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6 de setembro de 2020

Resenha: A Vida do Livreiro A.J. Fikry





Livro: A Vida do Livreiro A.J. Fikry
Autor: Gabrielle ZevinAno: 2014 /
Páginas: 192
Editora: Paralela




Sinopse: A Vida do Livreiro A.J. Fikry - Uma carta de amor para o mundo dos livros “Livrarias atraem o tipo certo de gente”. É o que descobre A. J. Fikry, dono de uma pequena livraria em Alice Island. O slogan da sua loja é “Nenhum homem é uma ilha; Cada livro é um mundo”. Apesar disso, A. J. se sente sozinho, tudo em sua vida parece ter dado errado. Até que um pacote misterioso aparece na livraria. A entrega inesperada faz A. J. Fikry rever seus objetivos e se perguntar se é possível começar de novo. Aos poucos, A. J. reencontra a felicidade e sua livraria volta a alegrar a pequena Alice Island. Um romance engraçado, delicado e comovente, que lembra a todos por que adoramos ler e por que nos apaixonamos.


“As pessoas contam mentiras chatas sobre política, Deus e amor. Você descobre tudo que precisa saber sobre uma pessoa com a resposta desta pergunta: Qual é o seu livro preferido?"
 

Nesses últimos meses, eu resolvi ler os meus livros ainda "ñ lidos" e diminuir a quantidade de leituras na prateleira dos "livros não lidos". Sim, sou chata... os livros só vão para a parte superior da estante, depois de devidamente devorados lidos. Adquiri esse livro no segundo semestre do ano de 2014 e até fotografei no ultimo Book Haul do segundo semestre. Mas, eu só fui realmente ler esse livro na segunda semana desse mês de fevereiro. Nesse momento, me encontro em um estado um tanto que #reclamona (Será que é por causa do inferno astral?) mas, diferente de outras épocas me sinto culpada, de ficar procurando motivos para reclamar. Pois, se ficarmos procurando motivos para reclamar a lista será infinita... Fazendo parecer que, não temos motivos suficientes para sermos gratos.

“Às vezes os livros só nos encontram no momento certo.”


Quando eu tinha uns 07 anos mais ou menos, quando os professores chamavam a minha atenção costumavam repetir a frase: "Nenhum homem é uma ilha." e era assim que eu me sentia, quando na maioria das vezes lanchava sozinha nos inúmeros intervalos do ensino fundamental... Quando aprendi a ler e descobri que Cada livro é um mundo e cada semana estava em um mundo diferente mesmo estando no mesmo lugar.







A Desvantagem de ser sozinha "é, qualquer bagunça que faça, você mesmo tem que limpar." e acabei me tornando responsável por todas as "sujeiras" que eu fazia na vida...Quando as coisas pioravam eu corria para os meus pais e eles estavam sempre lá, me protegendo.







Sou contemplada em morar em uma cidade com quatro grandes livrarias e aprendo no livro do livreiro... que "Um lugar não é um lugar sem uma livraria". Mesmo assim, não acho que seria um trabalho ideal. Leio por prazer, nos finais de semana solitário e esses dias são os mais divertidos. Não conseguiria fazer disso uma obrigação apesar do conhecimento adquirido de poder falar com propriedade sobre livros que é um dos meus assuntos preferidos.





Os personagens secundários Amelia Daniel e Maya são envolventes e completamente essências para toda a mudança na vida do personagem principal A.J. Fikry.







Lembra-se Maya: As coisas que nos tocam aos vinte não são necessariamente os que nos tocam aos quarenta, e vice versa. Isso é verdade para os livros e para a vida.



Foi uma das minhas leituras preferidas daquele ano! A Autora Gabrielle Zevin conseguiu fazer uma verdadeira declaração de amor ao mundo do livro, A Vida do Livreiro A.J. Fikry passam mensagens de gratidão  e amor ao próximo e aos livros. É uma dos meus livros queridinhos da minha estante e é uma leitura que eu recomendo.


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26 de junho de 2020

As minhas leituras de 2020 (Até agora...)

 ou  TAG dos 50%  ⁣

A metade do ano de 2020 ja se foi... Antes que o mês de Junho acabe eu ire responder a TAG dos 50% que basicamente de trata de fazer um balanço dos livros lidos nesses últimos 6 meses. A TAG foi criada pela Chami do ReadLikeWildfire e traduzida pelo Victor do Geek Freak

No final do ano, eu escrevo a Retrospectiva Literária que tagarelo sobre as minhas leituras dos dois semestres. Mas está aí a TAG, e claro, aproveita e me conta como foram as sua leituras desse ano até agora 😊


1. O melhor livro que você leu até agora, em 2020.⁣

Tartarugas Até La embaixo - John Green se um dia eu te xinguei eu não lembroo...

2. A melhor continuação que você leu até agora, em 2020.⁣

Ainda irei ler, Cidade Dos Etéreos - Livro II - Série o Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares terminarei de ler na primeira semana de Julho

3. Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito.⁣

Não lembro... 

4. O livro mais aguardado do segundo semestre.⁣

Não sei... ⁣

5. O livro que mais te decepcionou esse ano.⁣

Bling Ring: A Gangue de Hollywood. Achei que a autora ia escrever uma história que é baseada em fatos reais. Mas, ficou somente nos fatos jornalisticos...

6. O livro que mais te surpreendeu esse ano.⁣ 

O livro Quem é você Alasca?  foi o quinto livro que li do John Green.... Depois de tantos amores e desamores eu consegui me entender com a sua escrita  e tornou-se um dos meus escritores favoritos. 

7. Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente).⁣

Não conheci nenhum autor novo...⁣

8. A sua quedinha por personagem fictício mais recente.

Estou tendo um a quedinha pelo Lincoln do livro que estou lendo ultimamente Anexos da autora Rowell, Rainbow 

9. Seu personagem favorito mais recente.⁣

Beth Fremont e Jennifer Scribner-Snyder do livro que estou lendo ultimamente Anexos - da autora Rowell, Rainbow 

10. Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre.⁣

Chorei com o Diário de Myriam - A Guerra da Síria vista pelos olhos de uma menina.O Diário de Myriam é um registro comovente e verdadeiro sobre a Guerra Civil da Síria.⁣

11. Um livro que te deixou feliz nesse primeiro semestre.⁣

Apesar de saber que a escrita do Autor: Neil Gaiman não funciona comigo eu fique feliz de finalmente ler o Oceano no Fim do Caminho.

12. Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora, em 2020.⁣

Por Lugares Incríveis. O filme deixou-me com vontade de ler esse livro. 

13. Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo).⁣

Eu gosto de escrever as minhas resenhas... Logo, eu gosto de ler também.

14. O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano.⁣

Apesar da @Darkside fazer um livro de brochura.... A edição do Diário de Myriam está maravilhosa! ⁣

15. Quais livros você precisa ou quer muito ler até o final do ano?⁣

Americanah, Cores Vivas, Alice no país das maravilhas, Medicina Macabra....






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25 de junho de 2020

#MLI2020: Pretinha, eu?














No dia 20 de junho começou a tradicional Maratona Literária de Inverno promovida pelo canal Geek Freak, que esse ano recebeu o título de MLI 2020- BOOKTUBATONA. Vou escrever as minhas impressões e os resultados (positivos&negativos) de cada leitura e o porquê da escolha de cada livro para cumprir as categorias escolhidas.

(BÔNUS). RELER UM LIVRO DA SUA INFÂNCIA.


Pretinha, eu?





Sinopse: Uma menina negra ganhou uma bolsa de estudos em um colégio onde nunca havia entrado um aluno negro. Desencadeou-se uma história de discriminação, preconceito e muitas descobertas.




Sintuação: Comecei a tomar gosto pela leitura ainda no ensino fundamental, lembro que tínhamos aulas de leitura na biblioteca e eu realmente gostava de ficar lendo. Às vezes, eu até me esquecia de prestar atenção nos papos animados das minhas amiguinhas na biblioteca... Mas, o livro que mais me marcou veio em 1999 (um ano antes do que relatei acima...). O tal livro é Pretinha, eu do autor Júlio Emílio Braz esse livro foi indicação de uma professora de português para a aula de leitura.



“Eu tinha 13 anos nessa época e tinha recém mudado de escola por motivos de saúde, pois eu tinha recém operado a coluna e eu estava usando um gesso que ia a uns cinco dedos abaixo do pescoço até abaixo da barriga…”

No meio de uma aula de leitura a professora disse que eu me parecia muito com a Pretinha da história, não pelo meu tom de pele, pois eu sempre fui branquinha hehehe, mas por ser a mais velha de uma turma que todos tinham onze anos e pelo meu “mau jeito” (no começo) de me enquadrar, em uma escola com métodos tão rigorosos quanto o Harm… Ops! Colégio T. Sofri Bullying todos os dias do ano que estudei no colégio T. Sofria todos os tipos de agressões; intencionais, verbais e psicológicas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas.No meu caso, por exemplo, a crueldade veio também por parte dos adultos professores da época “Ela parece à pretinha da história...” reforçando apelidos e motivos de chacota se eu já não tivesse motivos e não sofresse o suficiente.

Resultado: Volta e meia eu gosto de ler esse livro e sempre tiro belas lições... As coisas acontecem na vida da gente para nos tornarmos alguém melhor para tratarmos o outro melhor.

Vocês estão participando da MLI2020 - BOOKTUBATONA também? 
Quais os livros que vocês estão lendo?

7 de fevereiro de 2019

Resenha: A Bruxa não Vai Para a Fogueira



Título: A Bruxa não Vai Para a Fogueira Neste Livro
Autor: Amanda Lovelace
Compre: amazon


Sinopse: Aqueles que consideram “bruxa” um xingamento não poderiam estar mais enganados: bruxas são mulheres capazes de incendiar o mundo ao seu redor. Resgatando essa imagem ancestral da figura feminina naturalmente poderosa, independente e, agora, indestrutível, Amanda Lovelace aprofunda a combinação de contundência e lirismo que arrebatou leitores e marcou sua obra de estreia. A princesa salva a si mesma neste livro, cujos poemas se dedicavam principalmente a temas como relacionamentos abusivos, crescimento pessoal e autoestima. 

Agora, em A bruxa não vai para a fogueira neste livro, ela conclama a união das mulheres contra as mais variadas formas de violência e opressão. Ao lado de Rupi Kaur, de Outros jeitos de usar a boca e O que o sol faz com as flores, Amanda é hoje um dos grandes nomes da nova poesia que surgiu nas redes sociais e, com linguagem direta e temática contemporânea, ganhou as ruas. Seu A bruxa não vai para a fogueira neste livro é mais do que uma obra escrita por uma mulher, sobre mulheres e para mulheres: trata-se de uma mensagem de ser humano para ser humano – um tijolo na construção de um mundo mais justo e igualitário.

Sabe aquele livro que da vontade de marca-lo inteiro de tantas frases boas que ele tem e você enche de post it. São essas frases que te fazem parar, refletir e às vezes até mudar seus conceitos.


Mulheres: Nós podemos fazer ouro do lixo
– um feitiço.

Quando nossas habilidades se tornam muitas, eles tentaremos trancar na escuridão sem ao menos uma vela para nos guiar. Mal sabiam que o nosso fogo-raiva de mulher iluminaria nosso caminho para casa muito bem.
_ você é o seu próprio farol.

Ser uma mulher é estar pronta para a guerra, sabendo que todas as possibilidades estão contra você.
_ e nunca desistir apesar disso
As mulheres aguentam não apenas porque somos capazes disso;
não, as mulheres aguentam porque não temos nenhuma outra opção.
_eles nos queriam fracos e nos obrigaram a ser fortes

Eles vão tentar roubar sua luz & usá-la como arma contra você mesma. Mas há
uma boa notícia: eles não tem perseverança para controlá-la como você tem.
Queime todos os que tentarem queimar você.
_ 2° mandamento das bruxas

Ser mulher não tem que significar essa competição torta. Vamos cultivar a ideia de ser mulher até que ela cresça e se torne irmandade espalharemos sementes de lavanda sobre nossas velhas feridas até que fiquemos finalmente curadas.
_ suas irmãs não são suas inimigas
Rainhas não precisam fazer referências diante de ninguém.
rainhas não precisam de beijos delicados nas costas de suas mãos
rainhas não precisam se desculpar antes de fazer exigências
rainhas não precisam pedir a aprovação de ninguém.
& neste castelo feito do fogo das bruxas somos todas
umas rainhas filhas da puta.
_ e elas beberam vinho e riram para todo o sempre.


[Situação] Há esse livro... Sabe aquele tipo de leitura que fica na sua mente? Tá ai! Ele me instigou a escrever sobre as minhas dores e as alegrias; No que compreendo sobre as coisas que eu sinto e principalmente sobre as coisas que fogem da minha compreensão mesmo sentindo muito!




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21 de novembro de 2017

Resenha: O Ódio que Você Semeia









Título: O Ódio que Você Semeia
Autora: Angie Thomas
Editora: Galera Record
Gênero: Young Adult
Idioma: Português
Páginas: 378


Sinopse: Uma história juvenil repleta de choques de realidade. Um livro necessário em tempos tão cruéis e extremos. Starr aprendeu com os pais, ainda muito nova, como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial. Não faça movimentos bruscos. Deixe sempre as mãos à mostra. Só fale quando te perguntarem algo. Seja obediente. Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. De repente o amigo de infância da garota está no chão, coberto de sangue. Morto. Em luto, indignada com a injustiça tão explícita que presenciou e vivendo em duas realidades tão distintas (durante o dia, estuda numa escola cara, com colegas brancos e muito ricos - no fim da aula, volta para seu bairro, periférico e negro, um gueto dominado pelas gangues e oprimido pela polícia), Starr precisa descobrir a sua voz. Precisa decidir o que fazer com o triste poder que recebeu ao ser a única testemunha de um crime que pode ter um desfecho tão injusto como seu início. Acima de tudo Starr precisa fazer a coisa certa. Angie Thomas, numa narrativa muito dinâmica, divertida, mas ainda assim, direta e firme, fala de racismo de uma forma nova para jovens leitores. Este é um livro que não se pode ignorar.

Tupac disse que Thug Life, “vida bandida”, queria dizer “The Hate U Give Little Infants Fucks Everybody”, ou “o ódio que você passa pra criancinhas fode com todo o mundo”.


O Ódio que Você Semeia é um lançamento da Galera Record. Escrito pela autora Angie Thomas vencedor do Newbery Honor Award e primeiro lugar nos mais vendidos do New York Times, assim como é adotado em diversas escolas nos EUA.

Mas é engraçado como funciona com os adolescentes brancos. É maneiro ser negro até ser difícil ser negro.

Um sorriso grande e largo se abre no rosto da Sra. Rosalie. Ela estiva os braços, e eu vou até o abraço mais verdadeiro que já recebi de alguém que não tem parentesco comigo. Não tem piedade no abraço. Só amor e força. Acho que ela sabe que preciso das duas coisas.

A história acompanha a adolescente Starr. Ela e Khalil, seu melhor amigo, saem de uma festa e são parados por uma viatura da polícia durante a noite. Starr aprendeu desde cedo como uma pessoa negra deve se comportar frente a um policial: sem movimentos bruscos, mãos onde ele possa ver. A triste realidade do que o ódio e o julgamento podem fazer por causa da cor da sua pele. Um movimento errado, uma suposição e Khalil é assassinado, deixando para trás o trauma na garota e o peso da injustiça. Starr é a única testemunha do crime, e precisa aprender a própria voz para clamar justiça antes que as investigações levem a culpa para cima do garoto.

As despedidas doem mais quando a outra pessoa já partiu.

Dou uma risada e roubo umas balas dela. O namorado de Maya, Ryan, por acaso é o único outro menino negro do segundo ano, e todo mundo espera que a gente fique junto. Porque, aparentemente, se nós somos só dois, temos que participar de alguma porra estilo Arca de Noé e fazer par para preservar a negritude do nosso ano.
A primeira vez que ouvi sobre esse livro foi no canal | All About That Book | eu fico aprensiva de ouvir resenhas por medo de ter algum spoiler e perder o encantamento de ler a história. Eu tive um presentimento bom ouvindo a resenha da Mayara e desde então, quis adiquirir o livro.

– Mas Khalil não ficou parado, ficou? – diz ela.– Ele também não puxou o gatilho contra ele mesmo.


Isso é a suposta arma – explica a Sra. Ofrah. – O policial Cruise alega que a viu na porta do carro e supôs que Khalil estava indo pegar. O cabo era grosso e preto o bastante para ele supor que era uma arma.– E Khalil era preto o bastante.

É um tipo de leitura que te causa impacto nas primeiras páginas... Não é um livro fácil, não é uma história simples. É a realidade sem maquiagens. É a ficção descrevendo cada detalhe sobre o mundo em que vivemos, expondo os muitos lados dele - e um desses lados é corroído pelo ódio, pela discriminação, pelo preconceito. É impossivel não se indentificar com Starr independente da cor da pele  as suas açoes e o seu comportamento são julgados pela cor da sua pele. Starr vive a mesma realidade que muitos outros jovens. Khalil foi assassinado pela mesma realidade que a de muitos outras vítimas. 

A narrativa bem humorada de Angie se torna um humor ácido com os acontecimentos pesados que a trama explora, a profundidade é o ponto-chave do livro. Na leitura percebo que temos muitos jovens como Kallil onde as suas vozes foram caladas... Porém, felizmente temos muito jovens como Starr que lutam contra essa realidade todos os dias e que não deixaram calar a sua voz que é a arma mais poderosa contra qualquer injustiça.
Às vezes, você pode fazer tudo certo, e mesmo assim as coisas dão errado. O importante é nunca parar de fazer o certo.


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17 de novembro de 2017

ENTREVISTA COM A AUTORA: Jessica Cluess (Uma Chama Ardente e Brilhante)





Livro:Uma Chama Ardente e Brilhante
Autora: Cluess, JessicaEditora: Galera RecordPáginas: 336



Em poucas palavras, como foi o caminho do manuscrito para a publicação de Uma Chama Ardente e Brilhante?

JC: Depois de terminar a edição, tentei vender o livro por cinco meses, sem resultado. Até que uma semana depois de enviar minha proposta para ele, o homem que se tornou meu agente me ofereceu representação. Depois disso, polimos o manuscrito por vários meses antes de finalmente colocá-lo em submissão. Isso foi perturbador, mas fiquei feliz por termos trabalhado nisso por tanto tempo, porque realmente valeu a pena. Tivemos uma oferta depois de quase duas semanas de submissão e o livro foi a leilão depois disso. Todo esse processo durou aproximadamente dois anos, desde o primeiro dia em que sentei para escrever o livro, até o dia em que obtivemos a oferta para publicar. Parecia muito tempo na época, mas agora passou como um furacão.

Que conselhos você tem para jovens escritores que estão lutando no primeiro rascunho de um livro de fantasia?

JC: Acima de tudo, especialmente quando é fantasia, digo que é melhor escrever um rascunho bagunçado e estranho, com algo apaixonado e emocionante em todas as páginas, ao invés de escrever um rascunho limpo e perfeitamente projetado, que você não sente qualquer coisa para. Na verdade, é mais fácil editar o resultado estranho, porque pelo menos você conhece os sentimentos que deseja evocar. No fim das contas, basta fazer isso. Não há o que editar se você não escrever.

Quais livros, autores ou filmes que mais a influenciaram quando você escreveu Uma Chama Ardente de Brilhante?

​JC: Minha maior influência foi o Jonathan Strange e o Sr. Norrell, de Susanna Clarke. Eu descrevo esse livro como o Senhor dos Anéis, de Jane Austen, e é isso mesmo. Se você ama uma comédia de maneira misturada com um sistema mágico ultrajantemente interessante, vai curtir.

Qual a sua memória favorita do Clarion Workshop*?

​JC: A guerra com pistolas de água que tivemos com Robert Crais e Kim Stanley Robinson. Há uma foto minha atirando nas costas de Stan, enquanto ele foge. Está entre as cinco fotos favoritas da minha vida.

​Quantas histórias você escreveu no Clarion e o que aconteceu com elas?

JC: Eu escrevi cinco histórias, porque durante a primeira semana revisamos uma delas para submissão. A verdade é que nada mais veio dessas histórias, em grande parte porque não sou realmente uma escritora de contos. Muitas das pessoas no programa já eram mestres em escrever histórias curtas, então eu tive que correr atrás. Um deles já tinha até ganhado um prêmio Nebula** por seus contos! Pretendo dar uma olhada e talvez tirar um romance de alguns deles; minhas histórias sempre foram mais longas.

Fonte: http://www.sarenaulibarri.com/blog/interview-with-jessica-cluess-author-of-a-shadow-bright-and-burning




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4 de setembro de 2017

Canção de Segunda: 5 músicas para você ouvir enquanto lê

vocês gostam de ouvir música enquanto estão lendo um livro? Eu usava essa técnica para estudar em casa a musica me ajudava na concentração... Ultimamente, eu faço as minhas leituras ouvindo música (Obrigada Darkside!). Isso me ajuda a me desligar do mundo lá fora e entrar no universo do livro. No #cançãodesegunda vou compartilhar aqui com vocês as 5 músicas que eu mais escuto enquanto estou lendo:

5 músicas para você ouvir enquanto lê 


01. Edson Zampronha - Sonora

Edson Zampronha é brasileiro, compositor de música clássica contemporânea tem atraído a atenção de um público amplo, como resultado de seu arduo trabalho na música. Sua sonoridade e suavidade tem atraído ouvidos de todas as partes do mundo, atualmente, faz imenso sucesso na Itália.



02. Mozart - Sinfonia de Nº 20


Johannes Chrysitimus Wolfgangus Theophilus Mozart foi um compositor prolífico e influente compositor austríaco que viveu durante a transição do Classicismo para o Romantismo (Século XIX). Desde sempre Mozart se mostrou um forte concorrente na música clássica, chegando a apreender violino e teclado aos sete anos de idade, e compondo sua primeira sinfonia aos cinco. Sua composição mais conhecida é sem sombra de dúvida a sua composição de número vinte. Ouça:




o3. Billie Holiday - All of me

Eleanora Fagan Gough (Filadélfia, 7 de abril de 1915 — Nova Iorque, 17 de julho de 1959), conhecida pelo nome artístico Billie Holiday ou Lady Day, foi uma cantora e compositora estadunidense de jazz. Ela é considerada a maior de todas as cantoras do jazz.



04. Louis Armstrong - La Vie En Rose

Louis Daniel Armstrong (Nova Orleans, 4 de agosto de 1901 — Nova Iorque, 6 de julho de 1971) foi um cantor (tenor) e instrumentista (trompetista, cornetista, saxofonista), que foi considerado "a personificação do jazz".[1] Louis Armstrong é famoso tanto como cantor quanto como solista, com seu trompete.





05. Jack Johnson - Upside Down 
eu lembro dessa musica por causa do macaquinho no clipe.

Jack Hody Johnson (Honolulu, 18 de maio de 1975) é um cantor, compositor e surfista americano. Cresceu na Baía Norte de Oahu, no Havaí, e atualmente vive em Haleiwa. Antes de lançar o seu primeiro álbum de estúdio, Jack Johnson fazia filmes de surfe. Por ser um surfista e músico, seu estilo é erroneamente classificado como surf music, um subgênero rock surgido nos anos 60




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14 de agosto de 2017

ENTREVISTA COM A AUTORA: Pam Muñoz Ryan


Em sua história épica Ecos, Pam Muñoz Ryan tece três histórias de jovens que vivem um período tumultuado no século 20: Friedrich Schmidt, de 12 anos, em 1933, Alemanha, quando o Partido Nazista ganha força; Mike Phannery, de 11 anos, órfão, em 1935, Filadélfia durante a Depressão; E Ivy Maria Lopez morando no sul da Califórnia em 1942 quando a Segunda Guerra Mundial toma conta. Suas histórias giram em torno de uma única harmônica Hohner Marine Band e são enquadradas por um conto de um menino perdido, três irmãs e uma maldição de bruxa.

Aqui Ryan discute as origens da história, como ela cresceu e as reviravoltas inesperadas que tomou.


Esta é uma grande mudança para você, não é? O que a levou à essas três histórias?

​PMR: É uma grande mudança. Eu não planejei assim no começo. Eu estava pesquisando o que eu pensava ser o meu próximo livro: um caso judicial pouco conhecido, Roberto Alvarez vs O Conselho de Curadores do Distrito Escolar Lemon Grove, a primeira decisão bem sucedida do tribunal de segregação escolar da nação.

​Como a temática de seu livro mudou de forma tão dramática?

PMR: Eu fui para Lemon Grove, no East San Diego County. Olhando através de anuários escolares, encontrei uma foto de uma aula; Metade dos alunos estavam com os pés descalços e cada criança estava segurando uma gaita. A bibliotecária havia frequentado a mesma escola, e seu irmão estava naquela foto. Então eu descobri a banda Philadelphia Harmônica Band, de Albert Hoxie, uma banda de 60 membros. Quando comecei a pesquisar esse grupo, notei que, nas fotografias, os membros da banda estavam todos segurando gaitas Hohner Marine Band.

Isso me levou ao caminho da harmônica Hohner. As situações [que eu estava explorando] levaram a uma menina que poderia ter tocado a harmônica [e o caso Lemon Grove inspirou muitas das circunstâncias de Ivy] e a outra criança - um menino - que poderia ter participado da banda de Hoxie, que tinha muitos órfãos nela [como meu personagem Mike]. Até que eu fui à fábrica de Hohner, e aprendi que eles tinham aprendizes infantis [como Friedrich]. O que eu pensava ser um pequeno conto, acabou sendo esse livro gigantesco.

​A Segunda Guerra Mundial definitivamente molda sua sombra sobre a vida dessas três crianças.

PMR: A princípio eu não queria escrever um livro que se passasse na guerra. Quando comecei a pesquisar a fábrica de harmônicas Hohner na Alemanha, naquele período eu tropecei com uma lei sobre crianças que tinham doenças hereditárias. Parte do que fez a história de Friedrich interessante é que não ouvimos sobre o que aconteceu com as pessoas que não pareciam "perfeitas", incluindo alemães. [Friedrich, o aprendiz da fábrica de gaitas tinha uma marca de nascença facial grande e de cor vinho].

​Como você fez para não se perder nas as três histórias, seus temas e as questões em cada uma?

​PMR: Com um quadro gigante de dois metros! Eu tinha que conseguir um para o meu escritório, para manter tudo em uma linha, registrando os meses do calendário e os temas que atravessam cada história. Um tema em todo o livro foi o armazenamento de [pessoas]; Mulheres no conto de fadas e na história de Friedrich, qualquer um que se opôs a Hitler e, claro, mais tarde, os judeus. Na história de Mike, são crianças [nos orfanatos], e na história de Ivy, japoneses americanos. Eu tive que manter esses temas recorrentes numa só linha, e lembrar de amarrar os tópicos enquanto eu movia cada história.

​Uma das citações mais bonitas na história de Friedrich é quando ele antecipa sua audição para o conservatório: "Como ele poderia querer algo e temê-lo tanto ao mesmo tempo?".

​PMR: A história de Friedrich é tanto sobre a desilusão dos sonhos. Em sua mente, ele pensou que ele poderia ter ido para o conservatório, mas ele ainda teria ficado lá em sua cidade. Sua maior preocupação foi a audição, mas há algo maior [Hitler] que põe em risco toda a sua existência.

Na história de Mike, [a mãe adotiva] é quem está completamente desiludida pelas circunstâncias de sua própria vida - há outro tema sutil sobre as mulheres sendo reprimidas. Muitas questões societárias [foram abordadas no livro], e eu tive que apresentá-las com naturalidade.

Há a maravilhosa citação na história de Mike, quando o menino passa pela loja de música que se conecta com a jornada da harmônica: "Não é maravilhoso! A música está apenas esperando para escapar de todos esses instrumentos ".

PMR: Essa era a ideia, tanto quanto meu livro The Dreamer, sobre Pablo Neruda. Sua premissa era que sua essência tangível viaja com suas ferramentas, com qualquer coisa que você usou com suas mãos. Adoro a ideia de que a harmônica carregou algo positivo e auto-afirmativo com ela de pessoa para pessoa ... essa sensação de bem-estar eufórico. Parecia tão bonito. Eu queria essa levar essa ideia através do livro.

​Conte-nos sobre o conto de fadas como uma forma de unir as três histórias.

PMR: Desde o momento em que os leitores conhecem o Otto, as três irmãs e a maldição da bruxa, queria que os leitores suspendessem a descrença. Ao combinar as três histórias dentro de um conto de fadas tradicional, eu estava dizendo aos leitores: "Venha comigo e acredite ... há coisas assustadoras e difíceis. O livro é uma floresta escura, mas chegaremos ao fim ... ".






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12 de julho de 2017

TBR #MLI2017 | MARATONA LITERÁRIA DE INVERNO 2017


Todo ano, o Victor do canal Geek Freak faz uma maratona literária para estimular a leitura e fazer com que a gente tire o atraso e dê um impulso nos livros acumulados. E esse ano não está sendo diferente! No começo do ano já tivemos a #MLV durante o verão e agora no inverno teremos mais uma maratona.

Ela começará no dia 16 de julho e vai durar até o dia 30 desse mês. Além de um esquenta no dia 15 para dar aquele gás na maratona!

Como nas edições anteriores, teremos uns desafios a cumprir, começando com os livros que vamos escolher para ler durante a #MLI2017.



Os participantes podem escolher se querem participar com desafios, fáceis, intermediários ou hardcore. O que eu escolhi foi o Nivel Facil, já que caso você escolha o intermediário ou hardcore você também terá que cumprir as bombas dos outros níveis.

E os desafios são:

Nível Fácil:
  • Ler um livro com a capa azul: Passarinho - Crystal Chan
  • Ler um livro com menos de 200 páginas: A probabilidade Estatistica do Amor
  • Ler um livro que você comprou pela capa: Tudo aquilo que nunca foi dito Marc Levy



Nível Intermediário:
  • Ler um livro escrito por uma mulher:
  • Ler um livro sem saber a sinopse, ou do que se trata:
  • Ler um livro nacional:
Nível Hardcore:
  • Ler um livro que se passe em um período histórico importante
  • Ler um livro com pontuação no título
  • Ler um livro que é muito criticado ou que alguém não gostou

Vocês vão participar da maratona também? Me contem o que acharam e quais livros vocês pretendem ler!



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Snapchat: Lmilla5

11 de julho de 2017

[BOOK HAUL] Livros do primeiro Semestre de 2017


No final do mês de março, eu fiz um BOOK HAUL trimestral. No inicio desse ano, saiu um "trocadinhos" que eu não tava esperando... E algumas voltinhas em livrarias&derivados acabei comprando alguns livros que eu estava querendo ler á um tempo... Porém, prometi que iria trazer o Book Haul do primeiro semestre desse ano.

Livros adiquiridos no primeiro trimestre de 2017

Nesse primeiro semestre, as minhas leituras andam bastante devagar... Escrevi algumas resenhas dos primeiros livros que li esse ano.

Ultimos livros adquiridos

Que tal conhecer minhas próximas leituras e resenhas aqui pro blog? Todas as sinopses foram tiradas do Skoob.

Passarinho - O avô de Joia parou de falar no dia em que matou o irmão dela. O menino se chamava John, e achava que tinha asas. Subia e saltava do alto de qualquer coisa, até ganhar do avô o apelido de Passarinho. Joia não teve a chance de conhecê-lo, pois Passarinho se jogou do penhasco bem no dia em que ela nasceu. Ainda assim, por muito tempo ela viveu à sombra de suas asas. Agora, aos doze anos, Joia mora em uma casa tomada por silêncio e segredos. Os pais culpam o avô pela tragédia do passado, atribuem a ele a má sorte da família. Joia tem certeza de que nunca será tão amada quanto o irmão, até que ela conhece um garoto misterioso no alto de uma árvore. Um garoto que também se chama John. O avô está convencido de que esse novo amigo é um duppy — um espírito maldoso —, mas Joia sabe que isso não é verdade. E talvez em John esteja a chave para quebrar a maldição que recaiu sobre sua família desde que Passarinho morreu.


Em Tudo Aquilo Que Nunca Foi Dito, Marc Levy aborda a relação conflituosa entre um pai e uma filha. Poucos dias antes do seu casamento, Julia recebe um telefonema do secretário de seu pai. Como ela já tinha previsto, Anthony Walsh - empresário brilhante, mas pai distante - não poderá comparecer à cerimônia.A ausência de seu pai em momentos importantes de sua vida da filha não é novidade para Julia. Mas pela primeira vez, a personagem tem que reconhecer que ele tem uma boa desculpa: Anthony Walsh morreu.



A Guerra que salvou a minha vida: A narrativa se passa durante a Segunda Guerra Mundial, onde os irmãos Ada e James vivem com a mãe em Londres. Nós conhecemos a protagonista da trama logo no início, quando somos apresentados a uma menina de dez anos que sofre agressões físicas e psicológicas de sua mãe porque ela tem ”pé torto”. Enquanto seu irmão James – ao qual ela é muito apegada e serve de motivação para que ela siga em frente – pode sair e descobrir o mundo brincando com as outras crianças, ela precisa ficar isolada em seu apartamento, pois sua mãe a considerada uma vergonha e acredita que ela não é merecedora de ser feliz pela deficiência que tem.[resenha]


Em Algum Lugar nas Estrelas: é um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença. Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker. A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai... bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine (o mesmo estado onde vivem Stephen King e boa parte de seus personagens). O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden. 


Feliz Ano Velho: A partir do acidente que sofreu ao dar um mergulho e bater a cabeça, Marcelo vê sua vida mudar radicalmente. Seus dias no hospital, as visitas que recebeu, as histórias que viveu são relatadas sob uma nova perspectiva: a de um jovem que sempre fez tudo o que podia e queria, e que, agora, sentado em uma cadeira de rodas, vê-se impotente diante dos acontecimentos, dependendo da ajuda de amigos e familiares para reaprender a viver.


Bling Ring (A Gangue de Hollywood) - Entre 2008 e 2009, as residências de Lindsay Lohan, Orlando Bloom, Paris Hilton e diversas outras celebridades foram invadidas e saqueadas. Os ladrões, um grupo de jovens criados em um endinheirado subúrbio de Los Angeles, levaram o equivalente a 3 milhões de dólares em joias, dinheiro e artigos de grife, como relógios Rolex, bolsas Louis Vuitton, perfumes Chanel e jaquetas Diane von Furstenberg. As notícias surpreendentes sobre o caso chocaram Hollywood e intrigaram o mundo. Por que esses garotos, que em nada correspondiam à tradicional imagem dos bandidos, realizaram crimes tão ousados?


Uma Maratona Literária  #MLI2017 cairia bem nesse inverno né???



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