13 de setembro de 2015

Eu sou Divergente.



Eu nunca fui uma criança inteligente. Em uma pesquisa rápida, pude verificar que existe 7 tipos de inteligência. Sou aquele tipo de pessoa, que falharia fácil, em todos esses diferente tipos de inteligência. Eu era bobinha, não tinha quase nenhuma inteligência emocional vivia sofrendo bullying, só era aceita nas brincadeiras rotulada de "café com leite..." mas, aos olhos dos adultos eu era a menininha educada e sempre tinha umas tiradas ótimas sem ser inconveniente minhas notas eram medianas. Os meus castigos e broncas se davam por causa do meu boletim. Eu conseguia fazer as coisas, mesmos as minhas notas sendo mediana eu era aceita nas brincadeiras com as crianças do meu bairro mesmo com o rótulo de "café com leite"... Até que eu fui reprovada pela primeira vez.

Na terceira série, pela professora eu passaria porém, minha mãe achou que eu tava muito fraca em matemática e pediu para repetir o ano... Para uma garota, que não era nada popular aos poucos os alunos da minha turma foram me esquecendo e nem com o rótulo de "café com leite" me chamaram mais... Fiquei em uma turma de alunos mais novos, a possível "inteligência" foi me traindo e continuei sendo uma aluna mediana. 

Eu nunca fui uma criança inteligente mas, em exatas eu me superava na burrice... 

Na quinta série, eu reprovei em geografia (?) Sim, mudei de escola e aconteceu um troço estranho e até inédito, até aqui: os adultos não me achavam simpática, engraçada... e muito menos educada. Teve um episódio que de tanto ser agredida verbalmente eu acabei respondendo uma professora. Minha inteligência outra vez me traia pois, era minha obrigação tirar notas mais altas que os outros alunos mesmo eu nunca tendo visto aquelas matérias antes. Se antes, eu só era aceita nas brincadeiras com o rótulo de "café com leite". esses alunos, simplesmente não me chamavam para as brincadeiras: primeiro por causa de um colete cervical ; depois não me chamavam porque não queria mesmo... sofri o pior bullying da época da escola.

Já adolescente, participei durante um tempo de um grupo de jovens... Existia uma semana chamada de "semana das vocações" e nessa semana, veio uma palestrante que o titulo da sua palestra é Vocação e ela afirmava que, todo individuo tinha um Dom e isso era essencial para descobrir a sua verdadeira Vocação.A muito tempo essa palavra "Dom" me incomodou: Eu nunca fui boa em nada. Muito menos, nas coisas que eu me predispunha a fazer... Sempre faltava alguma coisa, nunca sai do mediano. Na fase jovem (rs) ouvi muito "Você é esforçada..." a ultima foi na banca do meu TCC mas, isso nem é considerado um elogio de verdade.


Vi somente o primeiro filme da saga Divergente e me identifiquei com a Beatrice (Shailene): 
ela foi criada na Abnegação, mas, ao fazer 16 anos, ela faz um teste de aptidão para escolher qual facção ela realmente fará parte. Ela opta pela Audácia, mas lá descobre que é na verdade uma divergente, o que significa que ela não pode ter uma categoria. Só que na sociedade em que ela vive isso pode custar sua vida.
Nos piores casos, eu seria Divergente por não ter aptidão nenhuma e não poder entrar em nenhuma facção... Já me causou muito sofrimento esse lance de ter que me encaixar de qualquer jeito... Sofria até o momento que finalmente me mandavam embora. Fui demitida do ultimo emprego. Na empresa que eu trabalhava, o estress era tanto, que eu tinha um ataque de piriri* em pelo menos quatro vezes na semana.

O ultimo episódio, aconteceu em uma atividade que serve " Para relaxar, controlando o nervosismo e a ansiedade. Além de tudo isso, você ainda pode socializar e fazer amigos!" era para ser, pelo menos... Eu percebi isso, quando eu fui em uma "aula" anterior e percebi que a energia era outra, os integrantes receptivos e mesmo estando "fora" eu consegui criar e me divertir com uma desenvoltura melhor do que quando eu estava com "a minha" turma. 

Será que agora eu me encaixo???


Quando eu li o texto da Ana Luiza e da Ana Vitoria percebi que eu deveria escrever esse texto. Mesmo que me sentisse uma "boxta" quando terminasse de escrever e fazendo um papel de coitadinha para o leitor que for lêr esse #mimimi

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