30 de abril de 2018

A Bruxinha de Biscuit.




Quando eu era pequenininha do tamanho de um botão minha mãe sempre me contava uma história para dormir. A minha história preferida era: 

A BRUXINHA DE BISCUIT 



    Era uma vez, uma bruxinha que era feita de biscuit... Sua mãe lhe contava que ela foi feita assim por uma grande bruxa (boa) no dia mais feliz da sua vida. 

    A Bruxinha era tão pequenina que cabia na palma da mão: O corpo da bruxinha era de uma cor pálida; O formato do seu rosto era oval; os seus lábios eram finos e mantinham um sorriso que ia de orelha-a-orelha (caso a bruxinha ás tivessem) o sorriso cobria a metade do seu rosto; os seus cabelos eram perfeitamente encaracolados e pretos; os seus olhos negros eram miúdos e sorriam juntos com a sua boca no mesmo compasso. A pose da bruxinha, sentada abraçando as pernas tapavam o seu vestidinho da cor lilás que eram a mesma cor dos seus sapatos, e do seu chapéu de bruxa. 

    No dia em que a Bruxinha estava sendo "modelada" a temperatura da cidade estava maluca! Naquela semana, as 4 estações do ano deram o ar da graça: As folhas caíram das árvores e foi ficando um pouco frio... Assim com acontece no Outono. Foi ficando cada vez mais frio e as noites começaram a ficar mais longas que os dias... Assim com acontece no Inverno. No dia seguinte, o bairro estava todo florido. Com flores de todos os tipos e cores variadas... Assim como acontece na Primavera. E logo em seguida, a Bruxa sentiu um calor tão grande que parecia que o sol beijava a sua pele tão pálida quanto a sua Bruxinha de Biscuit. Assim com acontece no Verão. Fora as chuvas torrenciais que independente se estava fazendo calor/frio a chuva sempre caia...

    Em seus primeiros segundos de vida a Bruxinha de Biscuit era protegida por sua criadora (Mãe). Nos dias quentes, a Bruxinha era mantida na sombra ou em temperatura ambiente. Para que a ela não derretesse, literalmente. Nos dias frios, a mãe mantinha a Bruxinha aquecida para que o seu corpinho não sofresse rachaduras... E assim foi, durante os primeiros 18 anos de vida da Bruxinha. 

    No 19° aniversário da Bruxinha de Biscuit a comemoração seria em um luau. No dia anterior, a MAJU do Jornal Nacional disse que seria uma noite bastante fria... A mãe da Bruxinha fez ela prometer que se manteria aquecida. Mas, naquela noite a sua mãe não poderia continuar protegendo a Bonequinha de Biscuit como tinha feito nesses últimos anos... 

    A Bruxinha de biscuit avistou o menino mais bonito daquele Luau, o menino era de carne e osso estava próximo a uma fogueira as chamas era de uma luz viva sem igual... Ele tocava no violão os versos daquela canção, "[...] Garotos não resistem aos seus mistérios/ Garotos nunca dizem não/Garotos, como eu, sempre tão espertos/Perto de uma mulher, são só garotos.". 

    Quando os olhares do menino e da Bruxinha entrelaçaram--se a Bruxinha sentiu um quentinho no coração as suas mãos começaram a suar tanto que, os seus dedos começaram a derreter e mesmo sorrindo os olhos da Bruxinha começaram a cair algumas lágrimas... Sabendo o que aconteceria caso ela não fosse imediatamente para a casa, a Bruxinha saiu correndo do Luau sem dizer um simples "Oi" para o menino de carne e osso que foi o seu "amor a primeira vista". 

    Quando chegou em casa os seus dedos das mãos tinham derretido e por isso as suas mãos ficaram achatadinhas como um par de luvas... Os seus olhos negros, estavam um pouco ofuscados por causa das lágrimas que rolaram durante o trajeto. A Bruxinha de Biscuit manteve o grande sorriso em seus lábios mesmo com medo do "quentinho do coração" que o amor lhe proporcionou aquela noite.

    [...]


    _ Não tenha medo do amor minha menina... Você não é uma Bruxinha de Biscuit.





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    29 de abril de 2018

    Canção de segunda: "Al lado del camino"


    O #CançãodeSegunda dessa semana vai sair um pouco diferente. A musica "Al lado del camino"  do cantor Fito Paez que me marca e  na qual me vejo refletida do começo ao fim desde a primeira vez que eu ouvi na novela Argentina Casi Angeles em 2010 . A cada trecho da musica eu escrevo as minhas impressões pessoais sobre essa canção.



    "Eu gosto de estar do lado da estrada, fumando a fumaça enquanto tudo acontece , eu gosto de abrir meus olhos e estar vivo, tenho que lidar com a ressaca. Então, a navegação se torna precisa, em navios que colidem com o nada. Vivendo atormentado com significado, penso que esta, sim, é a parte mais pesada ".


    Me gusta estar a un lado del camino/ Fumando el humo mientras todo pasa/ Me gusta abrir los ojos y estar vivo/ Tener que vérmelas con la resaca/ Entonces navegar se hacer preciso/ En barcos que se estrellen en la nada/ Vivir atormentado de sentido/ Creo que ésta, sí, es la parte mas pesada


    Eu acredito que cada pessoa tenha um mundo paralelo e que gosta de estar lá... No meu mundo paralelo, eu me revelo na medida em que as outras pessoas revelam-se ... Mas eu também gosto do mundo real de pessoas imperfeitas e caricatas e relacionamentos que parecem "barcos que se estrellen en la nada". Porém, é preciso navegar... eu gosto de abrir meus olhos e estar vivo, mesmo tendo que lidar com a ressaca.


    "Em tempos em que ninguém escuta a ninguém, em tempos em que todos contra todos, em tempos egoístas e mesquinhos, em tempos em que estamos sempre sozinhos. Será necessário declarar-se incompetente, em todos os assuntos de mercado. Um terá que declarar-se inocente ou, um deve ser abjeto e sem coração. Eu não pertenço mais a nenhum "istmo", me considero vivo e enterrado. Eu coloquei as músicas no seu Walkman, o tempo para mim, me colocou do outro lado. Vou ter que fazer o que é e não porque vou ter que fazer o bem e fazer o estrago. Não se esqueça que o perdão é o divino e às vezes errar é geralmente humano ".

    En tiempos donde nadie escucha a nadie, En tiempos donde todos contra todos, En tiempos egoístas y mezquinos. En tiempos donde siempre estamos solos, Habrá que declararse incompetente, En todas las materias de mercado, Habrá que declararse un inocente. O habrá que ser abyecto y desalmado,Yo ya no pertenezco a ningún istmo. Me considero vivo y enterrado. Yo puse las canciones en tu walkman. El tiempo a mi me puso en otro lado. Tendré que hacer lo que es y no debido. Tendré que hacer el bien y hacer el daño. No olvides que el perdón es lo divino. Y errar a veces suele ser humano.

    São tempos difíceis... Não somente para os sonhadores. Na maioria das vezes as pessoas sente-se sozinhas mesmo estando acompanhadas de pessoas egoístas e mesquinhas, que além de não te trazer companhia tiram um pouquinho da sanidade mental que ainda lhe resta. Nesse caso, Sorria e finja demência. Será necessário declarar-se incompetente, em todos os assuntos de mercado. É bom saber que dominamos aquele 10 na aula de Física ou naquela matéria mais F@#% da sua graduação. Mas, devemos mostrar desde cedo que a nota alta não nos define e a nota baixa não te faz pior que ninguém! é só uma nota... Um terá que declarar-se inocente ou, um deve ser abjeto e sem coração. Eu sei que mesmo sangrando o meu coração não vai parar de bater.


    "Não é bom ter inimigos, que não estão à altura do conflito. Eles acham que estão travando uma guerra e fazem xixi como meninos. Quem vagueia ministérios sinistros fazendo a paródia do artista. Que tudo o que brilha neste mundo só lhes dá caspa e lhes dá inveja. Eu era uma criança triste e encantada dos Beatles, cana Legui e maravilhas. Os livros, as músicas e os pianos. O cinema, as traições, os enigmas. Meu pai, a cerveja, as pílulas, os mistérios, o uísque. As pinturas a óleo, o amor, os cenários. A fome, o frio, o crime, o dinheiro e as minhas 10 tias fizeram de mim este homem enreverado ".

    No es bueno nunca hacerse de enemigos, Que no estén a la altura del conflicto, Que piensan que hacen una guerra, Y se hacen pis encima como chicos, Que rondan por siniestros ministerios, Haciendo la parodia del artista, Que todo lo que brilla en este mundo, Tan sólo les da caspa y les da envidia, Yo era un pibe triste y encantado, De Beatles, caña Legui y maravillas, Los libros, las canciones y los pianos, El cine, las traiciones, los enigmas, Mi padre, la cerveza, las pastillas los misterios el whisky malo. Los óleos, el amor, los escenarios, El hambre, el frío, el crimen, el dinero y mis 10 tías. Me hicieron este hombre enreverado

    Na minha infância, eu nunca fui uma "valentona" mas, de vez em quando eu ouvia vá brincar/brigar com alguém do seu tamanho! E esse foi um aprendizado que eu levei para vida o tamanho não era mais aquele contado em centímetros... Hoje em dia, o tamanho são medidos em nivel de bondade do outro que saiba respeitar a opinião alheia sem agredir quem tem a opinião diferente da sua. Sou extremamente feliz com a mulher em que me tornei. Acredito que os livros, as músicas, filmes e séries. Até as minhas crises de ansiedade foram importantes e não tiraria nada para mudar o meu trajeto até aqui.


    "Se você me encontrar na rua, me dê seu beijo e não se preocupe. Se você perceber que estou pensando em outra coisa, não é ruim, é uma brisa. A brisa da morte no amor, que gira como um anjo assassino. Mas não tenha medo, sempre acontece comigo. É apenas a intuição do meu destino ".

    Si alguna vez me cruzas por la calle, Regálame tu beso y no te aflijas, Si ves que estoy pensando en otra cosa, No es nada malo, es que pasó una brisa, La brisa de la muerte enamorada, Que ronda como un ángel asesino, Mas no te asustes siempre se me pasa, Es solo la intuición de mi destino

    Eu amo muito o meu "Mundinho Particular" e valorizo muito os meus momentos de solitude, aquele que me faz voar e andar pelo mundo inventar minha vida, meus planos, meus objetivos. Os meus momentos de "transe" eu coloco o fone de ouvido e escrevo sem parar... Nem sempre são textos publicáveis.


    "Eu gosto de estar do lado da estrada, fumando a fumaça enquanto tudo acontece. Eu gosto de voltar do esquecimento para lembrar em meus sonhos da minha casa. Do menino que jogou bola, 49585. Ninguém nos prometeu um jardim de rosas , falamos sobre o perigo de estar vivo. Eu não vim para entreter sua família enquanto o mundo desmorona. Eu gosto de estar do lado da estrada, gosto de me sentir ao meu lado. Eu gosto de estar ao lado da estrada para dormir todas as noites em meus braços ".
    Me gusta estar a un lado del camino, Fumando el humo mientras todo pasa, Me gusta regresarme del olvido, Para acordarme en sueños de mi casa. Del chico que jugaba a la pelota, Del 49585, Nadie nos prometió un jardín de rosas, Hablamos del peligro de estar vivo, No vine a divertir a tu familia, Mientras el mundo se cae a pedazos, Me gusta estar al lado del camino, Me gusta sentirte a mi lado, Me gusta estar al lado del camino. Dormirte cada noche entre mis brazos.
    Eu gosto de estar do lado da estrada, fumando a fumaça enquanto tudo acontece... Embora o passado seja um abitat aconchegante.  Gosto de lembrar a menina que fui a"guria de apartamento" que sempre foi café com leite na maiorias das brincadeiras de rua. Gosto de sentir a minha familia por perto e os amigos que conquistei nessa caminhada fumando a fumaça enquanto tudo acontece...




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    25 de abril de 2018

    FOTOGRAFIA : IDES - Divino Bingo


    Semana passada, eu fotografei o  Divino Bingo. Um evento beneficiente do  IDES- Irmandade do Divino Espirito Santo.


    A IDES é uma organização católica, filantrópica, assistencial e sem fins lucrativos, sediada em Florianópolis e gerenciada por uma diretoria voluntária, escolhida em eleição e renovada a cada dois anos. O Provedor é o principal representante desta diretoria. Mantem-se com doações, contribuições financeiras, promoções, convênios, apoios de parceiros e aluguéis.


    Eu fiquei chocada com a beleza desse lustre.




    As "comidinhas" doces e salgados vinham nessas quentinhas.

    Voluntárias da IDES



    Coordenação do evento




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    23 de abril de 2018

    Canção de Segunda: Eu Preciso Dizer Que Te Amo - Cazuza


    O local da criação de Eu Preciso Dizer Que Te Amo foi uma propriedade que a família de Cazuza possuía, em Fazenda Inglesa, Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro. Foi composta a seis mãos por Bebel Gilberto, Dé Palmeira (na época namorados) e Cazuza.


    Inspirado com a melodia sendo criada, Cazuza – que na época estava lendo muito a Bíblia – introduziu na letra os seguintes versos: Eu preciso dizer que te amo, desentalar esse osso da minha garganta. Bebel conta que Cazuza queria usar isso e disse a ele que os versos eram muito fortes. “Caju, essa parte não está encaixando muito bem, não tem outra coisa que você queira dizer?”, sugeriu a cantora. Eu fiz uma busca no Google para ver se encontrava esse trecho da Bíblia, mas não obtive resultado.. De acordo com Bebel, esta foi a última música feita para o disco de estreia dela, um EP (extended play), lançado pela WEA, em 1986, batizado com o nome da cantora.



    Primeiro disco de Bebel Gilberto (1986) e que trazia Eu preciso Dizer que Te amo pela primeira vez

    “O processo de criação foi espontâneo. Essa música foi muito especial. Era como se o Cazuza estivesse sentado aqui e, por acaso, o violão estivesse ali. A gente começou a cantar, e o canto virou uma música. Não foi aquela coisa de sentar e fazer [a música] (…) A gente estava em frente a lareira da casa, e ela saiu como um filho (…) em 40 minutos”, relembrou a cantora para o livro Eu Preciso Dizer Que Te Amo – Todas as Letras do Poeta, lançado em 2001, com autoria de Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, em depoimento à jornalista Regina Echeverria.


    Dé recorda que quando chegava nessa frase a música não seguia. “Desentalar esse osso da minha garganta é muito punk. Eu pensei em fazer um blues com essa frase, mas o resto da música é muito romântico”, disse o baixista em um especial para o Canal Bis em 2013. Ele conta ainda que o Cazuza bem tranquilo respondeu, “pô, porque você não me falou isso antes, cara, peraí”, e subiu para o quarto e em cinco minutos desceu com a nova letra batida a máquina, já com o novo refrão “eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou perder sem engano, eu preciso dizer que te amo tanto”. “Ele foi ferino, certo e exato nessa frase. Essa música é o nosso standard. Ela é linda! Eu acho que tinha algum deus ajudando a gente ali, naquele ambiente, naquela casa… Foi tudo certo”, avalia Dé. 



    Apesar do primeiro registro da canção em disco ter sido feita por Bebel, foi a cantora Marina Lima, que em 1987, ao incluir a canção em seu disco Virgem, tornou Eu Preciso Dizer Que te Amo “famosa”. “Foi o Cazuza que me mostrou [a música] numa fita cassete. Tinha o Dé tocando violão, a Bebel cantando e o Caju fazendo uns contracantos. Eu achei que ela tinha a ver com o disco Virgem, que vinha preparando”, lembrou Marina.


    Na gravação Marina omitiu a última estrofe da música Eu já nem sei se eu tô misturando/Eu perco o sono/Lembrando em cada gesto teu uma bandeira/Fechando e abrindo a geladeira/A noite inteira. “Eu acho que aquela parte não existe. É totalmente irrelevante da canção. Acho que a música vira uma seta no alvo sem aquela parte”, explicou a cantora sobre o fato. “A Marina não gostou da terceira parte, não achava necessária e gravou da maneira que achava melhor. Eu gosto muito da gravação original, da fita cassete. Mas gosto de todas [as outras gravações], acho que todas as regravações mostram um lado da canção que eu não conhecia”, teoriza Dé.


    Marina já era um nome consagrado na música brasileira e considera que ter gravado Eu Preciso Dizer Que te Amo em seu disco de 1987, ajudou a transformar a música em um dos clássicos “oitentista”. “Com certeza. Porque eu sendo compositora, gravei uma música do Cazuza por admiração. E foi um disco que estourou, vendeu muito”, recorda.


    Eu Preciso Dizer Que te Amo trata do difícil, delicado e complexo tema de uma relação de amizade que se transforma em amor. Acredito que muitos de nós já tenha passado pela situação de evitar uma possível friendzone, mas ter o receio do outro não “partilhar” os mesmo interesses e por isso mesmo sofrer calado as “dores de outro amor” do amigo.


    Léo Jaime, amigo pessoal de Cazuza, e um dos muitos artistas que gravaram Eu Preciso Dizer Que te Amo, diz que, apesar de gostar da canção, incluí-la em seu álbum Todo Amor, de 1995, não foi algo pensado com antecedência. “A ideia de gravá-la foi meio de última hora, e o Dé estava presente, um dos autores. A nossa versão tinha o mesmo corte da letra que a Marina já havia feito. E mudamos completamente a harmonia. Adoro esta música”, relembra Léo, que fez uma versão “diferente” da canção. Ao contrário das outras registradas, num tom mais “intimista”, a versão de Léo Jaime tem a levada de uma balada pop, em que o “eu lírico” assume de uma vez por todas o “risco” de ganhar ou perder e nunca demonstra dúvida de mostrar seu sentimento.



    O registro na fita cassete, com Dé ao violão, Bebel e Cazuza nos vocais, que Marina ouviu pela primeira vez, foi feito logo após a composição ser concluída. Na gravação podemos ouvir claramente o barulho da tecla “REC” de um gravador caseiro ser acionada e a voz de Cazuza na sequência “apresentando” a obra, indicando que Bebel iniciará cantando. Para isso ele pede “por favor, não façam barulho no ambiente” e pede pelo “maestro” Dé seguido de um “vai Sapo”. “Foi o primeiro registro numa fita cassete na hora em que finalizamos a canção. Cazuza mandou a letra, mas fizemos a canção os três juntos. “Sapo” nesse caso sou eu, mas todo mundo na época se chamava de vários nomes inventados”, relembra Dé. Em 1988 Cazuza, Dé e Bebel Gilberto receberam o Prêmio Sharp de Música (referente ao ano de 1987) de “melhor música pop-rock”, com Eu Eu Preciso Dizer Que te Amo.






    Essa gravação caseira, o primeiro registro de Eu Preciso Dizer Que te Amo, foi recuperada nos anos 1990, remasterizada e lançada oficialmente em 1996, no disco Red Hot + Rio. Além de Bebel Gilberto (1986 e 1992), Marina Lima (1987) e Léo Jaime (1995), a canção foi regravada por Pedro Camargo Mariano (para o especial Som Brasil – Cazuza, 1995), Cássia Eller (Veneno Antimonotonia, 1997), Emílio Santiago (Preciso Dizer Que Te Amo, 1998), Jay Vaquer (Cazas de Cazuza, 2000) e Zizi Possi (Bossa, 2001). Cazuza, Dé e Bebel ainda fizeram juntos Mulher Sem Razão, Minha Flor Meu Bebê, Mais Feliz e Amigos de Bar.


    Eu Preciso Dizer Que te Amo

    Quando a gente conversa Contando casos, besteiras Tanta coisa em comum Deixando escapar segredos E eu não sei em que hora dizer Me dá um medo

    É que eu preciso dizer que eu te amo Te ganhar ou perder sem engano Eu preciso dizer que eu te amo tanto

    E até o tempo passa arrastado Só pra eu ficar do teu lado Você me chora dores de outro amor Se abre e acaba comigo E nessa novela eu não quero Ser teu amigo

    É que eu preciso dizer que eu te amo Te ganhar ou perder sem engano Eu preciso dizer que eu te amo tanto

    Eu já nem sei se eu tô misturando Eu perco o sono Lembrando em cada gesto teu uma bandeira Fechando e abrindo a geladeira a noite inteira

    Eu preciso dizer que eu te amo Te ganhar ou perder sem engano Eu preciso dizer que eu te amo tanto

    Cazuza, Bebel e Dé, amigos na vida e na música
                              



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    14 de abril de 2018

    Blogagem Coletiva: Minha coleção de...


    "... Alguns colecionam como trabalho
    outros só como herança
    tem quem colecione como um hobbie
    e eu coleciono como lembrança."

    Na minha infância, sempre que eu gostava muito de algum objeto eu arrumava um jeito de ter outros objetos para colecionar. As minhas primeiras coleções foram de:  Tazos (aqueles que vinham nos salgadinhos...); figurinhas de chicletes; adesivos decorativos (tinha até um álbum com folhas autocolantes para colocar esses adesivos...); Na minha época mais fanática de Chiquititas e Sandy&Junior  eu colecionava todas as reportagens que saiam nas revistas (antes da internet...) e guardava em folhas de plástico em um fichário da época evolui para vários pôster de outras bandas que eu gostava na época.

    Hoje em dia, eu tenho alguns objetos (colecionáveis...) que fazem um papel decorativo na minha estante de livros e no meu quarto.

    Bottons Literários (músicos e bandas):


    Eu comecei a colecionar Bottons-literários em 2013. Já falei sobre elas aqui no blog, onde falo sobre os eventos da Intrínseca por isso não vou me prolongar muito. Atualmente, eu tenho 26 bottons que ficam guardados nessa lata.



    Marcadores de Livros:

    Eu compro os meus livros nas livrarias-físicas da minha cidade. Quando finalmente eu escolhia o livro que ia comprar e caminhava até o caixa para finalizar a compra, a atendente colocava um "marcador de pagina" dentro do meu livro novo. Geralmente, era um marcador bem fulerinho fazendo propaganda da própria livraria e outras vezes marcadores- literários. A editora Intrínseca uma vez no ano faz a Turnê Intrínseca, e sempre tem um kit com marcadores de livros e Bottons literários para as pessoas que vão no evento é de onde vem a maioria dos bottons/marcadores da minha coleção.


    Ganhei em um sorteio no blog Mil alices que veio esse marcador de páginas fofo com a carinha da alice que faz companhia para versão pocket da editora Zahar


    Mc Donalds


    Compro o Mc Lanche Feliz por causa do brinde #confesso! As miniaturas decoram a minha estante de livros.


    Kinder (Os sobreviventes...)

    E u guardava essas miniaturas do Kinder em uma caixinha de papelão do Unibanco e que tem um valor bastante afetivo (de uma época bastante bacana da minha vida...) comprei outros Kinder´s desde então, a coleção foi aumentando/diminuindo e tive que guarda-los dentro desse pequeno báu de madeira.







    A
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    13 de abril de 2018

    Filme: Elis Regina


    Ficha técnica:

    Direção: Hugo Prata
    Roteiro: Luiz Bolognesi, Vera Egito, Hugo Prata
    Elenco:  Andréia Horta, Lúcio Mauro Filho, Gustavo Machado, Ícaro Silva, Caco Ciocler, Julio Andrade
    Nacionalidade e lançamento: Brasil, 24 de novembro de 2016.


    Sinopse: cinebiografia de uma das maiores artistas brasileiras de todos os tempos, a gaúcha Elis Regina Carvalho Costa. Acompanhando desde o começo do sucesso da cantora até o precoce falecimento.A voz de Elis Regina acompanha gerações. O sucesso da “pimentinha” nos anos 60/70 repercute até hoje. Não raro vemos especialistas a colocarem como a maior cantora nacional. O longa Elis se propõe a nos conduzir por quase duas décadas da vida da artista, entre 1964 e 1981. Vemos o início da carreira, a participação no festival da TV Excelsior, o sucesso internacional, a questão com a ditadura, além dos dois casamentos e filhos.


    Abrir o filme com “Como Nossos Pais” foi um grande acerto. Pega em cheio os fãs e já marca a potência vocal e emocional da personagem. No inicio do filme vimos a sutileza e vigor que Elis merecia. No meio de uma narrativa atropelada e com algumas opções bem questionáveis.

    O pai de Elis é apresentado exclusivamente como uma figura que só pensa em dinheiro... ou a falta do mesmo. Toda cena que ele aparece há esse viés. Independente de isso refletir ou não a personalidade de Romeu Costa, tal elemento fica redundante e maniqueísta. A figura paterna some ao longo do filme e a materna nem aparece... Basicamente foi: “temos que mostrar o pai, vamos jogar aqui no começo de qualquer jeito”. Problema, aliás, presente durante toda a expressão cinematográfica.

    Desde que eu soube que a Andréia Horta iria interpretar a Elis... eu fiquei apreensiva não por causa de sua atuação, mas por não conseguir ver semelhança com a cantora... Usando com constância o indefectível sorriso de Elis, traço que de fato não poderia ficar de fora. Contudo a atriz se apóia nesse maneirismo por mais vezes que o necessário. Ficando um personagem caricato Apesar dela emular de forma eficaz a movimentação da cantora, a interpretação fica cansativa e pode até afastar o público.

    Todavia, o que é mais problemático, A opção de usar a voz da Elis nas apresentações musicais. Eu esperava uma interpretação da atriz principalmente nas musicas. A voz não combinava e mesmo a dublagem estando síncrona, havia um certo descompasso incômodo. 


    O filme Elis é daqueles casos que a personagem é mais interessante que o filme. O final é o ápice da mão pesada do diretor. Não ficou claro o real motivo da sua morte "O fato foi que ela consumiu uma quantidade de cocaína com Cinzano. A bebida potencializou o efeito da droga, ela teve uma parada cardíaca e morreu.". Só mostrou o abuso de bebida alcoólica. Na tentativa de dar mais emoção, ele usa de um dos recurso piegas. Elis não é um desastre cinematográfico (quase consegue tal feito), mas se boicota a todo instante e considerando o material que tinha em mãos poderia entregar muito mais.



    1. COMO NOSSOS PAIS

    2. MENINO DAS LARANJAS

    3. ARRASTAO (GRAVAÇAO ESTUDIO)

    4. UPA NEGUINHO

    5. CINEMA OLYMPIA

    6. ATRAS DA PORTA

    7. MADALENA

    8. CABARE

    9. FASCINAÇAO

    10. O BEBADO E A EQUILIBRISTA

    11. AOS NOSSOS FILHOS

    12. VELHA ROUPA COLORIDA

    13. A NOITE DO MEU BEM

    14. DEUS LHE PAGUE

    15. O PATO (LENIE DALE &; SAMBALANÇO TRIO)

    16. BORANDA (NARA LEAO)

    17. O SOL NASCERA (A SORRIR) (CARTOLA)

    18. IN AND OUT OF LOVE (DIANA ROSS & SUPREMES)

    19. SAMBLUES

    20. COMEÇO





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    11 de abril de 2018

    LI ATÉ A PÁGINA 100 E… #01 Tá todo mundo mal: O livro das crises

    Essa TAG  foi criada pela Estante Lotada  Em 2011 que antigamente era em formato de  coluna em seu Blog. Para falar um pouco dos livros que estava lendo antes ou em vez de fazer a resenha. A ideia surgiu porque até a página 100 já dá pra ter uma ideia geral sobre o livro né? Se quer continuar lendo, se a personagem principal é legal, se a história é interessante e etc.

    Ta Todo Mundo Mal: O livro das crises
    Jout Jout
    Companhia Das Letras - 200 páginas

    Primeira frase da página 100:

    Quando na verdade a gente ja cresceu faz tempo, mas é tão insuportavel crescer que a gentefica jogando lá para a frente.


    Do que se trata o livro?

    Do alto de seus 25 anos, Julia Tolezano, mais conhecida como Jout Jout, já passou por todo tipo de crise. De achar que seus peitos eram pequenos demais a não saber que carreira seguir. Em Tá todo mundo mal, ela reuniu as suas melhores angústias em textos tão divertidos e inspirados quanto os vídeos de seu canal no YouTube, Jout Jout, Prazer. Família, aparência, inseguranças, relacionamentos amorosos, trabalho, onde morar e o que fazer com os sushis que sobraram no prato são algumas das questões que ela levanta. Além de nos identificarmos, Jout Jout sabe como nos fazer sentir melhor, pois nada como ouvir sobre crises alheias para aliviar as nossas próprias!


    O que está achando até agora?

    Estou adorando as crises da Julia. Já passei a maioria dessas crises


    O que está achando da personagem principal?

    Melhor quote até agora:

    Então quer dizer que acabaram as crises?, você me pergunta.
    Risos.
    Vai continuar lendo?

    Sim.


    Última frase da página:

    E então o moço bate na janela.


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    9 de abril de 2018

    Canção de segunda: Madalena - Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza



    Madalena é , na verdade, um nome fictício. Apesar de ter sido inspirada em uma mulher real, seu nome não era este, e sim Vera Regina.

    A letra de Madalena, composta por Ronaldo Monteiro de Souza em parceria com Ivan Lins, retrata a dor de um término de namoro. Ronaldo namorava Vera Regina há 3 anos, quando o romance terminou. Desolado, ele foi se consolar em um bar de Copacabana. Olhando o mar, surgiu a frase que daria início à música: “o mar é uma gota, comparado ao pranto meu”. O resto da letra foi escrita em um guardanapo, no bar mesmo.

    Vera Regina só ficou sabendo da homenagem muito tempo depois. Mas porque o nome Madalena? Diz Ronaldo que não queria usar o nome de Vera Regina e que Madalena foi o primeiro nome que lhe ocorreu. Foi uma boa escolha, visto que a música fez sucesso e se consagrou na voz de Elis Regina. Ivan Lins também cantou tanto esta música que acabou enjoando. Verdade! O sucesso foi tanto que as pessoas sempre pediam para que ele a tocasse em seus show.




    Depois da “primeira” Madalena, várias outras surgiram. Fagner tem uma música chamada Madelena; Seu Jorge, também tem uma chamada Madá – um sucesso também.



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    © Lado Milla
    Maira Gall