Desabafo
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16 de maio de 2019

Desabafo: De ontem em diante...





De ontem em diante serei o que sou no instante agora... 


Parece que eu já vi esses versos. Mas, o sentimento que me envolve é outro. Cansei de escrever como tivesse conjugando o pretérito imperfeito de mim mesmo. Como algo ou algum sentimento ao desabrochar falhasse e algo que seria alguma coisa acabara não sendo.

O passado não pode ser presente e nem o nosso presente poderá ser futuro.

Nem para nós mesmos nem para os outros, cade o tão esperado livre arbítrio que falavam que nos tínhamos? Aonde esta o poder da escolha para mudarmos todos os planos pré-estabelecidos? Não faz sentido, o raiar de um novo dia não trazer mudanças. Os mesmos pensamentos que te tiraram o sono na noite anterior, permanecer o mesmo ou tão mesquinho quanto ao levantar da cama para viver um novo dia.

Ando cansada de todas essas coisas mesquinhas que todo mundo diz que sente (sera que sente?) estou acreditando cada vez menos na raça humana não que eu acreditasse nela antes, mas sei lá já tiveram mais credito. Os meus três cachorros, dão um banho em qualquer ser racional que eu ando encontrando pelo caminho. 

Vejo a minha fé sempre colocada à prova, e às vezes me falta aquele sentimento que as coisas realmente vão melhorar, que tudo vai começar a dar certo. Sabe, vejo só palavras e falas quando eu mais preciso visualizar atitudes... Porém, permaneço aqui com um pouco de fé que me resta.

De hoje em diante... Meus Versos serão sobre o presente, o passado ira permanecer nas lembranças e no máximo no histórico do Blog, mas remexer o passado em busca de lembranças que não irão voltar eu não escrevo mais. Não me alimento mais de sentimentos banhados a banho Maria, nem de lembranças com gosto de pão velho de padaria. Quero viver uma vida inteira sendo realmente inteira não sentindo emoções em parcelas como uma pessoa bipolar. 

Quero saber exatamente porque/por quem eu estou lutando para assim entrar em alguma luta, não quero mais lutar em vão... Sangrar por aquilo que eu não acredito.... Chega de sangrar por quem não esta disposto a sangrar por mim. Quando eu começar a crer, da luta não me retiro... Todo dia de manhã vai ser dia de paz, sem as nostalgias e besteiras do que eu fiz ontem e sem as lembranças e sem vestígios de um passado que realmente já passou.

Minha vida inteira é meu dia inteiro!!!
E se antes, um pedaço de maçã
Hoje quero a fruta inteira
E da fruta tiro a polpa... da puta tiro a roupa
Da luta não me retiro
Me atiro do alto e que me atirem no peito
Da luta não me retiro...
Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem




Arrumando os meus textos arquivados me deparo com esse que escrevi em 2011 ainda no Versos em Bossa. Eu não lembro qual a sintuação que eu me encontrava no momento que  esse texto foi escrito... mas, é um sentimento que me parece muito atual.

7 de junho de 2017

Quando eu comecei a escrever?


Quando eu comecei a escrever sobre os meus hábitos de leitura... lembrei-me qu foi nessa mesma época, que eu fui alfabetizada com 7 anos eu comecei a escrever e fui uma das primeiras crianças da classe que conseguia juntar as letrinhas e formular palavras. Naquela época, eu ganhei um caderninho decorado que eu preenchia escrevendo o meu nome, o nome dos meus pais, os nomes dos meus parentes e o no nome do meu bichinho de estimação da época que era uma cachorrinha que se chamava Xinoca.

Na escola, os professores do ensino fundamental nos davam temas para escrevermos uma história. Anos mais tardes, os professores nomearam essa atividade como Redação e começaram a elogiar os meus textos. Foi assim que eu virei uma pessoa que escreve. Porém, criticavam a minha letra que era feia e as palavras tornavam-se indecifráveis... Eu estudava em uma escola onde o contra-turno se chamava Reforço escolar que funcionava no período matutino no máximo 3x por semana o exercício era escrever as minhas letras indecifráveis em um caderno de caligrafia.

Quando eu estava na 5° série do ensino fundamental eu fui transferida para uma escola particular... Além das apostilas do Positivo (bimestres) ganhávamos uma agenda com o slogan da escola. Nos recreios, eu adorava escrever sobre o meu dia-a-dia e copiar as musicas da dupla S&J e colar os meus adesivos que era a sensação da época... 

Um dia, quando eu estava escrevendo na minha agenda... Eu lembro que eu escrevia o fato de estar odiando a escola e as chacotas que eu sofria por causa das outras alunas... O meu texto foi censurado! Sim, algumas alunas falaram para a orientadora que eu estava escrevendo o nome das alunas em uma "lista-negra". A orientadora confiscou a minha agenda (morri de vergonha...) procurando a tal lista-negra e óbvio que era mentira. E desde esse dia, eu não escrevi mais nada naquela agenda. Nem em outras agendas escolares.... 
Anos mais tarde, eu ganhei o meu primeiro computador (semi-novo) como presente de aniversário de 15 anos. Naquela época, o computador tinha somente três joguinhos: o "paint" para desenhar e o Word 95 para escrever... Sem internet discada. Eu lembro da minha emoção quando eu criei a primeira pasta com o meu nome no computador com os meus escritos... Principalmente, eu não precisava sentir vergonha da minha letra. A coisa que eu mais gostava de fazer no computador além de escrever, era testar as diferentes tipos de fontes no Word.

Há primeira vez que ouvi falar sobre Blog ou algo parecido foi em 2002. Uma colega do grupo de jovens tinha um site pessoal (luxo!!!) que era muito parecido com o formato dos blogs pessoais dos dias de hoje... Eu comecei a escrever na internet em 2004, numa plataforma para jornalistas que era bastante precária, a linha editorial desde o meu primeiro blog é não-ter-linha-editorial e o meu principal tema é " eu e a minha bolha...". Escrevo sobre as minhas opiniões; sobre musicas, livros e atualidades. é um Blog pessoal comum diante tantos outros blogs: literários, crônicas, modas, decoração... 

Eu sempre me pergunto Porque eu escrevo? sempre lembro-me de um trecho da Clarice Lispector "Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta continuarei a escrever.". Acredito que essa minha ânsia de espremer meus sentimentos em palavras, esta no jogo de perguntas/respostas ao longo dos acontecimentos da vida... Eu escrevo por necessidade! Eu preciso escrever para espantar os meus "demônios anteriores..." preciso "arquivar", momentos e histórias para não esquecer... Preciso re-lêr essas postagens arquivadas para que eu possa me sinta melhor, por ter vivido esses momentos descritos e principalmente de ter superado esses momentos de alguma forma.

Esse meu blog atual Lado Milla veio para abrir um novo ciclo! E acabou tornando-se um espaço que eu sinto-me a vontade para escrever sobre o meu dia-a-dia e sobre os assuntos do cotidiano casa/faculdade/trabalho e sobre os meus hobbies; como fotografia, filmes, livros, musicas, séries... 

Nesse novo ciclo, eu conheci outras pessoas-que-escreviam-na-internet e os seus blogs tinham a mesma linha editorial "elas e suas bolhas..." era uma delicia "invadir " o blog dessas pessoas e se deparar com uma crônica muito engraçada de como foi perder pela milésima vez o ônibus naquela semana de provas da faculdade. #quem-nunca?! Hoje fui pesquisar "Minha lista de blogs" e pude verificar que a maioria dos blogs estão desatualizados, abandonados e excluídos...

A maioria dessas blogueiras que "migraram" para o newsletter acabam buscando muito daquilo que a blogosfera não lhe ofereciam mais... Foram poucas as blogueiras que manteram o blog juntamente com as newsletter e outras blogueiras abandonaram o blog para dedicar-se somente a newsletter ... Enquanto leitora, eu fui assinando os feed´s até ficar com a minha caixa de e-mail cheia sem conseguir ler a metade. Desisti da maioria dos feed´s que assinei :(

Escrever-na-internet é um grito no escuro... Porém, necessário. Sou "gente que escreve" mas, confesso que abrir um documento novo no word é sempre "assustador" tenho necessidades de escrever... Tenho desabafos elaborados na cachola que a mente insisti em censura-las e as minhas escritas acabam se perdendo nos "arquivos" da minha falta de memória.






ah, não deixe de me acompanhar nas Redes Sociais.
Estarei tagarelando por lá também (principalmente no Snap!!):






3 de dezembro de 2016

Sobre os 182 dias que restaram...

No inicio do ano, minha mãe comprou um salão de beleza (funcionando...). E me chamou para trabalhar na parte financeira. A equipe de funcionarias nos recebeu com bastante resistência e entramos em um processo longo de adaptação... Eu não consegui "curtir" o fato de estar trabalhando em um negócio próprio sem pensar no stress que é cada pequena mudança. Depois de muito stress resolvemos fechar três meses depois... Estar trabalhando/ estudando andou consumindo a maior parte do meu tempo e energia que eu reservaria para escrever no Blog. Eu escrevo/fotografo como válvulas de escape, para descarregar todos os meus "demônios interiores" e com isso me sentir aliviada das minhas mazelas e mimimi´s diários. No mês de maio verifiquei que escrevi apenas uma postagem sobre uma TAG literária com fotos antigas... Então, assumi o Hiátus com o texto Ensaio Sobre a Canseira  

O segundo semestre desse ano atípico foi bem tranqüilo...

Para me redimir com a Blogosfera.... No mês de agosto eu resolvi participar novamente do BEDA e na primeira semana me juntei a um grupo de meninas para #BEDARJUNTAS o bacana da blogosfera é quando encontramos pessoas que agregam sem diminuir e nem dividir... A blogosfera costuma "quebrar" nesse mês com a quantidade de conteúdo pulando nos Feed´s e as interações funcionam como um incentivo... Os meus leitores do "Lado Milla..." tiveram uma paciência de Jó nesses 31 dias de postagens intensas. #obrigado



Os meus últimos dois semestres (pós TCC) na faculdade foi assim:




PSICOLOGIA DA FAMILIA: Essa foi uma das matérias mais "maçantes" do semestre... A professora não tem uma dinâmica em passar o conteúdo: é o mesmo filme, os mesmos tipos de provas e um genograma que ninguém teve o domínio de fazer...

DIAGNÓSTICO E PROJETOS DE INTERVENÇÃO: Conheço a professora que ministrou essa matéria de outras matérias que fiz ao longo do curso... Essa matéria re resumiu aos meus relatórios de estágio que já estavam prontos.

PSICOPATOLOGIA II: Conheço o professor que ministrou essa matéria de outras matérias que fiz ao longo do curso... A grande surpresa desse semestre foi fazer um trabalho de intervenção com os usuários do CAPSI da minha cidade. A turma inteira se mobilizou e dentro desses vários projetos de intervenção participamos da festa junina.

Os meus planos:
  1. Psicologia 100%
  2. Trabalhar
  3.  + leitura 
  4. + livros
  5. Organização
  6. - ansiedade
  7. - Stress
  8. Fotografar
  9. Dormir cedo
Enfim, férias... A única programação para esses dias é descansar muito! Atualizar as minhas séries favoritas no Netflix e ler os livros que recentemente eu comprei e as outras leituras que acabei atrasando ao longo desse semestre.


Ah, não deixe de me acompanhar nas Redes Sociais.
Estarei comentando com vocês sobre o BEFA (principalmente no Snap!!):
Snapchat: Lmilla5

15 de novembro de 2015

Cotidiano Blues...

Em uma aula bastante "filosófica" de Psicologia e Direitos Humanos eu estava lendo (ou tentando ler...) o texto sobre dignidade. O texto em si, era chato e a leitura estava bastante cansativa... Então, comecei a dar umas olhadas aleatórias entre as páginas. Até que, em uma dessas leituras "dinâmicas" encontro uma frase que chamou bastante a minha atenção, ao ponto de copia-lá em um canto da folha:

"A vida real não acontece em uma folha em branco.".

Nos tempos em que a blogosfera era realmente old School a "Vida Real" acontecia sim, em uma folha ou várias folhas em branco... Dependendo o tempo que durasse o Hiatus em seus devidos blog´s. 

Já escrevi aqui sobre o quanto é prazeroso "escrever sobre a vida enquanto a vida acontece...". O ano de 2015, (está sendo...) o ano que eu finalmente apresentei o meu Trabalho de Conclusão de Curso. Esse TCC teve um gostinho diferente, pois foi um projeto de pesquisa bastante elogiado e um grupo de estudos (Getep) que renderam bons frutos para os alunos na faculdade. No segundo semestre de 2015, eu ainda tenho sete matérias #burra para terminar a graduação de Psicologia.... Que eu irei fazer em 3 semestres pois pela primeira vez na vida deu o maldito choque de horário. Se eu pudesse dar só uma dica para os universitários seria esta: Não atrase suas matérias na graduação!

Nesse semestre, eu estou tendo aulas na faculdade duas vezes por semana e indo todas as terças-feiras no meu campo de estágio na Pastoral do Migrante fazendo um trabalho mais voluntário até o final desse ano.

A minha vida (on-line e off-line) acontecem diante de folhas rabiscadas/escritas... Quando estou on-line eu abro uma pagina no Word que é uma das coisas mais maravilhosas da tecnologia. Escrevo no computador para disfarçar os meus indecifráveis garranchos que chamo de letra e gosto da velocidade que somente a escrita no computador proporciona.

A vida (off-line) anda devagar nesses últimos meses... Gosto quando a vida esta corrida, assim como foi o inicio do semestre sou acostumada a dar mais resultado a 100 km/por hora. Faltam duas semanas para terminar o mês e alguns dias para finalmente acabar o semestre sei que a desaceleração é algo realmente necessário. Porém, de vez em quando bate uma deprê inexplicável! Apesar da velocidade de uma tartaruga reumática dos acontecimentos, as coisas que me propûs a fazer nesse semestre estão dando certo...



Textos melhores na sequência 
com um pouco mais de nexo e sentido (prometo!)

7 de novembro de 2015

Instagram o fast foods das redes sociais.

O primeiro contato que eu tive com o Instagram foi lá em meados do ano de 2012, no curso de Fotografia Digital. Naquela época, eu estava mais interessada em controlar a luz e o ISO da "Pequenã" a minha câmera Canon do modelo T3.

No final do curso "aprendemos" a manipular as imagens com o Photoshop o professor nos deu apenas três aulas sobre manipulação e a maioria da turma não aprendeu nada... Depois o professor explicou que o intuito do curso é tornar futuros fotógrafos não profissionais de Photoshop. Aprendemos que: "A fotografia é uma forma de ficção. É ao mesmo tempo um registro da realidade e um auto-retrato, porque só o fotógrafo vê aquilo daquela maneira."a beleza desses registros não estava nos filtros e o quanto essa imagem poderia ser manipulada. O Instagram nos mostra que qualquer imagem com o filtro correto faz você conquistar LIKES, e pela quantidade de LIKES que a sua foto recebe você e a sua pagina se tornam populares. Resumindo: 

FOTO+FILTROS+LIKES= POPULAR
As Redes sociais e a internet e geral estão passando por um processo bastante delicado... Essa é a geração dos palpiteiros todos os meus contatos do Facebook criaram textão para palpitar sobre o caso da modelo famosa que "cansou" da vida de mentira e resolveu mudar todas as legendas da imagem da sua conta no Instagram falando sobre as manipulações da imagem e toda a mentira que havia ali. As imagens do Istagram nos mostram um produto totalmente fora da realidade estética e a expressão "comer com os olhos" se torna inapropriada.

Sinceramente, isso não me afetou em nada! e não deveria afetar ninguém ou fazer repensar a sua maneira de ver a internet. Tanto na "vida real " quanto na "vida virtual" mentimos e preferimos mostrar um personagem com pseudônimo ou apelido fofo (proteção?) do que o nosso próprio nome. Vamos fazer um teste: Quantos Blog´s você conhece que é realmente um Blog Pessoal??? Hoje em dia, essa geração cria um Blog/vlog/Instagram sobre: literatura, moda, maquiagem fotografia, ilustrações design decoração... Criam um conteúdo "mais do mesmo" e isso basta para que essas pessoas sejam chamadas de criadores de conteúdo.

Corrigindo a informação acima: As Redes sociais e a internet e geral estão passando por um processo bastante delicado... Na verdade, o problema esta no modo que nos relacionamos com a internet e com essas imagens cheias de filtro que pulam na nossa timeline o tempo inteiro. Vários produtos verdadeiros ou falsos é comercializado e essas pessoas comercializam quando na verdade deveriam e tem a obrigação de ser transparente com relação a publicidade e essas coisas, e deve ter senso de responsabilidade com quem está do outro lado.

Enquanto a nós simples blogueiros e entusiastas da internet sejamos mais críticos com imagens, noticias e postagens que fomos ler de hoje em diante... Isso sereve também na hora de fotografar ou escrevermos no blog: O que queremos transmitir com nossas fotografias e textos será que é realmente necessario tantos filtros e manipulações para algo perfeito?


14 de agosto de 2015

BEDA #14 - Segunda semana do projeto.






Essa semana foi de TAG,s (que já estavam programadas). Além do cronograma normal do "Lado Milla": (Canção de Segunda, projeto 52 semanas e Fotografando Domingos). Os textos que eu tinha para essas semana, ficaram no rascunho por não passarem de uma 1 ou 2 frases soltas...

Quase isso....

LINK´S DA SEMANA


No 08° dia do projeto: A Maira Volpato, do blog Dama Turquesa sugeriu que usássemos o Mês a mês para postar fotos relacionadas a esse mundo de bloggar. Eu escrevi uma vez aqui mesmo que não tem receita para escrev.... - Projeto Mês a Mês
No 09° dia do projeto: Coloquei o texto DNA, Martha Medeiros. Em homenagem ao dia dos pais.
No 10° dia do projeto: Músicas que aprendi a ouvir com meu pai... No auge dos meus 3 /4 anos na fase de ouvir Xuxa... Meu pai, querendo mudar o meu gosto musical e poupar os ouvidos dele. Colocava na vitrola para tocar o disco do Raul Seixas...
No 11° dia do projeto: TAG Essa com certeza não seria eu! A Analu inventou um Meme ao som de Capitão Gancho, da Clarice Falcão. Essa ser que voz escreve quaaaaaaaaaaase não é metida, resolveu fazer também e pioooooooor tentei rimar
No 12° dia do projeto: O Projeto 52X5 faz parte do cronograma do blog SEMANA 18 - Sinto saudades...

31 de julho de 2015

Resumo do mês:Julho/2015


O que teve no mês de Julho?



Teve, [Micro - Contos]: Ponto final.

Teve, texto pessoal Life's a climb...♪- Sobre o tal do trabalho de conclusão de curso http://ladomilla.blogspot.com.br/2015/07/lifes-climb.html

Teve, #MLI - Maratona Literária de Inverno

Teve, projeto-fotográfico - Mês a mês

Teve, O fim do projeto-101-coisas-em-1001-dias 

Teve, A TAG Canção de Segunda que fazia um mês que não atualizava... 

Teve, #resenha do filme Cidades de Papel. Os roteiristas desse filme foram realmente incríveis e se preocuparam com a fidedignidade da adaptação, ao inserirem diversas passagens do enredo de maneira literal a ponto de termos transcrições de falas e de pensamento http://ladomilla.blogspot.com.br/2015/07/filme-cidades-de-papel-paper-towns.html

Teve, a volta do projeto 52 semanas 
com a Semana 14: Meus sites preferidos na internet: http://ladomilla.blogspot.com.br/2015/07/projeto-52x5-semana-14-meus-sites.html 

Teve, texto inspirado no blog da Fernanda Tenho um Blog, e agora? http://ladomilla.blogspot.com.br/2015/07/tenho-um-blog-e-agora.html

Teve, Textos ressuscitados do blog antigo Escrevendo eu falo pra C*… http://ladomilla.blogspot.com.br/2015/07/escrevendo-eu-falo-pra-c.html

Teve, Fotografando Domingos: No teatro! teve uma peça de improvisos chamado de Z.É -  Zenas Emprovisadas http://ladomilla.blogspot.com.br/2015/07/fotografando-domingos-ze-zenas.html

Estou fazendo teatro e escrevi um pouco sobre... Por que fazer teatro?http://ladomilla.blogspot.com.br/2015/07/por-que-fazer-teatro.html




5 de julho de 2015

life's a climb...♪

Sobre o tal do trabalho de conclusão de curso

Sempre fui uma pessoa quieta e isso era confundido como ser calma. Porém, quem me conhece a mais tempo percebe que a calmaria passou longe... Tenho gastrite, a psicanálise explica que "Quando a boca não fala o corpo responde." mesmo eu sendo quieta, a resposta dos eventos estressores vem com uma dor no estômago infernal. Hoje eu sei, que alguns desses "momentos estressores" estão ai para serem superados sempre! e que esses momentos mesmo sendo ruins, óbvio, também é uma parte boa, e que os próximos momentos que vierem também virá recheados de lições e ensinamentos. Enfim, não foi disso que eu vim falar. 

Sempre lembro do sentimento de "frio na barriga" nos primeiros dias de aula do ensino fundamental/médio e como era confortável encontrar um colega que sentasse próximo para dividir essa ansiedade. 

Meus 3 anos de colegial foram entre trancos e barrancos. O primeiro ano do ensino médio foi bacana: tinha amigos, recreios cheio rolos e papos, trabalhos que duravam um dia inteiro na casa das amigos... Esses mesmos amigos mudaram de cidade e de escola e eu permaneci, cursando o segundo ano : / No ano seguinte, fui para o Terceirão e acabei não acompanhando o ritmo louco "vestibular!" e acabei voltando para a escola anterior... Nessa época, nasceu a vontade de fazer faculdade de Psicologia e que eu passaria 5 anos, estudando só as matérias que eu gosto! Principalmente, nunca mais veria matemática na minha vida!

Meu primeiro dia de aula na faculdade foi assustador! Eu, recém saída do ensino médio com uma turma de alunos já na sua 3° e 4° graduação... Me senti "pequena" diante dos assuntos e opiniões MEGA elaborados e eu ficava quieta com medo de falar alguma besteira. Segui com essa turma até a 5° fase, tive que refazer algumas matérias e acabei diminuindo a quantidade de matérias do semestre. Dessa turma se formaram poucos alunos (menos de 10 alunos) alguns foram desistindo durante os semestres... Mas, não é sobre isso que eu vim falar.

As turmas do curso de Psicologia que "Migrei" durante esses semestres tinha uma característica em comum: Desunião (mal de humanas?). Tínhamos uma nota a N3 "trabalhos em grupo" quando eu não tinha a opção de fazer individualmente sempre foi um "parto" de achar um grupo decente. Minhas piores crises de gastrite se devem a esses momentos de maior stress durante esses dez semestres da graduação.

Cheguei a trancar a faculdade 2x: Há primeira vez, eu não tava vendo mais sentido no curso que escolhi,.. Depois de ter feito um estágio não obrigatório desses que pagam mal e não tinha nada haver com Psicologia.... Fui fazer Administração, foi a fase que eu mais me diverti! Era uma turma de jovens animados toda sexta-feira tinha encontro da turma e balada TODO final de semana... No final do semestre eu decidi voltar para o curso de Psicologia. Há segunda vez, eu tirei umas férias de um semestre. Me desentendi com a supervisora de estágio na época, quando voltei no segundo semestre e soube que eu não fui a única a "profissional" se desentendeu com outras alunas também e acabou sendo demitida. Prossigamos, porque ainda não é disso que vim falar.

Vim falar sobre o TCC. Na semana passada, eu apresentei o meu Trabalho de Conclusão de Curso naqueles longos e intermináveis 30 minutos entre a minha apresentação #tremia e mais trinta minutos da pontuação dos avaliadores e o recebimento da nota. Em momento algum, pensei na nota... Queria passar TODO o meu conhecimento do projeto em si, e que toda a minha trajetória até ali não foi em vão teve crescimento em todas as etapas principalmente dos estágios (Básico e Específico). No dia seguinte, minha supervisora me mandou um e-mail, parabenizando-me pela apresentação e informando que a  minha nota foi 9,5. Fiquei Feliz!



Em 2005, achei que esse momento nunca chegaria e em 2010 achei que não iria me formar em Psicologia... Agora, estou aqui, sentada escrevendo sobre toda a minha trajetória e confirmando aquela velha história que diz  que: A vida " não é sobre o quão rápido chegarei lá/não é sobre o que está me esperando do outro lado. É a escalada...".



10 de junho de 2015

Você sabe por que eu sou assim?




Quando Deus perguntou: Ouvido? eu entendi olvido e preferir não ter. 
E aí começou tudo.
Ele me disse: Cara? eu aí ouvi tara e disse: a mais extravagante.
Ele me disse Vista? eu entendi crista e pedi vermelha.
Ele me disse: Testa? eu ouvi fresta e disse: Bem estreita.
Dente eu entendi pente e disse: Não preciso.
Nariz, trocado por raiz, resultou em um bem comprido.
Tronco? eu escutei ronco e exigi bem curto.
Braços eu entendi traços e pedi bem finos.
Confundi cor com flor e pedi amarela.
Cabelo eu entendi camelo e recusei, é claro!
Jeito eu entendi leito e pedi bem mole.
E quando ele perguntou Talento? eu entendi tá lento,disse que estava realmente achando tudo muito devagar e ele aí me deu esse acabamento, assim, às pressas. Que é pra eu aprender A OUVIR e a prestar mais atenção na outra encarnação.

Millôr Fernandes

3 de junho de 2015

Diálogo nas Entrelinhas...

— E aí, Sumida?

(Pô, boy, não ferra. Não vê o caos que essa pequena palavra me causa? Eu tava indo bem, sabe? Bebendo minha rotina como se ela fosse um sonífero de qualidade ruim, tentando escapar de qualquer jeito das memórias que cutucam meu corpo cansado. Eu tô cansada de tanto pensar em você. Você não faz ideia, boy, mas tomo overdose tua todas as noites, quando deito a cabeça no travesseiro. Não preciso nem dormir, porque você me vem em sonho de olhos abertos, enquanto fico patética encarando o teto do quarto, imaginando qual teto que te cobre...) 
— E aí, tudo bem?

(Ah, morena, mesmo não movendo nenhuma vírgula para te encontrar precisava te encarar e perguntar o porquê que você saiu tão apática daquela festa... Eu esperava que você ao menos gritasse e esperneasse. Queria saber o que você estava sentindo me vendo com outra... Ops, agora é minha namorada..)
— Tudo certo, senti sua falta. 

(Cínico. Cínico, escroto, idiota, imbecil. Tenho tanta raiva tua, que poderia lançar esse celular na parede. Como assim, cara? Vem me chamar de sumida e dizer que sente minha falta? Se sente minha falta, por que não veio me procurar? Ai como eu sou burra!!! Eu deveria estar rindo de você por sentir minha falta, ao invés de ficar feliz por essas mensagens minimalistas que dizem pouco, mas dizem demais. Odeio você. Isso. Exatamente isso que vou te responder. O-d-e-i-o-v-o-c-ê...)
— Senti tua falta também.

(Ah, morena, nós estávamos nos vendo com certa frequência que confesso já estava me sentindo “sufocado”, mas, depois percebi que a sua presença me faz falta... A culpa é sua! Por ser tão 8 ou 80 e “mimadinha”). 
— E aí, saindo muito?

(Queria te dizer que ando saindo demais, mas a verdade é que ando me escondendo do mundo. Sei lá, boy, estava com medo de esbarrar no teu sorriso e quebrar meu coração de novo... Deu um trabalhão danado colar pedaço por pedaço. Agora meu coração pulsa levemente descoordenado. Meio manco, talvez. Então, sendo bem sincera, eu não ando saindo. Nada. Só vou à padaria, comprar um pedaço de sonho, para tentar adoçar do lado de dentro...)
— Sim, muito. E você?

(Mais ou menos. Tenho feito aqueles mesmos "programinhas de casal". No começo foi gostoso... Ela não sorriu pelo fato do meu quarto ser da cor "azul calcinha" e confessou logo depois que não achou graça... Ah, morena, como você me faz falta: seu sorriso meio torto, sua gargalhada escandalosa e sua forma estranha de falar sobre os seus sentimentos).
— Sim, bastante também.

(Good for you. Deve ser bom ter uma namorada parceira, não é? Como fui besta de acreditar que eu e você naquele quarto era suficiente. A gente tinha um céu só nosso e o mundo poderia acabar com a gente ali dentro que, para mim, tudo estaria bem. Fui inocente em crer que éramos suficientes por sermos só. Mas tudo bem. Vida que segue, não é? Mesmo doendo demais aqui dentro — e que eu não transpareça essa dorzinha miúda — quero que você seja feliz. Enormemente feliz. É isso...)
— Foi bom conversar contigo... Mas preciso ir. 

(Te encontrei passando de carro próximo ao meu bairro. Será que você me viu? Foi rápido, mas, percebi que a sua expressão estava apática... Ah, morena, confesso que" sua ausência em mim fez morada..." li isso em algum lugar.)
— Hei, espera... Tens vindo muito para o "Sul da ilha"?

(Devo confessar? Mudei a rota da minha vida, só para tentar esbarrar na tua. Contei não? Sou levemente masoquista e tento me torturar com memórias que o estômago já enjoou de remoer. Vou sempre para o Sul da Ilha, porque tem muito de nós dois perdido naquelas esquinas e seria insanidade demais permitir que a memória te esqueça...)
— Não... Bem pouco. 

(Quero te encontrar! Quero muito te encontrar. Quero você de novo).
— Ok, a gente se encontra por ai...


#plural é um projeto do blog Palavras e silêncio da M° Fernanda Probst

29 de maio de 2015

Sobre a teoria de Murphy na minha vida.

Ou: sobre uma semana de boxta!

A teoria de Murphy diz que: “Se alguma coisa tem a mais remota chance de dar errado, certamente dará”.
A semana já começou corrida... Não foi por isso que eu comecei a semana reclamando (ao contrário). Fui "convocada" para a recepção de18 imigrantes haitianos e 25 senegaleses chegaram a Florianópolis por volta da 1h da madrugada desta segunda-feira (25). Meu TCC é sobre "Emigrantes e refugiados no Brasil" por isso, eu fui "convocada" pela Pastoral dos Imigrantes que é o meu campo de estágio esse semestre. Foi chocante! Ver a situação de vários colchões pelo estádio... Me senti pequena, diante da situação desses Seres Humanos que viajam e nem destino certo tem... E, literalmente "sem lenço e nem documento...".

Na terça-feira, quando eu acordei ás (06:00am) ouvi o barulho de chuva pela janela. e voltei a dormir... A tarde fui para o estágio e fiquei colocando as matérias em dia da faculdade no meu campo de estágio. 

Na quarta-feira, quando eu acordei ás (06:00am) como no dia anterior, a chuva continuou caindo... Não pensei duas vezes, e levantei da minha cama quentinha... Pois, teria aula (A mesma de ontem...) e sairia mais cedo do que de costume. Mas, por causa de uma possível reunião de estágio não realizada fiquei esperando por uma hora e meia e acabei saindo no horário normal e tendo que almoçar na paróquia...

Hoje, eu não precisei acordar cedo. Adivinhem? O tempo estava E-N-S-O-L-A-R-A-D-O (What the Fuck!). Eu fiquei em casa o dia todo: Arrumei as minhas roupas que estavam empilhadas na "mesinha de passar" a semanas e fiz café! Aqui no blog: resumi o titulo do blog para Lado Milla e um subtítulo para "O meu lado da História" e arrumei o "Logotipo" do blog.

E, amanhãm é sexta feira... A lição que eu tirei dessa semana é que:

 "O pessimista se queixa do vento, o otimista espera que ele mude, o realista ajusta as velas e quem conhece Murphy não faz nada.

23 de outubro de 2014

"2014, me deixou sem assunto!"

Na metade do ano de 2013 já era previsto os acontecimentos/assuntos e as milhares de hastags (#) por causa dos principais acontecimentos desse ano de 2014. 

A copa do mundo no Brasil que foi o principal acontecimento desse ano. Foi um dos assuntos mais comentados daquele ano. O que motivou uma grande manifestação no pais inteiro! (até hoje ninguém sabe o motivo...). Foi a primeira vez também, que as manifestações foram parar nas redes sociais com a principal hastag (#) daquele ano que foi: #nãovaitercopa e outras tantas que surgiu depois dessa como; #vemprarua e o #ogiganteacordou.

No ano de 2014... Teve copa (teve copa sim, teve copa pra caralho... ) e as hastag (#) não foram poupadas... e as milhares de fotos de quem antes postava fotos na manifestação com a hastag #nãovaitercopa estavam postando fotografias realmente felizes e "patriotas" com todo aquele "circo" armado... 

Nesse segundo semestre de 2014 (ainda) está tendo eleições. O primeiro turno é uma palhaçada já prevista desde a época do Enéas  (lembram dele?). Desde o cara que quer tomar conta do seu "aparelho escretor" até a mulher que sofre de uma forte crise de "bipolaridade" em suas propostas...

Como eu venho falando desde o inicio: alguns acontecimentos, assuntos e milhares de hastags na redes sociais (nessa ordem...) já eram previstos para esse ano de 2014. O mais louco na história dessas eleições é a participação ativa das pessoas nas redes sociais sem o menor senso de "Pô, estou exagerando..." não poupando, nem aquelas pessoas que, assim como eu só querem fugir dessa porrada de informações&pancadarias gratuitas e curtir o face normalmente...

Fiquei sem assunto... nas típicas rodinhas sociais (on line/off line) nos principais acontecimentos desse ano. Estou pecando nos assuntos do cotidiano não somente aqui no blog mas, na vida aqui fora também... Sempre que possível, fujo sobre os assuntos de futebol e recentemente sobre política. Confesso que, está faltando uma ideologia ( da minha parte) e de realmente acreditar no novo de quem promete novidade nos próximos quatro anos... 

Continuarei aqui no blog escrevendo sobre: Musicas, livros, Shows... Até dos #mimimi´s da vida. Afim de fugir dos assuntos do cotidiano pelo menos até o final das eleições.

21 de setembro de 2014

Uma (quase) Crônica de uma “tragédia anunciada” .




 O quanto de mim tem (ou podem ter) 
nos textos que eu escrevo?


Li em um Blog um dia desses que o perfil dizia algo parecido com isso: "Querer privacidade e criar um Blog Pessoal..." é irônico a capacidade de transformar cada texto banal em algo tão pessoal... nos últimos "16on16" por exemplo, não foram raros os comentários igual a esse "quero focar que é só literatura mas não é né?"

Tem muitas coisas que acontecem na minha vida particular que eu não tomo nenhum cuidado (será que eu deveria?) em transformar em algo público o que na maioria das vezes eu deveria deixar na vida privada e sofrer calada... Sim, me privar de escrever ou fotografar é me impedir de usar as minhas (ÚNICAS) válvulas de escape, para descarregar todos os meus "demônios interiores" e nunca poder me sentir aliviada das minhas mazelas e a sensação de carregar o mundo nas costas.

Semana passada, a minha vida deu giro de 260° e eu sei que isso interferiu muito as pessoas que convivem diariamente comigo. Meus pais, falaram que estavam sentindo o meu sofrimento em dobro, mas, eu não estava com a mínima condição de ver nada além de mim. Eu preso pelo direito de ser egoísta (pelo menos) nessas horas. Comecei o mês desempregada o motivo é "corte de custos" e como eu era uma das funcionárias mais novas... Tudo começou de uma maneira "repentina" mas a recompensa no final do mês estava lá, o meu salário redondinho para gastar e poder sonhar com uma possível viajem no final do ano. Se eu fiquei triste? chorei muito como a muito tempo não chorava...

Estava dando conta do recado, meu semestre na faculdade esta ai para comprovar. Foram dois semestres corridos e com "bons frutos". Mas, enfim...Valeu a experiência! posso colocar mais uma experiência no meu "curriculum Vitae": RECEPCIONISTA.

Estou em um processo de (re)adaptação dos meus horários, então eu já:

  • Sentei na cama e fiz a célebre pergunta WHAT?
  • Dormi praticamente a tarde inteira o0
  • Agradeci quando no dia seguinte teve um evento FODÁSTICO mais haver com a minha área que é Psicologia e com o meu estagio especifico na faculdade.
  • Passei mais tempo na biblioteca da faculdade (estudando, lendo livros, ou terminado algumas atividades da faculdade na semana.).

Apesar do sentimento de tristeza nessa(S) primeira(S) semana(S) a vida segue... Essa semana teve: provas, GETEPs e reuniões de estágios que fizeram os meus dias mais proveitosos e podendo me dedicar a área de Psicologia que eu escolhi e me dedicar ao estágio especifico (obrigatório) da faculdade.


PS: Sorry pela postagem desabafo com tons fortes de #mimimi mas, eu precisava desabafar escrever sobre, a semana retrasada, e um pouco dessa semana... Para sentir de alguma forma que as coisas estão melhorando, mesmo que, gradativamente e que a próxima semana seja realmente uma semana de novidades e de coisas novas.

3 de setembro de 2014

Livros&Memórias...

“Nem parece que sou o mesmo,
Agora que passei por tudo isso e sobrevivi...”


Qual foi o livro que te marcou que você tem curiosidade de saber como seria se pudesse lê-lo pela primeira vez hoje?




Sinopse: Uma menina negra ganhou uma bolsa de estudos em um colégio onde nunca havia entrado um aluno negro. Desencadeou-se uma história de discriminação, preconceito e muitas descobertas.






Comecei a tomar gosto pela leitura ainda no ensino fundamental, lembro que tínhamos aulas de leitura na biblioteca e eu realmente gostava de ficar lendo. Às vezes, eu até me esquecia de prestar atenção nos papos animados das minhas amiguinhas na biblioteca... Lembro que, “devorava” os livros do autor Pedro Bandeira e a série os Karas, Confissões de adolescente (aquele que virou série da TV Cultura), Valéria Piassa Polizzi anos mais tarde tive que comprar o mesmo livro para colocar na minha estante... Entre outros livros, que passaram por mim naquele ano... Mas, o livro que mais me marcou veio em 1999 (um ano antes do que relatei acima...). O tal livro é Pretinha, eu do autor Júlio Emílio Braz esse livro foi indicação de uma professora de português para a aula de leitura.

“Eu tinha 13 anos nessa época e tinha recém mudado de escola por motivos de saúde, pois eu tinha recém operado a coluna e eu estava usando um gesso que ia a uns cinco dedos abaixo do pescoço até abaixo da barriga…”

No meio de uma aula de leitura a professora disse que eu me parecia muito com a Pretinha da história, não pelo meu tom de pele, pois eu sempre fui branquinha hehehe, mas por ser a mais velha de uma turma que todos tinham onze anos e pelo meu “mau jeito” (no começo) de me enquadrar, em uma escola com métodos tão rigorosos quanto o Harm… Ops! Colégio T. Sofri Bullying todos os dias do ano que estudei no colégio T. Sofria todos os tipos de agressões; intencionais, verbais e psicológicas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas.No meu caso, por exemplo, a crueldade veio também por parte dos adultos professores da época “Ela parece à pretinha da história...” reforçando apelidos e motivos de chacota se eu já não tivesse motivos e não sofresse o suficiente...

Não me enquadrei no colégio T… Não da forma que eles queriam, nem tive muitos amigos naquele ano de 1999 quanto à personagem pretinha da historia, mas mesmo assim lembro com carinho de alguns professores e das minhas notas azuis daquele ano e por incrível que pareça eu tenho lembranças bonitas do colégio T.

                                                        ...

Encontrei o livro esses dias na minha estante... E, como vocês podem notar o livro está bem conservado. Ler o livro “pretinha, eu?” depois de quinze anos é um sentimento bom que vai além de superação... Aprendi a respeitar os motivos que levam as pessoas a amar ou odiar a minha pessoa que na maioria das vezes são pelos mesmíssimos motivos o0 outras nem vão saber direito o motivo... E lhes dou o direito de sentir ambos os sentimentos tão controversos. Não perco mais tempo, com pessoas que declaradamente não gostam de mim. Aprendi a me proteger apesar de na maioria das vezes não parecer...


Livremente inspirado nesse blog aqui
© Lado Milla
Maira Gall