"Bloco Do eu Sozinho"
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18 de março de 2020

Coronavirus: Como questionar a angustia que provoca?


Vale a pena revisar quais habilidades nos ajudaram a superar outras situações adversas no passado

É normal sentir-se triste, estressado, confuso, assustado ou irritado com uma situação de emergência. Portanto, é muito lógico e até saudável que muitas pessoas sintam medo em algum momento devido à expansão do surto de Covid-19, que nos confronta com uma situação desconhecida e ameaçadora. Outra coisa é que esse medo está instalado no estado de espírito, nos aflige e acaba se tornando um fenômeno que interfere na nossa capacidade de gerenciar a situação de maneira eficaz ou, pior ainda, que ele se espalha e se espalha para supor um problema adicional. na situação de saúde já complexa.
Portanto, tanto da Organização Mundial da Saúde (OMS) quanto de diferentes escolas oficiais de Psicologia, entre as quais a da Cantábria, são feitas recomendações para o gerenciamento psicológico do alerta de coronavírus, tanto no caso de adultos quanto de adultos. de crianças

1. Fique bem informado

A primeira recomendação dos psicólogos é estar bem informado, pois grande parte das mensagens e informações compartilhadas não são contrastadas. Portanto, deve-se resolver suas dúvidas sobre o coronavírus por canais oficiais ou contrastados: uma boa opção pode ser o portal que ativou o coronavírus ou o site do Ministério da Saúde, que oferece informações atualizadas.


2. NÃO infoxique

Ou seja, não caia nas informações excedentes. Manter-se conectado e ciente das informações sobre o coronavírus o dia inteiro "não o deixará mais informado nem lhe dará mais proteção contra o vírus e, em vez disso, aumentará a sensação de risco desnecessariamente", explicam os psicólogos. Um exemplo claro é o chamado para não beijar ou abraçar, restrições que os especialistas consideram injustificadas.
Os especialistas enfatizam que o fato de haver uma grande cobertura de notícias sobre esse tópico não significa necessariamente que isso é uma ameaça para nós e nossa família.
E, de acordo com a prevenção da infoxicação, vale a pena colocar em quarentena as informações que circulam através de watsaps e redes sociais e contrastá-las antes de tomar qualquer decisão relacionada a ele ou compartilhá-lo.

3. Informe bem os outros

É essencial não falar sobre isso permanentemente e evitar espalhar boatos ou informações falsas. Para isso, é melhor compartilhar informações realmente relevantes.
As crianças também devem estar bem informadas. É essencial estar atento às suas dúvidas e preocupações e responder às suas perguntas como aparecem, com explicações claras, sem mentir para elas, mas sem sobrecarregá-las com muita informação.

4. Confie na ciência
É importante seguir as recomendações e medidas preventivas determinadas pelas autoridades de saúde para se proteger de um possível contágio. Mas apenas aqueles. Tomar mais precauções do que os médicos consideram justificados por evidências científicas não nos dará maior proteção contra o vírus e, em vez disso, alimenta o medo e a angústia, "tanto em nós mesmos quanto nas pessoas ao nosso redor", alertam os psicólogos. Portanto, é aconselhável, tanto para adultos como especialmente para crianças, manter rotinas e agendas diárias o máximo possível."O medo é controlado muito melhor por nossos comportamentos saudáveis ​​do que por raciocínio auto-induzido ou precauções desnecessárias", dizem os especialistas.


5. Cuide-se

Se você tiver febre, tosse e falta de ar ou dúvida sobre a possibilidade de ter sido infectado, é importante entrar em contato com as autoridades de saúde e seguir as instruções para atendimento médico. Mas cuidar de si mesmo não significa superproteger-se e fazer consultas médicas supérfluas com os serviços de saúde, que já estão em colapso. Por outro lado, como em qualquer outra doença infecciosa, uma boa maneira de se proteger é adotar hábitos de estilo de vida extremamente saudáveis ​​para manter o sistema imunológico e a saúde geral o melhor possível. Manter esses hábitos é especialmente importante se for preciso ficar em casa por ter tido contato com alguém infectado. "Se você deve permanecer isolado em casa, deve cuidar da dieta e das horas de sono,

6. Aceite seus sentimentos
A psicologia explica que o medo é uma resposta adaptativa que nos ajuda a ficar alerta e tomar as medidas necessárias para minimizar os riscos, evitando o perigo ou procurando maneiras de lidar com ele. Então, eles pedem para não rejeitá-lo ou cobri-lo. “Reconheça seus sentimentos e aceite-os; e, se necessário, compartilhe-as com as pessoas mais próximas a você ".

7. Use humor

Outra das recomendações dos psicólogos contra o surto de coronavírus é usar um senso de humor. "O humor é uma emoção que o ajudará a manter o medo (que é outra emoção) distante", dizem eles. Nesse sentido, as redes sociais podem ser de grande ajuda. No Twitter, por exemplo, muitos memes, paródias e mensagens engraçadas circulam.


8. Experiência de strip
Juntamente com o humor, outra ferramenta útil para gerenciar as angústias e incertezas causadas pela expansão do surto de Covid-19 é a própria experiência. “Reveja as habilidades que você já aplicou no passado para enfrentar e gerenciar outras circunstâncias adversas que surgiram na sua vida; O uso dessas habilidades o ajudará a controlar suas emoções quando enfrentar esse desafio ”, indicam eles da OMS.


Fonte: Copcantabria
Assinado Javier Lastra Freige. Colegiada CA-00075Colégio Oficial de Psicologia da Cantábria em coordenação com outros POPs na Espanha

7 de março de 2020

De outros carnavais com outras fantasias .... ♫


 .... Eu conheci uma guria que eu já conhecia
de outros carnavais com outras fantasias .... ♫

Quando se trata de Carnaval eu sempre fico "em cima do muro" ao dar a minha opinião. 
Eu Amo/Odeio carnaval: Amo; carnaval de rua, Festa em clube da cidade, assistir na TV o trio elétrico em Salvador. Porém, odeio; desfile em escola de samba e pelo fato da TV só passar esse tipo de programação...

As lembranças do Carnaval na minha infância, eram naqueles tradicionais matinês que os meus pais e os nossos vizinhos levavam os seus filhos com fantasias carnavalescas nos clubes famosos aqui de Floripa... Com essa nostalgia carnavalesca, a diretoria da Associação dos Moradores do meu bairro resolveu montar um Bloco chamado AMO VIM AQUI com direito a abadá e open food... Quando vi, eu estava dançando, e arriscando alguns passos daquelas dançinhas sincronizadas de antigamente. Estava aberta oficialmente o meu 1° dia de carnaval.


Depois de muitas dançinhas carnavalescas e comes/bebes... Essa jovem senhora, que vos escreve saiu do local as 3h00m da manhã com confetes e serpentinas grudadas pelo corpo e com os meus pés doloridos e com os sapatos na mão... Implorando por algumas horinhas de sono na minha caminha.

No dia anterior, aquele da Pizzaria o diálogo que surgiu foi mais ou menos esse:

Milla: Quando é o Bloco dos sujos?
Em todo primeiro sábado de Carnaval, homens vestidos de mulheres invadem o centro de Florianópolis no famoso Bloco dos Sujos. A Praça XV de Novembro costuma ser fechada para quem quer curtir o bloco. 
Nycollas: É amanhã... Eu vou! 
Milla: Eu vou continuar as comemorações do meu aniversário no Bloco dos Sujos então...

No dia seguinte, improvisei uma fantasia Britney Spears " Baby One More Time" e encontrei as outras Britney's no caminho...

Britney Spears, porque choras?
Nós ficamos próximos a Jivago. Apesar do lugar estar um vuco-vuco de pessoas foi o lugar mais tranqüilo sem brigas&confusão como é de costume em eventos carnavalescos... Estava aberto oficialmente o meu 2° dia de carnaval.


Nesses eventos carnavalescos, a quantidade de musicas aleatórias que ouvimos é a conseqüência do espaço por m² que nos encontramos... Por exemplo, eu estava ouvindo Pablo Vittar cantanto: Te dou parabéns quando para a bunda... Não é o meu tipo de musica preferido??? Não! Mas, não tem como ser critico musical em eventos carnavalescos... A única coisa que restava a essa jovem senhora que vos escreve, era dançar até perder o pouco de dignidade que me restava... Sim, eu dancei muito!

Apesar da muvuca, eu achei uma muretinha para descançar. O que foi maravilhoso! Pois, os meus pés estavam doloridos... Sai do bloco dos sujos mais cedo do que eu realmente eu gostaria. Porém,eu estava cansada demais para ficar de madrugada na rua...

O meu 3° dia de carnaval foi mais tranquilo... No estilo, uma banda tocando MPB na beira da praia... Bebendo uma caipirinha de limão.

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27 de fevereiro de 2020

Aquele que ninguém foi no meu aniversário...


Ter um cantinho na Blogesfera no estilo life-style nessa altura do campeônato... Onde eu escrevo os acontecimentos da minha nada mole vida... Não deveria estar sendo tão dificil escrever sobre os ultimos acontecimentos enquanto esses acontecimentos nos derrubam pelo caminho ou não deveria ser tão irõnico. Mas, o irônico disso tudo é a frase que continua martelando na minha cabeça: 

"Querer privacidade e criar um Blog Pessoal...". 


Os ultimos três meses de Doismiledezenove... Foi um desáfio e tanto para mim: Fiz estágio de Pós-Graduação com adolescentes que foi um verdadeiro fiásco... Voltei ao inicio, fiz o estágio mais chuchuzinho no lar de idosos #retornaremos; Tivemos também freelancer de fotografia e correção de TCC e trocadinho$$$ no bolso. Falando em dinheiro... Teve um emprego de tercerizada na finaleira do ano que conseguiu me desestabilizar emocionalmente mesmo o emprego não sendo da minha área... Completei o #15 Frequentar um Templo Cristão por pelo menos um semestre e meio do projeto 30antes dos30 (ainda irei escrever sobre isso...) conheci muitos jovens bacanas... Mas, como em todo Templo Cristão tem panelinha's.

E diante os ultimos acontecimentos de Doismiledezenove... Eu quis comemorar o 3.4 em uma pizzaria famosa aqui da minha cidade com pesssoas que eu gosto... Incluindo: Familiares, amigos da faculdade, amigos da Pós Graduação, amigos da mocidade do Templo Cristão que estava frequentando...

O convite que foi ignorado...
Fiz aqueles convites bonitinhos do Canva e comecei a mandar pelo Whatzapp e Instagram os primeiros convites: Para os meus parentes; amigos da faculdade, pós-graduação e alguns jovens da Mocidade.

Alguns dos meus "convidados" incluindo os meus parentes... Deram desculpas esfarrapadas para não comparecerem... Os amigos da faculdade, desculparam-se por não ter comparecido na pizzaria no dia seguinte da festa (vácuo...). Os amigos da pós graduação, simplesmente ignoraram o convite bem bonitinho que fiz no Canva... As poucas pessoas que convidei da mocidade do Templo Cristão que eu estou frequêntando que inclusive mudei a data da comemoração justamente por causa deles... Ninguém compareceu!


Fiquei esperando por exatamente 2hs:00m os últimos convidados que eram meus parentes aparecerem somente para comer... O meu primo veio de Biguaçu de uma formatura e chegou  mais cedo.

O garçom notando a minha aflição, veio até a minha mesa que estavam: meus pais, o meus avós maternos,O meu tio e a minha tia por pparte de mãe... e o meu primo que veio de Biguaçu (do outro lado da cidade...) de uma formatura coitado. Perguntar pela miléssima vez se poderia começar a passar o rodizio de pizza. 


Quando finalmente nos rendemos pela fome e começamos a comer as diferentes pizzas que tinha no rodizio e a "beliscar" o buffe de massas logo em seguida. A aniversariante tem direito a um pedaço de pizza doce com uma velinha acessa...  Com direito a um chapéu esquisito kkk



Desde 1986, estragando tudo e decepcionando pessoas.. 
Em tempos, em que as felicitações ao aniversariante são feitas on-line... Inclusive nem olhei as mensagens que deixaram nas minhas redes sociais pelo meu aniversário.... Queria ter comemorado com pessoas que, não fizeram questão de estar presente no dia do meu aniversário. Apesar de tudo, eu agradeço pelos poucos e bons.... das pessoas que a vida me presenteia a cada dia.


Obs: A data do meu aniversário é dia 22 de fevereiro que caiu num sábado e eu fui continuar as comemorações no Bloco dos Sujos da minha cidade que escrevo num próximo post...





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23 de fevereiro de 2020

Ontem, eu fiz 34 anos...


O que é um adulto? Uma criança de idade.
Simone de Beauvoir

Ontem, eu fiz 34 anos...

Sempre achei que pessoas com 30 anos eram adultas, sérias, responsáveis, donas de si mesmas, que iam para seus trabalhos igualmente sérios e adultos, usando terninhos femininos, chatas e comportadas.

Achava que eventualmente eu ia acabar me tornando essa pessoa. Achava que não tinha pra onde correr. Era o que ia acontecer e pronto. E fiz isso no inicio dos meus 18 anos...

  

Quando eu era uma criança remelenta de 10 anos a minha mãe tinha 30 anos. Minha mãe com 30 anos já estava vivendo uma vida de adulto "casada, morando em uma casa própria e empregada...". 

Eu com 30 anos sou a pessoa menos 30 anos que já conheci. E se quando mais nova, eu sentia necessidade de mostrar maturidade, hoje, aos  30, já não sinto mais.

E então é justamente agora, aos 30, que sinto a total liberdade para ser ainda mais menos 30. Detesto tudo o que é afetado demais. Não suporto chatice. Me recuso a ser alguém que eu não gosto nem nos outros, imagine então em mim. 

Não quero ir a jantares elegantes. beber vinho. Não quero conversar sobre filhos, casa, casamento, trabalho e faculdade vs Pós-Graduação... Não quero comprar roupa na loja conceituada e cara. Não quero ir em reunião de condomínio. Não quero ir ao banco. Não quero saber o que está na moda. Não quero visitar salão de beleza três vezes por semana. Não quero fingir ser uma pessoa que não sou. Não quero me sentir no tédio na minha própria companhia. 

O que eu quero é depilar as minhas pernas e continuar me sentindo bem quando eu não consiga manter a depilação em dia. Quero maratonar as séries preferidas na Netflix até amanhecer. Quero comprar uma blusa das minhas Séries e Bandas preferidas... Quero chorar e gritar em um show de uma banda de rock alternativo. 

Quero cutucar a minha amiga quando passar um cara bonito. Quero me identificar com Rori Gilmore. Quero pintar o cabelo de vermelho. Quero usar lente colorida. Quero pintar as unhas uma de cada cor. Quero decidir as coisas em cima da hora. Quero viajar pra Disney. Quero mudar de idéia e opinião todo dia. Quero rir de piada suja. Quero passar o final de semana bebendo cerveja barata com os amigos enquanto fazemos competição de arroto. Não quero fazer Social em eventos que não estou a fim de ir...

Quero ser impulsiva, inconseqüente, irresponsável, esquecida.Quero aceitar todas qualidade e defeitos que formam quem eu sou e que ao longo desses  30 anos eu tanto aprendi a amar e a respeitar. 

Eu renego a Camyli que achei que seria aos 30 anos. Essa Camyli vulgo Milla NUNCA me pertencerá. Nem aos 30, nem aos 40, nem aos 50... 

E ainda bem!

22 de fevereiro de 2020

O que você quer de aniversário?



Desde que eu era bem pequena essa pergunta me deixava um tanto sem graça. Primeiro fui educada que, não é de bom tom, ficar pedindo presentes. Outra é que, mesmo quando insistem na pergunta eu nunca sei de verdade o que pedir.

No dia do meu aniversario. O que eu quero? Ah, se já lembrou o dia por mim já está ótimo. Para não dizer que sou totalmente avessa aos presentes gosto daquele em forma de “lembrancinhas” não é algo caro. Mas é algo simples que fez a outra pessoa lembrar-se de você. É gratificante ver que uma pessoa parou para pensar e criar alguma coisa para você, ao invés de só pegar alguma coisa pronta. Acho uma coisa legal de se ver. Mostram que se importam. Mas, admito que,gostaria de ganhar meus presentes em dinheiro para assim poder comprar minhas “bugigangas”.

“Mesmo que não veja muito sentido em aniversários. Parabéns? Parabéns pelo quê? Por sobreviver mais um ano? Um dia para as pessoas serem legais com você? Compensar todos os 364 dias do ano que sequer lembraram seu nome? Talvez pra tentar ser convidado pra sua festa ou sabe-se lá.”

Esse ano, meu aniversario cai no final de semana... Vou comemorar na pizzaria com pesssoas que eu gosto, como sugere os aniversários... E Manter os pensamentos leves. Eu acredito que, isso atrai energias boas o ano todo. 

Fazer aniversário nesses dois primeiros meses do ano funciona como um ano novo com 365 dias de novas possibilidades... Como o ano de 2020 é bixesto tenho um ano dia de acréssimo. Tenho preferência com anos pares, bem mais que, os anos ímpares. Uma coisa é certa: não espero presentes de ninguém! Talvez o meu maior desejo de aniversario. É aquele trecho da canção da Vanessa da Mata:

Quero só noticia boa/ Quero paparicações no meu dia, por favor,/ Brigadeiros, mantras, música/ Gente vibrando a favor/.


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8 de julho de 2019

Who says you're not perfect?

Graças, ao estrabismo (Sim, sou vesga!) eu uso óculos desde bem pequena... Não me lembro de ter ganhado na infância aquelas maletinhas de maquiagem infantil o máximo que ganhei foi batons. No formato de morango e uva, mas, ficava guardado com a minha mãe para usar somente em ocasiões especiais...


Ainda na infância, eu fui visitar uns amigos dos meus pais que tinha uma filha um pouco mais velha. Nessa ocasião ela estava brincando com uma maleta enorme de maquiagens da sua mãe e me chamou para brincar também... Sai de lá com a cara toda lambuzada, parecendo uma palhaça e levando uma bela bronca! Aprendi aquele dia que: 

  1. Muita maquiagem deixa um resultado catastrófico, pior que uma palhaça de circo; 
  2. e que, maquiagem era coisa de adulto...

Na adolescência, lembro-me da minha mãe ter me maquiado e eu ter achado o resultado bacana, mas coloquei óculos de grau e ficou parecendo à mesma coisa de cara limpa... Tanto trabalho para depois colocar os óculos e acabar com o make ¬¬ o máximo que eu usava na época (e ainda uso) é o lápis preto e um gloss ou batom vermelho, mas geralmente eu saio de “cara limpa” pelo simples motivo que não tenho paciência em acordar cedo ou parar tudo que eu estou fazendo para me maquiar...

Resumindo:

Eu uso raramente maquiagem (nunca fui ensinada a gostar de me maquiar...), mas, acho que o assunto # stopthebeautymadness. Vai além, de se maquiar porque gosta ou não, mas, de fazer isso uma obrigação. Colocar o ato de se maquiar como sendo, uma das necessidades diárias... Para se sentir melhor e mais bonita. Nunca me achei a “beauty queen” e também ninguém me considerou bonita... A Psicologia explica isso usando o termo de “profecia auto-realizadora”.

A profecia auto- realizadora diz que, quanto mais às pessoas acreditam em uma coisa, mais elas podem influenciar no seu acontecimento.

Isso quer dizer que, nesse exemplo Alguém diz que você não é bonito e você passa a acreditar nisso e acaba não se considerando uma pessoa bonita... A grande mídia, faz isso toda hora “caga” padrões a cada milésimos de segundo dizendo que, o padrão de beleza é X as pessoas que tem o padrão Y ou tentam se encaixar no padrão X ou, se possível, usam corretivos nas imperfeições para se enquadrar nesse padrão... Descobri que a maioria dos minhas amigas que eu considerava bonitas... toda aquela "beleza" não passavam de meio quilo de corretivo na cara...

Ainda na minha adolescência tinha um garoto muito lindo na minha escola e as meninas sem exceção babavam pelo garoto... O garoto era desenhista e um dia ele foi desafiado a desenhar as garotas e ele teve a ideia de desenhar partes do rosto das meninas que ele mais gostava... A parte que ele mais gostava de mim era a boca que ele achava muito bonita... Depois daquele dia, eu aprendi a gostar de alguns detalhes do meu corpo até dos meus olhos estrábicos... Mas, ainda assim nunca me achei bonita.


Fiz curso de fotografia em 2012 e tinha algumas pessoas que achava que estava fazendo curso de modelo, pois, era um tal de fazer “pose” para qualquer câmera que ameaçasse a ligar chegava a ser patético... Eu nunca gostei muito de ser fotografada, muito menos, de fotografar pessoas. Era um martírio fazer exercícios que envolviam fotografar os colegas de curso. Porém, as pessoas geralmente gostavam do resultado e “enxiam o saquinho” para fotografa-las. Reza a lenda, que alguns alunos conseguiram montar um Book com tantas fotografias... Até meados de 2012 não era moda as “Selfies” hoje em dia eu vejo como eu seria poupada dessas situações.

Aprendi desde cedo a gostar dos "Detalhes" sem precisar de meios como maquiagem, Photoshop ou filtros para mentir ou disfarçar algo que eu não sou... As mulheres se tornaram feias não por mostrarem suas imperfeições, mas, por não saber lidar com a cara limpa diante dos milhares "Selfies" cadê as "caras&bocas" e sorrisos nas fotos???

Who says
Who says you're not perfect
Who says you're not worth it
Who says you're the only one that's hurting
Trust me
That's the price of beauty
Who says you're not pretty
Who says you're not beautiful
Who says


Esse trecho da canção da Selena foi um "tapa com luva de pelica" em mim (principalmente) pois sempre quis seguir ou ter os padrões de uma pessoa considerada bonita e tive vários exemplos nesses vinte e poucos anos... que, esses padrões mudam e as opiniões também... Escutava antigamente que "beleza não se expõe na mesa" hoje se expõe nas redes sociais, mas, mostramos algo maquiado algo que não é real. Foto de cara limpa, devia ser "normal" no dia-a-dia de cada um e não escolher um dia como a Ana muito bem lembrou d a "terça sem make" para não usar maquiagem .

A verdadeira beleza esta nos "Detalhes" nenhuma maquiagem pode ser mais indispensável que olhos brilhando, sorriso no rosto... Maquiagem não disfarça "cara amarrada" então, bora ser feliz isso sim é indispensável para sermos bonitos por dentro e por fora!

7 de junho de 2019

Pós-graduação X depressão



A pós-graduação era para ser um período maravilhoso, em que você tem a chance de estudar, se aprofundar em um tema, conversar com pessoas inteligentes, frequentar congressos, ler ótimos livros e artigos, e por fim produzir uma pesquisa do jeito que você queria. Então por que costuma ser uma das piores fases na vida de um estudante?

Esse período sombrio frequentemente é marcado por um desânimo insistente, e em alguns casos, depressão clínica. No mínimo, você fica por algum tempo “para baixo”. Não passou por isso? Certamente conhece alguém que esteve nessa situação.

Saiu um artigo na revista Nature sobre a alta frequência de casos de depressão entre estudantes de pós-graduação. Dizem que principalmente aqueles alunos que foram brilhantes na graduação sofrem bastante na pós. Alguns motivos listados foram o isolamento causado pela competição do mundo acadêmico, altas expectativas e falta de sono. Outro agravante é ter uma relação ruim com o orientador ou com colegas. O artigo ressalta a falta de preparo das universidades para ajudar esses estudantes, pois normalmente há ajuda apenas para os graduandos, mas não para os pós-graduandos e suas demandas específicas.

No blog CoNeCt, há um comentário sobre esse artigo e algumas outras possíveis causas da depressão nos pós-graduandos. Vou acrescentar aqui algumas outras possibilidades. Por que a pós-graduação é desoladora? (Obs. Estou considerando uma pessoa com dedicação exclusiva à pós-graduação stricto sensu, ou seja, mestrado e doutorado).

1. Estou sozinho.

                   

 O pós-graduando é um solitário. Geralmente ele tem o próprio projeto e segue sozinho nele. Mesmo os que fazem parte de um grupo de pesquisa, têm tarefas tão específicas que raramente encontram os demais. Os horários das aulas não batem, e você não encontra mais ninguém conhecido com frequência. Um está coletando dados, outro saiu da cidade para ir a campo, outro está em casa lendo. Não há uma rotina de encontro das mesmas pessoas nos mesmos lugares, o que dificulta o contato social. Você não tem com quem conversar. Se tem, seu projeto é tão único que ninguém entende os seus dilemas (mas o que você quer dizer com estar chateado porque o alfa de Cronbach do segundo teste da terceira bateria de avaliações sobre tomada de decisão em situação de incerteza estar dando abaixo de 0.5???).

2. Sou um inútil.

                      


Se você só estuda, isso significa que você só estuda, ou seja, é um inútil. Aliás, esse estudo aí que você está fazendo serve para que mesmo? Vai salvar as criancinhas da África? Vai resolver o aquecimento global? Vai achar a cura para o câncer? Não? Então por que você está gastando seu tempo nisso? Os outros te perguntam qual é a utilidade do seu estudo, e por fim, você se pergunta. Você mesmo tem dúvidas se aquilo vai te levar a algum lugar, e se vai beneficiar alguém de verdade. Alguns estão mais preocupados em estar certos, e quando o experimento vai na direção contrária, ficam bem estressados. Outros se preocupam com isso e com querer ajudar a humanidade, e a relação entre uma pesquisa de pós-graduação e a aplicação no mundo real costuma ser fraca. Além disso, ninguém entende que você está se dedicando ao estudo, principalmente quando está na fase de escrever a dissertação na sua casa ("ele não faz nada o dia todo, só fica nesse computador"). Não há reconhecimento social, porque é difícil explicar que você só estuda e o que é que você estuda (poucos entendem - quem nunca fugiu da temida pergunta “E o que é exatamente que você estuda?”), e sua identidade fica abalada. Quem sou eu?

3. Meu orientador não está nem aí para mim.

Para aumentar o sentimento de solidão e de falta de reconhecimento, sequer seu orientador te dá bola. Ele sempre está ocupado com aulas, mil pesquisas e artigos que têm que ser feitos de qualquer forma, e mais dezenas de reuniões e bancas. Nem sempre é culpa dele, não me entendam mal. As vezes o sistema é realmente o culpado. Enfim, o resultado é que você não tem orientação, trabalha no escuro, não sabe se está indo na direção certa, normalmente até ser tarde demais para evitar o vexame na defesa (ou o seu pensamento constante de que a defesa será um vexame, que é bem pior). E se a pessoa que mais deveria se interessar pelo seu trabalho não está ali, fica difícil achar que seu trabalho tem algum valor.

4. Não vou ter o que fazer com esse diploma.


Essa é mais típica dos doutorandos do que dos mestrandos. Você tem certa desconfiança de que toda aquela dedicação na verdade depois não servirá para nada. Sente que sua tese será jogada em um canto na biblioteca (modernizando, será mais um arquivo nesse mundo da Internet). Você já está sem dinheiro agora e se pergunta o que será do amanhã. Seu diploma será usado para que mesmo? Ah, lembrei, irei disputar meia dúzia de vagas com todos os outros doutores do país. Fácil. Tradução: hoje = estudante de pós, amanhã = desempregado sem esperança.

5. Tudo o que faço é para aumentar uma linha do lattes.

Depois de um tempo na vida acadêmica, você tem a sensação de que tudo o que tem que fazer se resume a acrescentar coisas no seu currículo lattes. Para que vou naquele congresso? Resposta – para ir à praia e colocar no seu lattes que você apresentou o trabalho. Para que tenho que modificar algumas linhas desse mesmo trabalho e ir a outro congresso? Resposta - para ir à praia e colocar no seu lattes que você apresentou o trabalho. Para que tenho que escrever artigos que eu não quero escrever e publicar em uma boa revista científica? Para aumentar uma linha no lattes (publish or perish). É isso, minha vida se resume a aumentar meu lattes, e aí a ordem se inverte: faço para publicar e não publico porque fiz. E talvez aumentar o lattes não seja um objetivo tão nobre, e aí você sente sua vida vazia.

Sozinho, inútil, deixado de lado, desempregado e com uma vida sem sentido. E depois não sabem por que o pós-graduando fica deprimido...



Brincadeiras à parte, a pós-graduação realmente é um período difícil. As pessoas acham que o momento mais delicado de decisão profissional é na hora de escolher um curso para prestar o vestibular, mas eu discordo. Para mim até agora o momento mais difícil foi depois de estar formada e ter entrado na pós-graduação, porque ali não há tempo, você tem que saber quem você é. Sou pesquisadora? Sou psicóloga social? Sou um professor? Sou um biólogo? Antes parece que há espaço para o “teste”, mas depois que você se forma o mundo e você mesmo esperam certas coisas, como ter um salário fixo, começar uma carreira, ter uma identidade profissional. Para quem tem dedicação exclusiva aos estudos, a pós-graduação é um adiamento da entrada no mercado de trabalho, e pode ser angustiante.

Concordo com o artigo da Nature quando afirma que as universidades deveriam se preocupar mais com o estado psicológico dos estudantes. Penso que seja necessário criar espaços que facilitem a interação social, a troca de conhecimento e o sentimento de pertencimento a um grupo entre os pós-graduandos. Também é necessário um sistema que valorize mais o trabalho de todos, afinal o estudante precisa sentir que faz algo importante. O orientador tem um papel crucial, é dele que tem que vir o maior apoio, pois é a nossa figura de admiração e que representa o conhecimento, além de ser a autoridade formal

Isabella Bertelli; Formada em Psicologia pela USP e mestre em Psicologia Experimental. Trabalho com treinamento corporativo e orientação de carreira.

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2 de junho de 2019

Uma Carta para Deus...

Inspirado nesse post aqui.

Deus,
 
eu não sei se o Senhor tem alguma rede social, se tem tempo livre para ler textos, ou se ao menos sabe que eu existo. Mas eu queria falar sobre a minha cachorra Mallu Malenotti. 


Ela é essa cachorra pequena sorridente e bonita aí da foto. Ela era pequena mas tinha uma coragem de cachorro de grande porte. Mesmo pequena, mandava no Teddy um Lhasa Apso que tinha o dobro  do seu tamanho Girls Power!)

E sabe aquela expressão muito popular "Manda quem pode obedece quem tem juízo "? Obedecia quem não queria levar algumas mordidas... A Mallu levou a sério a sua vocação de cão de guarda. Ela cuidou de mim e da minha família. Ficou ao nosso lado mesmo estando atenta ao minimo ruido que ouvia na rua, mesmo quando ninguém mais queria ficar...  Eu era a pessoa preferida dela, e fui guardada com uma lealdade, uma firmeza e, sim, um ciúme que pareciam não ter fim. 

Assim como o seu amor.  Ele fazia de tudo para me deixar feliz. Prestava atenção em tudo que eu dizia, com seus grandes olhos arregalados, de alguma forma parecia entender quando algo lhe parecia muito absurdo...  Ele fazia de tudo para me deixar feliz. Prestava atenção em tudo que eu dizia, com seus grandes olhos arregalados, mesmo que não entendesse uma só palavra. Dançava, se jogava e rolava no chão, se esparramava nas minhas pernas com cara de bobona mesmo sendo um dos seres mais inteligentes que eu já conheci. Caminhava de guia e coleira sempre na frente com uma delicadeza de elefante na loja de cristais mesmo tendo que levar alguns esporros ao longo do passeio.


A fome da Mallu era insassiavel! E quando ganhava pequenos pedaços de carne quase levava um pedaço do meu dedo junto... Roubava a comida do Teddy e ele sempre deixava... e olhava pra mim com o canto do olho, como um filha esperando minha aprovação. Não tem como você não se sentir especial ao ser amado por uma criatura tão linda e pura.


Eu estou te escrevendo tudo isso, Deus porque nessa semana o câncer o levou de mim. Eu e minha familia fizemos tudo que estava ao nosso alcance para evitar isso. Nos últimos dias, eu o carreguei em meus braços por toda a casa. Tentei tranquilizá-la, falando em seu ouvido o quanto eu a amava e como nunca iria deixa-la. Fui forte por ela, como tantas vezes ela foi por mim. Segurei em sua patinha trêmula e fiquei com ela até o último batimento de seu lindo coração. Ela já deve estar chegando aí, Deus peço que brinque com ela, corra na grama e e coce a barriga dela, sabe, todas essas coisas tão simples, mas que nos davam tanta alegria. Por favor, cuide bem da minha cachorrinha, até chegar o momento de eu ir para aí e me reencontrar com ela.

Para que eu seja merecedora disso, vou me esforçar em ser um boa mulher . E me inspirar na Mallu. Afinal, ele foi um bom menina.




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22 de fevereiro de 2019

O QUE VOCÊ QUER DE ANIVERSÁRIO?

Quero só noticia boa/ 
Quero paparicações no meu dia, por favor,/ 
Brigadeiros, mantras, música/
Gente vibrando a favor/.


Desde que eu era bem pequena essa pergunta me deixava um tanto sem graça. Primeiro fui educada que, não é de bom tom, ficar pedindo presentes. Outra é que, mesmo quando insistem na pergunta eu nunca sei de verdade o que pedir.

No dia do meu aniversario. O que eu quero? Ah, se já lembrou o dia por mim já está ótimo. Para não dizer que sou totalmente avessa aos presentes gosto daquele em forma de “lembrancinhas” não é algo caro. Mas é algo simples que fez a outra pessoa lembrar-se de você. É gratificante ver que uma pessoa parou para pensar e criar alguma coisa para você, ao invés de só pegar alguma coisa pronta. Acho uma coisa legal de se ver. Mostram que se importam. Mas, admito que,gostaria de ganhar meus presentes em dinheiro para assim poder comprar minhas “bugigangas”.

“Mesmo que não veja muito sentido em aniversários. Parabéns? Parabéns pelo quê? Por sobreviver mais um ano? Um dia para as pessoas serem legais com você? Compensar todos os 364 dias do ano que sequer lembraram seu nome? Talvez pra tentar ser convidado pra sua festa ou sabe-se lá.”

Esse ano, meu aniversario cai em uma Sexta-Feira. Vou usar esse dia para me concentrar, ter um dia meu mesmo, como sugere os aniversários... Talvez maratonar alguns episódios do FRIENDS comendo uma panela de brigadeiro... e Manter os pensamentos leves. Eu acredito que, isso atrai energias boas o ano todo. 

Fazer aniversário nesses dois primeiros meses do ano funciona como um ano novo com 365 dias de novas possibilidades... Costumava gostar dos anos pares, bem mais que, os anos ímpares. Porém, o ano de 2018 foi tão "caquinha" Que tenho medo de continuar afirmando isso... Uma coisa é certa: não espero presentes de ninguém! Talvez o meu maior desejo de aniversario. É aquele trecho da canção da Vanessa da Mata: Quero só noticia boa/ Quero paparicações no meu dia, por favor,/ Brigadeiros, mantras, música/ Gente vibrando a favor/.

© Lado Milla
Maira Gall