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28 de dezembro de 2020

LADO MILLA AWARDS 2020: Leituras de 2020... Parte2

 


Eu conheci o livro Bom dia, Verônica por meio da Leitura Coletiva promovida pela editora Darkiside. Porém, só consegui ler esse livro depois... A rotina da escrivã de polícia Verônica Torres era pacata, burocrática e repleta de sonhos interrompidos até aquela manhã. Um abismo se abre diante de seus pés de uma hora para outra quando, na mesma semana, ela presencia um suicídio inesperado e recebe a ligação anônima de uma mulher clamando por sua vida. Verônica sente um verdadeiro calafrio, mas abraça a oportunidade de mostrar suas habilidades investigativas e decide mergulhar sozinha nos dois casos. Um turbilhão de acontecimentos inesperados é desencadeado e a levam a um encontro com lado mais sombrio do coração humano. 

Se algum dia eu falei mal do Neil Gaiman eu não lembro... Coraline é uma leitura infanto-juvenil dos gêneros de: Fantasia, Horror e Ficção Científica com uma narração bastante adequada para esse público. uma das minhas melhores leituras do ano! 


A experiência mais... incrível (dã!) foi com a leitura do livro Por Lugares incríveis. Esse livro chegou em minhas mãos em uma dessas voltinhas despretensiosas na livraria em 2016... Primeiramente, a capa chamou a minha atenção com o jogo de montar do "Pequeno Engenheiro" estilo aquele dos anos 80-90. Não Lembro que ao folhear os primeiros capítulos fui observando que eu não estava em um momento bacana para ler esse livro... No Setembro Amarelo, sempre surgem leituras temáticas nessa época do ano. Surgiram duas leituras coletivas com experiências bem diferentes uma da outra que me faz pensar o quanto os leitores(as) não estão preparadas a compartilhar o seu conhecimento, empatia e solidariedade nos diferente tipos de leituras... 

A leitura do livro 𝑨 𝑳𝒐𝒏𝒈𝒂 𝑽𝒊𝒂𝒈𝒆𝒎 𝒂 𝑼𝒎 𝑷𝒆𝒒𝒖𝒆𝒏𝒐 𝑷𝒍𝒂𝒏𝒆𝒕𝒂 𝑯𝒐𝒔𝒕𝒊𝒍 foi uma leitura difícil ... Para não dizer chata. Perdi completamente a vontade de ler a continuação da trilogia. 

Eu comecei a leitura do livro Anexos, da Rainbow Rowell sabendo que era uma leitura que eu ia gostar muito "Eu leria até a lista de compras da autora." e mesmo assim me surpreendi com o enredo e com os personagens adultos.­­­­ 

A primeira vez que ouvi falar sobre o livro A Pequena Sereia & O Reino Das Ilusões as minhas expectativas eram bem baixas porque em geral essas releituras de contos de fadas não me agradam... Mas, resolvi dar uma chance porque geralmente os livros da linha DarkLove costumam me agradar bastante. O livro A Pequena Sereia & O Reino Das Ilusões embora, seja uma releitura de conto de fadas é uma leitura para maiores de 18 anos. Pois, são abordados assuntos como: abuso de menor, assédio, mutilação, automutilação, submissão, feminismo e machismo extremo e outros que foram abordados de uma forma um tanto quanto irresponsável. Deixando de lado a história de sua mãe que foi tratada de uma maneira resumida sendo que esse era o principal motivo de Gaia vir até a superfície. O que faz a narrativa feminista não fazer muito sentido e a partir dai o "Plot Twist" necessário durante a narrativa da história que realmente mostrou os objetivos da personagem desde o inicio e que realmente me surpreendeu. 


Nesse ano, eu fiz algumas re-lituras: Pretinha, eu? Uma menina negra ganhou uma bolsa de estudos em um colégio onde nunca havia entrado um aluno negro. Desencadeou-se uma história de discriminação, preconceito e muitas descobertas. Esse livro marcou muito a minha infância. Esse livro é Pretinha, eu? do autor Júlio Emílio Braz esse livro foi indicação de uma professora de português para a aula de leitura... Enfim, ja escrevi sobre esse livro aqui é sempre bom ver o quanto eu "amadureci" apesar das dores... E o livro Confissões de Adolescente, que é baseado na série de televisão homônima, exibida entre 1994 e 1996 pela TV Cultura e no livro de mesmo nome, ambos de autoria de Maria Mariana. O seriado, no qual são baseadas as personagens do filme, foi estrelado por Maria MarianaGeorgiana GóesDani Valente e Deborah Secco, que também participaram do filme, porém em outros papéis. 

O livro Flores para Argenon é narrado por Charlie Gordom um homem de 30 e poucos anos de idade que tem uma deficiência intelectual. Não temos muitos detalhes precisos sobre diagnósticos e o livro não se prende em "rotular" Charlie. Os Capítulos são escritos em formato de "Relatório de Progresso" que ele vai descrever sobre o seu dia-a-dia antes de passar por um experimento cientifico. 

Para relaxar, eu li alguns Mangás da Turma da Monica Jovem ainda irei fotografar o capricho da ultima edição que eu adquiri que tem até corte colorido.


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27 de dezembro de 2020

LADO MILLA AWARDS 2020: LEITURAS DE 2020... PARTE 01


Eu comecei o ano de 2020 terminado de ler o livro
Quem é você Alasca? do Johnn Grenn e escrevendo a resenha literária do meu Blog. Eu finalmente consegui entender a minha relação com o autor.

Acredito que a minha demora em ler Tartarugas Até Lá Embaixo do Johnn Grenn foram o tempo suficiente para curtir a leitura sem tanta pressão! autor John Green consegue de forma sutil indicar na sua escrita que a Aza está entrando em crise, e vai aumentando a pressão e a tensão na forma como escreve e descreve o crescendo da crise. Colocando o leitor entre uma linha tênue entre ficção e a realidade nos colocando naquele cantinho frio e escuro da mente da personagem Aza.

Eu soube da existência do livro O Oceano no Fim do Caminho - Neil Gaiman em uma das primeiras turnês da Intrínseca em 2013 e logo comprei. Mas, acabei não lendo na época...  Esse ano, eu li o primeiro livro do Neil Gaiman [Considerando que o livro "Faça Uma Boa Arte" é apenas um bom discurso com capa.]. Essa leitura não foi nem de longe uma das minhas leituras favoritas: Talvez  o gênero fantasia não funcione comigo, Talvez a leitura não funcionou para esse momento... Por isso, a minha grande dificuldade de mergulhar na história. Porém, um ponto interessante nessa leitura é a linha tênue que o escritor atravessa entre a fantasia e a realidade do Personagem com 7 anos de idade que condiz com a loucura para um louco que a sua realidade independente de ser fantasia/loucura é real para o sujeito. Na mesma sintuação, eu li Bling Ring - A Gangue de Hollywood A literatura baseia-se em um caso  Jornalístico dividida em três partes: O Monstro da Fama; A Dança dos Famosos e Quase Famosos. E os malefícios em criar um jovem adolescente em uma sociedade com um consumismo exacerbado e o que a mídia  põe em suas programações sobre a cultura dos  reality shows que é a  corrida pela fama a todo custo... Esperava realmente uma história baseando em fatos jornalísticos e foi uma leitura bastante decepcionante.

Então, começou a Quarentena... Precisei fazer umas compras no supermercado e na hora que passei as comprar observei que na prateleira de doces tinha revistas e livros... Encontrei  o livro O Diário de Myriam por apenas R$ 19,90! Essa foi oficialmente a minha primeira leitura da quarentena. Fiz uma tentativa de ler novamente  O Subistituto do autor David  Abandonei novamente e tirei esse livro do meu campo de visão...  A re-leitura de crônicas do livro Manual prático dos bons modos em livrarias foi muito nostálgica. Saudades, de uma livraria né minha filha?

Esse ano, eu conheci o termo Leitura Coletiva. Promovidas pelos IGs do Instagram ou Grupos de Leitura que são pessoas que se juntam para promover LC. Desde o início da pandemia, não perco a oportunidade de participar de leituras coletivas. Embora já existissem bem antes disso, elas se tornaram uma febre ainda maior entre leitores durante a quarentena. 

A primeira leitura que tirou completamente da minha "Zona de Conforto" foi Medicina Macabra que foi uma das leituras mais surpreendentes desse ano. do Thomas Morris do novo selo da DarkSide® Books o Macabra Filmes, promovendo filmes e seus criadores, apresentando com curadoria e critério os novos nomes do cinema de terror nacional e internacional.

Continue...


23 de setembro de 2020

Até a página 100... : Bom dia, Verônica, Ilana Casoy e Raphael Montes.


Livro:Bom dia, Verônica
Autores:Ilana Casoy e Raphael Montes
Editora: Darkside
Avaliação: ☕☕☕☕

Chegou a hora de abrir a caixa e revelar muito mais que um mistério — uma parceria, um pacto vivo a quatro mãos, um suspense que atormentou leitores e despertou questionamentos. Qual a verdadeira identidade de Andrea Killmore? Por trás de um thriller hipnotizante e surpreendente, duas mentes sombrias, familiares ao perigo e a todos os amantes da literatura dark: Casoy e Montes.



Primeira frase da página: Era o primeiro dia do fim da minha vida. Claro que eu não sabia disso quando abri os olhos pela manhã e vi que estava atrasada. 

Do que se trata o livro? A rotina da escrivã de polícia Verônica Torres era pacata, burocrática e repleta de sonhos interrompidos até aquela manhã. Um abismo se abre diante de seus pés de uma hora para outra quando, na mesma semana, ela presencia um suicídio inesperado e recebe a ligação anônima de uma mulher clamando por sua vida. Verônica sente um verdadeiro calafrio, mas abraça a oportunidade de mostrar suas habilidades investigativas e decide mergulhar sozinha nos dois casos. Um turbilhão de acontecimentos inesperados é desencadeado e a levam a um encontro com lado mais sombrio do coração humano. 


O que está achando até agora? Esse é a minha primeira experiência com a literatura da linha Crime Scene da DarkSide® Books. A idéia inicial, era começar ler o livro Bom dia, Verônica na Leitura Coletiva promovida pela DarkSide® Books. O meu amigo Pedro de MG me emprestou o seu livro. Porém, os correios resolveram entrar em greve... E só consegui receber esse livro no final da Leitura Coletiva. 


A leitura é pura intensidade em cada capitulo ou como dizíamos na L.C: é um "Eita atrás de Eita". Todos os personagens tem uma personalidade um tanto quanto sádicos... O assunto Violência Doméstica ainda é uma ferida aberta em uma sociedade completamente doente. Ler isso de uma forma tão explicita deixa a leitura bastante incômoda. 

O que está achando do protagonista? A protagonista Verônica Torres é escrivã de polícia com a rotina pacata, burocrática e repleta de sonhos interrompidos até aquela manhã. Verônica tem a oportunidade de mostrar suas habilidades investigativas e decide mergulhar sozinha nos dois casos. A Verônica é uma mulher frustrada com o seu atual cargo, o seu chefe deixa bem claro o motivo que mantém ela ali... Embora, ela parece bastante metida e bastante "amadora" nas suas investigações acho ela uma mulher bastante forte. 



Vai continuar lendo? Sim, mesmo saindo da minha zona de conforto literário achei essa história bastante instigante e feliz da vida que terá continuação... 

Melhores quotes até a página 100: 


"Vai por mim: não é fácil ser uma mulher de 38 anos e viver acima do peso. Não bastasse, segunda-feira costuma ser pior, é quando bate a culpa por ter perdido a linha no fim de semana." 

"Depois de alguns anos encostada num cargo de secretária na Polícia Civil do Estado de São Paulo, você começa a aprender as vantagens de ser invisível." 

"— Bom dia, Verônica — disse a moça invisível que me oferece café todo dia. Eu nunca soube o nome dela e tenho certeza de que ela só sabia o meu por causa da placa na mesa. "

"No Brasil, ninguém checa nada. A mulher se suicidou. Logo, caso encerrado." 

"O Waze era a salvação da minha vida. Nasci uma pessoa sem bússola; sou capaz de me perder dando a volta no quarteirão. Aquele aplicativo me levava direitinho ao destino, sem estresse. "

"Costumo dizer que o lugar que a gente mora nos identifica tanto quanto nossa impressão digital. A casa de Marta refletia bem aquela mulher trêmula e chorosa que havia se suicidado diante de mim no início do dia: estava uma bagunça; parecia minha bolsa, só que pior." 

"Peguei um copo d água na geladeira e aproveitei para dar uma conferida lá dentro. Muitas garrafas de Coca-Cola, pouca comida, um cheiro horrível de coisa estragada numa quentinha do restaurante Trattoria do Sargento, restinho de restinho dentro de potes grandes, sem qualquer organização." 

"Brandão tem esse talento: tudo em que ele encosta apodrece. Janete mal pode ouvir os primeiros acordes que sente náuseas, tem vontade de chorar. Faz as contas de quantos minutos ainda faltam para o plantão do marido. Poucos, faltam poucos. Logo, a noite será só dela. Mas Janete precisa ser forte." 

"— Tá na hora de arranjar uma nova empregada, hein, passarinha?
 Ela congela. Tem medo até de respirar. Volta a escuridão, voltam os gritos. As lágrimas escorrem pelo rosto contra sua vontade." 

Última frase da página: As trocas de mensagem avançavam em ritmo distinto.



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11 de setembro de 2020

"Até a página 100...": Por Lugares Incríveis, Jennifer Niven


No inicio, desse humilde Blog... Quando eu criticava os outros blogueiros por escrever  resenhas literárias (Sim, eu vivo para pagar com a minha própria  lingua!). Eu encontrei uma TAG que se chamava "Até a página 100...".  


Quando eu comecei a ler Por Lugares Incríveis da autora Jennifer Niven.  Eu senti que precisava escrever algo mais que uma resenha literária ao terminar de ler esse livro com uma grande carga emocional no decorrer da leitura que é necessário respirar a cada final de capitulo.

Será que hoje é um bom dia para morrer?

Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, a garota se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e chamado de "aberração" por onde passa. Para piorar, é obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família.


Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular.

Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: conhecer lugares incríveis do estado onde moram. Ao lado de Finch, Violet para de contar os dias e finalmente passa a vivê-los. O garoto, por sua vez, encontra alguém com quem pode ser ele mesmo, e torce para que consiga se manter desperto.

Então, estou lendo esse livro junto com alguns amigos e ontem eu  dei um gás na leitura que estava bastante atrasada... A narrativa, contém uma grande carga emocional. No decorrer da leitura, é necessário respirar a cada final de capitulo.

Algo que me deixou bastante fragilizada foram os diálogos que geralmente acontecem na vida real  _ Talvez  você devesse subir lá e tentar mais uma vez _ Eu fiquei ruim duas vezes, quando me falaram da existência desse diálogo e quando eu realmente li no contexto. A frase “Eu discordo do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo” dito pela escritora inglesa Evelyn Beatrice Hall é a frase que simboliza o direito de livre expressão.  Porém, a sua "Liberdade de Expressão" acaba quando você fere com as suas palavras os sentimentos das outras pessoas! É problemático a falta de empatia com as dores que não são nossas: Apontar o dedo, fazer  piadinhas e comentários que incentivem a outra pessoa a cometer o suicídio.


Esse livro chegou em minhas mãos em uma dessas voltinhas despretensiosas na livraria em 2016... Primeiramente, a capa chamou a minha atenção com o jogo de montar do "Pequeno Engenheiro" estilo aquele dos anos 80-90. Não lembro de ler a sinopse na livraria. O ano de 2016, foi um ano com uma carga emocional intensa ao folhear os primeiros capítulos fui observando  que eu não estava em um momento bacana para ler esse livro então abandonei a leitura por um tempo. Hoje em dia, as coisas melhoraram...Graças a Deus! Tive medo dos possíveis "demônios" serem desenterrados durante a leitura. Porém, eu percebo que amadureci bastante de quatro anos para cá e a leitura esta fluindo bem.

Eu ainda não tenho uma opinião formada dos protagonistas Violet Markey  e Theodore Finch. A Violet Markey, está vivendo o luto da irmã mais velha que morreu em um acidente de carro que Violet estava e que sofreu apenas alguns arranhões. Além de todo o sofrimento do Theodore Finch durante a narrativa dos capítulos  sinto alguns tipos de transtornos mentais que não fica muito claro durante a leitura.

Finch?

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4 de setembro de 2020

Resenha:Tartarugas Até Lá Embaixo - John Green

 




TituloTartarugas Até Lá EmbaixoAutor: John Green
Ano: 2017

Páginas: 237
Idioma: português
Editora: Intrínseca 
Avaliação: ☕☕☕☕☕💓

Sinopse: A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.


O livro Tartarugas Até Lá Embaixo eu adquiri quando eu era assinante do Turista Literário ... As expectativas dos leitores que conheciam o John Green pelo "A Culpa é das Estrelas" eram enormes... Até pra o próprio autor, ele fala claramente isso em uma das suas entrevistas . Acredito que a minha demora em ler esse livro foram o tempo suficiente para curtir a leitura! 



A Capa de Livro é Tipográfica: Ao desenvolver uma capa tipográfica o designer busca valorizar as palavras que irão compor a capa do livro. Durante o processo criativo ele pode ser minimalista como pode ser extremamente expressivo. Tudo isso vai depender do tipo de fonte tipográfica que ele irá utilizar em sua composição. No caso de Tartarugas até lá embaixo o papel da Intrínseca foi mais de adaptação de uma arte que foi criada para o livro lá de fora, mas o trabalho foi bastante bem feito. 

O livro Tartarugas até lá embaixo tem diversos gatilhos ao longo das páginas. Então, se você é uma pessoa com altos níveis de ansiedade, com tendência a TOC, com pensamentos intrusivos, com dificuldade para lidar com automutilação (mesmo as mais leves possíveis), peço que considere ler Tartarugas até lá embaixo somente quando estiver bastante estável.

No inicio, somos apresentados a Aza Holmes uma adolescente de 16 anos que lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) ao decorrer da leitura somos convidados a entrar na espiral junto com a Aza. Em um movimento alucinante e descendente de descontrole e de pensamentos ruins e tristes da personagem.

“O ser humano é tão dependente da linguagem que, até certo ponto, não consegue entender o que não podemos nomear. Por isso presumimos que as coisas sem nome não são reais. Usamos termos genéricos, como maluco ou dor crônica, termos que ao mesmo tempo marginalizam e minimizam. Dor crônica não exprime a dor inescapável, persistente, constante, opressiva. E o termo maluco chega até nós sem nem um pingo do terror e da preocupação que dominam você. E nenhum dos dois transmite a coragem das pessoas que enfrentam esse tipo de dor. (…)” p.88/89
O autor John Green consegue de forma sutil indicar na sua escrita que a Aza está entrando em crise, e vai aumentando a pressão e a tensão na forma como escreve e descreve o crescendo da crise. Colocando o leitor entre uma linha tênue entre ficção e a realidade nos colocando naquele cantinho frio e escuro da mente da personagem Aza.
“Penso: Você nunca vai se livrar disso. Penso: Você não controla seus pensamentos. Penso: Você está morrendo, e dentro de você tem bichos que vão comer seu corpo até irromperem pela pele. Eu penso e penso e penso.” p.91

Eu já tive outras experiências literárias que o personagem tinha algum sofrimento psicológico. Não é o meu estilo preferido de narrativa mostrando-se na maioria das vezes um tipo de leitura angustiante... 


Quando comecei a ler Tartarugas até lá Embaixo eu já estava acostumada com o tipo de literatura do John Green ele te faz sentir as coisas que os personagens estão sentindo no decorrer da leitura.

Eu me apeguei a personagem Aza de uma maneira especial. Foi necessário ler o que se passa com alguém com sérios problemas mentais. Uma pessoa que estava cercada de quem realmente se importava com ela, mas mesmo assim, seus problemas eram tão gigantes que não permitiam que enxergasse fora do seu próprio mundinho. Aza é sim muito auto - centrada e egocêntrica. Mas ela não consegue fugir da espiral da ansiedade e da angústia que é viver dentro de seu próprio corpo, com uma mente que a sabota a todo o momento

“Acho que não gosto de ter que viver num corpo, se é que isso faz sentido. Acho que talvez, no fundo, eu seja só um instrumento, uma coisa que existe apenas para transformar oxigênio em dióxido de carbono, um mero organismo nessa… nessa imensidão toda. E é um pouco aterrorizante pensar que o que eu considero como o meu… abre aspas, meu eu… fecha aspas… não está nem um pouco sob o meu controle.” p.102

O Transtorno Obsessivo Compulsivo tem várias nuances... E nenhuma delas é tão simples de não compreender cada pensamento: você não precisa ficar abrindo um machucado o tempo todo para ver se está infectado ou com pus. Muitos menos para reforçar a sensação de que você é você e está aqui. É óbvio que você não pegou uma bactéria mortal só porque entrou em um hospital.

“(…) E se a gente não pode escolher o que faz nem o que pensa, então talvez a gente não seja real, sabe? Talvez eu seja uma mentira que estou sussurrando para mim mesma e nada mais.” p.102

Sentimos uma tristeza que ela sente pela inadequação social que ela representa. Dá pra sentir todo o medo que Aza sente de que, talvez, ela nunca se torne um adulto funcional, e sempre dependa da mãe e de remédios para mantê-la estável.

A relação com os remédios é outra coisa que deixa você angustiado. É óbvio que os remédios ajudariam a estabilizar sua mente e a encontrar mais tranqüilidade na sua rotina. Mas os remédios na verdade são uma fonte de contradição e angústia para ela, porque como ela pode ser normal se precisa de medicação para estar entre outras pessoas normais? Senti falta de um possível atendimento Psicológico onde talvez diminuiria a angustia  de Aza.



A mente de Aza é o principal condutor da história... O  mistério do desaparecimento do pai de Davis foi uma forma de trazer Davis de volta para a vida de Aza, construir mais um pilar de desenvolvimento em sua “inadequação” social e de relacionamento com as pessoas. Antes a gente só conhecia seu relacionamento com Daisy, a “melhor amiga” que estuda na mesma escola. Com Davis, a gente passa a ver seu relacionamento amoroso, e como também pode ser mais uma fonte de tensão para Aza.

As minhas leituras de 2020

Davis e Aza são amigos desde pequenos, mas se afastaram com o passar dos anos. A princípio o ressurgimento de Aza na vida de Davis gera toda uma suspeita se é por conta da recompensa por informações sobre o desaparecimento de seu pai, ou por conta da amizade deles mesmo. 
Mas reconectar com Davis traz sentimentos que Aza não percebeu que existiam e também toda uma série de problemas a serem desenvolvidos por culpas de abraços, beijos, e interações que namorados costumam ter.

De certa forma, todos os personagens com que ela interage são “quebrados” à sua maneira. Mas perto de Aza, eles conseguem passar uma normalidade que a menina não consegue alcançar. Davis é o menino rico mas que cresceu sem nenhuma demonstração de amor paterno; Daisy é a menina pobre que vive “à sombra” da amiga complicada e difícil; Mychal é o artista que quer encontrar seu espaço e conquistar o coração da amiga; a mãe de Aza tem que lidar com o sofrimento de ter perdido o marido e não conseguir “controlar” os distúrbios da filha…

“(…) No fundo ninguém entende o que se passa com o outro. Está todo mundo preso dentro de si mesmo.” p. 228
 “É como se, quando eu olhasse para mim mesma, não visse nada definido… só um monte de pensamentos, atos e contextos. E muitos na verdade nem parecem meus. Muitos pensamentos eu não quero pensar, muitas coisas eu não quero fazer, é mais ou menos isso. Quando procuro o que eu sou, nunca encontro.” p.228

Tartarugas até lá embaixo não é um livro feliz... Nas ultimas páginas. eu tive impressão de estar lendo "Uma aflição imperial..." [ Só os leitores do "Culpinha" vai entender essa referencia]. Okay!

“O problema dos finais felizes é que ou não são realmente felizes, ou não são realmente finais, sabe? Na vida real, algumas coisas melhoram e outras pioram. E aí a gente morre.” p. 258


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26 de junho de 2020

As minhas leituras de 2020 (Até agora...)

 ou  TAG dos 50%  ⁣

A metade do ano de 2020 ja se foi... Antes que o mês de Junho acabe eu ire responder a TAG dos 50% que basicamente de trata de fazer um balanço dos livros lidos nesses últimos 6 meses. A TAG foi criada pela Chami do ReadLikeWildfire e traduzida pelo Victor do Geek Freak

No final do ano, eu escrevo a Retrospectiva Literária que tagarelo sobre as minhas leituras dos dois semestres. Mas está aí a TAG, e claro, aproveita e me conta como foram as sua leituras desse ano até agora 😊


1. O melhor livro que você leu até agora, em 2020.⁣

Tartarugas Até La embaixo - John Green se um dia eu te xinguei eu não lembroo...

2. A melhor continuação que você leu até agora, em 2020.⁣

Ainda irei ler, Cidade Dos Etéreos - Livro II - Série o Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares terminarei de ler na primeira semana de Julho

3. Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito.⁣

Não lembro... 

4. O livro mais aguardado do segundo semestre.⁣

Não sei... ⁣

5. O livro que mais te decepcionou esse ano.⁣

Bling Ring: A Gangue de Hollywood. Achei que a autora ia escrever uma história que é baseada em fatos reais. Mas, ficou somente nos fatos jornalisticos...

6. O livro que mais te surpreendeu esse ano.⁣ 

O livro Quem é você Alasca?  foi o quinto livro que li do John Green.... Depois de tantos amores e desamores eu consegui me entender com a sua escrita  e tornou-se um dos meus escritores favoritos. 

7. Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente).⁣

Não conheci nenhum autor novo...⁣

8. A sua quedinha por personagem fictício mais recente.

Estou tendo um a quedinha pelo Lincoln do livro que estou lendo ultimamente Anexos da autora Rowell, Rainbow 

9. Seu personagem favorito mais recente.⁣

Beth Fremont e Jennifer Scribner-Snyder do livro que estou lendo ultimamente Anexos - da autora Rowell, Rainbow 

10. Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre.⁣

Chorei com o Diário de Myriam - A Guerra da Síria vista pelos olhos de uma menina.O Diário de Myriam é um registro comovente e verdadeiro sobre a Guerra Civil da Síria.⁣

11. Um livro que te deixou feliz nesse primeiro semestre.⁣

Apesar de saber que a escrita do Autor: Neil Gaiman não funciona comigo eu fique feliz de finalmente ler o Oceano no Fim do Caminho.

12. Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora, em 2020.⁣

Por Lugares Incríveis. O filme deixou-me com vontade de ler esse livro. 

13. Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo).⁣

Eu gosto de escrever as minhas resenhas... Logo, eu gosto de ler também.

14. O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano.⁣

Apesar da @Darkside fazer um livro de brochura.... A edição do Diário de Myriam está maravilhosa! ⁣

15. Quais livros você precisa ou quer muito ler até o final do ano?⁣

Americanah, Cores Vivas, Alice no país das maravilhas, Medicina Macabra....






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25 de junho de 2020

#MLI2020: Pretinha, eu?














No dia 20 de junho começou a tradicional Maratona Literária de Inverno promovida pelo canal Geek Freak, que esse ano recebeu o título de MLI 2020- BOOKTUBATONA. Vou escrever as minhas impressões e os resultados (positivos&negativos) de cada leitura e o porquê da escolha de cada livro para cumprir as categorias escolhidas.

(BÔNUS). RELER UM LIVRO DA SUA INFÂNCIA.


Pretinha, eu?





Sinopse: Uma menina negra ganhou uma bolsa de estudos em um colégio onde nunca havia entrado um aluno negro. Desencadeou-se uma história de discriminação, preconceito e muitas descobertas.




Sintuação: Comecei a tomar gosto pela leitura ainda no ensino fundamental, lembro que tínhamos aulas de leitura na biblioteca e eu realmente gostava de ficar lendo. Às vezes, eu até me esquecia de prestar atenção nos papos animados das minhas amiguinhas na biblioteca... Mas, o livro que mais me marcou veio em 1999 (um ano antes do que relatei acima...). O tal livro é Pretinha, eu do autor Júlio Emílio Braz esse livro foi indicação de uma professora de português para a aula de leitura.



“Eu tinha 13 anos nessa época e tinha recém mudado de escola por motivos de saúde, pois eu tinha recém operado a coluna e eu estava usando um gesso que ia a uns cinco dedos abaixo do pescoço até abaixo da barriga…”

No meio de uma aula de leitura a professora disse que eu me parecia muito com a Pretinha da história, não pelo meu tom de pele, pois eu sempre fui branquinha hehehe, mas por ser a mais velha de uma turma que todos tinham onze anos e pelo meu “mau jeito” (no começo) de me enquadrar, em uma escola com métodos tão rigorosos quanto o Harm… Ops! Colégio T. Sofri Bullying todos os dias do ano que estudei no colégio T. Sofria todos os tipos de agressões; intencionais, verbais e psicológicas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas.No meu caso, por exemplo, a crueldade veio também por parte dos adultos professores da época “Ela parece à pretinha da história...” reforçando apelidos e motivos de chacota se eu já não tivesse motivos e não sofresse o suficiente.

Resultado: Volta e meia eu gosto de ler esse livro e sempre tiro belas lições... As coisas acontecem na vida da gente para nos tornarmos alguém melhor para tratarmos o outro melhor.

Vocês estão participando da MLI2020 - BOOKTUBATONA também? 
Quais os livros que vocês estão lendo?

24 de junho de 2020

#MLI2020: Bling Ring: A Gangue de Hollywood.

 
No dia 20 de junho começou a tradicional Maratona Literária de Inverno promovida pelo canal Geek Freak, que esse ano recebeu o título de MLI 2020- BOOKTUBATONA. Vou escrever as minhas impressões e os resultados (positivos&negativos) de cada leitura e o porquê da escolha de cada livro para cumprir as categorias escolhidas.

LIVRO QUE LIDE COM ALGUM TRANSTORNO OU PROBLEMA MENTAL.

                      
                           Bling Ring: A Gangue de Hollywood.


Sinopse: Um grupo de adolescentes rebeldes faz pesquisas pela internet para conhecer os movimentos das celebridades e, assim, poder entrar em suas casas e roubar tudo o que encontram de valor dos famosos.

Sintuação Eu sou formada em Psicologia desde 2017... Acho a maioria dos livros que falam sobre transtornos e doenças mentais um tanto quanto rasos e sem o devido aprofundamento do assunto. O livro que escolhi foi Bling Ring: A Gangue de Hollywood.
Adolescentes ricos que roubam casa de famosos... lembra um pouco a  Cleptomania

Cleptomania é um distúrbio psicopatológico que faz com que a pessoa comece a furtar coisas diversas inclusive sem valor, como pedaços de giz, sabonetes, canetas, etc., sem muita consciência e muitas vezes sem necessidade para o ato - de lojas, das casas dos outros, da escola ou de outros tipos de lugares. Na cleptomania, o indivíduo rouba objetos por descontrole de impulso e não por necessidade. Os objetos são geralmente de baixo valor, mas também podem ser de alto valor comercial (menos frequente).




Resultado: A literatura baseia-se em um caso  Jornalístico dividida em três partes: O Monstro da Fama; A Dança dos Famosos e Quase Famosos. E os malefícios em criar um jovem adolescente em uma sociedade com um consumismo exacerbado e o que a mídia  põe em suas programações sobre a cultura dos  reality shows que é a  corrida pela fama a todo custo...





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© Lado Milla
Maira Gall