29 de maio de 2019

[Template] Peças do quebra-cabeça se encaixando...

Eu deveria estar escrevendo uma síntese de três paginas sobre; A linguagem simbólica dos mitos, contos de fada e lendas em Arte-terapia que foi o conteúdo da aula desse final de semana da minha Pós-graduação. 

Eu deveria estar escrevendo outras coisas... Porém, eu resolvi "mudar" a cara do Blog. Embora, eu tenha necessidade de mudanças eu fiz poucas mudanças desde que eu encontrei o tema base da Maira Gall já famosinho na Blogosfera. 

A imagem de peças do quebra-cabeça se encaixando...  Já esteve no banner em outro momento... Mas hoje, talvez seja um pedido do meu inconsciente.O menu fixo no topo do blog continua com a cor castanho avermelhado e escrevi uma nova pagina do Projeto 30 antes dos 30 mesmo estando três anos atrasados. As bordas do "Perfil" estão laranjas para não ficar TUDO avermelhado...

Embora, as mudanças sejam constantes... Eu me encontro com saudades de uma rotina saudável dos últimos meses da faculdade... Eu não queria estar tão frustrada com a Pós graduação de Arte Terapia e principalmente pela estágio que eu mesma escolhi... Queria um trabalho com carteira assinada e nem precisa ser da área de Psicologia (mas, estou saindo mais frustrada das entrevistas de emprego do que entrei...) 

Essa postagem é para"inaugurar" o Template e o Banner novo! escreverei textos melhores na sequência. Prometo.



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27 de maio de 2019

Canção de segunda: Não é uma tragédia.


Nessa segunda-feira, Assistindo as reportagens sobre O cantor Gabriel Diniz, conhecido pelo hit "Jenifer", morreu nesta segunda-feira (27), aos 28 anos, na queda de um avião de pequeno porte no povoado Porto do Mato, em Estância, na região sul de Sergipe. 

Pessoas, este texto foi escrito por Marcos Piangers quando a irmã descobriu um tumor agressivo na mama esquerda. Em vez de Canção de segunda, trago aqui esse texto  para que possamos refletir sobre tudo o que temos passado nestes últimos anos (pós-eleição). O que é realmente uma tragédia ou coisas que fazem parte da nossa vida e que também vai passar.

Não é uma tragédia.

Essas coisas acontecem. Um jovem adoece no verão. Um senhor é atropelado por um taxi. A biópsia aponta que o tumor é maligno. Essas coisas acontecem todo dia. E todos os dias saímos de casa achando que jamais acontecerá conosco. Uma doença leva embora um pai. O médico comunica um exame preocupante. Uma moto atravessa um sinal fechado. Todos os dias isso acontece. E todos os dias nossos planos são os mesmos. Trabalho, almoço, trabalho, jantar.

Não acho que seja uma tragédia quando essas coisas acontecem com a gente. Dizemos: “Que tragédia! Morreu tão cedo!". Não acho que seja uma tragédia. Acho que a vida é um amontoado de caos e coincidência. Acho que hoje estamos aqui e amanhã não estamos mais. Uma tragédia é não agradecer por esse tempinho que estamos aqui. Uma tragédia é não valorizar a vida em família. Uma tragédia é trocar o sorriso do nosso filho pelo celular. Um passeio em família pelas preocupações do trabalho.

Uma tragédia é não abraçar as pessoas hoje. Uma tragédia é passar a vida em branco. Uma tragédia é achar que um dia vamos ser felizes, não hoje. Uma tragédia é achar que não vai acontecer com a gente. E a vida vai ficando pra depois. Um dia eu mudo de emprego. Um dia eu digo que gosto dela. Um dia eu faço uma viagem. Um dia eu vou ser voluntário nesse projeto.

Não acho que seja uma tragédia uma jovem cheia de planos descobrir uma doença grave. Acho uma tragédia quando aprendemos a valorizar o que temos só depois de perder. Acho uma tragédia não termos ido ainda para aquela viagem dos nossos sonhos. Acho uma tragédia viver de aparências. Acho uma tragédia ter comprado coisas achando que isso seria felicidade. Acho uma tragédia trabalhar em algo que você odeia. Acho uma tragédia você passar a vida brigado com alguém.

A morte não é uma tragédia. Tragédia é quando a gente não viveu.




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20 de maio de 2019

Canção de Segunda: Shallow (feat. Bradley Cooper)



A musica Shallow (feat. Bradley Cooper) é sucesso desde o ano passado, a música ganhadora do Oscar 2019 esteve presente em várias playlists graças ao filme A Star Is Born (ou Nasce Uma Estrela)

Apresentando ao mundo seu lado atriz, Lady Gaga teve a oportunidade de atuar como Ally, uma garçonete que busca a carreira como cantora. Sua personagem conta com o auxílio de Jackson Maine (Bradley Cooper), um cantor de country que está combatendo sérios problemas pessoais.

Lady Gaga e Bradley Cooper na capa do filme “Nasce Uma Estrela” / Créditos: Divulgação 
Claro que por ter uma pegada musical, Gaga também trouxe seu lado cantora para realizar a personagem e, graças a isso, a música composta pelo “time Shallow” (assim se nomeiam os compositores da canção Anthony Rossomando, Andrew Wyatt, Mark Robson e Lady Gaga) fez todo o sucesso que acompanhamos.

Inicialmente Shallow foi planejada para ser cantada apenas pela Gaga. Os compositores revelaram em entrevista para o TNT Brasil que durante toda a construção da canção esperavam apenas uma voz. Quem teve a ideia de transformar em um dueto foi o próprio Bradley Cooper, que além de ator também foi diretor do filme.

Lady Gaga como Ally e Bradley Cooper como Jackson Maine, seus personagens no filme / Créditos: Divulgação 

Além disso, o dueto marcante deixou a química do casal, construída durante todo o filme, ainda mais forte. Um bom exemplo dessa conexão é a apresentação dos dois no Oscar 2019. Simples e intensa, ambos tiveram um momento para dividir o piano e o microfone, deixando os fãs e admiradores do filme apaixonados:

A música apresenta uma letra intensa e com muitos significados profundos. A Canção sobre uma conversa entre um homem e uma mulher. Gaga declarou em entrevista para a L.A. Times que a construção da letra foi feita a base de uma descoberta. Ninguém sabia para onde ir e foram elaborando juntos:
“Eu estava no piano, os rapazes tinham todos guitarras nas mãos e começamos a criar letras e a partilhar uns com os outros.”.
E então afirmou: 
“É exatamente isso que a canção é. Trata-se de uma conversa entre um homem e uma mulher (…) Mas ainda não sabíamos disso quando começamos.”
Cena do filme “Nasce Uma Estrela” / Créditos: Divulgação 

Tell me something, girl
(Me diga uma coisa, garota)
Are you happy in this modern world?
(Você está feliz neste mundo moderno?)
Or do you need more?
(Ou você precisa de mais?)
Is there something else you’re searching for? 
(Existe algo mais que você está procurando?)

Primeiramente, a música começa com Jackson perguntando à garota sobre a felicidade dela em relação ao mundo. Ou seja, ele pergunta a Ally se ela está feliz com a vida que está levando, cantando em barzinhos, sem planos para uma carreira musical.

I’m falling
(Estou caindo)
In all the good times 
(Em todos os bons momentos)
I find myself longing for change 
(Eu me vejo almejando uma mudança)
And in the bad times I fear myself 
(E nos momentos ruins, eu tenho medo de mim mesmo)

Então, Jackson passa a falar sobre sua própria vida: enquanto ele desmorona num todo, nos momentos felizes é capaz de pensar e de lutar por uma mudança, porém, em momentos ruins, sente medo dele mesmo. Tudo ligado diretamente ao filme, já que o personagem passa por grandes desafios lidando com seus problemas pessoais.

Tell me something, boy 
(Me diga uma coisa, garoto)
Aren’t you tired trying to fill that void?
(Você não está cansado de tentar preencher esse vazio?)
Or do you need more? 
(Ou você precisa de mais?)
Ain’t it hard keeping it so hardcore? 
(Não é difícil manter toda essa energia?)

I’m falling 
(Estou caindo)
In all the good times 
(Em todos os bons momentos)
I find myself longing for change 
(Eu me vejo almejando uma mudança)
And in the bad times I fear myself 
(E nos momentos ruins, eu tenho medo de mim mesma)

Questionando sobre preencher um vazio, é como se Ally questionasse Jackson sobre seu estilo de vida agressivo e complicado nesse meio de estrela do rock. Ele estaria feliz com tudo dessa forma ou precisa de mais, isto é, precisa mudar tudo isso?

I’m off the deep end, watch as I dive in
(Eu estou à beira do precipício, assista enquanto mergulho)
I’ll never meet the ground 
(Eu nunca vou tocar o chão)
Crash through the surface 
(Caio através da água)
Where they can’t hurt us
(Onde eles não podem nos machucar)
We’re far from the shallow now 
(Estamos longe da superfície agora)

Nesse primeiro refrão, apenas há a voz de Ally, como se ela falasse para Jackson toda a mensagem. No trecho “I’m off the deep end“, temos um duplo sentido: ela pode estar se referindo ao fato de estar “perdendo a cabeça” e enlouquecendo, como também pode ser sobre se afastar da superfície. 

Nesse sentido, é como se ela estivesse mergulhando nesse estilo de vida, ou até mesmo no romance entre os dois, em que, quão mais fundo ela vai, mais segura está.

Quanto mais fundo se mergulha, menos da superfície é possível ouvir e sentir, logo, é como se ela buscasse a segurança ali, nas profundezas. 
We’re far from the shallow now (Estamos longe da superfície agora)
Há também um terceiro possível sentido: enfim Ally conseguiu ser vista por sua voz, já que por muito tempo foi julgada por sua aparência e que, por isso, não poderia ter uma carreira. Indo ao fundo, ela consegue estar fora de juízos e preconceitos superficiais, navegando profundamente em seu talento. Enfim, são diversas as possíveis interpretações, mas, num, todo a música fala sobre sair da superfície e ir ao fundo, sem medo de consequências e reações. 

É se entregar, sair da confusão, do barulho e do superficial até chegar no profundo, no que nem todas as pessoas podem sentir, seja no sentido dos bons sentimentos ou seja no sentido do sofrimento que ambos passaram em suas vidas. 

       

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16 de maio de 2019

Desabafo: De ontem em diante...





De ontem em diante serei o que sou no instante agora... 


Parece que eu já vi esses versos. Mas, o sentimento que me envolve é outro. Cansei de escrever como tivesse conjugando o pretérito imperfeito de mim mesmo. Como algo ou algum sentimento ao desabrochar falhasse e algo que seria alguma coisa acabara não sendo.

O passado não pode ser presente e nem o nosso presente poderá ser futuro.

Nem para nós mesmos nem para os outros, cade o tão esperado livre arbítrio que falavam que nos tínhamos? Aonde esta o poder da escolha para mudarmos todos os planos pré-estabelecidos? Não faz sentido, o raiar de um novo dia não trazer mudanças. Os mesmos pensamentos que te tiraram o sono na noite anterior, permanecer o mesmo ou tão mesquinho quanto ao levantar da cama para viver um novo dia.

Ando cansada de todas essas coisas mesquinhas que todo mundo diz que sente (sera que sente?) estou acreditando cada vez menos na raça humana não que eu acreditasse nela antes, mas sei lá já tiveram mais credito. Os meus três cachorros, dão um banho em qualquer ser racional que eu ando encontrando pelo caminho. 

Vejo a minha fé sempre colocada à prova, e às vezes me falta aquele sentimento que as coisas realmente vão melhorar, que tudo vai começar a dar certo. Sabe, vejo só palavras e falas quando eu mais preciso visualizar atitudes... Porém, permaneço aqui com um pouco de fé que me resta.

De hoje em diante... Meus Versos serão sobre o presente, o passado ira permanecer nas lembranças e no máximo no histórico do Blog, mas remexer o passado em busca de lembranças que não irão voltar eu não escrevo mais. Não me alimento mais de sentimentos banhados a banho Maria, nem de lembranças com gosto de pão velho de padaria. Quero viver uma vida inteira sendo realmente inteira não sentindo emoções em parcelas como uma pessoa bipolar. 

Quero saber exatamente porque/por quem eu estou lutando para assim entrar em alguma luta, não quero mais lutar em vão... Sangrar por aquilo que eu não acredito.... Chega de sangrar por quem não esta disposto a sangrar por mim. Quando eu começar a crer, da luta não me retiro... Todo dia de manhã vai ser dia de paz, sem as nostalgias e besteiras do que eu fiz ontem e sem as lembranças e sem vestígios de um passado que realmente já passou.

Minha vida inteira é meu dia inteiro!!!
E se antes, um pedaço de maçã
Hoje quero a fruta inteira
E da fruta tiro a polpa... da puta tiro a roupa
Da luta não me retiro
Me atiro do alto e que me atirem no peito
Da luta não me retiro...
Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem




Arrumando os meus textos arquivados me deparo com esse que escrevi em 2011 ainda no Versos em Bossa. Eu não lembro qual a sintuação que eu me encontrava no momento que  esse texto foi escrito... mas, é um sentimento que me parece muito atual.

12 de maio de 2019

Mãe é quem fica...


Mãe é quem fica. Depois que todos vão. Depois que a luz apaga. Depois que todos dormem. Mãe fica.

Às vezes não fica em presença física. Mas mãe sempre fica. Uma vez que você tenha um filho, nunca mais seu coração estará inteiramente onde você estiver. Uma parte sempre fica.



Fica neles. Se eles comeram. Se dormiram na hora certa. Se brincaram como deveriam. Se a professora da escola é gentil. Se o amiguinho parou de bater. Se o pai lembrou de dar o remédio.

Mãe fica. Fica entalada no escorregador do espaço kids, pra brincar com a cria. Fica espremida no canto da cama de madrugada pra se certificar que a tosse melhorou. Fica com o resto da comida do filho, pra não perder mais tempo cozinhando.

É quando a gente fica que nasce a mãe. Na presença inteira. No olhar atento. Nos braços que embalam. No colo que acolhe.



Mãe é quem fica. Quando o chão some sob os pés. Quando todo mundo vai embora. Quando as certezas se desfazem. Mãe fica.

Mãe é a teimosia do amor, que insiste em permanecer e ocupar todos os cantos. É caminho de cura. Nada jamais será mais transformador do que amar um filho. E nada jamais será mais fortalecedor que ser amado por uma mãe.


É porque a mãe fica, que o filho vai. E no filho que vai, sempre fica um pouco da mãe: em um jeito peculiar de dobrar as roupas. Na mania de empilhar a louça só do lado esquerdo da pia. No hábito de sempre avisar que está entrando no banho. Na compaixão pelos outros. No olhar sensível. Na força pra lutar.

No coração do filho, mãe fica.

por Daniela Fanti

8 de maio de 2019

Vida Diet.

Não vai ser diferente(...)Se eu me for de repente(...)
Se o céu cai sobre o mundo(...)E o mar se abrir(...)
Em um inferno profundo.
Vida Diet-Pato Fu



Depois de um certo tempo todo mundo se adapta de algum jeito...
Eu me adaptei aos dia frios de inverno e a solidão da noite em meu quarto;

Ela já se acostumou a chorar sozinha no seu canto;
Ele se adaptou a não se apegar tanto as coisas, os momentos e as pessoas(principalmente as pessoas);
Ela se acostumou a não mais esperar;
Eu me adaptei a não tentar encontrar tantos sentidos para as coisas mesmo sempre sendo convencida que tudo tem um sentido de ser;

Ela se acostumou a sorrir mesmo se sentido triste; e mesmo quando tudo não vai bem ela se acostumou a chorar o choro que antes era escondido;

Eu me acostumei a não me sentir tão pressionada pelos outros e me sentir feliz do mesmo jeito; me adaptei em muitas vezes por minhas vontades em segundo plano para não ser chamada de egoísta.

É, os dias frios de inverno e a solidão faz sentido as vezes. 
Manter o riso estampado na cara e o choro na alma também.
Pensar mais nos outro do que você.
Chorar o choro escondido. 
Calar a dor. 
Sonhar. 
Amar. 

Custa mas se habitua...





6 de maio de 2019

Canção de Segunda: Histórias de Jô's...


ZALUZEJO 
(A história de Josilene Raimunda da Silva)
Por Fernando Anitelli.

"Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou com a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria sua patroa! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção de lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção. A Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda." (O Gigolô das palavras).

Outro dia, conversando com uma amiga estudante de "Letras" recebi a informação de que, de fato, é muito difícil encontrarmos pessoas que saibam falar português 100% correto... e o que seria este correto? seguir regras gramaticais? E as exceções? Seriam consideradas erros? Que ponte é esta que separa o formal do informal? E as novas expressões? E as palavras que surgem nos nossos dicionários a cada nova versão?

"Eu quero que delete meu e-mail do seu mailing list!" - Seria uma versão atualizada de: "Eu quero que risque meu nome da tua agenda!!" (?) - enfim... o que estamos discutindo é se falamos menos ou mais errados (errado?) O que importa é se estamos dizendo aquilo que gostaríamos de dizer... ou seja... não interessa o meu português... e sim, o que você entende daquilo que estou falando.

E foi a partir desta consideração que surgiu ZALUZEJO - canção em homenagem à Josilene Raimunda (uma empregada doméstica vinda de Pernambuco à 40 anos) que pra mim, é uma das grandes compositoras de palavras que já conheci... mas talvez... nem ela saiba disto... Como assim?
Certa ocasião, estava eu almoçando na casa de minha mãe quando Josilene, que almoçava comigo disse: "Fernando... sabia que antes de trabalhar na casa de sua mãe eu trabalhava na casa de um PIGILÓGICO?" - e, lógico, .... quem passou a perguntar fui eu: "PIGI... o quê?" ... "PIGILÓGICO poxa!... o doutor de cabeça!".

Foi então que percebi... que aquele modo todo próprio de falar estava na realidade me dizendo: psicólogo! Sim! Fechamos um diálogo! Ela falou, eu entendi e ponto final.

O assunto não parou por ali, ela me disse pra ligar no CEDULAR do meu pai e pedir pra ele passar no GADEFU para comprar LEITE DILATADO, LEITE INTREGAL, SUCRITCHO e OMOVEDOR AJACTU pra limpar o ZALUZEJO!

Com mais ou menos dificuldade, havíamos nos comunicado e isso é o que importava...

Diariamente conversávamos e diariamente anotei todas as palavras diferentes... algumas até, muito mais interessantes do que as originais como por exemplo: CAREJANGREJO (só pela palavra, parece que o bicho tem o tamanho de uma tartaruga!)

A conclusão disto tudo é uma música de sete minutos e meio feita somente com palavras e ditados da Jô, intitulada - ZALUZEJO.
Para justificar que nada disso é uma "tiração de sarro", e sim uma homenagem, a única estrofe que não tem palavras da Jô diz:

"Quando alguém te disser: tá errado ou errada...que não vai S na cebola, que não vai S em felizque o X pode ter som de Z, e o CH pode ter som de Xacredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz!"

Não interessa se você fala Asteristico, Asterisco ou Asterix... o que importa é se você vive o que fala... é muito mais simples.

Pois é... viver o que diz de vez em quando nos parece tão difícil... e de uma maneira natural e simples, não só a Jô, mas todas as "Jôs" espalhadas por aí nos mostram isto... e não precisa estar disposto a enxergar... basta estar disposto a ouvir!!




Zaluzejo
O Teatro Mágico

Composição: Fernando Anitelli

Ah eu tenho fé em Deus... né?
Tudo que eu peço ele me ouci... né?
Ai quando eu to com algum pobrema eu digo:
Meu Deus! me ajuda que eu to com esse problema!
Ai eu peço muito a Deus... ai eu fecho meus olhos... né?
eu Deus me ouci na hora que eu peço pra ele, né?
Eu desejo ir embora um dia pra Recife
não vou porque tenho medo de avião, de torro...de torroristo
ai eu tenho medo né?
Corra tudo bem... se Deus quiser... se deus quiser..."

Pigilógico, tauba, cera lítica, sucritcho,
graxite, vrido, zaluzejo
"eu sou uma pessoa muito divertida"

Pigilógico, tauba, cera lítica, sucritcho,
graxite, vrido, zaluzejo
"não sei falar direito"

Pigilógico, tauba, cera lítica, sucritcho,
graxite, vrido, zaluzejo
"não sei falar"

Tomar banho depois que passar roupa mata
Olhar no espelho depois que almoça entorta a boca
E o rádio diz que vai cair avião do céu
Senhora descasada namorando firme pra poder casar de véu

Quando for fazer compras no Gadefour:
Omovedor ajactu, sucritcho, leite dilatado, leite intregal,
Pra chegar na bioténica, rua de parelepídico
Pra ligar da doroviária, telefone cedular

Quando fizer calor e quiser ir pra praia de Cararatatuba,
cuidado com o carejangrejo
Tem que ta esbeldi, não pode comer pitz, pra tirar mal hálito
toma água do chuveiro
No salão de noite, tem coisa que não sei
Mulé com mulé é lésba e homi com homi é gay
Mas dizem que quem beija os dois é bixcional...
só não pode falar nada,
quando é baile de carnaval

Pra não ficar prenha e ficar passando mal, copo d'água
e pílula de ontemproccional
Homem gosta de mulher que tem fogo o dia inteiro,
cheiro no cangote, creme rinsa no cabelo
Pra segurar namorado morrendo de amor
escreve o nome num pepino e guarda no refrigelador,
na novela das otcho, Torre de papel,
Menina que não é virge, eu vejo casar de véu

Se você se assustar e tiver chilique,cuidado pra não morrer
de palaladi cadique
Tenho medo da geladeira, onde a gente guarda yogute,
porque no frio da tomada se cair água pode dá cicrutche
To comprando um apartamento e o negócio ta quase no fim
O que na verdade preocupa é o preço do condostim
O sinico lá do prédio, certa vez outro dia me disse:
Que o mundo vai se acaba no ano 2000 é o que diz o acalipse

Tenho medo de tudo que vejo e aparece na televisão
Os preju do Carajundu fugiram em buraco cavado no chão
Torrorista, assassino e bandido, gente que já trouxe muita dor
O que na verdade preocupa é a fuga do seucrostador
Seucrosta quem não tem dinheiro, quem não tem emprego
e não tem condução
Documento eu levo na proxeca porque é perigoso carregar na mão

Mas quando alguém te disser ta errado ou errada
Que não vai S na cebola e não vai S em feliz
Que o X pode ter som de Z e o CH pode ter som de X
Acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz

"e eu sou uma pessoa muito divertida...
eles não inventavam nada... eu gostava de inventar as coisa
não sei falar direito...
inventar uma piada, inventar uma palavra, inventa uma brincadeira...
não sei falar
me da um golinho... me da um golinho..."

E com muito prazer que eu convido agora todos aqueles
que estão ouvindo esta canção
Para entoar em uníssono o cântico: Omovedor, Carejangrejo
Vamos aquecer a nossa voz cantando assim:
Iô,iô,iô. Iô,iô,iô,iô, eu digo:
Omovedor, Carejangrejo, Omovedor, carejangrejo... Omovedor!
"omovedor... carejangrejo... só isso que eu sei falar!"





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© Lado Milla
Maira Gall