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20 de setembro de 2020

Resenha: A Guerra Que Salvou a Minha Vida



A Guerra Que Salvou a Minha Vida 
Kimberly Brubaker Bradley
Ano: 2017/ Páginas: 240
Idioma: português
Editora: DarkSide Books
Avaliação:☕☕☕☕☕



A Guerra que Salvou a Minha Vida tem narração clara em primeira pessoa, com capítulos curtos. As palavras de Kimberly fluem com a capacidade incrível de transportar o leitor em uma imersão na história.

“Minha casa era uma prisão, eu mal suportava o calor, o silêncio e o vazio”

Os personagens são encantadores: Susan tem um coração maravilhoso apesar do sofrimento pela morte prematura da irmã e  descobre nela mesma a capacidade de amar, educar e se importar com o futuro de duas crianças como se fossem seus próprios filhos. James o irmão mais novo de Ada é um menino encantador e nos apresenta aquela típica inocência da infância. Ada a protagonista, nos arranca lagrimas perante tanta persistência em ser feliz, em provar para ela mesma que sua deficiência não a define e que ela não precisa se esconder das pessoas e do mundo por isso.


A história se passa durante a Segunda Guerra Mundial, onde os irmãos Ada e James vivem com a mãe em Londres. Nós conhecemos a protagonista da trama logo no início, quando somos apresentados a uma menina de dez anos que sofre agressões físicas e psicológicas de sua mãe porque ela tem ”pé torto”. Enquanto seu irmão James – ao qual ela é muito apegada e serve de motivação para que ela siga em frente – pode sair e descobrir o mundo brincando com as outras crianças, ela precisa ficar isolada em seu apartamento, pois sua mãe a considerada uma vergonha e acredita que ela não é merecedora de ser feliz pela deficiência que tem.

-“Você não passa de uma desgraça! ” Ela gritava. 
_“ Um monstro, com esse pé horrível! ” Acha que eu quero que o mundo todo vendo a minha vergonha? ”

A edição física do livro é de longe uma das mais caprichadas da editora e uma das mais lindas que já vi. A capa do livro tem relevos com desenhos com cores antigas e desenhos que imitam tecidos costurados e desenhos de botões.

A Guerra que Salvou a Minha Vida é um lançamento da DarkSide Books, é a primeira Editora do Brasil dedicada ao terror e à fantasia A editora criou uma coleção Darklove com histórias sobre a força feminina na literatura. Escrito pela autora Kimberly Brubaker Bradley. Vencedor do Newbery Honor Award e primeiro lugar nos mais vendidos do New York Times, assim como é adotado em diversas escolas nos EUA.

Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando.
Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor
.


Essa história é maravilhosamente marcante! É a minha leitura preferida desse ano. Um ponto que me tocou bastante, é que em várias partes a autora deixa claro que os dois irmãos não sabem ler ou não sabem o nome de atividades simples do dia a dia, e era necessário um adulto e Susan se tornou aos poucos uma mãe ideal para aquelas crianças... Ada me arrancou lagrimas e risos durante a sua trajetória em vê-la perceber que é capaz de muitas coisas, algumas até que ela nem imaginava. Senti cada emoção junto com os personagens – 

Para quem já gosta de romances que se passam durante a Segunda Guerra, e até para os iniciantes no assunto, eu indico a leitura de A Guerra que Salvou a Minha Vida, pois ele nos faz refletir até mesmo sobre o modo como levamos nossas batalhas pessoais e nos emociona com um tema tão profundo.

O crescimento dos personagens ao longo da trama acontece conforme a guerra avançava. Se dá, quando os personagens: Ada, James e Susan se encontram em uma realidade que nenhum dos três estavam preparados. A Ada, por conta de todas as agressões que sofreu durante a vida, tem resistência a achar que realmente está bonita, que merece amor e que outras pessoas gostem de estar ao lado dela, e é lindo ver como a autora explora a melhora disso. Outro fator interessante é que o livro está cheio de referências a outras histórias, como Alice no País das Maravilhas, Peter Pan e Os Robinsons Suíços.

"Ela achou que eu estava mentindo, ou, na melhor das hipóteses, exagerando. Agora voltava a encarar o meu pé ruim. Senti uma onda de calor subir pelo meu pescoço. Pensei no que a Susan faria. Espichei o corpo, cravei os olhos no homem e disse, empertigada: ”Meu pé ruim fica muito longe do meu cérebro”.

Tenho uma questão com os meus pés que eles são feios (tenho a duas unhas do pé encravada) e o numero do meu calçado é 39-40. Na minha adolescência eu só usava tênis nunca consegui usar sapatos e sandálias femininas que eu morria de vergonha! Me identifiquei com a Ada, adorei a frase: ”Meu pé ruim fica muito longe do meu cérebro” e acho que eu á usaria em algum momento que as pessoas ficassem encarando muito o meu pé. O livro A Guerra que Salvou a Minha Vida foi uma das melhores leituras do ano.


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18 de setembro de 2020

Resenha: Quem é você Alasca?




Quem lê o blog a mais tempo... Chegou a ler por aqui "A saga" das minhas leituras do autor John Green:


O livro Quem é você Alasca?  foi o quinto livro que li do John Green. O primeiro (A Culpa é das Estrelas) foi maravilhoso e devorado rapidamente, o segundo (O Teorema Katherine), foi uma Leitura sofrível! No decorrer do livro veio à pergunta “tem certeza que é o mesmo autor?”. No terceiro, (Deixe a Neve Cair) uma nevasca durante o Natal, é o pano de fundo para três histórias de amor que se entrelaçam, foi uma leitura bastante cansativa... No quarto livro, (Cidades de Papel) essa leitura serviu para que eu fizesse as pazes com o autor John Green... Essa é a leitura que mais se aproxima do livro "A Culpa É Das Estrelas" com escrita tipica do John Green sem deixar o leitor entediado. Li o livro em menos de uma semana, e não economizei nos post-its.


 Titulo: Quem é você Alasca?
Ano: 2005
Páginas: 335
Idioma: português
Editora: Intrínseca

Sinopse: Miles Halter vivia uma vidinha sem graça e sem muitas emoções (ou amizades) na Flórida. Ele tinha um gosto peculiar: memorizar as últimas palavras de grandes personalidades da história. Uma dessas personalidades, François Rabelais, um escritor do século XV, disse no leito de morte que ia em “busca de um Grande Talvez”.


O livro Quem é você Alasca? do autor John Green foi publicado em 2005 nos Estados Unidos. O livro que deu início ao sucesso que seria o autor completou seus 10 anos e em comemoração a editora Intrínseca publicou uma linda edição comemorativa. A Edição especial contém, além da história original: Um texto de apresentação pessoal e revelador assinado por John; Cenas cortadas do manuscrito original; Detalhes do processo de edição do romance; Respostas de John às perguntas dos fãs 


A edição da editora Intrínseca está maravilhosa, a capa é linda e com aquele aspecto brilhoso e com relevo que eu adoro! A diagramação também está super organizadinha e bem espaçada. As páginas são amarelas bem pensadas para proteger nossos olhos após longas horas de leitura.  O ritmo da leitura do livro Quem é você, Alasca? é ótimo. Tudo acontece a todo momento ao redor dos personagens, a linguagem e as estruturas são muito boas e é repleto de passagens de bom humor, o que suaviza e equilibra os aspectos mais pesados do livro.




“Saio em busca de um Grande Talvez.” Miles Halter

“Mas por que Alasca? Ela sorriu com o lado direito da boca. Bom, mais tarde descobri o que significava. Tem origem na palavra aleúte Alyeska que quer dizer “aquele contra o qual o mar quebra”, e eu amo isso. (..)” Miles Halter


O protagonista é Miles Haulter, apelidado de “Gordo”, ele é aquele típico nerd de todos os livros do Green, não tem amigos, é certinho e sempre se apaixona pela garota errada, a mais popular, a mais bonita e inatingível da história. Os outros personagens da história, por outro lado, são sempre muito bem construídos e interessantes, ao meu parecer eles são o tempero dos livros do Green, quase tão importantes quanto o próprio protagonista. 

“Chega uma hora em que é preciso arrancar o Band-Aid. Dói, mas pelo menos acaba de uma vez e ficamos aliviados.” Miles Halter

Miles mora com os pais e está prestes a deixar sua típica cidade e escola para se aventurar em busca do que ele chama de seu “Grande Talvez”, que nada mais é do que a razão de tudo, o sentido que falta em sua vida. Para isso ele decide ir para uma nova escola, Culver Creek, lá rapidamente faz amizade com seu colega de quarto Chip – conhecido como Capitão, e Alasca Young, a garota mais legal e descolada da escola. Miles fica imediatamente hipnotizado pela perspicaz e intrigante Alasca, ela é tudo que ele não é: engraçada, atrevida, sensual e destemida. Alasca é misteriosa e imprevisível. Perfeita para Miles, não fosse ela comprometida! Descobrir a verdadeira Alasca se tornou um desafio instigante para Miles, afinal, Quem é Você, Alasca? é o título perfeito. Seguido de: o primeiro amigo, a primeira garota, as últimas palavras. Após terminar o livro tudo isso faz sentido. 
“Tantos de nós teríamos de conviver com coisas feitas e deixadas por fazer naquele dia. Coisas que terminaram mal, coisas que pareceram normais na hora, porque não tínhamos como prever o futuro. Se ao menos conseguíssemos enxergar a infinita cadeia de consequências que resultariam das nossas pequenas decisões. Mas só percebemos tarde demais, quando perceber é inútil.”Miles Halter


Em meio a cigarros, bebidas, sexo, trotes de escola, novas descobertas e novos amigos, Miles se vê finalmente levando a vida empolgante que jamais havia conhecido, e Alasca parece aproximá-lo cada vez mais de seu “Grande Talvez”, até que um acontecimento muda completamente as vidas de todos em Culver Creek, e eles tem que aprender a lidar com as conseqüências de atos que nem ao menos haviam se dado conta serem relevantes. 

“Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em como será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente.” Alasca Young

Neste livro,  há uma forte carga emocional inserida nos menores detalhes e banalidades. Por isso leiam tudo com atenção pois os diálogos são as grandes chaves para a mensagem que o autor quis passar. A primeira vista Quem é você, Alasca? pode ser considerado apenas mais um livro sobre colégios, trotes e descobertas adolescentes, mas o que o difere dos outros é justamente a sensibilidade e riqueza de detalhes com os quais Green abordou o tema. Esse livro me revelou um autor maduro que também sabe abordar temas mais sérios com a devida leveza e profundidade. Me emocionei em várias passagens e fiquei com o coração apertado por muitas páginas. É um livro feito para provocar a reflexão sobre várias coisas. Vale a pena ler! 

E, afinal, o que é uma morte “instantânea”? Quanto tempo dura um instante? Um segundo? Dez? A dor desses segundos deve ter sido horrível (…) somente o mais puro pânico. (…) Duvido que a duração de um instante de dor lancinante pareça realmente instantânea. Miles Halter


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17 de setembro de 2020

Resenha: Por Lugares Incríveis, Jennifer Niven


livro Por Lugares Incríveis 
Autora Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Avaliação: ☕☕☕💦

Ontem, eu terminei de ler o livro Por Lugares Incríveis da autora Jennifer Niven. A narração do livro é dividida em dois ponto de vistas diferentes de um garoto que sofre como Transtorno de Bipolaridade. E uma garota que está vivenciando o luto da imã mais velha de uma maneira um tanto que peculiar. Os personagens importantes da história são Violet Markey e Theodore Finch eles se encontram quando Violet Markey está em cima da ponte pensando em tirar a sua própria vida.

Esse livro contém gatilhos pois fala sobre: bullying, transtornos mentais e sofrimentos psicológicos e suicídio na juventude. 

Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, a garota se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família. 



Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los. 

"Aprendi que existem coisas boas no mundo, se você procurar por elas. Aprendi que nem todo mundo é uma decepção, incluindo eu mesmo, e que um salto a 383 metros de altura pode parecer mais alto que uma torre do sino se você estiver ao lado da pessoa certa"
JENNIFER NIVEN foi criada em Indiana, mas hoje mora com o marido e muitos gatos em Los Angeles, seu lugar preferido para andanças. É autora de Por lugares incríveis (2015) e Juntando os pedaços (2016), ambos best-sellers do New York Times. Também escreveu quatro romances para adultos, três livros de não ficção e, em parceria com Liz Hannah, o roteiro do filme de Por lugares incríveis, lançado em 2020 pela Netflix. 



Você merece coisa melhor. Não posso prometer que vou estar por perto, não porque eu não queira. É difícil explicar. Sou problemático. Estou despedaçado, e ninguém pode me consertar. Eu tentei. Ainda estou tentando. Não posso amar ninguém porque não é justo com quem me amar de volta. Nunca vou machucá-la, não como quero machucar Roamer, mas não posso prometer que não vou desmanchá-la, pedacinho por pedacinho, até você ficar em mil caquinhos, como eu. Você tem que saber no que está se metendo antes de se envolver.

Esse livro chegou em minhas mãos em uma dessas voltinhas despretensiosas na livraria em 2016... Ontem, quando eu finalmente terminei de ler esse livro percebi que "Esse livro me destruiu por dentro...". Mas, esse é o ponto, quantas vezes precisamos ser destruídos para construirmos uma nova versão de nós mesmos? 

"Não é culpa sua. E ficar pedindo desculpa é perda de tempo. Você tem que viver sem arrependimentos. É mais fácil fazer a coisa certa desde o início pra que não tenha que pedir desculpas depois."

Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, a garota se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e chamado de "aberração" por onde passa. Para piorar, é obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família. 


O livro Por Lugares Incríveis da autora Jennifer Niven é um romance que foi escrito para a faixa etária Infanto Juvenil de uma maneira inteligente e bastante didática. Nessa faixa etária, o adulto é um papel de referência na vida desse jovem adolescente e nos livros YA os adultos são sempre descritos como irresponsáveis, pais negligentes, violentos... 
Mas não sou um conjunto de sintomas. Não sou uma vítima de pais horríveis e de uma composição química mais horrível ainda. Não sou um problema. Não sou um diagnóstico. Não sou uma doença. Não sou uma coisa que precisa ser salva. Sou uma pessoa.
Porém, o que me incomodou bastante foi o Conselheiro Escolar (embrião) ser descrito de uma maneira irresponsável tratando a saúde mental de um jovem Theodore Finch como uma conversa sem empatia e sem saber lidar com adolescentes. Eu fiquei lembrando dos meus estágios em Psicologia Escolar e o quanto é necessário um profissional qualificado em um ambiente escolar. Durante toda a narrativa observamos o Theodore Finch querendo "salvar" Violet Markey da sua até então " figura de referência" que era a sua irmã mais velha. Mesmo com todo o seu sofrimento ele fez Violet Markey viver momentos incríveis. Apesar de todos os pontos positivos e negativos eu achei uma leitura emocionalmente Boa.



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14 de setembro de 2020

Resenha: Auggie&Eu - Três histórias Extraordinárias







Auggie&Eu- Três histórias Extraordinárias 
R. J. Palacio
Ano: 2015 
Editora: Intrínseca
Avaliação:☕☕☕☕☕ 




O livro Auggie&Eu- Três histórias Extraordinárias não é uma continuação do livro Extraordinário e sim um complemento da história. Sim, você terá que ler o livro para conseguir entender o decorrer da história. O livro é divido em 3 diferentes perspectivas. Tornando-se a narrativa mais atraente e com uma história mais rica. Quando não foca em somente em um personagem como no livro Extraordinário.



Os Personagens Importantes ganham novas perspectivas: Julian, Christopher e Charlotte, personagens da vida de Auggie, narram nos três contos reunidos no livro Auggie e eu seus encontros e desencontros com o amigo extraordinário. 



A história de Auggie Pullman, o menino de aparência incomum que tem encantado milhares de leitores desde o lançamento do romance Extraordinário, em 2013, ganha agora novas perspectivas: Julian, Christopher e Charlotte, personagens da vida de Auggie, narram nos três contos reunidos no livro Auggie e eu seus encontros e desencontros com o amigo extraordinário: 

O capítulo do Julian dá voz a um personagem controverso: o menino que liderava o bullying contra Auggie na escola. Enfim temos a oportunidade de entender o que o levou a agir dessa forma e o que Julian pensa das próprias ações. 

Em Plutão, o narrador é Christopher, o primeiro amigo de Auggie. Os dois meninos compartilham lembranças da infância e, apesar de terem se distanciado, aprendem que boas amizades sempre valerão um esforcinho a mais. 

Shingaling mostra Auggie pelos olhos de Charlotte, a única menina entre as três crianças escolhidas para apresentar a Auggie sua nova escola. Com ela entramos no universo das garotas e vemos como a chegada de Auggie afetou as relações entre elas. Para quem sente saudades do menino cativante de feições e personalidade extraordinárias e tem curiosidade em saber mais sobre sua história, Auggie & eu é um verdadeiro presente. A narrativa do livro As Ilustrações das crianças servem como divisória dos capítulos do livro. Atenção! Esse livro contém gatilhos de bullying em ambiente escolar.

R. J. Palácio mora em Nova York com o marido, os dois filhos e dois cachorros. Por mais de vinte anos foi diretora de arte e designer gráfica, trabalhando nos livros de outras pessoas enquanto esperava o momento certo para começar o próprio romance. Sua estréia na literatura foi com Extraordinário. Desde que eu ouvi a história do livro Extraordinário em um dos eventos da Intrínseca eu fiquei encantada! Não vendo a hora de ler esse livro

A narrativa do livro Auggie&Eu é dividido em três contos: capitulo de Julian: Julian não era apenas um menino mimado... Seus pais arrumavam justificativas para cada ato que ele cometia. No começo, Julian é apenas um garoto petulante da maneira como ele trata o Auggie chamado ele de "monstro" e o seu possível transtorno de ansiedade e pesadelos parece um tanto dramático típico de um garoto mimado como Julian. Mas, a vida tem um jeito um tanto peculiar de nos ensinar... Depois do castigo do diretor Busanfa e isso inclui não ir para a "colônia de férias"seus pais lhe mandam passar as férias em Páris. Depois de uma conversa emocionante e esclarecedora com sua vó, Julian consegue perceber como as suas atitudes foram cruéis e pela primeira vez sente remorso das atrocidades que ele cometeu com Auggie em vez de arrumar "justificativas" mudou o seu comportamento e escreveu o mais bonito preceito "È preciso recomeçar".

“Julian. Você é tão novo. Você sabe que as coisas que fez não estavam certas. Mas isso não significa que você não seja capaz de fazer o que é certo. Significa apenas que escolheu o caminho errado. Foi isso que quis dizer quando falei que você cometeu um erro.”



No capitulo de Plutão, conhecemos o ponto de vista de Christopher. Amigo de August desde que tinha poucos dias de vida. Como cresceram juntos, ele nunca viu Auggie como diferente. Pelo contrário, ele só percebeu que havia algo de errado quando atitudes das pessoas de fora começaram a se manifestar. Com o passar do tempo, eles se distanciam, Chris faz novas amizades e isso vai brotando em sua cabeça, pouco a pouco, pensamentos egoístas em relação a sua amizade com Auggie. ele e considera essa amizade mais difícil de manter do que com outros garotos. É preciso algo inesperado para que ele perceba a importância da família e das amizades verdadeiras.




No capitulo de Shingaling, conhecemos o ponto de vista de Charlotte (a garota que fez parte da comissão de boas-vindas de Auggie com Julian e Jack Will). Charlotte é uma garota gentil, nunca tratou Auggie de maneira ruim como seus colegas, mas nunca o defendeu também. Na verdade, ela procurou se manter neutra quando o assunto era a guerra entre os garotos. Este capítulo é bem focado em amizade, principalmente sobre ter amigos que gostam de você exatamente como é, sem a necessidade de tentar se “moldar” para se encaixar em alguma turma ou aparentar ser diferente para que o admirem. Traz mensagens muito bonitas sobre o que realmente importa.


Julian não era apenas um menino mimado... Seus pais arrumavam justificativas para cada ato que ele cometia. 

No inicio, Julian é apenas um garoto petulante da maneira como ele trata o Auggie chamado ele de "monstro" e o quanto o transtorno de ansiedade foi usado apenas para justificar um comportamento babaca e os seus pesadelos parecem um tanto dramático típico de um garoto mimado como Julian. 


“[…] Eu cometi um erro com Tourteau. Mas o bom da vida, Julian, é que ás vezes podemos consertar nossos erros. Aprendemos com eles. Nós nos tornamos pessoas melhores. Nunca mais cometi com ninguém o erro que cometi com Tourteau. E tive uma vida muito, muito longa. Você também vai aprender com esse erro. Deve prometer a si mesmo que nunca mais vai se comportar assim de novo. Um erro não define quem você é, Julian. Entende? Você pode simplesmente fazer a coisa certa da próxima vez.”


Mas, a vida tem um jeito um tanto peculiar de nos ensinar... Depois do castigo do diretor Busanfa e isso inclui não ir para a "colônia de férias" seus pais lhe mandam passar as férias em Páris. A conversa com sua vó foi esclarecedora e emocionante. Julian consegue perceber como as suas atitudes foram cruéis e pela primeira vez sente remorso das atrocidades que ele cometeu com Auggie em vez de arrumar "justificativas" mudou o seu comportamento e escreveu o mais bonito preceito "È preciso recomeçar". Quantos Julian's você já conheceu? Você já foi um Julian na vida de alguém? Quando eu terminei de ler o capitulo do Julian senti vontade de abraçar forte esse personagem com a sua coragem de mudar o seu comportamento e atitude ele pode tornar-se alguém melhor.

“—Estou orgulhosa de você, Julian. —Você acha que ele vai me perdoar? —Isso é com ele. No fim, mon cher, tudo o que importa é que você se perdoe. Você está aprendendo com seu erro. Como eu aprendi com Tourteau.”




Auggie&Eu - Três histórias Extraordinárias Juntamente com o livro O Extraordinário é um dos meus livros preferidos ouve uma identificação com a mensagem que a história tenta transmitir que é Quando você não sabe o que fazer, simplesmente seja gentil. Não tem como dar errado.




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12 de setembro de 2020

Resenha: O Diario de Myriam





Título: O Diario de Myriam
Autor: Myriam Rawick
Editora: Darkside
Ano de Edição: 2018
Avaliação: ☕☕☕☕☕






“Meu nome é Myriam, eu tenho treze anos. Cresci em Jabal Saydé, o bairro de Alepo onde nasci. Um bairro que não existe mais.”.


O Diário de Anne Frank tornou-se um dos livros mais lidos do mundo. O relato tocante e impressionante das atrocidades e dos horrores cometidos contra os judeus faz deste livro um precioso documento e uma das obras mais importantes do século XX. De um lado, uma menina judia que passou anos escondida no Anexo Secreto tentando sobreviver à guerra de Hitler. De outro, uma garota síria que sonha ser astrônoma e vê seu mundo girar após a eclosão de um conflito que ela nem mesmo compreende.

A Guerra da Síria vista pelos olhos de uma menina.O Diário de Myriam é um registro comovente e verdadeiro sobre a Guerra Civil da Síria. Escrito em colaboração com o jornalista francês Philippe Lobjois, que trabalhou ao lado de Myriam para enriquecer as memórias que ela coletou em seu diário, o livro descortina o cotidiano de uma comunidade de minoria cristã que sofre com o conflito através dos olhos de uma menina. 





Mesmo separadas por mais de setenta anos, Anne Frank e Myriam Rawick têm um elo comum: ambas são símbolos de esperança e resistência contra os horrores de um país em guerra e acreditam no poder das palavras. O Diário de Anne Frank emocionou leitores de todos os cantos do mundo, e agora é hora de conhecer O Diário de Myriam, mais recente lançamento da linha Crânio da DarkSide® Books. 
"Quando a guerra começou, minha mãe sugeriu que eu escrevesse um diário. Nele, contava tudo o que tinha feito no meu dia. Eu pensei que assim eu poderia um dia lembrar de tudo o que aconteceu."

O Diário de Myriam faz parte da linha Crânio — a nova linha editorial de não-ficção da DarkSide® Books — estimula o leitor a entender e questionar o mundo que estamos construindo.O testemunho de Myriam faz um convite à reflexão do agora e estimula o leitor a entender e questionar o mundo que estamos construindo — além de ser um exercício de empatia pela dor do outro.


O Diário de Myriam apresenta a perspectiva de uma menina que teve sua infância roubada ao crescer rodeada pelo sofrimento provocado pela Guerra da Síria, iniciada em 2011. 

A guerra na Síria teve início por meados de março de 2011 quando pessoas insatisfeitas e incomodadas com o governo de Bashar al-Assad, começaram protestos pacíficos nas ruas e foram recebidos de forma violenta e brutal, dando início a uma guerra civil. O que era só uma insatisfação contra o governo atual, acabou desencadeando uma guerra pelo poder! Todos começaram atacar uns aos outros e atacar de todas as formas o ditador. Tudo isso piorou quando o Estado Islâmico entrou no confronto. Mais de 500 mil pessoas já foram mortas, sendo mais da metade, Civis! É um número muito chocante e assustador!
Myriam começou a registrar seu cotidiano após sugestão da mãe, que propôs que ela contasse tudo aquilo que viveu para, um dia, poder se lembrar de tudo o que aconteceu. 


Escrito entre novembro de 2011 a dezembro de 2016, o diário alterna entre as doces memórias do passado na cidade de Alepo e os dias doloridos e carregados de incertezas. E é com a sensibilidade de uma autêntica contadora de histórias que ela narra a preocupação crescente de seus pais com as notícias na tv, as pinturas revolucionárias nos muros da escola, as manifestações contra o governo, a repressão, o seqüestro de seu primo e, por fim, os bombardeios que destroem tudo aquilo que ela conhecia.


Nas aulas de história do ensino médio até a faculdade de Psicologia. Incluindo o meu TCC foi um projeto de pesquisa sobre Problemas Psicológicos na Migração com os Haitianos na cidade de Florianópolis/SC. eu escuto e leio a frase que devemos lembrar a História das grandes guerras para não repetimos os mesmos erros e ler  O Diario de Myriam foi praticamente um soco no estômago em perceber que a História  continua se repetindo...




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11 de setembro de 2020

"Até a página 100...": Por Lugares Incríveis, Jennifer Niven


No inicio, desse humilde Blog... Quando eu criticava os outros blogueiros por escrever  resenhas literárias (Sim, eu vivo para pagar com a minha própria  lingua!). Eu encontrei uma TAG que se chamava "Até a página 100...".  


Quando eu comecei a ler Por Lugares Incríveis da autora Jennifer Niven.  Eu senti que precisava escrever algo mais que uma resenha literária ao terminar de ler esse livro com uma grande carga emocional no decorrer da leitura que é necessário respirar a cada final de capitulo.

Será que hoje é um bom dia para morrer?

Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, a garota se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e chamado de "aberração" por onde passa. Para piorar, é obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família.


Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular.

Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: conhecer lugares incríveis do estado onde moram. Ao lado de Finch, Violet para de contar os dias e finalmente passa a vivê-los. O garoto, por sua vez, encontra alguém com quem pode ser ele mesmo, e torce para que consiga se manter desperto.

Então, estou lendo esse livro junto com alguns amigos e ontem eu  dei um gás na leitura que estava bastante atrasada... A narrativa, contém uma grande carga emocional. No decorrer da leitura, é necessário respirar a cada final de capitulo.

Algo que me deixou bastante fragilizada foram os diálogos que geralmente acontecem na vida real  _ Talvez  você devesse subir lá e tentar mais uma vez _ Eu fiquei ruim duas vezes, quando me falaram da existência desse diálogo e quando eu realmente li no contexto. A frase “Eu discordo do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo” dito pela escritora inglesa Evelyn Beatrice Hall é a frase que simboliza o direito de livre expressão.  Porém, a sua "Liberdade de Expressão" acaba quando você fere com as suas palavras os sentimentos das outras pessoas! É problemático a falta de empatia com as dores que não são nossas: Apontar o dedo, fazer  piadinhas e comentários que incentivem a outra pessoa a cometer o suicídio.


Esse livro chegou em minhas mãos em uma dessas voltinhas despretensiosas na livraria em 2016... Primeiramente, a capa chamou a minha atenção com o jogo de montar do "Pequeno Engenheiro" estilo aquele dos anos 80-90. Não lembro de ler a sinopse na livraria. O ano de 2016, foi um ano com uma carga emocional intensa ao folhear os primeiros capítulos fui observando  que eu não estava em um momento bacana para ler esse livro então abandonei a leitura por um tempo. Hoje em dia, as coisas melhoraram...Graças a Deus! Tive medo dos possíveis "demônios" serem desenterrados durante a leitura. Porém, eu percebo que amadureci bastante de quatro anos para cá e a leitura esta fluindo bem.

Eu ainda não tenho uma opinião formada dos protagonistas Violet Markey  e Theodore Finch. A Violet Markey, está vivendo o luto da irmã mais velha que morreu em um acidente de carro que Violet estava e que sofreu apenas alguns arranhões. Além de todo o sofrimento do Theodore Finch durante a narrativa dos capítulos  sinto alguns tipos de transtornos mentais que não fica muito claro durante a leitura.

Finch?

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10 de setembro de 2020

Resenha do livro: A bolsa amarela







Título: A bolsa amarela
Autor(a): Lygia Bojunga 
Editora: Cia das letras 
Número de páginas:140 
Classificação: ☕☕☕☕☕




Encontrei esse livro em uma banca onde vende-se Cd's, discos e livros usados com o preço razoávelmente bom... E resolvi comprar. Ao decorrer da leitura pude perceber que era um livro infanto-juvenil com uma narrativa facil para esse público. Porém, cheios de sacadas e grandes ensinamentos. Adorei a história da garotinha Raquel e acabei me identificando ao longo da história com todas as suas vontades e sonhos onde ela foi colocando todos em sua bolsa amarela, um acessório que ninguém da casa se interessou e por isso acabou em suas mãos.



 Esta obra trata-se de um romance de uma menina que entra em conflito consigo mesma e com a família ao reprimir três grandes vontades (que ela esconde numa bolsa amarela) - a vontade de ser gente grande, a de ter nascido menino e a de se tornar escritora. A partir dessa revelação - por si mesma uma contestação à estrutura familiar tradicional em cujo meio "criança não tem vontade" - essa menina sensível e imaginativa nos conta o seu dia-a-dia, juntando o mundo real da família ao mundo criado por sua imaginação fértil e povoado de amigos secretos e fantasias.Ao mesmo tempo que se sucedem episódios reais e fantásticos, uma aventura espiritual se processa e a menina segue rumo à sua afirmação como pessoa. 


A personagem principal, a pequena Raquel é de facil identificação aos leitores mais novos e aos leitores que ja cresceram... Na criança existe essa  vontade de ser gente grande pela extrutura familiar um tanto que tradicional em cujo meio "criança não tem vontade" e a liberdade que teria caso fosse menino.

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8 de setembro de 2020

Resenha:O Oceano no Fim do Caminho - Neil Gaiman



Livro:O Oceano no Fim do Caminho -
Autor: Neil Gaiman
Editora: Editora Intrínseca
Gênero: Fantasia / Young Adult
Páginas: 208
Minha avaliação: ★★☆☆☆



Essa leitura encaminha o leitor para um mundo em que tudo é incrivelmente fantasioso e possível: a infância.

O enredo da nossa história começa de trás pra frente. O nosso protagonista – já na fase adulta – está voltando de um funeral e para espairecer um pouco a mente, ele resolve dar uma volta de carro e seguir por um outro caminho, um caminho que na verdade ele conhecia bem. Ele está nos arredores de onde passou a maior parte da infância (em Sussex, Inglaterra) e acaba indo parar no final da rua, na fazenda Hempstock, onde morava a única amiga que ele teve na infância:


Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino. Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.



Lettie Hempstock. Ele então é recebido pela mãe da antiga amiga e em meio às suas memórias de infância ele busca rever o lago, atrás da fazenda, que um dia ela o havia convencido de ser um Oceano.
“As memórias de infância às vezes são encobertas e obscurecidas pelo que vem depois, como brinquedos antigos esquecidos no fundo do armário abarrotado de um adulto, mas nunca se perdem por completo”. (pág. 14)

Nesse momento, o protagonista começa a refletir e se lembrar de memórias há muito tempo esquecidas, lembranças de quarenta anos atrás, quando ele era apenas um garotinho de 7 anos de idade, introspectivo e solitário, que buscava consolo e abrigo na companhia de livros, histórias fantasiosas de outros mundos, um escape da realidade que o rodeava. Tudo começa a ruir quando, em uma fase de dificuldades financeiras, seus pais resolvem alugar seu quarto para um estranho, o minerador de opala, e este acaba se suicidando no carro dos pais algum tempo depois. É neste momento que o garotinho encontra um refúgio seguro na fazenda Hempstock e principalmente na neta da família, Lettie Hempstock, que rapidamente se torna sua melhor amiga e protetora. 

“Vou dizer uma coisa importante pra você. Os adultos também não se parecem com adultos por dentro. Por fora, são grandes e desatenciosos e sempre sabem o que estão fazendo. Por dentro, eles se parecem com o que sempre foram. Com o que eram quando tinham a sua idade. A verdade é que não existem adultos. Nenhum, no mundo inteirinho.” (pág. 130) 

Toda a história é narrada pelo próprio protagonista através de suas memórias e lembranças, assim como sua visão de mundo naquela época. 


Na percepção do garotinho, coisas misteriosas e extraordinárias acontecem nos arredores da fazenda Hempstock e, ele e sua família estão correndo grande perigo, em especial pela chegada de um ser maligno chamado Ursula Monkton, que foi contratada pelos pais do menino para cuidar dele e da irmã quando sua mãe consegue um novo emprego. O garoto e Lettie então lutam durante todo o livro para escapar das garras de Ursula e tentar derrota-la, o que parece uma tarefa quase impossível considerando que todos parecem estar cegos de amores pela nova governanta, até mesmo – e especialmente – seu pai e sua irmã estavam encantados pela jovem e bela inquilina. 

“Não tenho saudade da infância, mas sinto falta da forma como eu encontrava prazer em coisas pequenas, mesmo quando coisas maiores desmoronavam. Eu não podia controlar o mundo no qual vivia, não podia fugir de coisas nem de pessoas nem de momentos que me faziam mal, mas tinha prazer nas coisas que me deixavam feliz.”
Esse foi o primeiro livro que li do Neil Gaiman. [Considerando que o livro "Faça Uma Boa Arte" é apenas um bom discurso com capa.]. A primeira vez que ouvi sobre O Oceano no Fim do Caminho, foi em um dos Eventos literários da  Turnê Intrinseca que ja escrevi sobre aqui no blog.

Essa leitura não foi nem de longe uma das minhas leituras favoritas Talvez o gênero fantasia não funcione comigo, Talvez a leitura não funcionou para esse momento... Por isso, a minha grande dificuldade de mergulhar na história. Porém, um ponto interessante nessa leitura é a linha tênue que o escritor atravessa entre a fantasia e a realidade do Personagem com 7 anos de idade que condiz com a loucura para um louco que a sua realidade independente de ser fantasia/loucura é real para o sujeito.

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© Lado Milla
Maira Gall