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8 de setembro de 2020

Resenha:O Oceano no Fim do Caminho - Neil Gaiman



Livro:O Oceano no Fim do Caminho -
Autor: Neil Gaiman
Editora: Editora Intrínseca
Gênero: Fantasia / Young Adult
Páginas: 208
Minha avaliação: ☕☕



Essa leitura encaminha o leitor para um mundo em que tudo é incrivelmente fantasioso e possível: a infância.

O enredo da nossa história começa de trás pra frente. O nosso protagonista – já na fase adulta – está voltando de um funeral e para espairecer um pouco a mente, ele resolve dar uma volta de carro e seguir por um outro caminho, um caminho que na verdade ele conhecia bem. Ele está nos arredores de onde passou a maior parte da infância (em Sussex, Inglaterra) e acaba indo parar no final da rua, na fazenda Hempstock, onde morava a única amiga que ele teve na infância:


Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino. Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.



Lettie Hempstock. Ele então é recebido pela mãe da antiga amiga e em meio às suas memórias de infância ele busca rever o lago, atrás da fazenda, que um dia ela o havia convencido de ser um Oceano.
“As memórias de infância às vezes são encobertas e obscurecidas pelo que vem depois, como brinquedos antigos esquecidos no fundo do armário abarrotado de um adulto, mas nunca se perdem por completo”. (pág. 14)

Nesse momento, o protagonista começa a refletir e se lembrar de memórias há muito tempo esquecidas, lembranças de quarenta anos atrás, quando ele era apenas um garotinho de 7 anos de idade, introspectivo e solitário, que buscava consolo e abrigo na companhia de livros, histórias fantasiosas de outros mundos, um escape da realidade que o rodeava. Tudo começa a ruir quando, em uma fase de dificuldades financeiras, seus pais resolvem alugar seu quarto para um estranho, o minerador de opala, e este acaba se suicidando no carro dos pais algum tempo depois. É neste momento que o garotinho encontra um refúgio seguro na fazenda Hempstock e principalmente na neta da família, Lettie Hempstock, que rapidamente se torna sua melhor amiga e protetora. 

“Vou dizer uma coisa importante pra você. Os adultos também não se parecem com adultos por dentro. Por fora, são grandes e desatenciosos e sempre sabem o que estão fazendo. Por dentro, eles se parecem com o que sempre foram. Com o que eram quando tinham a sua idade. A verdade é que não existem adultos. Nenhum, no mundo inteirinho.” (pág. 130) 

Toda a história é narrada pelo próprio protagonista através de suas memórias e lembranças, assim como sua visão de mundo naquela época. 


Na percepção do garotinho, coisas misteriosas e extraordinárias acontecem nos arredores da fazenda Hempstock e, ele e sua família estão correndo grande perigo, em especial pela chegada de um ser maligno chamado Ursula Monkton, que foi contratada pelos pais do menino para cuidar dele e da irmã quando sua mãe consegue um novo emprego. O garoto e Lettie então lutam durante todo o livro para escapar das garras de Ursula e tentar derrota-la, o que parece uma tarefa quase impossível considerando que todos parecem estar cegos de amores pela nova governanta, até mesmo – e especialmente – seu pai e sua irmã estavam encantados pela jovem e bela inquilina. 

“Não tenho saudade da infância, mas sinto falta da forma como eu encontrava prazer em coisas pequenas, mesmo quando coisas maiores desmoronavam. Eu não podia controlar o mundo no qual vivia, não podia fugir de coisas nem de pessoas nem de momentos que me faziam mal, mas tinha prazer nas coisas que me deixavam feliz.”
Esse foi o primeiro livro que li do Neil Gaiman. [Considerando que o livro "Faça Uma Boa Arte" é apenas um bom discurso com capa.]. A primeira vez que ouvi sobre O Oceano no Fim do Caminho, foi em um dos Eventos literários da  Turnê Intrinseca que ja escrevi sobre aqui no blog.

Essa leitura não foi nem de longe uma das minhas leituras favoritas Talvez o gênero fantasia não funcione comigo, Talvez a leitura não funcionou para esse momento... Por isso, a minha grande dificuldade de mergulhar na história. Porém, um ponto interessante nessa leitura é a linha tênue que o escritor atravessa entre a fantasia e a realidade do Personagem com 7 anos de idade que condiz com a loucura para um louco que a sua realidade independente de ser fantasia/loucura é real para o sujeito.

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25 de abril de 2014

(projeto 101 em 1001) Comprar uma estante para guardar os meus livros.


Ano retrasado comecei a colocar os meus (poucos) livros na prateleira que ficava em cima da minha cama e nessa mesma época começou aguçar mais o hábito de leitura noturna então comecei a comprar mais livros (comprava 1 livro por mês) e começou a acumular livros (mais de 3ou9) na prateleira e ela começou a “ameaçar” a cair. rs

Minha prateleira que ficava em cima da cama
Pseudo-estante que ficava dentro do guarda-roupa.
Ano passado ganhei um guarda-roupa sem a “prateleira” com uma pseudo-estante. Mas, desde a época que os livros ficavam na prateleira, eu tinha vontade de ter uma estante livros alá “pinterest” rs zoeiraaa, queria uma estante para colocar os livros organizadinhos... não muito grande para não ocupar muito espaço e como eu falei, eu não tinha tantos livros Assim...

Enfim, a estante!



 No dia internacional do livro 23 de abril chegou a estante que eu tinha comprado antes do feriadão de Pascoa e no mesmo dia passei um pano molhado para tirar a poeira que veio da loja e no mesmo dia arrumei as Cinco prateleiras! E as duas gavetas #animação!

1° arrumação
Ontem (24 de abril) fiz a ultima arrumação colocando alguns "cacarecos" que eu não tinha colocado anteriormente e ficou assim:



 Nesse final de semana (ou no outro...) pretendo fazer um “Book-shelf tour” fotográfico (claro!). Mostrando os detalhes dos meus livros e dos "cacarecos"  que eu coloquei na na minha estante.

E ai, oque vocês acharam da minha estante nova? 

15 de abril de 2014

Presentes, livros e brindes da 3º turnê Intrínseca.




O “Meu computador se matou...”. Por isso eu desanimei um pouco de fotografar com a “Pequena”. Tenho um smartphone com o 3G #zero-bala rs e as facilidades tecnológicas (ao nosso favor) ajudam a clicar e logo postar no Instagram e logo depois no Facebook e tudo isso on line... #tecnologias 




Nesse final de semana (que passou...) aproveitando que ganhei de presente (?*) do meu #tiolindo a sua câmera analógica velhinha da marca Zenit 202 que foi batizada com o nome de M° Eugênia e fotografei também os dois livros que comprei esse mês (estou me coçando para comprar o 3° rsrsrs).


E como eu estava em falta aqui, com fotos melhores dos brindes da 3º turnê Intrínseca do mês passado...



acabei fazendo melhor... Acabei fotografando os livros que comprei depois de ter ido na(s) Turnê(s) intrínseca(s) 2°e 3°.







 

Notaram a saudade que eu estava de fotografar? Aproveitando que acabou a semana de prova (N1) e que iria viajar no feriadão de pascoa e irei matar a saudade de fotografar bastante com a minha “Pequena” esse é o nome que batizei a minha CanonT3.




© Lado Milla
Maira Gall