Crônicas
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10 de junho de 2015

Você sabe por que eu sou assim?




Quando Deus perguntou: Ouvido? eu entendi olvido e preferir não ter. 
E aí começou tudo.
Ele me disse: Cara? eu aí ouvi tara e disse: a mais extravagante.
Ele me disse Vista? eu entendi crista e pedi vermelha.
Ele me disse: Testa? eu ouvi fresta e disse: Bem estreita.
Dente eu entendi pente e disse: Não preciso.
Nariz, trocado por raiz, resultou em um bem comprido.
Tronco? eu escutei ronco e exigi bem curto.
Braços eu entendi traços e pedi bem finos.
Confundi cor com flor e pedi amarela.
Cabelo eu entendi camelo e recusei, é claro!
Jeito eu entendi leito e pedi bem mole.
E quando ele perguntou Talento? eu entendi tá lento,disse que estava realmente achando tudo muito devagar e ele aí me deu esse acabamento, assim, às pressas. Que é pra eu aprender A OUVIR e a prestar mais atenção na outra encarnação.

Millôr Fernandes

3 de junho de 2015

Diálogo nas Entrelinhas...

— E aí, Sumida?

(Pô, boy, não ferra. Não vê o caos que essa pequena palavra me causa? Eu tava indo bem, sabe? Bebendo minha rotina como se ela fosse um sonífero de qualidade ruim, tentando escapar de qualquer jeito das memórias que cutucam meu corpo cansado. Eu tô cansada de tanto pensar em você. Você não faz ideia, boy, mas tomo overdose tua todas as noites, quando deito a cabeça no travesseiro. Não preciso nem dormir, porque você me vem em sonho de olhos abertos, enquanto fico patética encarando o teto do quarto, imaginando qual teto que te cobre...) 
— E aí, tudo bem?

(Ah, morena, mesmo não movendo nenhuma vírgula para te encontrar precisava te encarar e perguntar o porquê que você saiu tão apática daquela festa... Eu esperava que você ao menos gritasse e esperneasse. Queria saber o que você estava sentindo me vendo com outra... Ops, agora é minha namorada..)
— Tudo certo, senti sua falta. 

(Cínico. Cínico, escroto, idiota, imbecil. Tenho tanta raiva tua, que poderia lançar esse celular na parede. Como assim, cara? Vem me chamar de sumida e dizer que sente minha falta? Se sente minha falta, por que não veio me procurar? Ai como eu sou burra!!! Eu deveria estar rindo de você por sentir minha falta, ao invés de ficar feliz por essas mensagens minimalistas que dizem pouco, mas dizem demais. Odeio você. Isso. Exatamente isso que vou te responder. O-d-e-i-o-v-o-c-ê...)
— Senti tua falta também.

(Ah, morena, nós estávamos nos vendo com certa frequência que confesso já estava me sentindo “sufocado”, mas, depois percebi que a sua presença me faz falta... A culpa é sua! Por ser tão 8 ou 80 e “mimadinha”). 
— E aí, saindo muito?

(Queria te dizer que ando saindo demais, mas a verdade é que ando me escondendo do mundo. Sei lá, boy, estava com medo de esbarrar no teu sorriso e quebrar meu coração de novo... Deu um trabalhão danado colar pedaço por pedaço. Agora meu coração pulsa levemente descoordenado. Meio manco, talvez. Então, sendo bem sincera, eu não ando saindo. Nada. Só vou à padaria, comprar um pedaço de sonho, para tentar adoçar do lado de dentro...)
— Sim, muito. E você?

(Mais ou menos. Tenho feito aqueles mesmos "programinhas de casal". No começo foi gostoso... Ela não sorriu pelo fato do meu quarto ser da cor "azul calcinha" e confessou logo depois que não achou graça... Ah, morena, como você me faz falta: seu sorriso meio torto, sua gargalhada escandalosa e sua forma estranha de falar sobre os seus sentimentos).
— Sim, bastante também.

(Good for you. Deve ser bom ter uma namorada parceira, não é? Como fui besta de acreditar que eu e você naquele quarto era suficiente. A gente tinha um céu só nosso e o mundo poderia acabar com a gente ali dentro que, para mim, tudo estaria bem. Fui inocente em crer que éramos suficientes por sermos só. Mas tudo bem. Vida que segue, não é? Mesmo doendo demais aqui dentro — e que eu não transpareça essa dorzinha miúda — quero que você seja feliz. Enormemente feliz. É isso...)
— Foi bom conversar contigo... Mas preciso ir. 

(Te encontrei passando de carro próximo ao meu bairro. Será que você me viu? Foi rápido, mas, percebi que a sua expressão estava apática... Ah, morena, confesso que" sua ausência em mim fez morada..." li isso em algum lugar.)
— Hei, espera... Tens vindo muito para o "Sul da ilha"?

(Devo confessar? Mudei a rota da minha vida, só para tentar esbarrar na tua. Contei não? Sou levemente masoquista e tento me torturar com memórias que o estômago já enjoou de remoer. Vou sempre para o Sul da Ilha, porque tem muito de nós dois perdido naquelas esquinas e seria insanidade demais permitir que a memória te esqueça...)
— Não... Bem pouco. 

(Quero te encontrar! Quero muito te encontrar. Quero você de novo).
— Ok, a gente se encontra por ai...


#plural é um projeto do blog Palavras e silêncio da M° Fernanda Probst

25 de março de 2015

Template: tá faltando peça no quebra-cabeça...♪


No inicio do mês de março, eu ando ouvindo exageradamente o ultimo álbum do HG intitulado de "Insular". Escrevi esse post, na primeira semana sobre uma das músicas que o trecho "Recarregar, reiniciar, reinventar e reabastecer... " acabou virando um dos meus mantras para esse ano. 

Na semana passada, inspirada em alguns blogs que estão entre os "meus favoritos" todos esses blogs tem uma imagem que identifica. Por exemplo: O blog da MF tem um lindo dente de leão, a Bárbara é aqueles hexágonos de colmeias de abelhas e a tem uma ilustração dela com um gatinho... Foi pensando nisso, que procurei uma imagem que desse "identidade" ao meu blog e que fizesse os leitores identificarem/relacionassem a figura ao meu blog. 

Uma imagem que tenho me identificado muito essa semana é de uma peça do quebra cabeça e o HG (de novo ele!) tem uma música intitulada de quebra cabeça que um trecho diz assim:



Há primeira vez que eu usei o termo "Quebra cabeça" aqui no blog, foi em um post como esse para inaugurar o layout novo, já que a tradição pede assim. Naquele post, eu dizia que, mesmo com a minha analfabetização com programação e afins... eu gosto da sensação de estar "montando um quebra cabeça" e de deixar o template do jeitinho que eu quero. 

O logotipo tem peças de quebra cabeça com as cores; cinza (escuro e claro), vermelho e laranja"sombreando" as fotografias das coisas que eu mais gosto e me sinto a vontade de escrever aqui sobre : Músicas, livros, fotografias e escrever sobre o cotidiano e a minha vida.



O plano de fundo eu prefiro os mais "clean" queria um plano de fundo com somente uma cor. Mas, encontrei esse com peças de quebra cabeça e "colori" com as cores cinza, vermelho e laranja e acabei gostando do resultado mesmo tendo ficado colorido não deixou de ser "clean" e assim, não fugindo da idéia inicial.

Acho que é isso... 

A vida ta corrida! Minha mãe fez cirurgia na semana passada e ta no processo pós cirúrgico... Minha casa, estava em obras desde a semana retrasada. É, a vida está corrida e bagunçada. Porém, escrevo mais sobre isso nas próximas postagens desse genuíno Blog.

16 de março de 2015

Verdades & Mentiras

Penso que viver, é parecido como abrir um livro novo. Se tivessem nos contado sobre todas as verdades da nossa própria existência não passaríamos da primeira página, muito menos do primeiro capitulo.

Nesses vinte e tantos anos... A minha vida, se resumiu entre mentiras que tinham o intuito de proteger e verdades mal contadas. O irônico disso tudo, é que quando você alcança a maior idade te fazem prometer: dizer a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade?

Ninguém me contou a verdade de todas as mentiras mal contadas durante esses vinte e poucos anos... Todas essas verdades, foram surpreendentes! Pois, ninguém me contou a verdade sobre todas mentiras que me contaram um dia... Eu fui descobrindo cada uma delas ao longo desses anos. Uma das verdades que eu aprendi , é que: a mentira vem dos outros, e vai embora. A verdade vem de nós mesmos e permanece.

6 de fevereiro de 2015

Somebody.... ♫

Fui sozinha naquele show.... Isso nunca foi problema, eu sentava em uma mesa próxima ao palco e ficava arrumando os últimos ajustes da máquina fotográfica para registrar um dos meus tipos de fotografia favoritos palco.

Fui um show típico, com: Banda animada, Setlist bacana com músicas que já eram velhas conhecidas do grande público e esse mesmo público cantarolavam felizes com o refrão "...Hey-hey- hey / Ela masca bubblegum.". A banda no palco rendeu vários "Click´s" bacanas e consegui algumas fotografias em PB... A bateria da câmera estava com menos da metade carregada mas, já tinha fotografado bastante aquela noite. Quando desliguei a Maquina e finalmente guardei na bolsa foi que eu senti algo estranho... 

No final do show, eu notei que estava sozinha no meio da multidão... Os casais foram se formando no decorrer daqueles versos & refrões das músicas daquele show. E antes mesmo de apagarem as ultimas luzes da casa noturna, todas aquelas pessoas já sabiam com quem iriam passar o restante daquela noite. Sai da casa noturna, tão sozinha quanto voltei... e atravessei a rua sentando no banco mais próximo, observei aquele céu estrelado daquele inicio da madrugada, colocando alguma música aleatória no meu celular. 

Derrepente, senti uma presença de alguém sentado ao meu lado. Um garoto alto, com um par de lindos olhos azuis e barba serrada com a idade de no máximo 30 anos. Falou algo sobre o show, que tinha recém terminado e para puxar mais assunto, falou sobre a lua cheia e as estrelas do céu... Perguntou o que eu estava ouvindo, e antes mesmo de ouvir a resposta pegou o meu fone e colocou em sua orelha, de um jeito que "forçou" os nossos rostos ficarem próximos.

Começou a cantar desafinado de propósito. Mas, seu inglês era impecável de garoto de ensino médio... Quis saber qual era a banda que cantava essa musica e achou engraçado, quando eu falei que, se tratava de uma banda que cantava a trilha sonora de um filme da Disney e cantarolou o refrão perfeitamente: 
Somebody somebody yeah somehow someday someway... ♫
Me perguntou se, eu sabia a tradução dessa musica e cantei um pouco envergonhada Alguém alguém yeah de alguma forma algum dia alguma maneira...♫ e lhe disse que o filme era sobre superação, vontade de ser alguém e se destacar sem ser tão sozinha...

16 de janeiro de 2015

Mudar...

Inspirado na propaganda da 
Seda cosméticos.


_Vamos mudar? 

Mudar... Primeiro eu mudei de fase do desenvolvimento humano; bebê, criança, adolescente e jovem adulto... Mudei de idade, os meus 18 anos de idade pesaram muito mais que os meus atuais 28 anos. 

Mudei de personalidade; Ao longo desse tempo fui moldando os meus pensamentos, sentimentos e a minha maneira de agir ao longo dos meus vinte e tantos anos... . Sinto saudades de quem eu era... Embora, eu saiba que não posso voltar atrás. 

Morei em um pequeno apartamento até os 06 anos de idade. Quando eu completei 07 anos, meus pais acharam que eu precisava socializar com as crianças da minha idade... Então, junto com os meus pais eu mudei de endereço; indo morar em uma casa localizada em um bairro cheio de crianças de diferentes faixa-etária. 

Mudei de companhias, colegas, amigos, amores... Descobri um pouco tarde o real significado da frase “Sua melhor companhia é a si mesmo”... E que os melhores aprendizados acontecem de dentro para fora, e não ao contrário como um dia eu pensei. 

Você veio no meio de TODAS essas mudanças. E desde a sua vinda até o seu abrupto "adeus" bagunçou meus pensamentos e sentimentos e bagunçou ainda mais a Life... Depois de um tempo você quis voltar, como se nada tivesse acontecido... Como se nada tivesse mudado, como se ainda eu tivesse no mesmo lugar esperando você voltar. 

Porém, eu mudei muito, e não preciso que acreditem na minha mudança para que eu tenha mudado é só observar minhas atitudes e verá que, mesmo eu sendo eu mesma, com essa coleção de clichês que me cercam e cercam minhas palavra eu nunca mais serei a mesma.

23 de outubro de 2014

"2014, me deixou sem assunto!"

Na metade do ano de 2013 já era previsto os acontecimentos/assuntos e as milhares de hastags (#) por causa dos principais acontecimentos desse ano de 2014. 

A copa do mundo no Brasil que foi o principal acontecimento desse ano. Foi um dos assuntos mais comentados daquele ano. O que motivou uma grande manifestação no pais inteiro! (até hoje ninguém sabe o motivo...). Foi a primeira vez também, que as manifestações foram parar nas redes sociais com a principal hastag (#) daquele ano que foi: #nãovaitercopa e outras tantas que surgiu depois dessa como; #vemprarua e o #ogiganteacordou.

No ano de 2014... Teve copa (teve copa sim, teve copa pra caralho... ) e as hastag (#) não foram poupadas... e as milhares de fotos de quem antes postava fotos na manifestação com a hastag #nãovaitercopa estavam postando fotografias realmente felizes e "patriotas" com todo aquele "circo" armado... 

Nesse segundo semestre de 2014 (ainda) está tendo eleições. O primeiro turno é uma palhaçada já prevista desde a época do Enéas  (lembram dele?). Desde o cara que quer tomar conta do seu "aparelho escretor" até a mulher que sofre de uma forte crise de "bipolaridade" em suas propostas...

Como eu venho falando desde o inicio: alguns acontecimentos, assuntos e milhares de hastags na redes sociais (nessa ordem...) já eram previstos para esse ano de 2014. O mais louco na história dessas eleições é a participação ativa das pessoas nas redes sociais sem o menor senso de "Pô, estou exagerando..." não poupando, nem aquelas pessoas que, assim como eu só querem fugir dessa porrada de informações&pancadarias gratuitas e curtir o face normalmente...

Fiquei sem assunto... nas típicas rodinhas sociais (on line/off line) nos principais acontecimentos desse ano. Estou pecando nos assuntos do cotidiano não somente aqui no blog mas, na vida aqui fora também... Sempre que possível, fujo sobre os assuntos de futebol e recentemente sobre política. Confesso que, está faltando uma ideologia ( da minha parte) e de realmente acreditar no novo de quem promete novidade nos próximos quatro anos... 

Continuarei aqui no blog escrevendo sobre: Musicas, livros, Shows... Até dos #mimimi´s da vida. Afim de fugir dos assuntos do cotidiano pelo menos até o final das eleições.

26 de julho de 2014

Sobre estar só, eu sei...♪


Esse texto surgiu depois de ler um texto sobre solidão. Nunca vi a minha solidão como algo negativo, mesmo quando as outras pessoas ao me criticarem falavam que “Se você continuar assim, vai morrer sozinha!” mesmo tendo nascido e convivido bem sozinha nesse vinte e poucos anos... Na maioria das vezes se aproximaram pessoas que se tornaram pessoas muito especiais que as guardo com muito carinho.

Nesses meus vinte e poucos anos... me nego, a acreditar em “Verdades absolutas” muito menos se, essas verdades absolutas sejam sobre a minha vida. Porém, uma dessas verdades é a respeito à minha solidão. Sou filha única. Sempre fui acostumada a sobreviver às reuniões familiares e os finais de semanas inteiros, principalmente aos de feriado prolongado, sozinha. Há pelo menos vinte poucos anos... Sou acostumada.

Tenho muitos primos, mas todos eles são muito mais novos que eu. Aliás, um desses primos morou lá em casa durante dois anos. Mesmo ele sendo um bebê “fofuxo” e chato era legal morar com outra criança além de mim. Na medida em que crescemos, mesmo tendo sete anos de diferença ele se transformou em uma única companhia durante um tempo. Acabamos crescendo, mudando e nos mudamos e já não somos mais os mesmos...

 Quando eu recém iria completar 07 anos, meus pais e eu nos mudamos para morar em uma Vila. Na vizinhança tinha crianças de diferentes faixa-etárias e isso sempre foi sinônimo de confusão... Sempre voltava para casa chorando ou irritada e principalmente sozinha! Houve até um “causo” que aconteceu em uma típica sexta-feira que estávamos em um grupo eu e mais cinco meninas, conversando (éramos pré-adolescentes não digo que brincávamos nem jurada de morte rs).

 Estávamos brincando conversando, praticamente a tarde inteira, até que, chegou duas meninas já conhecidas do grupo que causou um “burburinho” começaram a fofocar e falar muito mal dessas meninas... Dei a minha opinião, e parei de falar sobre o assunto, vi uma a uma dessas meninas que estavam no mesmo grupo passarem para o grupinho das garotas que elas estavam falando mal e nem éramos “grupos rivais” nem nada... Uma menina voltou atrás, querendo continuar a conversar comigo, mas, preferi continuar brincando sozinha. Esse “causo” acabou resumindo a minha adolescência. Na escola sempre tive muitos colegas, mas quando eu realmente eu precisava sempre me encontrava sozinha... Acabei aprendendo a tirar proveito disso, como diz aquele trecho do Caio Fernando de Abreu: “Na medida do possível faço tudo só. Dá mais certo.”.

 Provavelmente porque me acostumei a ser uma pessoa sozinha, eu tenha me adaptado a me ver sempre sozinha, considerando que tenho praticamente 30 (e longe de alcançar o sucesso¬¬), mas sozinha. Aprendi a conviver bem com a solidão gostaria de ter mais pessoas no meu círculo de amizades (influenciada com os seriados estilo Friends), mas na maioria das vezes, eu até gosto de passar longos períodos, sozinha sou como se assim eu pudesse entrar em contato comigo mesma e descobrir mais sobre quem eu sou.

Na adolescência meus relacionamentos duraram tanto tempo quanto as minhas amizades... O relacionamento mais duradouro que eu tive durou seis meses. E foi o relacionamento mais próximo também, almoçávamos praticamente todos os dias... Já que eu tinha aula no período matutino e ele tinha aula no período vespertino.

 (...)

Meus relacionamentos desde então, foram todos passageiros. Sempre fui muito egoísta, ao ponto de, não permitir que ninguém tire o meu sossego... na última tentativa de relacionamento mesmo “acompanhada”, eu ficava horas a fio em silêncio, com um olhar vago... para o nada. Gosto muito do meu “mundinho” acho que na maioria das vezes eu não iria ser compreendida então, nem perdia tempo tentando explicar. Atualmente estou solteira há quase um ano. E pela primeira vez, estou aprendendo a lidar com quem eu sou... A respeitar os meus momentos silenciosos que eu realmente queira ficar sozinha com os meus pensamentos. Na maioria das vezes que “eu me joguei...” em amizades e relacionamentos sem futuro eu sempre acabava me machucando (ou machucando o outro) confesso que o meu silêncio tem me protegido de uma certa maneira dessas situações.

 No final das minhas relações (amizade e namoro) eu sempre me senti culpada, por sempre me colocar em primeiro lugar. Nesses vinte poucos anos... eu percebi que esse não era um erro, e sim, o meu grande acerto! Não ter me anulado, pela maioria das pessoas a fim de, ter um bom relacionamento acabou me protegendo de uma certa maneira. Protegendo de pessoas oportunistas que “roubam” a nossa solidão sem dar em troca a verdadeira companhia... pois sempre convivi bem sozinha.

Nesses vinte e poucos anos... encontrei muitas pessoas que na sua grande maioria, foram bacanas comigo e que se tornaram muito especiais no decorrer do tempo. Eu sendo a mesma pessoa que sou, sem me anular... com as companhias certas na nossa vida, nós não temos mais vontade de ser sozinha, e deixa de ser um rótulo de solidão para, uma escolha e aprendizado, antes de viver em um grande grupo aprende-se a viver consigo mesmo.

2 de junho de 2014

1/4 cheio de mudanças...



... E você nunca vai saber de nada do que eu senti
Sozinho no meu quarto de dormir...”.


Acabei de receber essa imagem por Whatsapp:

Oque vocês estão fazendo no meu quarto?
Acabei de perceber que ontem à noite, foi a ultima vez que entrei e descansei no meu (velho) quarto... Aquele com o colchão solto no lado da janela, uma TV grudada na parede, do lado direito um guarda-roupa recém-comprado e uma estante de livros um dia tão sonhada...

curtindo o meu velho quarto...


Morei em apartamento até os 06 anos de idade. Não lembro direito do meu quarto lembro-me do meu primeiro jogo de quarto, pois quando me mudei para a casa de madeira e os móveis vieram juntos: A cama era de solteiro acoplado com um baú onde eu guardava as minhas bonecas e tralhas e um guarda roupa com uma penteadeira com um espelho em um formato de quadrado.

Meu quarto na casa de madeira tinha os móveis que falei a cima, incluindo mais tarde uma mesinha em formato circular com quatro cadeiras que ganhei da minha vó. Lembro-me das minhas brincadeiras com os meus ursos e bonecas sentados nas cadeiras em volta da mesa fazendo o papel dos amigos imaginários...

Fiquei um ano e meio sem quarto... Quando me mudei para a casa dos fundos da casa da vizinha... Meu “canto” se traduzia em um sofá... De vez em quando a cama dos meus pais. Mais era raro, bem raro.

minha escrivaninha ou parte dela...
Quando mudamos para a casa nova, ganhei um quarto Só para mim! (maravilhas de ser filha única) e enfim, com um jogo de quarto novo contendo:  uma cama de solteiro, um guarda roupa, uma cômoda e uma escrivaninha (foi quando o computador veio...) a escrivaninha foi a minha companheira das madrugadas. aliás, foi onde escrevi a maioria dos meus posts nos blogs anteriores... E de onde surgiu a ideia de fazer um novo cantinho que aqui está!

Foi quando eu notei que... O terceiro quarto da casa “o quarto do meio” era maior que o meu quarto original, quando percebi isso me mudei imediatamente transformando o quarto do meio no meu quarto! Do jogo de quarto do quarto anterior... Só restou mesmo à velha escrivaninha que ganhei quando tinha 13 anos (que aguentou o tranco legal, até esse ano...). A cama era de casal, acoplado com o guarda roupa parecendo uma “gruta” da cor parecida com madeira bem clara.


O ultimo quarto (que eu dormi até ontem...) ganhou novos móveis uma mesa, uns três ou nove (dois) nixos... Colocarei fotos do “novo” quarto nos próximos posts e não vejo a hora de curtir "o meu cantinho(News!)".

8 de abril de 2014

O tempo…


Escrevi essa crônica(?) no dia16 julho 2011 no meu blog antigo e era justamente sobre os assuntos que abordo nela foi o que eu pensei hoje.

Fonte: Internet

A velocidade de tudo que acontece em cada momento Depende de você
Tá ruim demora se tá bom vai embora e a vida passa sem a gente ver
Tá ruim demora se tá bom vai embora e a gente esquece antes de amanhecer
Velocidade-Vera Loca 

Quando mais velha eu fico percebo que o tempo esta cada vez mais acelerado, tanto o tempo que aquele relógio velho da cozinha marca fazendo TIC TAC, como o relógio biológico. Eles estão batendo a mil por hora, aumentando a frequência na medida em que fazemos aniversario.

As horas passam…
Os folhetinhos do calendário caem…
Os momentos bons passam rápidos demais…
Os momentos ruins ficam maçantes e demoram a passar.

A nostalgia virou um tipo de acessório da moda e a saudade virou assunto de mesa de bar, acredito que esse é o lugar que as pessoas mais embriagadas fazem as mais belas canções, poemas, crônicas, posts… etc e tal! Escrevendo sobre a sua saudade. 

Existe aquela saudade saudável, aquele tipo de saudade gostosa de sentir porque é muito bom saber que aconteceu contigo! Já escrevi varias vezes sobre as minhas “saudades” o arquivo dos Versos esta ai para provar; Acústicos e Valvulados (6 shows!) fora as chalaças com os guris da banda, NDN, Everton Cunha (memorável!) e outros momentos que só de lembrar vem involuntariamente aquele sorriso no rosto… 

A velocidade desses momentos leva junto às pessoas que de alguma forma marcaram a nossa vida e junto com o tempo elas vão embora sem o nosso consentimento, como se essas pessoas não coubessem mais no nosso dia-a-dia.

“Tive minhas melhores amigas no ensino médio coisas de adolescentes que andam em bando, apesar das mudanças de pessoas éramos as duas o maldito tempo passou… Saímos do colégio que estudávamos, mas íamos uma na casa da outra frequentemente e saiamos com a mesma frequência Mas não éramos do mesmo grupo social de ambas e o contato foi se perdendo… Encontrei essa tal amiga no centro e resolvemos tomar suco para fofocar, um cara veio azarar ela e perguntou quem eu era a resposta considerável era que eu era uma amiga ou até um colega era aceitável naquela ocasião, mas ela culpou o tempo e não soube responder… Me adicionou no facebook esses tempos fiquei sem reação.”  a Amizade permanece... Ou melhor, deveria permanecer, mas às vezes você também vai se pegar pensando se essas pessoas são seus amigos ou foram amigos em uma época da vida.

Os melhores momentos de nossas vidas trazem com ele pessoas especiais que queremos levar para á vida inteira, eles marcam as nossas vidas e queremos que eles permaneçam para reviver e viver outros bons momentos.

Guardo varias lembranças dessas pessoas comigo, e vivo outros momentos memoráveis com os amigos que fiz com o tempo, fiz também vários amigos de estrada com vários momentos bacanas que guardo boas lembranças e sei e que vamos lembrar esse momento e viverem tantos outros e vamos nos lembrar de um do outro quando nos revermos por ai e nunca mais iremos nos tratar como se fosse a primeira vez que nos vemos, independente de quanto tempo passar!

Os momentos ruins e maçantes também trazem pessoas não agradáveis que diferente da boa, quer que essas pessoas vão embora rapidinho e parece que elas demoram séculos para sair da nossa frente, mas nos mostram coisas importantes na vida depois que passam…
Não levo nada deles comigo, também não os desejo nada de feio, mas deixo ir… Sem remoer e sem insistir, se não me fizeram bem no passado acredito que não vão me trazer nada de bom no presente muito menos no futuro.

Como já cantarolava uma musica de um banco “o tempo voa…” não podemos desperdiçar com o que/quem não nos agrega, por isso, que eu gosto de estar com as pessoas que fazem o meu dia-a-dia passar rápido, pois esse é um sinal, de eu estar passando momentos bons e moráveis e de ver o tempo passar voando…

19 de fevereiro de 2014

Al lado Del camino.



É como diz aquele refrão daquela canção pouco conhecida “Me gusta estar a un lado del camino…” embora, eu tenha me sentido bastante perdida nos 182 dias, dos dois semestres que dividem o ano. Os momentos foram passando, por mim, como pequenas fumaças… Pessoas foram embora, pessoas chegaram e outras andaram causando um pouco de ressaca. Dando bons motivos em estar me sentindo cada vez mais viva.

Na medida, que os dias passaram… “os barcos” de tanto baterem nos cais da vida, foram sendo abandonados. Os dias foram mostrando que é possível navegar sozinho, e muitas vezes foram muito melhores estar só sem sentidos, sem dor e nem dramas…

Mesmo “perdida” eu estava no caminho certo. Acho, que não deve ser muito bom cronometrar cada milésimo dos seus passos, às vezes é bom curtir a brisa das coisas que passam… Tão bom, quanto a brisa que te pega desprevenida desarrumando os seus cabelos…

Ouvi em uma na aula de filosofia que ” o único perigo em estar vivo é a morte” e mesmo quem escolhe morrer, vira refém das suas próprias escolhas. Nunca se vendo livre delas por toda a eternidade… Irônico. Prefiro manter o corpo e alma vivos e coração aberto. Mesmo que, a vida não nos proporcione um “jardim de rosas” ainda prefiro o perigo de estar vivo e estar “… a un lado del camino…”.

14 de fevereiro de 2014

Posso até me acostumar...






Esses Versos… até podem virar esses textos bobocas que escrevo na madrugada. Ao som de uma melodia fácil com letra grudento feito “chiclete”, mas mesmo assim nesse momento estou cantarolando incansavelmente o refrão. Que diz assim _ Posso até me acostumar, ah, ah, ah, ah, ah, ah…_. Melodia gostosa para se ouvir antes de dormir… Para organizar os pensamentos e sentimentos para enfim, dormir em paz. 

Queria eu, organizar a vida como organizo os livros da minha estante (que esta prestes a cair…), mas, estou bem crescidinha para acreditar em ilusões e analogias baratas de como seria uma “vida perfeita”. As imagens daquela velha TV em preto e branco a tempo não me seduz mais; a felicidade matinal da “família Doriana” ou romantismo dos casais românticos dos filmes e os poucos amigos que restaram, não são nem de longe parecidos com o seriado “FRIENDS”.

“Culpa de ninguém não, só do tempo…” como diria um trecho do Caio Fernando de Abreu, ou seria culpa da vida? Sei lá, prefiro culpar o tempo, pois amanhã eu acordo e pode ser que TUDO isso tenha passado… ou não. 

A vida já é mais cruel (mágica) te mostra da forma mais dolorida claro, que você cresceu e não vai mais tolerar “infantilidades” da sua parte. Você pode sonhar, pois às vezes a realidade é dura, mas somos obrigados a ter os pés em terra firme! 

A melodia daquela canção já faz uns 30 minutos que parou… E as coisas que tanto culpei no inicio do texto; como a vida e o tempo. Fazem parte do nosso amadurecimento enquanto jovens adultos tirar as ilusões e nos adaptar da melhor forma com os altos e baixos dos dias até que possamos nos acostumar…
© Lado Milla
Maira Gall