27 de setembro de 2015

Familia: Mais amor, menos rótulos...












lei 6583/13. Art. 2º: Para os fins desta Lei, define-se entidade familiar como o núcleo social formado a partir da união entre um homem e uma mulher, por meio de casamento ou união estável, ou ainda por comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes.
Essa historia começou quando o meu avô, que nasceu na cidade de Joaçaba localizada no oeste do estado, resolveu junto com a minha vó e uma penca de filhos á vir morar na cidade de Florianópolis (Santa Catarina). Junto com essa "penca" de filhos estava o meu pai, Sergio Alexandre da Silva, que se casou com uma moça linda, Suzana Alexandre da Silva que é uma das mulheres que eu mais sinto orgulho no mundo!

A minha história começou no dia 22 de fevereiro de 1986. Fruto de um relacionamento entre Sergio e Suzana. Meu pai e minha mãe souberam dar bons exemplos de: Respeito, Amor, Cumplicidade, Caráter Dignidade, Humildade... E principalmente, que essas atitudes são independentes de orientação sexual e identidade de gênero. Considero-me uma pessoa bastante sortuda, nasci em "berço de ouro" sendo uma criança desejada fruto de um casamento que já duram 31 anos.

Meu primo do coração, não nasceu com a mesma sorte: Sua mãe biológica era muito nova e tinha alguns problemas com drogas e outros filhos mais velhos e resolveu entregar o ultimo para adoção... Meus tios, são os melhores pai e mãe do coração que uma criança até então institucionalizada jamais poderia sonhar. Outro exemplo; é o meu primo de 2° grau, filho de mãe solteira, que sempre fez brilhantemente o papel de pai e mãe para ele e suas outras três irmãs... Ele é homossexual, e já demonstrou querer adotar uma criança com o seu parceiro e assim constituir uma Família.

Sempre entendi que Família é um grupo de pessoas ligados pelo laço do amor! Eu e meus primos (de coração e de 2° grau) somos a prova que "família é tudo igual" e bem estranhas na maioria das vezes...
Família: É formado por pessoas, ou um número de grupos domésticos ligados por descendência (demonstrada ou estipulada) a partir de um ancestral comum, matrimonio ou adoção.
FAMILIA


Em 2001, Aconteceu um caso que ficou bem conhecido na sociedade brasileira pelo fato de envolver um casal "homoafetivo". Cássia Eller, morava com sua namorada, Maria Eugênia Vieira Martins, com a qual criava seu filho Francisco, que era chamado carinhosamente de Chicão pelas duas. Quando a Cássia veio a falecer em razão de um infarto do miocárdio repentino. Após a disputa pela guarda do Chicão, ficou com a Maria Eugênia em termos jurídicos. A importância do caso se deu na esfera social. 

Naquele momento, o que ficou evidente para toda a sociedade, foi a questão da maternidade. Ficou muito claro que a M° Eugenia era a  mãe dele, a partir das fotos, vídeos, depoimentos de professores, psicólogos, amigos, que atestaram que ela estava na vida do Chicão desde o nascimento, como mãe. De alguma forma, o afeto e o amor vieram em primeiro lugar. Aquela criança foi amada e não pesou o fato de ter sido por duas mulheres. Naquela época, a opinião pública acolheu pois era muito claro que apesar da morte da mãe a M° Eugenia era o único parente  próximo daquela criança.

Hoje lendo a lei 6583/13 senti que a sociedade retrocedeu depois de14 anos desse caso. Em vez de, evoluirmos nos nossos próprios conceitos e atitudes. Estamos retrocedendo com pensamentos e pré-conceitos da idade da pedra... Antigamente, a câmera dos deputados tinham assuntos mais relevantes para discutir na camera de deputados do que, a sexualidade de cada individuo ou sobre o conceito de família.

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