror e Fantasia a história torna-se uma história leve para esse publico. O estilo de texto é, narrativo é um tipo de texto que esboça as ações de personagens num determinado tempo e espaço. Geralmente, ele é escrito em prosa e nele são narrados (contados) alguns fatos e acontecimentos.

Embora,  os personagens do outro lado a Bela Dama (outra mãe): é a primeira pessoa que Coraline enxerga depois de passar na pequena porta; O outro pai, ao contrario do original, cozinha muito bem e nunca esta ocupado quando a Coraline o chama, Possam parecer perfeitos no primeiro momento... A Coraline acaba percebendo que precisa  dos pais verdadeiros que mesmo tendo a atenção negligenciada na maioria das vezes eles os amavam sem pedir nada em troca.

Se alguma vez eu reclamei da escrita do Neil Gaiman ou sobre o gênero fantasia desconsiderem... Essa foi uma das melhores leituras de 2020! A mensagem do autor é que:
"Porque coragem é quando você sente medo de fazer algo, mas faz mesmo assim, é quando você enfrenta o medo."

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Estarei comentando com vocês sobre o BEDA 

12 de agosto de 2020

Semana 20 - Fico de mau humor quando:



Encontrei o projeto 52 semanas bem bacana na Blogosfera que consiste em citar 5 respostas para cada uma das 52 perguntas abaixo, fazendo assim, um Top 5 por semana. É o projeto mais longo que eu já participei... Mas, parece ser divertido !!! Pretendo responder ao projeto todas as Quartas-Feiras. 

  1. Sou acordada 
  2. Pessoas grosseiras 
  3. Quando fico com fome 
  4. Pessoas invasivas 
  5. Quando estou com sono 










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Estarei tagarelando por lá também 

11 de agosto de 2020

Beda #11: Se não fosse...




Se não fosse o meu cabelo vermelho e a minha caneta favorita sem carga no tinteiro e se ambas as tintas não desbotassem com o tempo inteiro, não seria eu.

Se não fosse as minhas Raízes e as dores que carrego como cicatrizes. Se não fosse todo o amor e afeto dado pelos meus pais e parentes, e se os meus pais não fossem um pouco por mim educados. Essa não seria eu.

Se não fosse “meu relicário” cheio de memórias ou aquelas fotografias que fazem mais de um ano. E se não fosse os danos, não seria eu.

Se não fosse a minha escrita em folhas de papel, se não fosse o frio e o azul do céu, se a minha letra feia não parece garranchos aos olhos do Daniel. Essa não seria eu.

Se não fosse os meus erros de português e a minha tentativa frustrante de por os “pingos nos es”, se eu me importasse menos comigo e mais com vocês. Essa com certeza não seria eu! 

Se não fosse as minhas frases feitas e a minha busca incansável de “encaixar” as palavras perfeitas Se não fosse todos os sentimentos démodé beirando a clichês. Essa não seria eu!

Se não fosse os meus CDs organizados na estante, se não fosse os meus livros empilhados na penteadeira, se não fosse à preguiça que me persegue a tarde inteira. Essa não seria eu.

Se não fosse o “Verso estrofe e refrão” das melodias da banda favorita, Se não fosse tantas idas e vindas e se em Porto Alegre eu pudesse para sempre ficar. Essa não seria eu.


Se não fosse a Priscila da (TV COLOSSO) e as sextas feiras com as minhas vizinhas da Vila e a casa que o garoto dos olhos azuis morava… Se não fossem as dores e delicias do primeiro amor. Eu não seria eu.

Se não fosse as minhas escritas na madrugada e se eu não tivesse que acordar cedo mesmo que obrigada. Eu não seria eu.


   
© Lado Milla
Maira Gall