29 de setembro de 2020

Resenha: Bom dia, Verônica. Autores:Ilana Casoy e Raphael Montes


Livro:Bom dia, Verônica
Autores:Ilana Casoy e Raphael Montes
Editora: Darkside
Página: 256
Avaliação: ☕☕☕☕☕😏


“Era o primeiro dia do fim da minha vida. Claro que eu não sabia disso quando abri os olhos pela manhã e vi que estava atrasada.”⁣

Hoje, eu terminei de ler Bom dia, Verônica.  Um alucinante thriller policial NACIONAL!

O livro faz parte da linha Crime Scene da editora DarkSide® Books. O estranho mundo dos psicopatas, pervertidos e assassinos seriais sempre despertou o medo e a curiosidade mórbida em muitos de nós. A criou a linha Crime Scene para garantir o relato fiel dos serial killers mais cruéis do Brasil, e contou a ajuda da maior especialista brasileira no assunto: Ilana Casoy.


"Depois de alguns anos encostada num cargo de secretária na Polícia Civil do Estado de São Paulo, você começa a aprender as vantagens de ser invisível." 

A protagonista Verônica Torres é escrivã na Delegacia de Homicídios de São Paulo. Após presenciar um suicídio, ela decide investigar por conta própria dois casos esquecidos envolvendo mulheres agredidas.

"Vai por mim: não é fácil ser uma mulher de 38 anos e viver acima do peso. Não bastasse, segunda-feira costuma ser pior, é quando bate a culpa por ter perdido a linha no fim de semana." 
A Ilana Casoy é criminologia e escritora. Dedicou-se a estudar perfis psicológicos de criminosos, especialmente de serial killers. Ela foi a primeira autora nacional da DarkSide® Books, madrinha da linha Crime Scene, e publicou Arquivos Serial Killers: Made in Brazil, Arquivos Serial Killers: Louco ou Cruel?, Casos de Família (que reúne A Prova é a Testemunha, relato inédito do Caso Nardoni, e O Quinto Mandamento, sobre o assassinato do casal Richthofen). Colaborou na série escrita por Gloria Perez e dirigida por Mauro Mendonça Filho, Dupla Identidade (2014), exibida pela Rede Globo. Bom Dia, Verônica foi lançado originalmente em 2016 em parceria com Raphael Montes sob o pseudônimo de Andrea Killmore, e é sua primeira publicação de ficção pela DarkSide® Books.

Raphael Montes é autor de Bom Dia, Verônica; A Mulher no Escuro; Dias Perfeitos; Suicidas; Jantar Secreto e O Vilarejo. Seus livros têm sido publicados na França, República Tcheca, Espanha e Polônia. Bom Dia, Verônica foi lançado originalmente em 2016 em parceria com Ilana Casoy sob o pseudônimo de Andrea Killmore, e é sua primeira publicação pela DarkSide® Books.

A rotina da escrivã de polícia Verônica Torres era pacata, burocrática e repleta de sonhos interrompidos até aquela manhã. Um abismo se abre diante de seus pés de uma hora para outra quando, na mesma semana, ela presencia um suicídio inesperado e recebe a ligação anônima de uma mulher clamando por sua vida. Verônica sente um verdadeiro calafrio, mas abraça a oportunidade de mostrar suas habilidades investigativas e decide mergulhar sozinha nos dois casos. Um turbilhão de acontecimentos inesperados é desencadeado e a levam a um encontro com lado mais sombrio do coração humano.

"Brandão tem esse talento: tudo em que ele encosta apodrece. Janete mal pode ouvir os primeiros acordes que sente náuseas, tem vontade de chorar. Faz as contas de quantos minutos ainda faltam para o plantão do marido. Poucos, faltam poucos. Logo, a noite será só dela. Mas Janete precisa ser forte." 

É um suspense eletrizante! A leitura é pura intensidade em cada capitulo ou como dizíamos na L.C: é um "Eita atrás de Eita". Todos os personagens tem uma personalidade um tanto quanto sádicos...


“O ser humano é podre e egoísta, prefere o problema que já conhece a enfrentar o desconhecido com honra.”⁣


Os capítulos são divididos mostrando dois olhares distintos: da Verônica Torres e sua rotina pacata e da Janete uma mulher submissa vitima de violência doméstica e casada com Mourão um policial violento. O assunto violência doméstica e os crimes virtuais envolvendo mulheres são tratadas de uma maneira um tanto quanto irresponsável e  nocivo  ao sofrimento alheio.

A analogia de uma sociedade como aquele passarinho que é trancado em uma caixa no escuro para cantar da mesma forma como os outros pássaros demonstra a construção de uma sociedade... Nos transformando em seres humanos com comportamentos tão dialéticos em uma sociedade sádica que espera de nós um comportamento padrão.

"Bom Dia, Verônica", o livro de Ilana Casoy e Raphael Montes, vai virar série no dia 1º de outubro. Na história, Tainá Muller é Verônica, uma policial determinada e decidida a usar toda sua habilidade investigativa para mergulhar em dois casos intrigantes e ajudar as vítimas a despertar contra a violência e a injustiça....


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23 de setembro de 2020

Até a página 100... : Bom dia, Verônica, Ilana Casoy e Raphael Montes.


Livro:Bom dia, Verônica
Autores:Ilana Casoy e Raphael Montes
Editora: Darkside
Avaliação: ☕☕☕☕

Chegou a hora de abrir a caixa e revelar muito mais que um mistério — uma parceria, um pacto vivo a quatro mãos, um suspense que atormentou leitores e despertou questionamentos. Qual a verdadeira identidade de Andrea Killmore? Por trás de um thriller hipnotizante e surpreendente, duas mentes sombrias, familiares ao perigo e a todos os amantes da literatura dark: Casoy e Montes.



Primeira frase da página: Era o primeiro dia do fim da minha vida. Claro que eu não sabia disso quando abri os olhos pela manhã e vi que estava atrasada. 

Do que se trata o livro? A rotina da escrivã de polícia Verônica Torres era pacata, burocrática e repleta de sonhos interrompidos até aquela manhã. Um abismo se abre diante de seus pés de uma hora para outra quando, na mesma semana, ela presencia um suicídio inesperado e recebe a ligação anônima de uma mulher clamando por sua vida. Verônica sente um verdadeiro calafrio, mas abraça a oportunidade de mostrar suas habilidades investigativas e decide mergulhar sozinha nos dois casos. Um turbilhão de acontecimentos inesperados é desencadeado e a levam a um encontro com lado mais sombrio do coração humano. 


O que está achando até agora? Esse é a minha primeira experiência com a literatura da linha Crime Scene da DarkSide® Books. A idéia inicial, era começar ler o livro Bom dia, Verônica na Leitura Coletiva promovida pela DarkSide® Books. O meu amigo Pedro de MG me emprestou o seu livro. Porém, os correios resolveram entrar em greve... E só consegui receber esse livro no final da Leitura Coletiva. 


A leitura é pura intensidade em cada capitulo ou como dizíamos na L.C: é um "Eita atrás de Eita". Todos os personagens tem uma personalidade um tanto quanto sádicos... O assunto Violência Doméstica ainda é uma ferida aberta em uma sociedade completamente doente. Ler isso de uma forma tão explicita deixa a leitura bastante incômoda. 

O que está achando do protagonista? A protagonista Verônica Torres é escrivã de polícia com a rotina pacata, burocrática e repleta de sonhos interrompidos até aquela manhã. Verônica tem a oportunidade de mostrar suas habilidades investigativas e decide mergulhar sozinha nos dois casos. A Verônica é uma mulher frustrada com o seu atual cargo, o seu chefe deixa bem claro o motivo que mantém ela ali... Embora, ela parece bastante metida e bastante "amadora" nas suas investigações acho ela uma mulher bastante forte. 



Vai continuar lendo? Sim, mesmo saindo da minha zona de conforto literário achei essa história bastante instigante e feliz da vida que terá continuação... 

Melhores quotes até a página 100: 


"Vai por mim: não é fácil ser uma mulher de 38 anos e viver acima do peso. Não bastasse, segunda-feira costuma ser pior, é quando bate a culpa por ter perdido a linha no fim de semana." 

"Depois de alguns anos encostada num cargo de secretária na Polícia Civil do Estado de São Paulo, você começa a aprender as vantagens de ser invisível." 

"— Bom dia, Verônica — disse a moça invisível que me oferece café todo dia. Eu nunca soube o nome dela e tenho certeza de que ela só sabia o meu por causa da placa na mesa. "

"No Brasil, ninguém checa nada. A mulher se suicidou. Logo, caso encerrado." 

"O Waze era a salvação da minha vida. Nasci uma pessoa sem bússola; sou capaz de me perder dando a volta no quarteirão. Aquele aplicativo me levava direitinho ao destino, sem estresse. "

"Costumo dizer que o lugar que a gente mora nos identifica tanto quanto nossa impressão digital. A casa de Marta refletia bem aquela mulher trêmula e chorosa que havia se suicidado diante de mim no início do dia: estava uma bagunça; parecia minha bolsa, só que pior." 

"Peguei um copo d água na geladeira e aproveitei para dar uma conferida lá dentro. Muitas garrafas de Coca-Cola, pouca comida, um cheiro horrível de coisa estragada numa quentinha do restaurante Trattoria do Sargento, restinho de restinho dentro de potes grandes, sem qualquer organização." 

"Brandão tem esse talento: tudo em que ele encosta apodrece. Janete mal pode ouvir os primeiros acordes que sente náuseas, tem vontade de chorar. Faz as contas de quantos minutos ainda faltam para o plantão do marido. Poucos, faltam poucos. Logo, a noite será só dela. Mas Janete precisa ser forte." 

"— Tá na hora de arranjar uma nova empregada, hein, passarinha?
 Ela congela. Tem medo até de respirar. Volta a escuridão, voltam os gritos. As lágrimas escorrem pelo rosto contra sua vontade." 

Última frase da página: As trocas de mensagem avançavam em ritmo distinto.



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Semana 26: Se eu pudesse trocar de profissão, eu seria:



Encontrei o projeto 52 semanas bem bacana na Blogosfera que consiste em citar 5 respostas para cada uma das 52 perguntas abaixo, fazendo assim, um Top 5 por semana. É o projeto mais longo que eu já participei... Mas, parece ser divertido !!! Pretendo responder ao projeto todas as Quartas-Feiras. 


Quando eu era criança, a pergunta "O que você quer ser quando crescer?" sempre me causava um frio na espinha porque eu nunca fui uma criança com muitas habilidades & dons como os meus coleguinhas... E eu nunca sabia responder a não ser um sonoro "Sei lá!".

Já no ensino fundamental, eu conheci além das professoras outras profissionais (coordenadoras e psicopedagogas) que observavam o comportamento dos alunos no ambiente escolar. Eu sempre gostei do comportamento humano e sempre quis trabalhar com crianças #me-identifico em 2013 eu realizei esse meu grande sonho.

Estagiaria de Psico.Escolar


FOTÓGRAFA 


Sou formada em tec. de fotografia e faço alguns trabalhos de freela... Gosto de fotografar natureza e espetáculos (shows, peças de teatro, danças...). Porém, hoje em dia com os celulares cada vez mais tecnológicos a fotografia perdeu o seu glamour os profissionais de fotografia estão cada vez menos sendo valorizados.

SER DONA DE UMA LIVRARIA (ou pelo menos trabalhar em uma)


Eu amo livros! E conhecer um pouco mais desse universo da literatura é instigante para qualquer pessoa que ama livros e tudo sobre esse universo literário.

ESCRITORA


Eu sei que nesses ultimos tempos eu não estou escrevendo nada... Andei danndo um tempo nos textos mais pessoais. Mas se acaso eu escrevesse um livro com as minhas mazelas que escrevo aqui no blog parafrazeando aquela canção de Clarice Quem vai comprar esse livro / Sobre uma pessoa só?

CRITICO DE CINEMA


Ser convidada para a pré estréia dos filmes/seriados e ser paga para a dar a minha opiniao super valorizada sobre o filme. Que a minha presença tenha sido deputadissima para assistir o filme. Que sonho!


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21 de setembro de 2020

𝟝 𝕄𝕠𝕥𝕚𝕧𝕠𝕤 ℙ𝕒𝕣𝕒 𝕃𝕖𝕣: A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil - Becky Chambers


Sinopse: A tripulação da nave Andarilha viaja de planeta em planeta construindo túneis espaciais que conectam civilizações em todo o universo. Uma piloto reptiliana, uma estagiária nascida nas colônias de Marte, um médico de gênero fluido e muitos outros seres seguem juntos em suas próprias jornadas. Temas como amizade, racismo, poliamor, força feminina e novos conceitos de família fazem parte do universo do livro, assim como cada vez mais fazem parte do nosso mundo.

A LONGA VIAGEM A UM PEQUENO PLANETA HOSTIL é o primeiro livro de ficção científica da linha DarkLove. Livros escritos por autoras com grandes histórias para contar, prontas para desbravar novos mundos. E ele consolida a DarkSide® Books no fantástico universo de sci-fi.


𝟝 𝕄𝕠𝕥𝕚𝕧𝕠𝕤 ℙ𝕒𝕣𝕒 𝕃𝕖𝕣: 𝔸 𝕝𝕠𝕟𝕘𝕒 𝕧𝕚𝕒𝕘𝕖𝕞 𝕒 𝕦𝕞 𝕡𝕖𝕢𝕦𝕖𝕟𝕠 𝕡𝕝𝕒𝕟𝕖𝕥𝕒 𝕙𝕠𝕤𝕥𝕚𝕝- 𝔹𝕖𝕔𝕜𝕪 ℂ𝕙𝕒𝕞𝕓𝕖𝕣𝕤. 




👾Sci-Fi para leigos: se você quer começar a ler sci-fi mas acha tudo muito complicado os livros da Becky são perfeitos. O livro se passa numa nave no espaço, e tem muita ciência envolvida, mas de um jeito leve e simples, tudo é muito bem explicado e fácil de entender.

👽Escrita Leve e Enredos Simples mas Surpreendentes: os dois livros tem enredos simples, no geral, se comparados com outros sci-fis, mas não pense que isso vai te impedir de se emocionar e se surpreender.


💀Diversidade: No livro a autora criou várias espécies e raças diferentes de alienígenas, cada um com uma cultura muito bem desenvolvida e muito bem explicada. E com isso ela pode abordar de formas muito diferentes relações pessoais, familiares e culturais usando a temática da diversidade de forma muito boa e natural, como todos os livros deveriam fazer.

👩Desenvolvimento de Personagens: É impossível não se apaixonar pelos personagens da Becky. Eles são todos únicos e complexos, com personalidades incríveis que tem a ver com sua espécie e com o que eles acreditam e são. São todos carismáticos e com suas próprias questões, e até os personagens que no começo não parecem tão legais assim acabam ganhando simpatia no final dos livros.

Alguém mais gosta de cheiro de livro novo?


💕Muito amor envolvido: O motivo principal é o quentinho no coração. O livro A longa viagem a um pequeno planeta hostil é acima de tudo sobre amizade, família, desenvolvimento de personagens, auto conhecimento, empoderamento e liberdade. Com todos os personagens únicos e suas relações entre si e com o mundo em que vivem, Becky consegue nos pegar pelo coração, com momentos cativantes e emocionantes de tirar o fôlego e fazer brotar muitas lágrimas.




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20 de setembro de 2020

Resenha: A Guerra Que Salvou a Minha Vida



A Guerra Que Salvou a Minha Vida 
Kimberly Brubaker Bradley
Ano: 2017/ Páginas: 240
Idioma: português
Editora: DarkSide Books
Avaliação:☕☕☕☕☕



A Guerra que Salvou a Minha Vida tem narração clara em primeira pessoa, com capítulos curtos. As palavras de Kimberly fluem com a capacidade incrível de transportar o leitor em uma imersão na história.

“Minha casa era uma prisão, eu mal suportava o calor, o silêncio e o vazio”

Os personagens são encantadores: Susan tem um coração maravilhoso apesar do sofrimento pela morte prematura da irmã e  descobre nela mesma a capacidade de amar, educar e se importar com o futuro de duas crianças como se fossem seus próprios filhos. James o irmão mais novo de Ada é um menino encantador e nos apresenta aquela típica inocência da infância. Ada a protagonista, nos arranca lagrimas perante tanta persistência em ser feliz, em provar para ela mesma que sua deficiência não a define e que ela não precisa se esconder das pessoas e do mundo por isso.


A história se passa durante a Segunda Guerra Mundial, onde os irmãos Ada e James vivem com a mãe em Londres. Nós conhecemos a protagonista da trama logo no início, quando somos apresentados a uma menina de dez anos que sofre agressões físicas e psicológicas de sua mãe porque ela tem ”pé torto”. Enquanto seu irmão James – ao qual ela é muito apegada e serve de motivação para que ela siga em frente – pode sair e descobrir o mundo brincando com as outras crianças, ela precisa ficar isolada em seu apartamento, pois sua mãe a considerada uma vergonha e acredita que ela não é merecedora de ser feliz pela deficiência que tem.

-“Você não passa de uma desgraça! ” Ela gritava. 
_“ Um monstro, com esse pé horrível! ” Acha que eu quero que o mundo todo vendo a minha vergonha? ”

A edição física do livro é de longe uma das mais caprichadas da editora e uma das mais lindas que já vi. A capa do livro tem relevos com desenhos com cores antigas e desenhos que imitam tecidos costurados e desenhos de botões.

A Guerra que Salvou a Minha Vida é um lançamento da DarkSide Books, é a primeira Editora do Brasil dedicada ao terror e à fantasia A editora criou uma coleção Darklove com histórias sobre a força feminina na literatura. Escrito pela autora Kimberly Brubaker Bradley. Vencedor do Newbery Honor Award e primeiro lugar nos mais vendidos do New York Times, assim como é adotado em diversas escolas nos EUA.

Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando.
Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor
.


Essa história é maravilhosamente marcante! É a minha leitura preferida desse ano. Um ponto que me tocou bastante, é que em várias partes a autora deixa claro que os dois irmãos não sabem ler ou não sabem o nome de atividades simples do dia a dia, e era necessário um adulto e Susan se tornou aos poucos uma mãe ideal para aquelas crianças... Ada me arrancou lagrimas e risos durante a sua trajetória em vê-la perceber que é capaz de muitas coisas, algumas até que ela nem imaginava. Senti cada emoção junto com os personagens – 

Para quem já gosta de romances que se passam durante a Segunda Guerra, e até para os iniciantes no assunto, eu indico a leitura de A Guerra que Salvou a Minha Vida, pois ele nos faz refletir até mesmo sobre o modo como levamos nossas batalhas pessoais e nos emociona com um tema tão profundo.

O crescimento dos personagens ao longo da trama acontece conforme a guerra avançava. Se dá, quando os personagens: Ada, James e Susan se encontram em uma realidade que nenhum dos três estavam preparados. A Ada, por conta de todas as agressões que sofreu durante a vida, tem resistência a achar que realmente está bonita, que merece amor e que outras pessoas gostem de estar ao lado dela, e é lindo ver como a autora explora a melhora disso. Outro fator interessante é que o livro está cheio de referências a outras histórias, como Alice no País das Maravilhas, Peter Pan e Os Robinsons Suíços.

"Ela achou que eu estava mentindo, ou, na melhor das hipóteses, exagerando. Agora voltava a encarar o meu pé ruim. Senti uma onda de calor subir pelo meu pescoço. Pensei no que a Susan faria. Espichei o corpo, cravei os olhos no homem e disse, empertigada: ”Meu pé ruim fica muito longe do meu cérebro”.

Tenho uma questão com os meus pés que eles são feios (tenho a duas unhas do pé encravada) e o numero do meu calçado é 39-40. Na minha adolescência eu só usava tênis nunca consegui usar sapatos e sandálias femininas que eu morria de vergonha! Me identifiquei com a Ada, adorei a frase: ”Meu pé ruim fica muito longe do meu cérebro” e acho que eu á usaria em algum momento que as pessoas ficassem encarando muito o meu pé. O livro A Guerra que Salvou a Minha Vida foi uma das melhores leituras do ano.


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18 de setembro de 2020

Resenha: Quem é você Alasca?




Quem lê o blog a mais tempo... Chegou a ler por aqui "A saga" das minhas leituras do autor John Green:


O livro Quem é você Alasca?  foi o quinto livro que li do John Green. O primeiro (A Culpa é das Estrelas) foi maravilhoso e devorado rapidamente, o segundo (O Teorema Katherine), foi uma Leitura sofrível! No decorrer do livro veio à pergunta “tem certeza que é o mesmo autor?”. No terceiro, (Deixe a Neve Cair) uma nevasca durante o Natal, é o pano de fundo para três histórias de amor que se entrelaçam, foi uma leitura bastante cansativa... No quarto livro, (Cidades de Papel) essa leitura serviu para que eu fizesse as pazes com o autor John Green... Essa é a leitura que mais se aproxima do livro "A Culpa É Das Estrelas" com escrita tipica do John Green sem deixar o leitor entediado. Li o livro em menos de uma semana, e não economizei nos post-its.


 Titulo: Quem é você Alasca?
Ano: 2005
Páginas: 335
Idioma: português
Editora: Intrínseca

Sinopse: Miles Halter vivia uma vidinha sem graça e sem muitas emoções (ou amizades) na Flórida. Ele tinha um gosto peculiar: memorizar as últimas palavras de grandes personalidades da história. Uma dessas personalidades, François Rabelais, um escritor do século XV, disse no leito de morte que ia em “busca de um Grande Talvez”.


O livro Quem é você Alasca? do autor John Green foi publicado em 2005 nos Estados Unidos. O livro que deu início ao sucesso que seria o autor completou seus 10 anos e em comemoração a editora Intrínseca publicou uma linda edição comemorativa. A Edição especial contém, além da história original: Um texto de apresentação pessoal e revelador assinado por John; Cenas cortadas do manuscrito original; Detalhes do processo de edição do romance; Respostas de John às perguntas dos fãs 


A edição da editora Intrínseca está maravilhosa, a capa é linda e com aquele aspecto brilhoso e com relevo que eu adoro! A diagramação também está super organizadinha e bem espaçada. As páginas são amarelas bem pensadas para proteger nossos olhos após longas horas de leitura.  O ritmo da leitura do livro Quem é você, Alasca? é ótimo. Tudo acontece a todo momento ao redor dos personagens, a linguagem e as estruturas são muito boas e é repleto de passagens de bom humor, o que suaviza e equilibra os aspectos mais pesados do livro.




“Saio em busca de um Grande Talvez.” Miles Halter

“Mas por que Alasca? Ela sorriu com o lado direito da boca. Bom, mais tarde descobri o que significava. Tem origem na palavra aleúte Alyeska que quer dizer “aquele contra o qual o mar quebra”, e eu amo isso. (..)” Miles Halter


O protagonista é Miles Haulter, apelidado de “Gordo”, ele é aquele típico nerd de todos os livros do Green, não tem amigos, é certinho e sempre se apaixona pela garota errada, a mais popular, a mais bonita e inatingível da história. Os outros personagens da história, por outro lado, são sempre muito bem construídos e interessantes, ao meu parecer eles são o tempero dos livros do Green, quase tão importantes quanto o próprio protagonista. 

“Chega uma hora em que é preciso arrancar o Band-Aid. Dói, mas pelo menos acaba de uma vez e ficamos aliviados.” Miles Halter

Miles mora com os pais e está prestes a deixar sua típica cidade e escola para se aventurar em busca do que ele chama de seu “Grande Talvez”, que nada mais é do que a razão de tudo, o sentido que falta em sua vida. Para isso ele decide ir para uma nova escola, Culver Creek, lá rapidamente faz amizade com seu colega de quarto Chip – conhecido como Capitão, e Alasca Young, a garota mais legal e descolada da escola. Miles fica imediatamente hipnotizado pela perspicaz e intrigante Alasca, ela é tudo que ele não é: engraçada, atrevida, sensual e destemida. Alasca é misteriosa e imprevisível. Perfeita para Miles, não fosse ela comprometida! Descobrir a verdadeira Alasca se tornou um desafio instigante para Miles, afinal, Quem é Você, Alasca? é o título perfeito. Seguido de: o primeiro amigo, a primeira garota, as últimas palavras. Após terminar o livro tudo isso faz sentido. 
“Tantos de nós teríamos de conviver com coisas feitas e deixadas por fazer naquele dia. Coisas que terminaram mal, coisas que pareceram normais na hora, porque não tínhamos como prever o futuro. Se ao menos conseguíssemos enxergar a infinita cadeia de consequências que resultariam das nossas pequenas decisões. Mas só percebemos tarde demais, quando perceber é inútil.”Miles Halter


Em meio a cigarros, bebidas, sexo, trotes de escola, novas descobertas e novos amigos, Miles se vê finalmente levando a vida empolgante que jamais havia conhecido, e Alasca parece aproximá-lo cada vez mais de seu “Grande Talvez”, até que um acontecimento muda completamente as vidas de todos em Culver Creek, e eles tem que aprender a lidar com as conseqüências de atos que nem ao menos haviam se dado conta serem relevantes. 

“Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em como será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente.” Alasca Young

Neste livro,  há uma forte carga emocional inserida nos menores detalhes e banalidades. Por isso leiam tudo com atenção pois os diálogos são as grandes chaves para a mensagem que o autor quis passar. A primeira vista Quem é você, Alasca? pode ser considerado apenas mais um livro sobre colégios, trotes e descobertas adolescentes, mas o que o difere dos outros é justamente a sensibilidade e riqueza de detalhes com os quais Green abordou o tema. Esse livro me revelou um autor maduro que também sabe abordar temas mais sérios com a devida leveza e profundidade. Me emocionei em várias passagens e fiquei com o coração apertado por muitas páginas. É um livro feito para provocar a reflexão sobre várias coisas. Vale a pena ler! 

E, afinal, o que é uma morte “instantânea”? Quanto tempo dura um instante? Um segundo? Dez? A dor desses segundos deve ter sido horrível (…) somente o mais puro pânico. (…) Duvido que a duração de um instante de dor lancinante pareça realmente instantânea. Miles Halter


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17 de setembro de 2020

Resenha: Por Lugares Incríveis, Jennifer Niven


livro Por Lugares Incríveis 
Autora Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Avaliação: ☕☕☕💦

Ontem, eu terminei de ler o livro Por Lugares Incríveis da autora Jennifer Niven. A narração do livro é dividida em dois ponto de vistas diferentes de um garoto que sofre como Transtorno de Bipolaridade. E uma garota que está vivenciando o luto da imã mais velha de uma maneira um tanto que peculiar. Os personagens importantes da história são Violet Markey e Theodore Finch eles se encontram quando Violet Markey está em cima da ponte pensando em tirar a sua própria vida.

Esse livro contém gatilhos pois fala sobre: bullying, transtornos mentais e sofrimentos psicológicos e suicídio na juventude. 

Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, a garota se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família. 



Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los. 

"Aprendi que existem coisas boas no mundo, se você procurar por elas. Aprendi que nem todo mundo é uma decepção, incluindo eu mesmo, e que um salto a 383 metros de altura pode parecer mais alto que uma torre do sino se você estiver ao lado da pessoa certa"
JENNIFER NIVEN foi criada em Indiana, mas hoje mora com o marido e muitos gatos em Los Angeles, seu lugar preferido para andanças. É autora de Por lugares incríveis (2015) e Juntando os pedaços (2016), ambos best-sellers do New York Times. Também escreveu quatro romances para adultos, três livros de não ficção e, em parceria com Liz Hannah, o roteiro do filme de Por lugares incríveis, lançado em 2020 pela Netflix. 



Você merece coisa melhor. Não posso prometer que vou estar por perto, não porque eu não queira. É difícil explicar. Sou problemático. Estou despedaçado, e ninguém pode me consertar. Eu tentei. Ainda estou tentando. Não posso amar ninguém porque não é justo com quem me amar de volta. Nunca vou machucá-la, não como quero machucar Roamer, mas não posso prometer que não vou desmanchá-la, pedacinho por pedacinho, até você ficar em mil caquinhos, como eu. Você tem que saber no que está se metendo antes de se envolver.

Esse livro chegou em minhas mãos em uma dessas voltinhas despretensiosas na livraria em 2016... Ontem, quando eu finalmente terminei de ler esse livro percebi que "Esse livro me destruiu por dentro...". Mas, esse é o ponto, quantas vezes precisamos ser destruídos para construirmos uma nova versão de nós mesmos? 

"Não é culpa sua. E ficar pedindo desculpa é perda de tempo. Você tem que viver sem arrependimentos. É mais fácil fazer a coisa certa desde o início pra que não tenha que pedir desculpas depois."

Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, a garota se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e chamado de "aberração" por onde passa. Para piorar, é obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família. 


O livro Por Lugares Incríveis da autora Jennifer Niven é um romance que foi escrito para a faixa etária Infanto Juvenil de uma maneira inteligente e bastante didática. Nessa faixa etária, o adulto é um papel de referência na vida desse jovem adolescente e nos livros YA os adultos são sempre descritos como irresponsáveis, pais negligentes, violentos... 
Mas não sou um conjunto de sintomas. Não sou uma vítima de pais horríveis e de uma composição química mais horrível ainda. Não sou um problema. Não sou um diagnóstico. Não sou uma doença. Não sou uma coisa que precisa ser salva. Sou uma pessoa.
Porém, o que me incomodou bastante foi o Conselheiro Escolar (embrião) ser descrito de uma maneira irresponsável tratando a saúde mental de um jovem Theodore Finch como uma conversa sem empatia e sem saber lidar com adolescentes. Eu fiquei lembrando dos meus estágios em Psicologia Escolar e o quanto é necessário um profissional qualificado em um ambiente escolar. Durante toda a narrativa observamos o Theodore Finch querendo "salvar" Violet Markey da sua até então " figura de referência" que era a sua irmã mais velha. Mesmo com todo o seu sofrimento ele fez Violet Markey viver momentos incríveis. Apesar de todos os pontos positivos e negativos eu achei uma leitura emocionalmente Boa.



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16 de setembro de 2020

Semana 25: Tenho aflição de:



Encontrei o projeto 52 semanas bem bacana na Blogosfera que consiste em citar 5 respostas para cada uma das 52 perguntas abaixo, fazendo assim, um Top 5 por semana. É o projeto mais longo que eu já participei... Mas, parece ser divertido !!! Pretendo responder ao projeto todas as Quartas-Feiras. 


Aflição
Substantivo feminino
1. Estado daquele que está aflito.
2. Sentimento de persistente dor física ou moral; ânsia, agonia, angústia.





1. baratas voadoras
A barata em si, já é um inseto nojento e o fato de alguns desses insetos voarem já me causam aflição...


2. barulho de talheres

Rolou até um arrepio (ruim) aqui. Sempre que ouço esse barulho perturbador não importa o tamanho da minha fome, eu paro imediatamente o que tô fazendo e me coloco em posição fetal até o barulho cessar. E ele sair da minha mente.



3. TV alta
Quando a gente aumenta um volume, seja da TV, seja de uma música, é porque estamos dispostos a escutar barulho, mas quando somos forçados a conviver com eles é uma tortura sem fim. Parece que você escuta sons que jamais escutaria se você tivesse disposto a escutar.

4.Gente que come de boca aberta
Pouca coisa me deixa tão aflita quanto conseguir ouvir outra pessoa mastigando. A minha vontade realmente é bater a cabeça contra a parede até o barulho parar.

5. Conversar sobre a prova nos instantes antes e depois
Isso me deixo nervosa, ansiosa... me dá aflição.


Quais são as coisas que
  lhe causam aflição??? 




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14 de setembro de 2020

Resenha: Auggie&Eu - Três histórias Extraordinárias







Auggie&Eu- Três histórias Extraordinárias 
R. J. Palacio
Ano: 2015 
Editora: Intrínseca
Avaliação:☕☕☕☕☕ 




O livro Auggie&Eu- Três histórias Extraordinárias não é uma continuação do livro Extraordinário e sim um complemento da história. Sim, você terá que ler o livro para conseguir entender o decorrer da história. O livro é divido em 3 diferentes perspectivas. Tornando-se a narrativa mais atraente e com uma história mais rica. Quando não foca em somente em um personagem como no livro Extraordinário.



Os Personagens Importantes ganham novas perspectivas: Julian, Christopher e Charlotte, personagens da vida de Auggie, narram nos três contos reunidos no livro Auggie e eu seus encontros e desencontros com o amigo extraordinário. 



A história de Auggie Pullman, o menino de aparência incomum que tem encantado milhares de leitores desde o lançamento do romance Extraordinário, em 2013, ganha agora novas perspectivas: Julian, Christopher e Charlotte, personagens da vida de Auggie, narram nos três contos reunidos no livro Auggie e eu seus encontros e desencontros com o amigo extraordinário: 

O capítulo do Julian dá voz a um personagem controverso: o menino que liderava o bullying contra Auggie na escola. Enfim temos a oportunidade de entender o que o levou a agir dessa forma e o que Julian pensa das próprias ações. 

Em Plutão, o narrador é Christopher, o primeiro amigo de Auggie. Os dois meninos compartilham lembranças da infância e, apesar de terem se distanciado, aprendem que boas amizades sempre valerão um esforcinho a mais. 

Shingaling mostra Auggie pelos olhos de Charlotte, a única menina entre as três crianças escolhidas para apresentar a Auggie sua nova escola. Com ela entramos no universo das garotas e vemos como a chegada de Auggie afetou as relações entre elas. Para quem sente saudades do menino cativante de feições e personalidade extraordinárias e tem curiosidade em saber mais sobre sua história, Auggie & eu é um verdadeiro presente. A narrativa do livro As Ilustrações das crianças servem como divisória dos capítulos do livro. Atenção! Esse livro contém gatilhos de bullying em ambiente escolar.

R. J. Palácio mora em Nova York com o marido, os dois filhos e dois cachorros. Por mais de vinte anos foi diretora de arte e designer gráfica, trabalhando nos livros de outras pessoas enquanto esperava o momento certo para começar o próprio romance. Sua estréia na literatura foi com Extraordinário. Desde que eu ouvi a história do livro Extraordinário em um dos eventos da Intrínseca eu fiquei encantada! Não vendo a hora de ler esse livro

A narrativa do livro Auggie&Eu é dividido em três contos: capitulo de Julian: Julian não era apenas um menino mimado... Seus pais arrumavam justificativas para cada ato que ele cometia. No começo, Julian é apenas um garoto petulante da maneira como ele trata o Auggie chamado ele de "monstro" e o seu possível transtorno de ansiedade e pesadelos parece um tanto dramático típico de um garoto mimado como Julian. Mas, a vida tem um jeito um tanto peculiar de nos ensinar... Depois do castigo do diretor Busanfa e isso inclui não ir para a "colônia de férias"seus pais lhe mandam passar as férias em Páris. Depois de uma conversa emocionante e esclarecedora com sua vó, Julian consegue perceber como as suas atitudes foram cruéis e pela primeira vez sente remorso das atrocidades que ele cometeu com Auggie em vez de arrumar "justificativas" mudou o seu comportamento e escreveu o mais bonito preceito "È preciso recomeçar".

“Julian. Você é tão novo. Você sabe que as coisas que fez não estavam certas. Mas isso não significa que você não seja capaz de fazer o que é certo. Significa apenas que escolheu o caminho errado. Foi isso que quis dizer quando falei que você cometeu um erro.”



No capitulo de Plutão, conhecemos o ponto de vista de Christopher. Amigo de August desde que tinha poucos dias de vida. Como cresceram juntos, ele nunca viu Auggie como diferente. Pelo contrário, ele só percebeu que havia algo de errado quando atitudes das pessoas de fora começaram a se manifestar. Com o passar do tempo, eles se distanciam, Chris faz novas amizades e isso vai brotando em sua cabeça, pouco a pouco, pensamentos egoístas em relação a sua amizade com Auggie. ele e considera essa amizade mais difícil de manter do que com outros garotos. É preciso algo inesperado para que ele perceba a importância da família e das amizades verdadeiras.




No capitulo de Shingaling, conhecemos o ponto de vista de Charlotte (a garota que fez parte da comissão de boas-vindas de Auggie com Julian e Jack Will). Charlotte é uma garota gentil, nunca tratou Auggie de maneira ruim como seus colegas, mas nunca o defendeu também. Na verdade, ela procurou se manter neutra quando o assunto era a guerra entre os garotos. Este capítulo é bem focado em amizade, principalmente sobre ter amigos que gostam de você exatamente como é, sem a necessidade de tentar se “moldar” para se encaixar em alguma turma ou aparentar ser diferente para que o admirem. Traz mensagens muito bonitas sobre o que realmente importa.


Julian não era apenas um menino mimado... Seus pais arrumavam justificativas para cada ato que ele cometia. 

No inicio, Julian é apenas um garoto petulante da maneira como ele trata o Auggie chamado ele de "monstro" e o quanto o transtorno de ansiedade foi usado apenas para justificar um comportamento babaca e os seus pesadelos parecem um tanto dramático típico de um garoto mimado como Julian. 


“[…] Eu cometi um erro com Tourteau. Mas o bom da vida, Julian, é que ás vezes podemos consertar nossos erros. Aprendemos com eles. Nós nos tornamos pessoas melhores. Nunca mais cometi com ninguém o erro que cometi com Tourteau. E tive uma vida muito, muito longa. Você também vai aprender com esse erro. Deve prometer a si mesmo que nunca mais vai se comportar assim de novo. Um erro não define quem você é, Julian. Entende? Você pode simplesmente fazer a coisa certa da próxima vez.”


Mas, a vida tem um jeito um tanto peculiar de nos ensinar... Depois do castigo do diretor Busanfa e isso inclui não ir para a "colônia de férias" seus pais lhe mandam passar as férias em Páris. A conversa com sua vó foi esclarecedora e emocionante. Julian consegue perceber como as suas atitudes foram cruéis e pela primeira vez sente remorso das atrocidades que ele cometeu com Auggie em vez de arrumar "justificativas" mudou o seu comportamento e escreveu o mais bonito preceito "È preciso recomeçar". Quantos Julian's você já conheceu? Você já foi um Julian na vida de alguém? Quando eu terminei de ler o capitulo do Julian senti vontade de abraçar forte esse personagem com a sua coragem de mudar o seu comportamento e atitude ele pode tornar-se alguém melhor.

“—Estou orgulhosa de você, Julian. —Você acha que ele vai me perdoar? —Isso é com ele. No fim, mon cher, tudo o que importa é que você se perdoe. Você está aprendendo com seu erro. Como eu aprendi com Tourteau.”




Auggie&Eu - Três histórias Extraordinárias Juntamente com o livro O Extraordinário é um dos meus livros preferidos ouve uma identificação com a mensagem que a história tenta transmitir que é Quando você não sabe o que fazer, simplesmente seja gentil. Não tem como dar errado.




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