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13 de fevereiro de 2021

Meu primeiro Kindle!

Ontem, chegou o meu Kindle 10° geração. Ano passado, no inicio da pandemia e isolamento social eu virei uma leitora voraz e pensei na possibilidade de comprar um kindle... Eu não tinha nenhuma experiência com leitor digital. A não ser, os textos da faculdade de Psicologia em PDF. que eram colocados no sistema acadêmico.



Se você não conhece o Kindle, ele é um dispositivo para leitura de documentos (livros, revistas e HQs), que é leve, compacto e pode facilitar a leitura noturna e em viagens. O kindle também possui um aplicativo que você pode baixar em celular android/ios, tablet para ler os livros que comprou no site da Amazon.

Existem 3 modelos de Kindle atualmente:


Novo Kindle 10ª geração: Ele é o modelo básico e possui uma tela de 6 polegadas e resolução de 167 ppi. Possui luz embutida, 4 leds e 4GB de armazenamento interno (esse valor é usado uma parte no próprio sistema do Kindle, mas eu não vi isso como uma desvantagem muito grande já que o espaço é suficiente para cerca de 1.100 livros na memória).

Kindle Paperwhite: Esse modelo possui 5 leds e uma tela de 300 ppi. É á prova d'água, tem armazenado de 8 ou 32 GB. Por ter uma resolução melhor do que a versão básica serve para ler HQ's melhor e outros tipos de leitura no geral.

Kindle Oasis: Essa versão tem 7 polegadas e 25 leds, possui ajuste de temperatura da luz e sensor de luz adaptável. A resolução da tela é de 330 ppi, memória de 32 GB e é á prova d'água. O que difere, além dos leds, do Paperwhite é que o Oasis possui botões físicos.

Como foi o meu primeiro Kindle, eu escolhi a versão básica que já vem com a luz embutida (os anteriores não tinham) e acho que foi a melhor decisão que tomei. Eu tentei comprar na Black Friday de 2020... Porém, o meu cartão de crédito estava zoado. No meu aniversário desse ano, minha mãe resolveu me presentear com $$$ para comprar o Kindle.


O kindle custou R$ 331,55 + R$ 89,90 da capa vermelha do próprio kindle com o frete grátis. Comprei numa quarta-feira e na sexta a tarde ele já estava aqui. Veio tudo bem embalado e veio o aparelho e um cabo USB para carregar.

Minha Experiência


Logo ao desembalar o Kindle, já aparece os primeiros passos para você configurar o aparelho e é tudo fácil e fiz sem maiores problemas. Chegou com cerca de 50% da bateria e essa carga durou bastante tempo ainda.

Você pode adicionar os livros no Kindle por cabo USB, enviando por e-mail (você precisa logar no site da Amazon para ver qual é o e-mail do seu kindle e permitir os endereços de e-mails que podem te mandar livros) ou baixar pelo site da Amazon os livros que quer comprar ou do catálogo do Kindle unlimited. Os livros enviados por e-mail que não são do formato .mobi podem ser convertidos com você anexando os documentos certinhos no e-mail e no campo assunto você coloca ‘convert’ (mas lembre-se: a diagramação pode mudar).


Eu sou team papel e lombada. Eu gosto do cheiro de livro novo, gosto do amarelado de livro velho... Porém, a minha primeira experiência com a leitura pelo Kindle foi muito similar ao do livro, ele é ótimo que não dá aquela dorzinha de cabeça por estar forçando a visão.

Durante a leitura dá para ver o progresso em porcentagem da leitura, quanto tempo resta de leitura, marcar partes favoritas, dicionário. No final da leitura, aparece uma faixa sinalizando que o livro foi lido. Gente, a passagem de página funciona com um toque lateral e é bem fluído e eu amei, pois quando lia pelo celular tinha que meio que arrastar e era chato de fazer.


Eu ainda estou me adaptando com a leitura no Kindle. Eu acabei adquirido o hábito de ler de noite/madrugada na época da faculdade e pela casa estar silenciosa eu consigo me concentrar melhor. O Kindle 10° geração, possui luz embutida e por isso não cansa os olhos da pessoa que vos escreve. O preço pode parecer caro se for todo de uma vez, mas tem a opção de parcelar e se você colocar na ponta da caneta a quantidade de livros que compra por um determinado período de tempo chega no valor do Kindle, assim, você poderá ler e comprar o livro físico só daqueles que gostou muito. Outro ponto positivo é que você pode ler na luz do sol sem problema também.

Para quem está na dúvida se compra ou não um Kindle, minha dica é: compre. Você só saberá se vai se adaptar ou gostar realmente depois de experimentar. Minha experiência até então está sendo ótima e o aparelho dura anos.



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18 de dezembro de 2020

Resenha: Flores para Algernon

  


Ontem, eu terminei de ler o livro Flores para Algernon do autor Daniel Keyes. 

Esse livro contém gatilhos pois fala sobre: Saúde Mental, sofrimento psíquico violência na primeira infãncia, Bulling e suicídio. A relação social de uma pessoa com Deficiência Intelectual. A Crueldade e a falta de empatia das pessoas "normais" com pessoas deficientes intelectuais como o Charlie... 
O livro é narrado por Charlie Gordom um homem de 30 e poucos anos de idade que tem uma deficiência intelectual. Não temos muitos detalhes precisos sobre diagnósticos e o livro não se prende em "rotular" Charlie. Os Capítulos são escritos em formato de "Relatório de Progresso" que ele vai descrever sobre o seu dia-a-dia antes de passar por um experimento cientifico. As relações sociais de Charlie Gordom tornaram-se tão superficiais no decorrer da história, que não vejo como "personagens importantes" para a evolução do personagem... Doutor Strauss e o professor Nemur foram os responsáveis pelo experimento cientifico; Alice professora do Instituto para jovens retardados. A artista que era vizinha de apartamento do Charlie.

Que estranho é o fato de pessoas de sensibilidade e sentimentos honestos, que não tirariam vantagem de um homem que nasceu sem braços ou pernas ou olhos, não verem problema em maltratar um homem com pouca inteligência.



Flores para Algernon é o título de um conto de ficção científica e romance do escritor americano Daniel Keyes . O conto, escrito em 1958 e publicado pela primeira vez na edição de abril de 1959 da Revista de Fantasia e Ficção Científica , ganhou o Prêmio Hugo de Melhor Conto em 1960. O romance foi publicado em 1966 e foi co-vencedor do mesmo ano Prêmio Nebula para Melhor Novela (com Babel-17 ). Algernon é um rato de laboratório que passou por uma cirurgia para aumentar sua inteligência. 
A história é contada por uma série de Relatórios de Progresso escritos por Charlie Gordon, o primeiro sujeito humano para a cirurgia, e aborda temas éticos e morais, como o tratamento de deficientes mentais 

Sinopse: Uma cirurgia revolucionária promete aumentar o QI do paciente. Charlie Gordon, um homem com deficiência intelectual grave, é selecionado para se o primeiro humano a passar pelo procedimento. Em um avanço científico sem precedentes, a inteligência de Charlie aumenta tanto que ultrapassa a dos médicos que planejaram o experimento. Entretanto, Charlie passa a ter novas percepções da realidade e começa a refletir sobre suas relações sociais e até sobre o papel de sua existência.

Flores para Algernon
Autor: Daniel Keyes
Tradutora: Luisa Geisler
Editora: Aleph
Ano de publicação: 1966
Ano desta edição: 2018
288 páginas

Avaliação: ☕☕☕☕☕


Daniel Keyes (9 de agosto de 1927 - 15 de junho de 2014) foi um escritor americano que escreveu o romance Flores para Algernon . Keyes recebeu a homenagem de Autor emérito da Science Fiction and Fantasy Writers of America em 2000. 

Até um homem de mente fraca quer ser como os outros homens. Uma criança pode não saber como se alimentar, ou o que comer, mas ela conhece a fome.

A minha identificação com a história deu-se pelo fato de eu ser formada em Psicologia e ouvir muitas vezes durante a minha graduação o "nojinho" presente nos relatos dos estagiários em trabalhar com saúde mental. Ao decorrer da narrativa de Charlie Gordon eu lembrei da frase de Carl Jung "Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.". Faltando alma naqueles personagens cheios de diplomas e teorias... 


Mas, lidando com as pessoas com deficiência intelectual como sendo apenas objetos de estudo.O Charlie Gordon é um personagem encantador e muito bem construído. Ele é um personagem tão bom, mesmo depois de se tornar um gênio. O ruim são as pessoas em sua volta... Principalmente depois dos resultados do experimento. Durante a leitura percebemos que avanço intelectual não quer dizer desenvolvimento emocional e social. E esse foi um fator importante na construção do personagem. 

Apesar de sabermos que, no fim do labirinto, a morte nos aguarda (e isso é algo que nem sempre soube, até pouco tempo atrás, pois o adolescente em mim pensava que a morte acontecia só com outras pessoas), vejo agora que o caminho escolhido pelo labirinto me faz quem sou. Não sou apenas uma coisa, mas também uma maneira de ser – uma das muitas maneiras –, e saber os caminhos que percorri e os que me restam vai me ajudar a entender o que estou me tornando.

No inicio, vimos um Charlie que trabalha na padaria Donner. Em suas relações sociais vimos personagens tão sujos, que se aproveitavam da falta de intelectualidade e ingenuidade do Gordon, pessoas que se diziam amigos, mas na verdade só usavam-no como motivo de piada. Charlie estuda 3x por semana Instituto Beekmin para adultos retardados. 


Enquanto leitor, nós conseguimos sentir as nuances dos sentimentos e pensamentos de Charlie pelos Relatórios de Progressos escritos por ele mesmo, com alguns erros de português. No inicio, devido a sua deficiência intelectual e depois do experimento cientifico quando ele chegou no topo da inteligência e percebe a sua verdadeira relação com o ciclo social onde ele estava inserido... O livro Flores para Algernon tem uma escrita muito peculiar. Esse livro, não vai falar de invenções loucas ou viagens no tempo, nem nada desse tipo. Trata-se de uma ficção científica mais psicológica. Porém, não criem expectativas durante a leitura e mantenham-se conectados com o Charlie com todas as suas nuances de pensamentos e sentimentos.


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Estarei comentando com vocês sobre o Blogmas2k20:

18 de novembro de 2020

Semana 34: Livros que eu acho que todo mundo deveria ler:



Encontrei o projeto 52 semanas bem bacana na Blogosfera que consiste em citar 5 respostas para cada uma das 52 perguntas abaixo, fazendo assim, um Top 5 por semana. É o projeto mais longo que eu já participei... Mas, parece ser divertido !!! Pretendo responder ao projeto todas as Quartas-Feiras. 



Quando eu estava no 7° ano do fundamental tínhamos uma aula de literatura na biblioteca. Tínhamos que escolher um livro para lermos para fazer fichamento que valeria 25% da nota. As aulas de leitura na biblioteca eram as minhas preferidas e eu realmente gostava de ficar lendo. Às vezes, eu até me esquecia de prestar atenção nos papos animados das minhas amiguinhas na biblioteca... 


No projeto 52x5 dessa semana, eu irei escrever sobre as leituras que mais me marcaram nessa época:


Fonte:amanhaseradiferente
Eu li Balança Coração do Walcyr Carrasco quando eu estava no 7° ano do fundamental... Eu lembro que esse livro era disputadissimo entre as meninas da minha sala era a primeira vez que eu estava lendo um romance. A narrativa era sobre um romance entre Malu uma vegetariana radical e João um carnívoro convicto, ois jovens muito diferentes em sua forma de viver, mas iguais em seus sonhos e suas descobertas. é impossível não se apaixonar por esse casal tão diferentes.



O livro que mais me marcou veio em 1999 (um ano antes do que relatei acima...). O tal livro é Pretinha, eu? do autor Júlio Emílio Braz esse livro foi indicação de uma professora de português para a aula de leitura. Eu tinha 13 anos nessa época e tinha recém mudado de escola por motivos de saúde... Sofri Bullying todos os dias do ano que estudei no colégio T. Sofria todos os tipos de agressões; intencionais, verbais e psicológicas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. No meu caso, por exemplo, a crueldade veio também por parte dos adultos professores da época “Ela parece à pretinha da história...” reforçando apelidos e motivos de chacota se eu já não tivesse motivos e não sofresse o suficiente.



Depois daquela viagem, Diário de bordo de uma jovem que aprendeu a viver com AIDS. No tom coloquial próprio dos jovens, Valéria Polizzi relata com bom humor e descontração as farras com a turma de amigos, a dúvida entre "ficar" ou namorar, o despertar da sexualidade, a angústia diante do vestibular e muitas coisas que atormentam qualquer adolescente. Tudo isso seria perfeitamente natural se não fosse por um pequeno detalhe que iria fazer uma enorme diferença: Valéria contraiu AIDS aos 16 anos.

A autora mostra como, de repente, por causa de quatro letrinhas, sua vida passou por uma reavaliação radical. Ela expõe, sem meias palavras, como a doença mexeu com sua cabeça e com os seus sentimentos, ficando claro a sua resolução de preservar sua condição de ser humano a qualquer custo.
pausaparanerdices


A Droga da Obediência é o primeiro livro da série de personagens os Karas. Tive acesso à este livro no ano 2000, quando estava na 6ª série do Ensino Fundamental. Eles são um incrível grupo de adolescentes que proporcionam toda a aventura desse ótimo livro criado pelo prestigiado Pedro Bandeira."O grupo, criado como uma brincadeira por Miguel - agora com seu mais novo integrante, Chumbinho - acaba se envolvendo em um perigoso enredo com a droga da obediência, uma droga maléfica que faz com que os adolescentes fiquem apáticos.



O livro Extraordinário foi lançado em 2013. Quando eu li esse livro ainda na  pré-estreia...  Um sentimento de gratidão invadiu a alma! É impossivel não se sensibilizar com a história de Auggie Pullman, um garoto que sofre da síndrome de Treacher Collins, que causa deformação facial.

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(principalmente no Snap!!):

5 de novembro de 2020

Unboxing TAG Inéditos: As Páginas Vibrantes Da América Latina - Novembro/2020



Esse ano, está sendo um ano completamente atípico, principalmente para as minhas leituras e para os meus hábitos literários (leituras coletivas online, instagram literário, escrever um conteúdo mais literário...). As voltinhas no centro da cidade era só por motivos necessários incluindo as livrarias para comprar alguns livros.

Comprei outros livros na internet com a previsão de chegada para o mês de novembro e a assinatura anual da a TAG Inéditos. Imagine receber em casa, todo mês, uma edição exclusiva de um livro surpresa escolhido não por uma prima ou um amigo, mas por um escritor de verdade, talvez até um vencedor de um Prêmio Nobel… 

Essa é a experiência oferecida pela TAG. Instalada em Porto Alegre, a empresa vem desafiando a máxima de que “brasileiro não gosta de ler” e tem conquistado cada vez mais assinantes. 



A idéia foi baseada em antigos Clubes do Livro. A renovada onda dos clubes de assinatura – vinhos, cervejas, etc. – reacendeu um sonho: trabalhar com literatura. Por que não um clube de assinatura de livros? Bastou segundos para os fundadores se lembrarem do antigo Círculo do Livro, sucesso literário das décadas de setenta e oitenta que vendia, em um modelo de assinatura, obras disponibilizadas em catálogo e cujas edições muitos ainda possuem em suas bibliotecas pessoais. 

Como funciona? 

A TAG possui uma equipe de curadoria que investiga os lançamentos que estejam fazendo sucesso entre os leitores ao redor do mundo, mas que ainda não tenham vindo ao Brasil, para trazer, em primeira mão, aos associados. 

No geral, os livros são best-sellers de leitura rápida e linguagem contemporânea, daqueles repletos de diálogos e cenas emocionantes, que fisgam o leitor desde as primeiras páginas. 

Em parceria com uma editora brasileira, é feita a tradução e o projeto gráfico e editorial. Alguns meses depois de receber o livro, o lançamento poderá ocorrer nas livrarias, mas a edição que você encontrará nas prateleiras será diferente, pois a do clube são limitadas e exclusivas aos associados.

AS PÁGINAS VIBRANTES DA AMÉRICA LATINA
NOVEMBRO/2020 


Essa foi a minha primeira experiência com a TAG. Essa caixinha de novembro é muito especial. Pois, além do livro vieram alguns mimos muito interessantes para uma boa leitura.



📕O livro do mês vem na forma de um thriller argentino, O JARDIM DE BRONZE conta a história do desaparecimento de Moira, filha de um arquiteto chamado Fabián. Ele conta com a ajuda de um detetive particular que está disposto a desvendar os mistérios e segredos desse desaparecimento. 


💝Os mimos deste mês são: um livro de passatempo temático, um pôster com ilustração da campanha, um conjunto de adesivos também personalizados e um marcador de páginas magnético! 



💝Por fim, recebi de brinde pela assinatura anual: uma case ilustrada com as cores e a decoração temática do mês e uma Luminária Led Leitura De Livros Luz Noturna Flexível Preta. 


👉Para os interessados na assinatura, tenho um CUPOM DE DESCONTO: CAMGMRLD . Esse cupom gera um desconto de 30% na primeira caixinha!




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29 de outubro de 2020

Resenha: A Pequena Sereia & O Reino Das Ilusões


A primeira vez que ouvi falar sobre o livro A Pequena Sereia & O Reino Das Ilusões as minhas expectativas eram bem baixas porque em geral essas releituras de contos de fadas não me agradam... Mas, resolvi dar uma chance porque geralmente os livros da linha DarkLove costumam me agradar bastante. 


Titulo: A Pequena Sereia & O Reino Das Ilusões
Autora: Louise O’Neill 
Editora: Darkside Books
N° de páginas 215
Avaliação: ☕☕☕☕☕





A Pequena Sereia & O Reino Das Ilusões é uma releitura da história “A Pequena Sereia” da Disney. Sempre que leio um livro de conto de fadas eu lembro do livro A psicanálise dos contos de fadas que eu já deveria ter adquirido na época da graduação de Psicologia. Para que eu possa entender e até escrever com mais propriedade sobre toda a psiquê por traz dessas histórias... Embora, eu entenda que a literatura nem sempre precise ser didática e nem foi a intenção da autora dar uma aula sobre feminismo. 


“Eu sou o diamante da coroa do meu pai, e ele está determinado a me ostentar como tal. Ele sempre exibe minha beleza por aí e toma qualquer admiração subseqüente como se fosse um direito”

Nas primeiras paginas, o leitor é levado a mergulhar fundo em um oceano narrado pela personagem principal Gaia. Uma sereia prestes a completar 16 anos. muito tagarela e cheia de perguntas como qualquer menina dessa idade. O fascínio de Gaia com os humanos sempre foi comparado com o fascínio de sua mãe que sumiu no mundo sem ninguém saber o seu verdadeiro paradeiro. 

“Eu não sabia que, enquanto eu arrumava meus brinquedos no quarto, meu corpo estava sendo vendido pelo maior lance”

Pela narrativa de Gaia, conhecemos a sua vó Thalassa: Que faz o papel de "mãe" de Gaia e suas irmãs mais novas.. Talia e Cosima Desde que a sua filha sumiu para a superfície... O Rei dos Mares que é um pai bastante rígido e um tanto perverso tanto com as suas filhas quanto para o reino... Oliver é um humano com 21 anos que Gaia se apaixona quando visita a superfície. A Bruxa do Mar e as Russalka que são rejeitadas e não pertecem ao reino. 

“Ninguém nunca se refere ao marido dela como um “anormal” por ter abandonado seus filhos; em vez disso, ficam cochichando que Lorelai deve ter falhado na hora de satisfazê-lo. O ex-marido dela foi reintegrado à sociedade, mas nenhum homem vai querer ficar com Lorelai. Não importa o quão linda ela seja, o peso da reputação manchada de uma sereia dura eternamente”

O livro A Pequena Sereia & O Reino Das Ilusões embora seja uma releitura de conto de fadas é uma leitura para maiores de 18 anos. Pois, são abordados assuntos como: abuso de menor, assédio, mutilação, automutilação, submissão, feminismo e machismo extremo e outros que foram abordados de uma forma um tanto quanto irresponsável. 

“Eu queria que alguém me perguntasse o que eu quero, ao menos uma vez na vida” 

A Pequena Sereia e o Reino das Ilusões chega para trazer um pouco mais de contos de fadas para a linha DarkLove, da DarkSide® Books. Mas não do jeito que você espera; aqui, a história original de Hans Christian Andersen — e também suas versões coloridas e afáveis em desenhos animados — é reimaginada através de lentes feministas e ambientada em um mundo aquático em que mulheres são silenciadas diariamente — um mundo que não difere tanto assim da sociedade em que vivemos. 


Mostra como, em um reino comandado pelo patriarcado, ter uma voz é arriscado. Mas também como querer usá-la é uma atitude extremamente poderosa e valiosa. Ainda mais em tempos tão sombrios. 

A sociedade patriarcal, é um sistema social em que homens mantêm o poder primário e predominam em funções de liderança política, autoridade moral, privilégio social e controle das propriedades. No domínio da família, o pai (ou figura paterna) mantém a autoridade sobre as mulheres e as crianças. 

Louise O’Neill é jornalista e escritora. Nasceu em 1985 em West Cork, na Irlanda e se mudou para Nova York para trabalhar na revista Elle, vivendo o dia-a-dia do mercado de moda intensamente. Voltou para sua cidade natal em 2011 e focou em sua carreira como escritora. Desde então, publicou quatro livros e recebeu diversos prêmios e nomeações com suas obras ya. Atualmente escreve artigos sobre feminismo, moda e cultura pop para uma variedade de jornais e revistas irlandesas. 

“– É que seu pai tem insistido em me chamar de “bruxa”. Este é simplesmente um termo que os homens são às mulheres que não têm medo deles, às mulheres que se recusam à submissão”

Gaia, é uma Sereia prestes a completar 16 anos... Muito tagarela e cheia de perguntas como qualquer menina dessa idade. Desde o inicio da narrativa compreendemos o fascínio da Pequena com o mundo terreno comparado com o fascínio de sua mãe que sumiu no mundo sem ninguém saber o seu verdadeiro paradeiro... É compreensível as suas escolhas para viver um amor com Oliver mas acho que a narrativa se perde com um romance que não demonstra nenhuma química... Oliver é um humano com 21 anos vivendo o luto de sua namorada que morreu em um naufrágio provocado pelas Salka e demonstra ter uma relação difícil com a sua mãe. Enfim, Oliver é um babaca! e ao decorrer da narrativa Gaia percebe o quanto seu amado é mimado e outras falhas no comportamento do seu amado. 



Deixando de lado a história de sua mãe que foi tratada de uma maneira resumida sendo que esse era o principal motivo de Gaia vir até a superfície. O que faz a narrativa feminista não fazer muito sentido e a partir dai o Plot Twist necessário durante 
a narrativa da história que realmente monstrou os objetivos da personagem desde o inicio e que realmente me surpreendeu.



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21 de outubro de 2020

Até a Página 100: A Pequena Sereia E O Reino Das Ilusões


Essa semana, eu comecei a ler A Pequena Sereia E O Reino Das Ilusões e ao chegar na página 100 eu resolvi escrever a Tag "Li Até a Página 100..." antes de escrever uma resenha mais elaborada do livro.
Li Até a Página 100 e... é uma tag criada pelo blog Eu leio, eu Conto e o objetivo é responder as perguntas sobre a sua leitura do momento, depois que chegar na página cem do livro. Descobri a tag através do blog Palácio dos Livros. Quem ai gostou da tag pode fazer também, mas sempre lembrando de creditar quem merece, claro.


Primeira frase da página: Você não está preparada, minha criança. Seja paciente. Sua hora irá chegar. 

Do que se trata o livro? Em seu aniversário de quinze anos, quando finalmente sobe à superfície para conhecer o mundo de cima, Gaia avista um rapaz em um naufrágio e se convence de que precisa conhecê-lo. Mas do que ela precisa abrir mão para transformar seu sonho em realidade. 

O que está achando até agora? As sereias são criadas desde muito pequenas para atingir um nível de perfeição que nunca é saciada aos olhos de uma sociedade patriarcal

A sociedade patriarcal, é um sistema social em que homens mantêm o poder primário e predominam em funções de liderança política, autoridade moral, privilégio social e controle das propriedades. No domínio da família, o pai (ou figura paterna) mantém a autoridade sobre as mulheres e as crianças. 

É difícil viver com julgamento do outro. Ler isso, foi completamente desconfortável. Senti um nó na garganta... (Spoiler) Um pai dizer que a filha esta engordando muito... E por isso o homem que ela iria se casar preferiu a sua irmã. (Spoiler)Sempre que eu leio um livro de "Conto de Fadas" eu lembro do livro A psicanálise dos contos de fadas que eu já deveria ter adquirido na época da graduação... Para entender toda a psiquê por traz dessas histórias. 

O que está achando do protagonista? Gaia, é uma Sereia prestes a completar 16 anos. muito tagarela e cheia de perguntas como qualquer menina dessa idade. O fascínio de Gaia com os humanos sempre foi comparado com o fascínio de sua mãe que sumiu no mundo sem ninguém saber o seu verdadeiro paradeiro. 

Vai continuar lendo? Sim! 

Melhor quote até a página 100: “- É seu pai que tem insistido em me chamar de “bruxa”. Este é simplesmente um termo que os homens dão as mulheres que não tem medo deles, as mulheres que se recusam a submissão.”.




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6 de outubro de 2020

Resenha: A Longa Viagem A Um Pequeno Planeta Hostil

 

Semana passada, depois de tantas tentativas... Eu finalmente terminei de ler A Longa Viagem A Um Pequeno Planeta Hostil, da autora Becky Chambers Editora: Darkiside. 


Título: A longa viagem a um pequeno planeta hostil
Autora: Becky Chambers
Tradução: Flora Pinheiro
Editora: Darkside Books
Ano: 2017
Capa dura | 352 Páginas
Avaliação: ☕😩
                             
A narrativa da Becky Chambers é um pouco densa.Pois, ela descreve tudo com uma riqueza de detalhes... Que deixa a narrativa um tanto quanto arrastada. Eu tive bastante dificuldade durante a leitura, para entender a narrativa embora rica em detalhes eu acabo muitas vezes me perdendo na narrativa.


O livro tem excesso de descrições dos personagens. Porém, não coloca nenhum tipo de Ilustrações para caracterizar os personagens. Durante a leitura, eu percebi o quanto isso atrapalhou para compreender o enredo da história.  A Rosemary e a Kissy  foram as minhas personagens preferidas.

Esse é meu primeiro contato com o gênero de ficção científica. Gostei do universo criado pela autora, como ela descreve tudo com uma riqueza de detalhes... Embora, isso me atrapalhou ao decorrer da leitura.


A LONGA VIAGEM A UM PEQUENO PLANETA HOSTIL é o primeiro livro de ficção científica da linha DarkLove. Livros escritos por autoras com grandes histórias para contar, prontas para desbravar novos mundos. E ele consolida a DarkSide® Books no fantástico universo de sci-fi. A editora já lançou Star Wars: A Trilogia, novelização dos três primeiros filmes da saga, e O Homem que Caiu na Terra (1963), de Walter Tevis, romance que deu origem ao primeiro filme de David Bowie como autor, dirigido por Nicolas Roeg em 1976.

Becky Chambers é uma revelação na literatura sci-fi. Filha de cientistas espaciais, sempre que precisa, checa informações com a mãe, especialista em astrobiologia, e com o pai, engenheiro espacial. Becky recorda com carinho da primeira vez em que assistiu a um episódio de Star Trek: Next Generation, aos três anos de idade. Geek com muito orgulho, adora jogar games no pc e RPGs de papel e caneta. Seus livros, A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil e A VIDA COMPARTILHADA EM UMA ADMIRÁVEL ÓRBITA FECHADA, foram indicados ao Hugo Award, Arthur C. Clarke Award, e o Bailey’s Women’s Prize for Fiction, entre outros grandes prêmios. A série é ganhadora do Prix Julia Verlanger de 2017.

O livro de Becky Chambers é um marco recente no universo da ficção científica. Lançado originalmente através de financiamento coletivo pela plataforma Kickstarter, ele conquistou a crítica especializada e os ainda mais exigentes fãs do gênero, sendo indicado para prêmios respeitados, como o Arthur C. Clarke Award e o Hugo Award. Um dos motivos do sucesso de "A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil" é a abordagem da história. Elementos essenciais em qualquer narrativa sci-fi estão muito bem representados, como a precisão científica e suas possíveis implicações políticas. O gatilho principal é a construção de um túnel espacial que permitirá ao pequeno planeta do título participar de uma aliança galáctica.

Mas o que realmente torna único esse romance on the road futurístico e muito divertido são seus personagens. Instigantes, complexos, tridimensionais. A autora optou por contar a história de gente como a gente - ainda que nem todos sejam terráqueos, ou mesmo humanos. A tripulação da nave espacial Andarilha é composta por indivíduos de planetas, espécies e gêneros diferentes, incluindo uma piloto reptiliana, uma estagiária nascida nas colônias de Marte e um médico de gênero fluido, que transita entre o masculino e o feminino ao longo da vida. Temas como amizade, racismo, poli-amor, força feminina e novos conceitos de família fazem parte do universo do livro, assim como cada vez mais fazem parte do nosso mundo.

É um livro de sci-fi, mas cheio de lições tão necessárias! Becky Chambers nos presenteia com algo muito profundo! Esse livro traz a tona discussões que fazem parte do nosso presente, e que provavelmente farão parte do nosso futuro como sociedade. Como poderemos ter uma convivência pacífica com outros tipos de seres extraterrestres ( se eles existirem), e com a Inteligência Artificial que se tornará quase humana; quando não conseguimos ter isso com os da nossa própria espécie, por serem diferentes!? Becky Chambers nos deu não apenas um livro, e sim um manual de como podemos melhorar a relação entre todos nós, ao deixarmos de lado todo tipo de pré conceito, e usarmos a empatia como ela deve ser! Seus personagens principais são a personificação da empatia, compreensão, e do amar ao próximo como a ti mesmo.

Eu adiquiri esse livro Uma longa viagem a um pequeno planeta hostil na penultima maleta do Turista Literário que eu assinei. Na época, ainda era lançamento e eu ouvi maravilhas desse livro... Infelizmente,  essa leitura não funcionou para mim.


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5 de outubro de 2020

Resenha: ECOS - EM HARMONIA COM OS IRMÃOS GRIMM da autora Pam Muñoz Ryan

 

Organizando a TBR de HALLOWEEN com os livros que eu pretendo ler no mês de outubro eu lembrei do livro ECOS - EM HARMONIA COM OS IRMÃOS GRIMM da autora Pam Muñoz Ryan lançado pela editora Darkside Books no ano de 2017. 
  
  

Titulo: ECOS - EM HARMONIA COM OS IRMÃOS GRIMM
Autora: Pam Muñoz Ryan
Editora: Darkside Books
Avaliação: ☕☕☕☕☕ 





A Segunda Guerra Mundial, foi um dos grandes momentos da história da humanidade e tem servido de inspiração para autores de muitas gerações, e provavelmente continuarão sendo ao longo da história. Essa guerra durou seis anos, mas teve toda uma preparação até chegar ao estopim, e foi tão intenso, como se tivesse durado séculos: E sabe o que provoca essa inspiração? A intolerância humanitária e o grande número de pessoas mortas. O livro ECOS, se debruça sobre esse momento vergonhoso da humanidade. São histórias que facilmente poderiam ter acontecido na época da Segunda Guerra Mundial. Porém, ela coloca uma pitada de realismo mágico, pronto para nos fazer rir, torcer, chorar. 


Os personagens importantes são: Otto,1. Friedrich, Mike Flanery, e Ivy Maria Lopes. 



A literatura nada mais é que Histórias que tocam em nossas almas, apertam nossos corações e entregam ele renovado, revigorado. Pronto para as nossas jornadas da vida. E isso a coleção Darklove sabe fazer "horrivelmente" bem. E essa edição da Editora Darkside Books dá um toque especial. Com a capa fazendo referência a floresta onde as jovens estavam trancafiadas, quase como um convite para nós leitores entrarmos na história, além dessa coloração de laranja neon, especial para a edição, que é quase impossível de não notar esse livro em qualquer lugar. Sem contar a diagramação, páginas que separam os capítulos e a partitura de algumas músicas citadas no livro. 



Tudo começa, 50 anos antes da segunda Guerra Mundial, Otto estava em uma floresta em algum lugar do mundo brincando de "Pira se esconde" (esconde-esconde), até que ele se perde na floresta e começa a ler um livro "A 13º Gaita de Otto Mensageiro" que comprara de uma cigana momentos antes. A história do livro é uma fábula, que discorre sobre três irmãs chamadas Eins, Zwei e Drei. Um, Dois e Três. Três princesas que foram abandonadas na floresta por seu pai, um rei que queria ter um filho homem que pudesse herdar o seu reino. As três princesas tinham uma relação intensa com a música, algo brilhante, único. Após a morte do rei, o irmão das princesas que agora era rei, decide ir encontrá-las. Entretanto, uma bruxa amaldiçoa as jovens garotas da seguinte maneira: 



"Chegaram aqui por uma mensageira.Devem partir da mesma maneira.De forma humana não sairão. Seus espíritos como o vento soprarão.Salvem uma alma à beira da morte. Ou aqui definharão á própria sorte." (Prólogo) 

Após ler sobre a maldição, o jovem Otto começa a perceber que está tarde e que ninguém consegue achá-lo. Ele triste com a possibilidade de não voltar para casa, começa a entrar em pânico. Porém, três jovens garotas, semelhantes a do livro se aproximam e começam a acalentá-lo e ao fim lhe entregam uma gaita. Ao longo dos anos, o instrumento chega à mão de novos donos: 

1. Friedrich, que nasceu com uma mancha no rosto de nascença vê o sonho de se tornar músico interrompido pela ascensão do nazismo; 

2. Mike Flanery, um jovem pianista prodígio que vive num orfanato e luta para não ser separado do irmão caçula; 

3. Ivy Maria Lopes, uma filha de imigrantes mexicanos que cuidam de uma casa de japoneses enviados a um campo de concentração dentro dos Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial. 

Pam Muñoz Ryan ganhou o Human and Civil Award da NEA, a associação de educação dos Estados Unidos, pela sua literatura que aborda temas multiculturais. Já escreveu mais de trinta livros, que acumularam inúmeros elogios e prêmios, incluindo dois Pura Belpré Awards, o Jane Addams Children’s Award e o Schneider Family Book Award. Por Ecos, ela recebeu a Newbery Honor Book, um dos prêmios mais importantes da literatura infanto juvenil americana. A autora vive perto de San Diego, Califórnia. 

OUTUBRO DE 1933 - TROSSIGEN, BADEN-WÜRTTEMBERG - ALEMANHA 



A história avança, agora para a época da Alemanha Nazista. Hitler acabara de se tornar chanceler e o Nazismo começa a se estabelecer naquele país. Conhecemos a história do jovem Friederich, ele tinha uma pequena deficiência em seu rosto, o que acabou afastando-lhe dos estudos. Seu pai e tio trabalhavam em uma fábrica de Gaitas, e ele então começou a ir até lá. Os operários gostavam bastante dele, gostavam de ensina-lo, visto que ele não ia à escola. Um dia, ele circulando pela fábrica, encontra uma gaita diferente das outras. Foi amor á primeira vista. E toda vez que ele tocava com essa gaita, todos ao seu redor eram possuídos por uma chama de amor única. 

Porém, as coisas não estavam ficando boas na sua família. sua irmã mais velha entrou para a juventude Hitlerista e seu pai que achava que aquilo não casava com seus princípios e acabou sendo preso. Então, seu tio pensou num plano de fuga. Será que iria dar certo? 

JUNHO DE 1935 - CONDADO DA FILADÉLFIA, PENSILVÂNIA - ESTADOS UNIDOS 


A história segue para dois anos depois, agora nos Estados Unidos, onde muitos jovens iam parar em orfanatos, ou abrigos religiosos, entre eles, os irmãos Mike e Frankie, que depois de perder seus pais, sua vó os criou, ensinando-lhes música. Porém ela ficou muito velha e não tinha mais condições de criá-los, levando-os a um único abrigo da região que possuía um piano. Eles não queriam se separar, porém tudo estava congregando para que isso ocorresse, até porque a diretora do abrigo queria que o irmão mais velho trabalhasse e se o mais novo não fosse adotado, ia para um orfanato estadual, que era muito pior do que o lugar em que eles estavam. 

Mas parece que a sorte viria aos jovens, que acabaram sendo adotados. Como eles não tinham vestimentas, em um dos dias saíram para comprá-las e pararam numa loja de música. Lá, Mike encontrou uma gaita única e diferente de tudo que tinha visto e levou-a pra casa. Toda vez que ele tocava, as almas das pessoas se remexiam de tanta beleza em cada nota entoada. Era única. Tudo para esses jovens pareciam estar bem, na verdade, quase tudo, visto que a pessoa que os adotou parece que não queria eles por lá. E agora? 

DEZEMBRO DE 1942 - SUL DA CALIFÓRNIA - ESTADOS UNIDOS 



Agora a história avançou para dentro da Segunda Guerra Mundial, pouco depois do ataque dos japoneses a Pearl Habor. Muitas pessoas morreram, e o ódio pelos japoneses crescera entre os americanos, mesmo aqueles que lutavam junto com eles na Segunda Guerra Mundial. Com isso, muitos japoneses que possuíam terras nos Estados Unidos, ou eram obrigados a vender, ou entregavam a norte americanos e eram enviados a campos de concentração (Sim, nos Estados Unidos também haviam campos de concentração, apesar de ser de outra perspectiva). Nesse contexto, a família de Maria Lopez, imigrantes mexicanos, foi enviada para o sul dos Estados Unidos para cuidar das terras de uns japoneses que foram para o campo de concentração e o mais jovem da família oriental, foi enviado para ajudar na guerra. 

A proposta é que se a família cuidasse bem da terra, poderia ficar com uma parte dela. E assim conhecemos mais desses imigrantes mexicanos, e de Ivy Maria Lopez, uma garotinha que vivia no mundo da lua, mas que tinha um amor enorme pela música. Certo dia, ela encontrou uma gaita especial, antes de se mudar para o Sul da Califórnia. Quando ela tocava, os corações das pessoas ao seu redor se acalentavam. Inclusive o do seu irmão que também foi enviado para guerra. 

A vida dessa família parecia que tinha melhorado, apesar de que ela estudava em um anexo da escola principal da cidade, por ser imigrante, muito comum naquele período. Porém, isso não impedira dela tentar fazer parte da orquestra da escola que ficava no prédio principal. Ou seja, esse não era um grande problema para ela. Pior, era o fato deles cuidarem de uma terra de japoneses. Afinal, era comum eles chegarem e verem tudo revirado, com pichações que diziam "voltem para seus países japoneses". E por mais que eles tentassem, as pessoas depredavam aquele local. Então, eles tinham medo de que quando o dono daquela terra voltasse da guerra, não assinasse o documento e os expulsasse de lá, achando que eles não tinham cuidado direito. Ou ainda, eles tinham mais medo de que a população local, arranjasse um pretexto para tirar aquelas terras da mão dos japoneses (Se fosse descoberto alguma coisa que indicasse espionagem, isso acontecia). Será que aquela guerra iria trazer uma instabilidade eterna para os Lopez? 


Personagens com dramas diferentes, mas um amor transformador pela música. Cada um à sua maneira, eles são afetados pela magia das três irmãs. 

Ao terminar cada história o coração fica apertadinho... Deixando o leitor com um ponto de interrogação (?) até o final das três histórias a própria autora falou sobre a dificuldade de tecer ambas. Geralmente eu leio nas madrugadas e ficava aflita a cada final de capitulo. chorei com os personagens: Friedrich, Mike Flanery e seu irmão caçula; e Ivy Maria Lopes. Pois histórias como essas ocorreram na vida real, que a segunda guerra foi capaz de dizimar famílias, levar crianças ao sofrimento dos campos de concentração, ficarem órfãs, não terem escolhas. 

Porém, a autora conseguiu integrar três coisas maravilhosas nesse livro: Música, História e Realismo Fantástico. A melodia das musicas clássicas estiveram no decorrer da história de cada personagem do inicio ao fim. 

ECOS - EM HARMONIA COM OS IRMÃOS GRIMM foi o primeiro contato que eu tive com a Editora. DarkSide Books, é a primeira Editora do Brasil dedicada ao terror e à fantasia A editora criou uma coleção Darklove com histórias sobre a força feminina na literatura. 

Diferente dos outros livros a autora quebra seu coração em pedacinhos três vezes e te deixa com um ponto de interrogação (?) até o final das três histórias a própria autora falou sobre a dificuldade de tecer ambas. Geralmente eu leio nas madrugadas e ficava aflita a cada final de capitulo. A autora consegue se redimir no ultimo capitulo tecendo um grande final para os personagens Friedrich, Mike Flanery e seu irmão caçula; e Ivy Maria Lopes. O resultado foi um final digno de um grande espetáculo de sons. 





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