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11 de setembro de 2020

"Até a página 100...": Por Lugares Incríveis, Jennifer Niven


No inicio, desse humilde Blog... Quando eu criticava os outros blogueiros por escrever  resenhas literárias (Sim, eu vivo para pagar com a minha própria  lingua!). Eu encontrei uma TAG que se chamava "Até a página 100...".  


Quando eu comecei a ler Por Lugares Incríveis da autora Jennifer Niven.  Eu senti que precisava escrever algo mais que uma resenha literária ao terminar de ler esse livro com uma grande carga emocional no decorrer da leitura que é necessário respirar a cada final de capitulo.

Será que hoje é um bom dia para morrer?

Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, a garota se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e chamado de "aberração" por onde passa. Para piorar, é obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família.


Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular.

Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: conhecer lugares incríveis do estado onde moram. Ao lado de Finch, Violet para de contar os dias e finalmente passa a vivê-los. O garoto, por sua vez, encontra alguém com quem pode ser ele mesmo, e torce para que consiga se manter desperto.

Então, estou lendo esse livro junto com alguns amigos e ontem eu  dei um gás na leitura que estava bastante atrasada... A narrativa, contém uma grande carga emocional. No decorrer da leitura, é necessário respirar a cada final de capitulo.

Algo que me deixou bastante fragilizada foram os diálogos que geralmente acontecem na vida real  _ Talvez  você devesse subir lá e tentar mais uma vez _ Eu fiquei ruim duas vezes, quando me falaram da existência desse diálogo e quando eu realmente li no contexto. A frase “Eu discordo do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo” dito pela escritora inglesa Evelyn Beatrice Hall é a frase que simboliza o direito de livre expressão.  Porém, a sua "Liberdade de Expressão" acaba quando você fere com as suas palavras os sentimentos das outras pessoas! É problemático a falta de empatia com as dores que não são nossas: Apontar o dedo, fazer  piadinhas e comentários que incentivem a outra pessoa a cometer o suicídio.


Esse livro chegou em minhas mãos em uma dessas voltinhas despretensiosas na livraria em 2016... Primeiramente, a capa chamou a minha atenção com o jogo de montar do "Pequeno Engenheiro" estilo aquele dos anos 80-90. Não lembro de ler a sinopse na livraria. O ano de 2016, foi um ano com uma carga emocional intensa ao folhear os primeiros capítulos fui observando  que eu não estava em um momento bacana para ler esse livro então abandonei a leitura por um tempo. Hoje em dia, as coisas melhoraram...Graças a Deus! Tive medo dos possíveis "demônios" serem desenterrados durante a leitura. Porém, eu percebo que amadureci bastante de quatro anos para cá e a leitura esta fluindo bem.

Eu ainda não tenho uma opinião formada dos protagonistas Violet Markey  e Theodore Finch. A Violet Markey, está vivendo o luto da irmã mais velha que morreu em um acidente de carro que Violet estava e que sofreu apenas alguns arranhões. Além de todo o sofrimento do Theodore Finch durante a narrativa dos capítulos  sinto alguns tipos de transtornos mentais que não fica muito claro durante a leitura.

Finch?

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4 de setembro de 2020

Resenha:Tartarugas Até Lá Embaixo - John Green

 




TituloTartarugas Até Lá EmbaixoAutor: John Green
Ano: 2017

Páginas: 237
Idioma: português
Editora: Intrínseca 
Avaliação: ☕☕☕☕☕💓

Sinopse: A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.


O livro Tartarugas Até Lá Embaixo eu adquiri quando eu era assinante do Turista Literário ... As expectativas dos leitores que conheciam o John Green pelo "A Culpa é das Estrelas" eram enormes... Até pra o próprio autor, ele fala claramente isso em uma das suas entrevistas . Acredito que a minha demora em ler esse livro foram o tempo suficiente para curtir a leitura! 



A Capa de Livro é Tipográfica: Ao desenvolver uma capa tipográfica o designer busca valorizar as palavras que irão compor a capa do livro. Durante o processo criativo ele pode ser minimalista como pode ser extremamente expressivo. Tudo isso vai depender do tipo de fonte tipográfica que ele irá utilizar em sua composição. No caso de Tartarugas até lá embaixo o papel da Intrínseca foi mais de adaptação de uma arte que foi criada para o livro lá de fora, mas o trabalho foi bastante bem feito. 

O livro Tartarugas até lá embaixo tem diversos gatilhos ao longo das páginas. Então, se você é uma pessoa com altos níveis de ansiedade, com tendência a TOC, com pensamentos intrusivos, com dificuldade para lidar com automutilação (mesmo as mais leves possíveis), peço que considere ler Tartarugas até lá embaixo somente quando estiver bastante estável.

No inicio, somos apresentados a Aza Holmes uma adolescente de 16 anos que lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) ao decorrer da leitura somos convidados a entrar na espiral junto com a Aza. Em um movimento alucinante e descendente de descontrole e de pensamentos ruins e tristes da personagem.

“O ser humano é tão dependente da linguagem que, até certo ponto, não consegue entender o que não podemos nomear. Por isso presumimos que as coisas sem nome não são reais. Usamos termos genéricos, como maluco ou dor crônica, termos que ao mesmo tempo marginalizam e minimizam. Dor crônica não exprime a dor inescapável, persistente, constante, opressiva. E o termo maluco chega até nós sem nem um pingo do terror e da preocupação que dominam você. E nenhum dos dois transmite a coragem das pessoas que enfrentam esse tipo de dor. (…)” p.88/89
O autor John Green consegue de forma sutil indicar na sua escrita que a Aza está entrando em crise, e vai aumentando a pressão e a tensão na forma como escreve e descreve o crescendo da crise. Colocando o leitor entre uma linha tênue entre ficção e a realidade nos colocando naquele cantinho frio e escuro da mente da personagem Aza.
“Penso: Você nunca vai se livrar disso. Penso: Você não controla seus pensamentos. Penso: Você está morrendo, e dentro de você tem bichos que vão comer seu corpo até irromperem pela pele. Eu penso e penso e penso.” p.91

Eu já tive outras experiências literárias que o personagem tinha algum sofrimento psicológico. Não é o meu estilo preferido de narrativa mostrando-se na maioria das vezes um tipo de leitura angustiante... 


Quando comecei a ler Tartarugas até lá Embaixo eu já estava acostumada com o tipo de literatura do John Green ele te faz sentir as coisas que os personagens estão sentindo no decorrer da leitura.

Eu me apeguei a personagem Aza de uma maneira especial. Foi necessário ler o que se passa com alguém com sérios problemas mentais. Uma pessoa que estava cercada de quem realmente se importava com ela, mas mesmo assim, seus problemas eram tão gigantes que não permitiam que enxergasse fora do seu próprio mundinho. Aza é sim muito auto - centrada e egocêntrica. Mas ela não consegue fugir da espiral da ansiedade e da angústia que é viver dentro de seu próprio corpo, com uma mente que a sabota a todo o momento

“Acho que não gosto de ter que viver num corpo, se é que isso faz sentido. Acho que talvez, no fundo, eu seja só um instrumento, uma coisa que existe apenas para transformar oxigênio em dióxido de carbono, um mero organismo nessa… nessa imensidão toda. E é um pouco aterrorizante pensar que o que eu considero como o meu… abre aspas, meu eu… fecha aspas… não está nem um pouco sob o meu controle.” p.102

O Transtorno Obsessivo Compulsivo tem várias nuances... E nenhuma delas é tão simples de não compreender cada pensamento: você não precisa ficar abrindo um machucado o tempo todo para ver se está infectado ou com pus. Muitos menos para reforçar a sensação de que você é você e está aqui. É óbvio que você não pegou uma bactéria mortal só porque entrou em um hospital.

“(…) E se a gente não pode escolher o que faz nem o que pensa, então talvez a gente não seja real, sabe? Talvez eu seja uma mentira que estou sussurrando para mim mesma e nada mais.” p.102

Sentimos uma tristeza que ela sente pela inadequação social que ela representa. Dá pra sentir todo o medo que Aza sente de que, talvez, ela nunca se torne um adulto funcional, e sempre dependa da mãe e de remédios para mantê-la estável.

A relação com os remédios é outra coisa que deixa você angustiado. É óbvio que os remédios ajudariam a estabilizar sua mente e a encontrar mais tranqüilidade na sua rotina. Mas os remédios na verdade são uma fonte de contradição e angústia para ela, porque como ela pode ser normal se precisa de medicação para estar entre outras pessoas normais? Senti falta de um possível atendimento Psicológico onde talvez diminuiria a angustia  de Aza.



A mente de Aza é o principal condutor da história... O  mistério do desaparecimento do pai de Davis foi uma forma de trazer Davis de volta para a vida de Aza, construir mais um pilar de desenvolvimento em sua “inadequação” social e de relacionamento com as pessoas. Antes a gente só conhecia seu relacionamento com Daisy, a “melhor amiga” que estuda na mesma escola. Com Davis, a gente passa a ver seu relacionamento amoroso, e como também pode ser mais uma fonte de tensão para Aza.

As minhas leituras de 2020

Davis e Aza são amigos desde pequenos, mas se afastaram com o passar dos anos. A princípio o ressurgimento de Aza na vida de Davis gera toda uma suspeita se é por conta da recompensa por informações sobre o desaparecimento de seu pai, ou por conta da amizade deles mesmo. 
Mas reconectar com Davis traz sentimentos que Aza não percebeu que existiam e também toda uma série de problemas a serem desenvolvidos por culpas de abraços, beijos, e interações que namorados costumam ter.

De certa forma, todos os personagens com que ela interage são “quebrados” à sua maneira. Mas perto de Aza, eles conseguem passar uma normalidade que a menina não consegue alcançar. Davis é o menino rico mas que cresceu sem nenhuma demonstração de amor paterno; Daisy é a menina pobre que vive “à sombra” da amiga complicada e difícil; Mychal é o artista que quer encontrar seu espaço e conquistar o coração da amiga; a mãe de Aza tem que lidar com o sofrimento de ter perdido o marido e não conseguir “controlar” os distúrbios da filha…

“(…) No fundo ninguém entende o que se passa com o outro. Está todo mundo preso dentro de si mesmo.” p. 228
 “É como se, quando eu olhasse para mim mesma, não visse nada definido… só um monte de pensamentos, atos e contextos. E muitos na verdade nem parecem meus. Muitos pensamentos eu não quero pensar, muitas coisas eu não quero fazer, é mais ou menos isso. Quando procuro o que eu sou, nunca encontro.” p.228

Tartarugas até lá embaixo não é um livro feliz... Nas ultimas páginas. eu tive impressão de estar lendo "Uma aflição imperial..." [ Só os leitores do "Culpinha" vai entender essa referencia]. Okay!

“O problema dos finais felizes é que ou não são realmente felizes, ou não são realmente finais, sabe? Na vida real, algumas coisas melhoram e outras pioram. E aí a gente morre.” p. 258


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1 de setembro de 2020

Resenha: Medicina Macabra - Thomas Morris


"Ainda que a medicina tenha evoluído de forma impressionante nos últimos séculos, certas coisas nunca mudam. Aparentemente, nem o progresso é capaz de fazer a humanidade deixar para trás seus traços de maldade, desgraça e completa idiotice.”

Título:  Medicina Macabra
Autor: Thomas Morris
Editora: Macabra 
Páginas: 432
Avaliação: ☕☕☕☕☕



Nesse final do mês de agosto, nós terminamos de ler Medicina Macabra do Thomas Morris do novo selo da DarkSide® Books o Macabra Filmes, promovendo filmes e seus criadores, apresentando com curadoria e critério os novos nomes do cinema de terror nacional e internacional. Nós terminamos  de ler o livro Medicina Macabra. Sim! Nós lemos através de uma Leitura Coletiva que foi orgazinado por Lucas e pela Luana e teve apoio da DarkSide books e o Macabra TV.


O livro Medicina Macabra é do gênero não ficção, divididos em capitulos: Vergonha Alheia; Insólita Medicina; Remédios Irremediáveis; Cirurgias Macabras; Curas Extraordinárias; Histórias Macabras; Curas Extraordinárias; Histórias Macabras; Perigos Escondidos. Com os relatos mais arrepiantes, constrangedores e engraçados da história da Medicina. Com uma narração bastante acessível para qualquer pessoa mesmo aquelas pessoas que não estejam aptas a teorias e técnicas da Medicina.


Fomos apresentados ao mundo do,Thomas Morris é escritor e historiador da medicina. Durante dezessete anos foi produtor de rádio da bbc e, depois dessa experiência, passou a escrever artigos para veículos como The Lancet, The Times e The Cricketer. Enquanto pesquisava para escrever seu primeiro livro, The Matter of the Heart, Morris se debruçou sob inúmeros registros estranhos e perturbadores de casos médicos, o que acabou virando uma pesquisa completa para Medicina Macabra, um livro que faz todos os leitores serem gratos pela medicina moderna. 


Eu sou formada em Pxicologia né? No inicio das nossas Leituras Coletivas foi impossivel não lebrar do DSM-IV ou até mesmo do CID-10 ou até dos relatos que ouvimos durante as aulas dos nossos diferentes cursos superiores. E sempre rolava um "Momento Divã" que cada um relatava o que aconteceu consigo mesmo durante a conversa sobre os relatos que liamos durante os dias.

A Medicina mudou dramaticamente, passou por uma transformação que fez de sua arte uma ciência. Enquanto pesquisava para escrever seu primeiro livro, o escritor Thomas Morris fez uma descoberta um tanto quanto… curiosa: entre dissertações cheias de linguagem técnica e textos desafiadoramente longos, pérolas divertidas e grotescas sobre casos bizarros estavam escondidas. Muitos destes relatos eram bons demais para serem esquecidos na literatura médica, e ele decidiu fazer uma seleção irresistivelmente peculiar.


Da Holanda do século XVII até a Rússia czarista, da zona rural do Canadá até um baleeiro no Pacífico, Medicina Macabra é uma reunião de casos insólitos da história da Medicina que ocorreram em um período de trezentos anos. Alguns desses relatos são angustiantes ou comoventes, outros são macabros, mas todos oferecem algo mais além do que uma boa anedota. Por mais constrangedoras que sejam as enfermidades, por mais estranhos que sejam os tratamentos, todos esses casos expressam algo sobre as crenças e a sabedoria de uma época.


Medicina Macabra traz relatórios de casos verídicos, escritos por médicos que relataram aquilo que viram e fizeram, obtidos a partir de livros, panfletos, cartas e bilhetes.

Eu terminei de ler esse verdadeiro Manual de relatos insólitos da Medicina com a certeza que, eu nunca li algo tão extraordinário e comovente ao mesmo tempo. É  impossivel não se re-conhecer nos relatos mais insanos já relatados "Eu quase engoli um potinho cheio de alfinetes." kkkkkkk e o ser humano é realmente uma "caixinha de surpresa" nas suas idéias e principalmente na capacidade de fazer uma grande M* em nome da medicina experimental.






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Estarei comentando com vocês sobre o BEDA 

23 de julho de 2020

Precisamos conversar sobre a mulher na literatura.

  

Quem acompanha o blog deve ter visto o post "Retrospectiva Literária do ano" onde eu escrevo uma Retrospectiva dos livros que li naquele ano... Nos ulltimos três anos, eu percebi que li somente 12 (doze) livros escrito por mulheres. Claro, que isso não deveria ser um pré-riquisito de uma boa leitura. Mas, considerando o fato que a nossa cultura não favorece a mulher em nenhum aspecto... Isso torna-se um pré-riquisito necessário para o inicio de uma conversa sobre a mulher na literatura.

Algumas perguntas circulam na minha mente quando eu penso no papel da mulher na literatura:Quantos livros escritos por mulheres você já leu durante e sua vida? Ou recentemente? Ou que te indicaram? Quantas personagens femininas fortes fazem parte da sua história?

O Leia Mulheres vem pra mudar suas respostas.

Em 2014 a escritora Joanna Walsh decidiu levantar a bandeira feminina no campo da literatura com a campanha #ReadWomen2014, felizmente essa campanha vem se propagando pelo mundo e ajudando jovens leitoras e escritoras. No Brasil a campanha ganhou forma com a iniciativa Leia Mulheres, dirigida por Juliana Gomes, Juliana Leuenroth e Michelle Henriques.

A Juliana Gomes teve a ideia do projeto a partir da hashtag #ReadWomen que comentamos. Ela queria tornar a ideia um pouco mais prática e decidiu fazer um clube de leitura dentro do tema. Então convidou a Juliana Leuenroth e a Michelle Henriques para serem mediadoras, e assim começou o primeiro clube, em São Paulo. Hoje os clubes estão presentes em mais de 40 cidades brasileiras, em parcerias com livrarias e principalmente em contato direto com as autoras. Existem gestoras e mediadoras em todas as cidades (você confere a lista aqui).

Aí reside a importância desse tipo de projeto e que a gente abra os olhos para uma frase que as meninas disseram e me marcou bastante. Segundo elas, é a motivação que possuem para continuar:
“Queremos continuar divulgando a literatura produzida por mulheres, e acabar com o preconceito e com a ideia da literatura “feminina” ou “de mulherzinha”. Mulheres produzem todo tipo de escrita e merecem ser divulgadas entre todos os nomes da literatura.”
Por isso todas são relevantes no levante desta bandeira, e vale lembrar que, não importa de que assunto estamos falando, mulheres devem sempre ter em mente que o mundo é nosso e podemos fazer o que quisermos. As meninas veem o futuro com otimismo, a perspectiva de mulheres se unindo e criando novos projetos como esse fortalece ainda mais a literatura.

Agora por causa do COVID-19 e por estarmos em isolamento social conheci vários grupos de Leituras Coletivas no Whattzsapp e um LC que chamou bastante  a minha atenção foi o 📖🌻LC | LEIA MULHERES 🌻📖 Link do grupo:https://chat.whatsapp.com/HJ4m0BKTe9R2fsYbRbPS1h
organizado pela Milena desde o mês passado e atualmente estamos lendo Americanah, Chimamanda Ngozi Adichie.

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Estarei tagarelando por lá também (principalmente no Snap!!):

26 de junho de 2020

As minhas leituras de 2020 (Até agora...)

 ou  TAG dos 50%  ⁣

A metade do ano de 2020 ja se foi... Antes que o mês de Junho acabe eu ire responder a TAG dos 50% que basicamente de trata de fazer um balanço dos livros lidos nesses últimos 6 meses. A TAG foi criada pela Chami do ReadLikeWildfire e traduzida pelo Victor do Geek Freak

No final do ano, eu escrevo a Retrospectiva Literária que tagarelo sobre as minhas leituras dos dois semestres. Mas está aí a TAG, e claro, aproveita e me conta como foram as sua leituras desse ano até agora 😊


1. O melhor livro que você leu até agora, em 2020.⁣

Tartarugas Até La embaixo - John Green se um dia eu te xinguei eu não lembroo...

2. A melhor continuação que você leu até agora, em 2020.⁣

Ainda irei ler, Cidade Dos Etéreos - Livro II - Série o Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares terminarei de ler na primeira semana de Julho

3. Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito.⁣

Não lembro... 

4. O livro mais aguardado do segundo semestre.⁣

Não sei... ⁣

5. O livro que mais te decepcionou esse ano.⁣

Bling Ring: A Gangue de Hollywood. Achei que a autora ia escrever uma história que é baseada em fatos reais. Mas, ficou somente nos fatos jornalisticos...

6. O livro que mais te surpreendeu esse ano.⁣ 

O livro Quem é você Alasca?  foi o quinto livro que li do John Green.... Depois de tantos amores e desamores eu consegui me entender com a sua escrita  e tornou-se um dos meus escritores favoritos. 

7. Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente).⁣

Não conheci nenhum autor novo...⁣

8. A sua quedinha por personagem fictício mais recente.

Estou tendo um a quedinha pelo Lincoln do livro que estou lendo ultimamente Anexos da autora Rowell, Rainbow 

9. Seu personagem favorito mais recente.⁣

Beth Fremont e Jennifer Scribner-Snyder do livro que estou lendo ultimamente Anexos - da autora Rowell, Rainbow 

10. Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre.⁣

Chorei com o Diário de Myriam - A Guerra da Síria vista pelos olhos de uma menina.O Diário de Myriam é um registro comovente e verdadeiro sobre a Guerra Civil da Síria.⁣

11. Um livro que te deixou feliz nesse primeiro semestre.⁣

Apesar de saber que a escrita do Autor: Neil Gaiman não funciona comigo eu fique feliz de finalmente ler o Oceano no Fim do Caminho.

12. Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora, em 2020.⁣

Por Lugares Incríveis. O filme deixou-me com vontade de ler esse livro. 

13. Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo).⁣

Eu gosto de escrever as minhas resenhas... Logo, eu gosto de ler também.

14. O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano.⁣

Apesar da @Darkside fazer um livro de brochura.... A edição do Diário de Myriam está maravilhosa! ⁣

15. Quais livros você precisa ou quer muito ler até o final do ano?⁣

Americanah, Cores Vivas, Alice no país das maravilhas, Medicina Macabra....






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25 de junho de 2020

#MLI2020: Pretinha, eu?














No dia 20 de junho começou a tradicional Maratona Literária de Inverno promovida pelo canal Geek Freak, que esse ano recebeu o título de MLI 2020- BOOKTUBATONA. Vou escrever as minhas impressões e os resultados (positivos&negativos) de cada leitura e o porquê da escolha de cada livro para cumprir as categorias escolhidas.

(BÔNUS). RELER UM LIVRO DA SUA INFÂNCIA.


Pretinha, eu?





Sinopse: Uma menina negra ganhou uma bolsa de estudos em um colégio onde nunca havia entrado um aluno negro. Desencadeou-se uma história de discriminação, preconceito e muitas descobertas.




Sintuação: Comecei a tomar gosto pela leitura ainda no ensino fundamental, lembro que tínhamos aulas de leitura na biblioteca e eu realmente gostava de ficar lendo. Às vezes, eu até me esquecia de prestar atenção nos papos animados das minhas amiguinhas na biblioteca... Mas, o livro que mais me marcou veio em 1999 (um ano antes do que relatei acima...). O tal livro é Pretinha, eu do autor Júlio Emílio Braz esse livro foi indicação de uma professora de português para a aula de leitura.



“Eu tinha 13 anos nessa época e tinha recém mudado de escola por motivos de saúde, pois eu tinha recém operado a coluna e eu estava usando um gesso que ia a uns cinco dedos abaixo do pescoço até abaixo da barriga…”

No meio de uma aula de leitura a professora disse que eu me parecia muito com a Pretinha da história, não pelo meu tom de pele, pois eu sempre fui branquinha hehehe, mas por ser a mais velha de uma turma que todos tinham onze anos e pelo meu “mau jeito” (no começo) de me enquadrar, em uma escola com métodos tão rigorosos quanto o Harm… Ops! Colégio T. Sofri Bullying todos os dias do ano que estudei no colégio T. Sofria todos os tipos de agressões; intencionais, verbais e psicológicas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas.No meu caso, por exemplo, a crueldade veio também por parte dos adultos professores da época “Ela parece à pretinha da história...” reforçando apelidos e motivos de chacota se eu já não tivesse motivos e não sofresse o suficiente.

Resultado: Volta e meia eu gosto de ler esse livro e sempre tiro belas lições... As coisas acontecem na vida da gente para nos tornarmos alguém melhor para tratarmos o outro melhor.

Vocês estão participando da MLI2020 - BOOKTUBATONA também? 
Quais os livros que vocês estão lendo?

24 de junho de 2020

#MLI2020: Bling Ring: A Gangue de Hollywood.

 
No dia 20 de junho começou a tradicional Maratona Literária de Inverno promovida pelo canal Geek Freak, que esse ano recebeu o título de MLI 2020- BOOKTUBATONA. Vou escrever as minhas impressões e os resultados (positivos&negativos) de cada leitura e o porquê da escolha de cada livro para cumprir as categorias escolhidas.

LIVRO QUE LIDE COM ALGUM TRANSTORNO OU PROBLEMA MENTAL.

                      
                           Bling Ring: A Gangue de Hollywood.


Sinopse: Um grupo de adolescentes rebeldes faz pesquisas pela internet para conhecer os movimentos das celebridades e, assim, poder entrar em suas casas e roubar tudo o que encontram de valor dos famosos.

Sintuação Eu sou formada em Psicologia desde 2017... Acho a maioria dos livros que falam sobre transtornos e doenças mentais um tanto quanto rasos e sem o devido aprofundamento do assunto. O livro que escolhi foi Bling Ring: A Gangue de Hollywood.
Adolescentes ricos que roubam casa de famosos... lembra um pouco a  Cleptomania

Cleptomania é um distúrbio psicopatológico que faz com que a pessoa comece a furtar coisas diversas inclusive sem valor, como pedaços de giz, sabonetes, canetas, etc., sem muita consciência e muitas vezes sem necessidade para o ato - de lojas, das casas dos outros, da escola ou de outros tipos de lugares. Na cleptomania, o indivíduo rouba objetos por descontrole de impulso e não por necessidade. Os objetos são geralmente de baixo valor, mas também podem ser de alto valor comercial (menos frequente).




Resultado: A literatura baseia-se em um caso  Jornalístico dividida em três partes: O Monstro da Fama; A Dança dos Famosos e Quase Famosos. E os malefícios em criar um jovem adolescente em uma sociedade com um consumismo exacerbado e o que a mídia  põe em suas programações sobre a cultura dos  reality shows que é a  corrida pela fama a todo custo...





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© Lado Milla
Maira Gall