11 de novembro de 2014

Conto contigo?


Essa crônica nasceu depois de uma conversa com um amigo pelo MSN em algum mês do ano de 2010 me encontrei tanto nesse texto quando eu rê-li semana passada que resolvi postar ele novamente.
Que a minha falta de confiança nos últimos tempos virou desconfiança já não é novidade para ninguém, mas agora o que esta rolando é uma “peneirada” de quem realmente eu posso confiar, separando “o joio do trigo”. Não irei magoar ninguém com as minhas “descobertas”, pois no final elas acabam se entregando nos pequenos detalhes, e acabam entregando o porquê que vieram.

Eu mesmo nunca contei com ninguém, confesso que como filha única, eu fui muito (mimada) protegida, mas nunca tive alguém para contar minhas mazelas do dia-a-dia (acho que criança NÃO tem grades problemas, pois é uma fase de descoberta) meus sentimentos não eram expostos desde aquela época, tinha segredos também como qualquer criança que eu nunca tive coragem de contar para ninguém nem para as melhores amiguinhas da época, morria de medo que elas usassem esses segredos contra mim, tipo uma ameaça sabe? O que geralmente aconteciam com as outras crianças. 

Como já falei entre aspas, criança não tem grandes problemas para desabafar muito menos, grandes vivências de vida e suas mazelas se tornam uma proporção bem maior parecendo um problemão na visão dela, esperam do adulto apenas a simples resposta “vai ficar tudo bem” já que eles pensam que nós adultos somos o dono da situação (quem dera!).

Semana passada eu tive um papo meio que puxou esse assunto, sobre o desabafo do homem já adulto, esse sim tem uma vivencia uma histórico de vida e que em algum momento da sua vida ele se vê obrigado a desabafar com alguém… Então, meus caros amigos ai começam os dilemas desse papo:

· Quem do seu ciclo de amizades se interessa de verdade pelo seu desabafo?

· Quando o seu amigo pergunta como você esta ele realmente se interessa por sua resposta?

· E você realmente se importa com a resposta quando pergunta para um desses que você considera seus amigos

(…)

Com essas respostas se torna muito mais fácil “peneirar” esses amigos e saber quem realmente vai se interessar pelo seu desabafo e você com certeza também vai se interessar por esses momentos desabafos desse seu amigo, mesmo sem poder ajudar concretamente você ira saber que é bom desabafar com quem você confia.

Arrumei uma “briga” enorme com mais de mil, por não poder confiar eu acabei desconfiando o que é bem pior, não preciso listar meus amigos muito menos jogar na cara quem é, e quem não é, pessoas que realmente são meus amigos nem sabem que eu os considero tanto assim. Não rotulo as pessoas em relação à amizade, mas exijo o mínimo que é consideração e respeito se as pessoas não conseguirem ter nem o mínimo de respeito nem por você nem por ninguém eu mando passear na mesma hora.

Colaboração: Daniel

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