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8 de agosto de 2016

BEDA #08 - CANÇÃO DE SEGUNDA: O Segundo Sol - Nando Reis



José Fernando Gomes dos Reis, conhecido artisticamente como Nando Reis é ex-baixista da banda de rock Titãs, atualmente segue em carreira solo, acompanhado pela banda Os Infernais.

 

Nando Reis, ficou conhecido como um dos maiores compositores da sua geração, compondo sucessos como "Diariamente" (com sua ex-namorada Marisa Monte), "All Star", "O Segundo Sol" e "Relicário", gravados por Cássia Eller;




O título dessa canção, logo a principio, leva ao questionamento do que seria verdadeiramente o segundo sol. O princípio do relativismo, caracteriza-se por afirmar que em certas áreas a verdade é relativa a um certo ponto de vista, quer seja do singular quer seja do plural, ( Nogueira e Paulo Gadelha, 2003), ou seja, o que para uma pessoa significa verdade, para outra pode não ser. E o Segundo sol seria justamente a transformação de conceitos, o surgimento de novas opiniões, sejam elas neste caso, referentes ao amor ou não.

A primeira estrofe da música retrata:

“Quando o segundo sol chegar, para realinhar as órbitas dos planetas, derrubando com assombro exemplar, o que os astrônomos diriam se tratar, de um outro cometa”



Primeiramente, nota-se que Nando Reis refere-se à um acontecimento cósmico, entretanto, implicitamente esta estrofe remede a ideia de que a chegada do Segundo Sol, uma nova verdade, desconstruiria antigos conceitos, levando a formulação de novas opiniões. 


Logo em seguida, têm-se o seguinte:

“Não digo que não me surpreendi, antes que eu visse você disse, e eu não pude acreditar, mas você pode ter certeza, de que seu telefone irá tocar, em sua nova casa, que abriga agora a trilha, incluída nessa minha conversão”



Nessa estrofe percebe-se que a nova verdade que chega, causa surpresa promovendo a conversão, que neste caso seria a transição de conceitos.


O Segundo Sol finaliza-se com a seguinte estrofe:

“Eu só queria te contar, que eu fui lá fora e vi dois sóis num dia e a vida que ardia sem explicação. Explicação, não tem explicação”.


Essa última, porém não menos importante estrofe, mostra que uma pessoa está sujeita a deparar-se com “dois sóis”, ou seja, com mais de uma verdade. A verdade que prevalecerá, será a que tal pessoa achar mais conveniente acreditar, mostrando que, em determinadas circunstâncias, os acontecimentos não são explicados, por não ser possível ou por não merecerem esclarecimento. Sendo assim, a música “O Segundo Sol”, de Nando Reis, popularmente conhecida na voz de Cássia Eller, é resultado de uma combinação harmoniosa entre uma melodia suave e uma estética musical digna de ser apreciada por todos que tenham bom gosto com relação à música.

Os apreciadores dessa canção são submetidos as mais variadas sensações, desde o relaxamento à empolgação, transmitindo a mensagem de que os seres humanos estão propícios a aceitarem como verdade aquilo que lhes convêm. Desse modo o segundo sol, segue como um termo que refere-se a qualquer assunto, desde que este proponha o recomeço. Seria então a transição de conceitos e as constantes e incessantes mudanças de opiniões, deixando um espaço aberto para as mais diversificadas interpretações.



                              



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20 de maio de 2014

Entre shows e chalaças ( Debutando no Rock Mendigo).



É bom buscar sentidos para a própria vida. Não é  um show é um momento bacana da sua trajetória... Busque repetir os momentos felizes     e revivê-los. Lembra-se de algo bom que você fez no passado? Viagens, shows, passeios... Retorne a esses lugares.

Sou de uma geração que ouvia muita musica BOA nas rádios. Na minha adolescência, por exemplo, eu comecei a ouvir muita radio de madrugada e tinha um programa chamado Pijama Show que usava a definição de rock-gaúcho para falar das musicas que as bandas do estado do Rio Grande do Sul faz.



Moro em Florianópolis/SC desde que me conheço por gente. A distância de Florianópolis/SC e Porto Alegre/RS são de 376,16 km (obrigado Google!). É louco pensar que, o que me aproxima eu de SC, com as musicas do RS “é a propagação de uma frente de compressão de onda mecânica, que se propaga de forma circuncêntrica, apenas em meios materiais” que é o som (segundo a física) dos vários rádios de pilha que eu já tive ao longo desses anos...


As pessoas mais sensíveis dirão que; "A música é uma forma de arte que se constitui basicamente em combinar sons e ritmo seguindo uma pré-organização ao longo do tempo"

A música para ser considerada boa, tem que despertar os “sentidos”.  Sorriso bobo no canto do rosto, lembranças, momentos, lágrimas (?) mas que não te deixe apático com a melodia ao ponto de não cantarolar o "verso estrofe e refrão"...

Coisas que não cabem em um encarte de CD... 

Em 2008 tive á chance de conhecer os guris da banda Acústicos e Valvulados que cantava a música "Fim de Tarde" e "Quintal" que eu ouvia incansavelmente naquelas madrugadas no meu rádio de pilha...



A lembrança que eu tenho desse show é a emoção que eu senti ouvindo pela 1° vez a musica “Fim de Tarde com você” ao vivo... E a sensação de sentir que os guris se divertem como se tivessem em uma “Chalaça entre amigos...” tratando todos que vão trocar umas 3ou9 palavras com eles com toda a atenção e carinho do mundo parecendo que te conhece há séculos... Nem isso, fez diminuir os meus “tremiliques” de nervosismo (o cara que faz parte da minha trilha musical ali na minha frente não teve como não tremer na base...). 


Começaram as chalaças no dia de semana (quarta-feira) e a frase preferida do P.James “os Deuses do Rock exigem sacrifícios constantes.”  


Show em teatro (Que afudê...) três dias antes, fui comprar o ingresso no local e levei um tombo de velhinha que o meu traseiro ficou todo roxo ainda bem, que o show era todo mundo sentadinho rs teve banda de abertura (já falei que eu odeio?) mas foi o show com o clima mais clean que eu já fui da banda.


Primeira viagem a Porto Alegre/RS... Primeiro Show dos Acústicos e Valvulados em POA que eu vou... As musicas da banda começaram a fazer um sentido diferente na medida em que eu ia ouvindo:

“... E falou que já não mais sabia o que podia ser dito ou não
E muito menos eu que espero a música tocar

Suspenso no espaço
Eu que vou tão longe por guardar
Um beijo na memória...”.

Tentei tirar uma foto com a banda toda ¬¬ faltou o Dani e o Paulinho...
Começou a saga do “chame a família...” para o show dos Acústicos... o show em Joaçaba coincidiu com uma viagem de família para ver os parentes ( na verdade iriamos viajar uma semana antes mas, viajamos um dia antes do show.).



 O show mais PHODA disparado dos guris dos Acústicos... em Floripa! Os motivos dessa afirmação tem uma grande probabilidade de ser SAUDADE sério, algum dos gurizes “quebraram a perna” quando me deram um abraço apertado e  falaram; “que saudade!” queridos...


Debú no rock mendigo!

Entre show's e chalaças... Fiz uma conta rápida e eu Debutei no Rock Mendigo no show da semana passada... Tem coisas que não mudam nunca (que bom!) o “tremilique” é o mesmo do primeiro show de 2008... A saudade são devidamente sanados, os momentos, as lembranças e as histórias "... são coisas que não cabem em um encarte de CD..." como cantava um outro cantor lá do Sul.

Ps: Obviamente não coloquei quinze fotos aqui no Blog para não deixar o post CHEIO de imagens e ficar cansativo (coloquei as melhores¬¬)

© Lado Milla
Maira Gall