4 de julho de 2019

O que as aventuras de Toy Story tem a ver com a sua vida?


Eu nunca sai tão incomodada de uma sala de cinema. Faço parte de uma geração que cresceu com o Andy e seus brinquedos... Acredito que o Toy Story 3 foi o fechamento ideal com o Andy preparando-se para ir para a faculdade: e dooando os seus brinquedos para a pequena Wandy. Porém, os nossos brinquedos favoritos precisavam nos ensinar a ultima (e mais importante) lição.


Toy Story chegou ao fim! O filme que deu vida aos nossos brinquedos e nos ajudou a enfrentar os desafios do crescimento encerrou a sua sequência com um filme diferente. O Toy Story 4 nos convida a refletir sobre a difícil arte de integrar desejos, realidades e mudanças de rumo na vida. E como não ficaríamos fora dessa, assistimos ao filme juntas e escrevemos esse texto a 6 mãos. Isto mesmo! Neste texto você encontrará o que a nossa “voz interior” diz sobre as personagens. Mas, atenção! Se você ainda não assistiu ao filme, cuidado! Aí vai nosso alerta de spoiller!

De uma forma tão original quanto o filme, escolhemos começar as nossas compreensões com uma personagem nova, o Garfinho! Que fofura divertida! Atrapalhado, desengonçado, esquisito, ele se sentia um estranho como um brinquedo e tinha a certeza de que era um lixo! Quem aí, meu amigo, nunca se sentiu assim alguma vez na vida?

É! Por mais absurdo que pareça, não é impossível que a familiaridade com o lixo nos faça percebê-lo como o lugar mais confortável do mundo. Já ouviram falar da zona de conforto? Era exatamente o lugar que o Garfinho insistia em ficar. Podia ser fedorento, mas era um lugarfamiliar e "quentinho". Pensar em sair do lixo, além de gerar medo do novo, colocava em risco a sua identidade de lixo. Então, dizia ele para ele mesmo: que tal voltar para o lixo e deixar tudo do jeito que está?

Bem! Este seria o final do Garfinho se Woody não estivesse determinado a tirá-lo da sua zona de conforto mal-cheirosa. Afinal, ele era muito importante para a adaptação da sua nova dona Bonnie na escola. Pois é! Woody, Bonnie e o Garfinho tinham uma necessidade em comum: encontrar um sentido para as suas novas vidas. Mas lá estavam eles, buscando um sentido antigo em um lugar novo! O verdadeiro “amigo estou aqui” das canções do filme estava ativo como nunca, ao lado de Jessie e Buzz.

Bem! Depois de muitas tentativas, Garfinho percebe que já não é mais um lixo. Ele virou o brinquedo que conforta a Bonnie nos momentos em que ela precisa enfrentar seus medos. E quer saber como Woody fez isso? Ele contou para Garfinho a sua história, com Andy – seu antigo dono e fez despertar em Garfinho o sentido de pertencer a alguém.


Woody não parou por aí! Ele também ajudou a personagem Gabby Gabby a resgatar o seu valor pessoal. Gabby é uma boneca de cor dos anos 50, fabricada com um defeito na voz. Ela vivia em um antiquário em busca de uma oportunidade para restaurar sua habilidade, porque achava que esse defeito era o responsável por nunca ter vivido a experiência de pertencer a uma criança. Woody, por sua vez, era um boneco de corda como ela, mas ao contrário de Gabby Gabby, já tinha vivido muitas aventuras com sua criança. Em um ato de generosidade Woody doa sua caixa de voz para Gabby Gabby, que após muitas decepções encontra uma criança perdida que se vincula a Gabby Gabby e a ajuda a encontrar seu sentido para viver.

É! Não é fácil interagir com os nossos defeitos também e, por causa disto, podemos amargar por uma vida inteira as consequência de conclusões equivocadas. Mas não precisamos nos desesperar por causa disto! Existem diversos Woodys prontos para nos dar uma mão, enquanto também procuram o sentido das suas vidas. Afinal, foi isto que Woody acabou descobrindo quando reencontrou com Betty, a boneca de porcelana que decidiu viver como um brinquedo perdido – ou será “achado”? Foi Betty que ajudou Woody a se dar conta de que já não estava mais fazendo sentido ser um brinquedo de uma criança. Ele já não sentia mais a mesmarealização de quando era o cheiro do Andy.

Como é difícil reconhecer uma realidade como essa, não é? Dói muito imaginar-se fora da sua zona de conforto. Alguma semelhança com Garfinho? Não sei você, mas nós já passamos por esse dilema inúmeras vezes na vida.


Ao mesmo tempo que é impossível deixar de lado o desejo de experimentar o prazer detransformar adversidades em diversão e explorar as possibilidades da vida. O que fazer? Woody deve ficar com Bonnie e seus parceiros ou se aventurar na vida livre de um brinquedo perdido ao lado de Betty? E o final surpreendeu! Woddy reconhece que já não havia mais nada para aprender ou contribuir naquele velho estilo de vida. Estava na hora de viver novas aprendizagens.

E assim, em uma despedida emocionante, ele transforma Jessie em xerife, ensina Buzz a ouvir sua “voz interior”, transfere para Garfinho a função de brinquedo de apego da Bonnie e se une a Betty para explorar o mundo!

Moral da história:

😊Aprenda a ouvir sua voz interior;
😊Abandone sua zona de conforto;
😊Aprenda com suas relações;
😊Descubra o sentido da sua vida hoje;
😊Aprenda a se despedir.

Se soubermos percebê-la e aprender com o que está ao nosso redor, conseguiremos evoluir sempre “ao infinito e Além!” como nos dizia Buzz. E se você precisar de um Woody, conte conosco para descobrir como sair do conforto, seja ele lixo ou defeito, e desenvolver-se a si mesmo na aventura da sua vida.


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