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25 de maio de 2020

Projeto Fora da Caixa: Algo que te fez Sorrir...

O Projeto Fora da Caixa é um desafio de criatividade onde os blogs participantes escolhem um tema mensal para fazer uma postagem relacionada ao tema, e o importante é exercitar a criatividade. Os temas podem ter várias interpretações, sendo representados através de fotografias, textos, desenhos, etc., depende de cada um. 
Como já diria Wiliam Bonner; "Está cansada, Renata?, (...) “Eu também. A gente está cansado, você deve estar cansado também, está todo mundo cansado”. O tom nostálgico dos meus textos é uma conseqüência do Corona Vírus/COVID19 e isolamento social... Porém, eu resolvi participar do projeto com outras Blogueiras que o tema desse mês é: Algo que te fez Sorrir...

Nesse final de semana, acordei mais cedo que habitual... Mesmo um pouco sonolenta eu liguei a TV e fiquei zappeando os canais. Parei no canal de musica  e estava passando o show da banda gaúcha de Rock Vera Loca que virou um DVD intitulado apenas como Ao Vivo, que foi gravado no dia 15 de novembro de 2012 no Bar Opinião em Porto Alegre/RS.



Naquele momento, algo que me fez sorrir...  além das lembranças dos shows que eu ja fui e que escrevo aqui no Canção de Segunda... Foram as oportunidades que eu já tive de fotografar esses shows.
Sempre começa pela música. Pelo assunto, e não pela técnica. Fotografar música é conhecer o som, prestar atenção nos músicos, entender como eles estão interagindo em cima do palco e, depois de entender o que está acontecendo ali, fazer um clique. Ou dois, sempre calmos e certeiros. Na hora que a música pediu. 
Dani Gurgel

A Banda Mais Bonita da Cidade
Esse foi o meu primeiro show que fui da banda, A Banda Mais Bonita da Cidade. Conheci a banda por causa da  musica “Oração”que foi à primeira musica a fazer sucesso por causa da internet, mas, a banda não corre mais o risco de ser conhecidos como A banda de uma musica só tendo outras musicas da banda que valem a pena ouvir: Mercadorama, #mimimi (vai entrar no segundo álbum…), Solitária, Boa pessoa,Nunca, Meu príncipe (vai entrar no segundo álbum…) e Aos garotos de aluguel...

A Banda Mais Bonita da Cidade
... Na penúltima musica do show da banda Comunidade Nin Jitsu o Mano Changes pede para as mulheres subirem no palco. O Nando (esse da fotografia) na mesma hora olhou para mim berrando -Vem, sobe!!!- quando eu vi, eu tinha entregado a minha cerveja para o segurança e tava no palco junto com outras meninas e interagindo e tirando selfie com o pessoal da banda...

Comunidade Nin-Jitsu 
 Em 2008 eu fui em um show dos guris da banda Acústicos e Valvulados que cantava a música "Fim de Tarde" e "Quintal" que eu ouvia incansavelmente naquelas madrugadas no meu rádio de pilha...

Acústicos e Valvulados

Entre show's e chalaças... Fiz uma conta rápida e eu Debutei no Rock Mendigo. Tem coisas que não mudam nunca (que bom!) o “tremilique” é o mesmo do primeiro show de 2008... A saudade são devidamente sanados, os momentos, as lembranças e as histórias "... são coisas que não cabem em um encarte de CD... "como cantava um outro cantor lá do Sul.

Aquela farra que só o pós show da banda Acústicos e Valvulados tem.






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27 de abril de 2020

Canção de Segunda: A Banda Mais bonita da Cidade



Hoje a TAG #Canção de segunda vai sair um pouco diferente vai ser mais um "diário de chalaça" sobre um dos shows mais bacanas que fui...

Quinta-feira, dia 18 de julho de 2013. Em Florianópolis na capital de Santa Catarina, a temperatura da cidade estava caindo gradativamente, em ameaça da tal “geada negra”, mas felizmente Era só um forte vento sul resultando na ventania e do frio daquela noite. A “sonífera ilha” digo, Florianópolis, saturada de falta de cultura e bons shows… Naquela noite de forte “vento sul” recebeu A Banda Mais bonita da Cidade. 
A cidade onde moro, é a capital do estado de SC, mas, quando se procura “eventos culturais” na city… Aqui mais parece cidade do interior. Mãããsss a questão era que tinha um programa legal (em uma noite tão fria, bacana e com pizza…) rs, na minha querida cof, cof  cidade, não podia pensar na possibilidade de não ir. Na bagunça que se encontrava o meu quarto com o guarda roupa recém desmontado, O grau de dificuldade de achar uma roupinha bacana pelos cantos da sala foi proporcional à bagunça que estava os aposentos…

O Teatro Álvares de Carvalho (TAC) é um dos teatros mais “humildes” aqui da região. Lembro-me de ter ido poucas vezes quando eu era menor, em excursão com a escola para ver peça infantil. Mesmo o teatro sendo “humilde” não tira o clima clean do show e a roupa também tem que ter o mesmo clima sem o tênis surrado companheiro fiel de *chalaças.  O TAC é um teatro pequeno, comparados aos outros dois teatros mais novos da cidade.  Mas, ainda assim é ambiente aconchegante e bem bacana para shows. Cheguei uns 30min antes no TAC para comprar ingresso (graças à falta de divulgação ainda tinha ingresso na hora…) e como não tem marcação de poltronas, era só entrar e sentar na poltrona que quiser (Prefiro assim!).

O “show de abertura” foi da Ana  P _ Falo em outro momento o que penso sobre banda de abertura…_ ¬¬. Não conheço nada sobre o trabalho da Ana, se não me engano, acho que ela participa do clipe “oração” e eu achava que ela fazia parte da Banda Mais bonita… Confesso que fiquei meio que boiando na apresentação dela. Embora eu tenha curtido algumas musicas, acabei aproveitando o primeiro show para fotografar _ Tenho uma “quedinha” por fotos de palco ** _. O clima da ultima musica da Ana foi um convite para a Uyara vocalista da banda mais bonita… Subir ao palco e começar o show da… 

 A BANDA MAIS BONITA DA CIDADE


Esse foi o meu primeiro show que fui da banda, do segundo show da mesma na minha cidade¬¬ dessa vez não me liguei muito no set-listdo show, mas só não entraram no set duas musicas que serão lançados no novo álbum. 

A musica “Oração” foi à primeira musica a fazer sucesso por causa da internet, mas, a banda não corre mais o risco de ser conhecidos como A banda de uma musica só tendo outras musicas da banda que valem a pena ouvir: Mercadorama, #mimimi (vai entrar no segundo álbum…), Solitária, Boa pessoa,Nunca, Meu príncipe (vai entrar no segundo álbum…) e Aos garotos de aluguel.

O entrosamento do pessoal do palco é a parte mais engraçada do show. Cheio de “piadinhas internas” um dos acontecimentos engraçados do show em Floripa, foi antes da musica do “príncipe” a vocalista toda inspirada para a canção joga a cabeça para o lado olha para o baixista da banda e cai na gargalhada… Essa até o publica caiu na risada e demorou a se conter para ouvir uma musica tão calminha.

Terminaram o show com á musica “oração” o Diego Plaça seguiu para fora do palco carregando um bumbo e depois o restante da banda seguiu levando a plateia do show para a porta do teatro terminando do mesmo jeito que o clipe.



Na parte “camarim” que não teve, o pessoal da banda ficou conversando com o publico a vocalista da banda Uyara entrou direto para o banheiro para trocar de roupa. O que fez o público demorar um pouco mais no “Hall” do teatro todo mundo queria; uma foto, um “oi, tudo bem!”, uma dedicatória no CD recém- comprado… Dos músicos. Falei mais com o Vinicius Nisi (Não chora Vini…) e o Diego Plaça, pois eu tava encostada na parede e eles estavam passando… Foram bem simpáticos, perguntando o que eu tinha achado do show e assinando folhinhas aleatórias e o livreto do CD. Tirei uma foto com a Uyara, pois as meninas solicitaram um foto com ela e acabei aproveitando tirando uma foto com ela também, mas não consegui falar muito com ela, pois tinham que seguir viagem...

 



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23 de março de 2020

Canção de Segunda: Nenhúm de Nós




Nenhum de Nós é uma banda de rock brasileira do estado do Rio Grande do Sul fundada em 1986.

O Início

Sady Homrich e Carlos Stein se conheceram nos tempos da primeira série escolar, mais tarde, na quinta série, conhecem Thedy Corrêa. Tudo isso no colégio lasallista Nossa Senhora das Dores, na rua Riachuelo em Porto Alegre. Ali, bem perto do Theatro São Pedro, onde os garotos nem imaginavam, viveriam momentos importantes da futura carreira.

Thedy ganhou um violão aos quatorze anos, foi aluno de violão clássico do professor Afrânio. Carlos, com quinze anos, comprou sua primeira guitarra , juntamente com seu irmão, Thedy e outro amigo em comum formam um grupo folk batizado de Quarteto Jererê. 

Na faculdade, Carlão foi um dos fundadores do grupo Engenheiros do Hawaii. Depois de dois shows, saiu para formar uma banda com os amigos Thedy e Sady, sendo que este tinha na faculdade um grupo de samba-de-raiz chamado "Grupo do Fadinho". Após decidirem formar a banda, Sady começou a ter aulas de bateria com o professor Thabba. O "bat-local" do ensaio era a garagem da namorada de Thedy e contava com: uma bateria improvisada, uma caixa emprestada, um violão convertido fazendo a vez de contra-baixo e uma guitarra (sim, a guitarra era de verdade, o que não evitava as pedras jogadas pelos vizinhos). Depois de algum tempo, ensaiavam quase todas as tardes no bar Bangalô, onde Sady trabalhava como músico.


Nome da Banda

O espetáculo de lançamento do trio com o nome Nenhum de Nós foi no mesmo bar com um público de umas 80 pessoas entre amigos e parentes. Precisavam de um nome para a apresentação. Eles buscavam um nome que provocasse curiosidade e que denotasse algo em comum entre os três: Nenhum de Nós enxerga direito; Nenhum de Nós rodou na escola; Nenhum de Nós foi para o quartel" etc. De tanto se repetir ficou este o nome: NENHUM DE NÓS.


Curiosidades

Já animando alguns bailezinhos de carnaval por aí, se preparavam para abrir um espetáculo do DeFalla na Sociedade de Amigos da Praia do Imbé (SAPI) e, devido a um imprevisto, se atrasaram. Isto fez com que o DeFalla iniciasse seu show e os meninos do Nenhum tocassem depois. O produtor e a banda, que acabou tocando antes, foram obrigados a esperar o show do Nenhum acabar pois eles utilizariam o mesmo equipamento de som. Antônio Meira, o produtor, gostou da música dos jovens e pediu uma "fitinha" demo, que enviou às gravadoras. E, com a imensa bagagem de uns seis shows, foram para a cidade de São Paulo para gravar seu primeiro disco, em junho de 1987.



Integrantes:

Thedy Corrêa: casado e tem uma filha, Stella. O vocalista tem projetos paralelos ao Nenhum de Nós. Exemplos disso são o CD solo Loopcinio, onde faz uma homenagem ao cantor gaúcho, Lupicínio Rodrigues e o livro Bruto que acaba de lançar.

Veco Marques: formado em Publicidade e Propaganda pela Unisinos. Toca violão e, para o Nenhum de Nós Acústico 2, mandou trazer uma sitar da Índia.
Carlos Stein: costumam dizer que Carlão é "o cara", pois além de tocar em uma das grandes bandas do rock brasileiro, ajudou a fundar os Engenheiros do Hawaii.

Sady Homrich: este "abominável homem da bateria" já nasceu com as baquetas na mão. Formado em Engenharia Química pela PUCRS, diz que na estante não faltam livros de química e de metafísica. Sady usa baterias e peles RMV, baquetas Pro-Star e pratos Orion.

João Vicenti: o mais novo integrante da banda nasceu em 11 de agosto de 1965. Foi o último músico a se juntar ao Nenhum de Nós. Cursou faculdade de Educação Física, na FUNBA.




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14 de janeiro de 2020

Canção de Segunda: Codinome Beija-Flor


Composta em 1985 e lançada no álbum Exagerado, Codinome Beija-Flor é uma das músicas mais bonitas e admiradas do Cazuza. Ao contrário de muitas músicas que o cantor compôs na época em que ainda fazia parte do Barão Vermelho, é uma canção mais contida e filosófica. 


Créditos: Divulgação

Isso tem muito a ver com o momento de sua composição: Cazuza escreveu Codinome Beija-Flor quando estava de cama, internado num hospital. Além da reflexão do artista nas letras, os versos são acompanhados só pelo piano e pelo violino, mostrando um lado do artista muito diferente do garoto rebelde do Barão. Imagina colocar o primeiro álbum solo do Cazuza pra tocar e descobrir essa versão madura do cantor?


História da música Codinome Beija-Flor


Quando Cazuza compôs a música, estava na cama do hospital observando beija-flores pela janela.

Daí vem a metáfora para quando um relacionamento não termina bem: o amor ainda existe e surge aquele sofrimento de ver o outro seguindo em frente (de flor em flor). Pronto: codinome beija-flor. Significado da música Codinome Beija-Flor

Antes da gente falar da letra da música, dá uma olhada nessa linda apresentação:


          


Lindo, né? Então vamos pensar um pouco sobre de onde vem esses versos:


Pra que mentir 
Fingir que perdoou 
Tentar ficar amigos sem rancor 
A emoção acabou


Aqui, o compositor nos dá o contexto: entre mentiras e perdões, notamos que algo está errado nesse relacionamento. Houve mágoa e não adianta tentar viver de aparências, porque resta um sentimento ruim de alguma das partes (ou de ambas).


Que coincidência é o amor 

A nossa música nunca mais tocou

O amor é cheio de coincidências e ironias, né? Se, por um lado, quando nos apaixonamos os sinais parecem estar em todos os lugares (como a música do casal tocando em todo canto), quando o amor acaba, os sinais podem parar junto.
É sobre isso que o artista reflete, usando nossa música como uma referência aos bons momentos que não voltam mais.


Pra que usar de tanta educação 

Pra destilar terceiras intenções


Nesse trecho, o compositor critica a cortesia do pós-término, em que ambos são cordiais mas não existe sinceridade nisso. Para Cazuza, resta um misto de ciúme, raiva e mágoa, com aquela confusão típica de fim de relacionamento.


Desperdiçando o meu mel 
Devagarzinho, flor em flor 
Entre os meus inimigos, Beija-Flor 

Eu protegi o teu nome por amor 
Em um codinome, Beija-Flor 


É nesse ponto que se cria um codinome: pode ser uma metáfora ao momento do relacionamento, mas também uma forma de proteger a pessoa amada de uma exposição. Fica o codinome de um pássaro lindo, mas que também não “pára quieto” em somente uma flor: é um dos animais conhecidos por serem poligâmicos e não-domesticáveis.


Não responda nunca, meu amor, nunca 

Pra qualquer um na rua, Beija-Flor 


Que só eu que podia 

Dentro da tua orelha fria 
Dizer segredos de liquidificador


Aqui, o ciúme fica claro. Como desapegar de um amor e deixar que outras pessoas possam tê-lo, compartilhar segredos e vulnerabilidades? É com esse dilema que Cazuza se depara, tentando lidar com o luto do relacionamento. A gente sempre acaba sendo um pouco narcisista e possessivo nessas horas, né? 


Você sonhava acordada 

Um jeito de não sentir dor 

Prendia o choro e aguava o bom do amor 
Prendia o choro e aguava o bom do amor


Aqui podemos ver que o ressentimento também existia durante o relacionamento. Muita coisa não era dita, as dores não eram manifestadas e a pessoa amada prendia o choro. Com essas palavras, a gente imagina como a relação era sofrida, mas que ainda existia um forte amor entre os dois



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7 de julho de 2019

Precisamos falar sobre Podcasts.


Podcasts são programas de áudio (podem ser de vídeo também), distribuídos através de um feed RSS, que permite que o usuário ouça o conteúdo online. Ou seja, o download vai sendo feito conforme você escuta, mas também pode ser baixado no formato MP3 ou algo do gênero para o aparelho de sua escolha, como um computador, celular ou tocador de MP3.

O termo podcast surgiu por causa do iPod, após a descoberta de como transferir esses arquivos de áudio disponíveis apenas em RSS para o iTunes. Assim eles poderiam ser tocados no produto da Apple. A nova forma de transmitir esses dados foi chamada de podcasting.

Podcast do Pi

Ao lado de Edu Mendas, Everton Cunha (Mr Pi) responde os e-mails dos ouvintes, comenta esse espaço de tempo entre o nascimento e a morte chamada de vida e aproveita pra falar sobre tudo mais que der vontade na hora.


Eu comecei  a ouvir o Everton Cunha em meados de 2001 na rádio Atlântida no falecido programa Pijama Show...  O podcast do Pi que foi um dos primeiros podcasts que eu comecei a ouvir... lembra um pouco do programa Pijama Show daquela época naquela época com mais assuntos bacanas do que musicas.


Meia hora sozinho


O Meia Hora Sozinho é um podcast muito parecido com final daquele filme 8 mile do Eminem saca? Só que ao invés do Eminem é o Alexandre Nickel falando sozinho durante meia hora. Mas nem sempre é meia hora e nem sempre é sozinho. Na verdade também não tem muito a ver com o final do 8 mile. Acho que deu pra entender né? Escuta aí.


Eu comecei a ouvir o podcast o Meia Hora Sozinho por causa do Coletivo de Najas que virou um feed também!!! Os integrantes do futuro "Coletivo de Najas" são: Thales Monteiro, Gabriela Carvalhal e Cotô.

Imagina Juntas 

Imagina Juntas é um podcast sobre a vida dos millenials que estão tentando ser adultos e (quase sempre) conseguindo. Ouça discussões sobre cultura pop, trabalho, dinheiro (e falta dele), relacionamentos e todo o resto das coisas importantes que a gente esqueceu de listar aqui. Apresentado por Carol "Tchulim" Rocha, Jéssica Grecco e Gus Lanzetta.


Sabe aquele papo entre amigas... Que sempre tem o amigo (o cota macho) para dar um sabor diferentão nos papos sérios??? O podcast Imagina Juntas... é isso. É apresentado pela Carol Tchulim, Jeska Grecco e Gus Lanzetta (a cota macho do programa).

Um Milkshake chamado Wanda

Notícias, fofocas, opiniões e bom-humor sobre o mundo do entretenimento e a da cultura pop servem de munição para as doses semanais do podcast Um Milkshake Chamado Wanda. Toda quinta-feira, às 13:17, Phelipe Cruz do Papelpop.com, Samir Duarte e Marina Santa Helena comentam os acontecimentos mais legais do showbiz. Ouça! Não seja Lotus! Seja Meryl!


Eu conheci o podcast Um Milkshake Chamado Wanda pesquisando sobre  podcasts... Estou ouvindo o episódio sobre redes sociais com a Bruna Vieira e estou adorando !!!

Vocês curtem podcasts??? 
Quais podcasts vocês indicariam???

20 de maio de 2019

Canção de Segunda: Shallow (feat. Bradley Cooper)



A musica Shallow (feat. Bradley Cooper) é sucesso desde o ano passado, a música ganhadora do Oscar 2019 esteve presente em várias playlists graças ao filme A Star Is Born (ou Nasce Uma Estrela)

Apresentando ao mundo seu lado atriz, Lady Gaga teve a oportunidade de atuar como Ally, uma garçonete que busca a carreira como cantora. Sua personagem conta com o auxílio de Jackson Maine (Bradley Cooper), um cantor de country que está combatendo sérios problemas pessoais.

Lady Gaga e Bradley Cooper na capa do filme “Nasce Uma Estrela” / Créditos: Divulgação 
Claro que por ter uma pegada musical, Gaga também trouxe seu lado cantora para realizar a personagem e, graças a isso, a música composta pelo “time Shallow” (assim se nomeiam os compositores da canção Anthony Rossomando, Andrew Wyatt, Mark Robson e Lady Gaga) fez todo o sucesso que acompanhamos.

Inicialmente Shallow foi planejada para ser cantada apenas pela Gaga. Os compositores revelaram em entrevista para o TNT Brasil que durante toda a construção da canção esperavam apenas uma voz. Quem teve a ideia de transformar em um dueto foi o próprio Bradley Cooper, que além de ator também foi diretor do filme.

Lady Gaga como Ally e Bradley Cooper como Jackson Maine, seus personagens no filme / Créditos: Divulgação 

Além disso, o dueto marcante deixou a química do casal, construída durante todo o filme, ainda mais forte. Um bom exemplo dessa conexão é a apresentação dos dois no Oscar 2019. Simples e intensa, ambos tiveram um momento para dividir o piano e o microfone, deixando os fãs e admiradores do filme apaixonados:

A música apresenta uma letra intensa e com muitos significados profundos. A Canção sobre uma conversa entre um homem e uma mulher. Gaga declarou em entrevista para a L.A. Times que a construção da letra foi feita a base de uma descoberta. Ninguém sabia para onde ir e foram elaborando juntos:
“Eu estava no piano, os rapazes tinham todos guitarras nas mãos e começamos a criar letras e a partilhar uns com os outros.”.
E então afirmou: 
“É exatamente isso que a canção é. Trata-se de uma conversa entre um homem e uma mulher (…) Mas ainda não sabíamos disso quando começamos.”
Cena do filme “Nasce Uma Estrela” / Créditos: Divulgação 

Tell me something, girl
(Me diga uma coisa, garota)
Are you happy in this modern world?
(Você está feliz neste mundo moderno?)
Or do you need more?
(Ou você precisa de mais?)
Is there something else you’re searching for? 
(Existe algo mais que você está procurando?)

Primeiramente, a música começa com Jackson perguntando à garota sobre a felicidade dela em relação ao mundo. Ou seja, ele pergunta a Ally se ela está feliz com a vida que está levando, cantando em barzinhos, sem planos para uma carreira musical.

I’m falling
(Estou caindo)
In all the good times 
(Em todos os bons momentos)
I find myself longing for change 
(Eu me vejo almejando uma mudança)
And in the bad times I fear myself 
(E nos momentos ruins, eu tenho medo de mim mesmo)

Então, Jackson passa a falar sobre sua própria vida: enquanto ele desmorona num todo, nos momentos felizes é capaz de pensar e de lutar por uma mudança, porém, em momentos ruins, sente medo dele mesmo. Tudo ligado diretamente ao filme, já que o personagem passa por grandes desafios lidando com seus problemas pessoais.

Tell me something, boy 
(Me diga uma coisa, garoto)
Aren’t you tired trying to fill that void?
(Você não está cansado de tentar preencher esse vazio?)
Or do you need more? 
(Ou você precisa de mais?)
Ain’t it hard keeping it so hardcore? 
(Não é difícil manter toda essa energia?)

I’m falling 
(Estou caindo)
In all the good times 
(Em todos os bons momentos)
I find myself longing for change 
(Eu me vejo almejando uma mudança)
And in the bad times I fear myself 
(E nos momentos ruins, eu tenho medo de mim mesma)

Questionando sobre preencher um vazio, é como se Ally questionasse Jackson sobre seu estilo de vida agressivo e complicado nesse meio de estrela do rock. Ele estaria feliz com tudo dessa forma ou precisa de mais, isto é, precisa mudar tudo isso?

I’m off the deep end, watch as I dive in
(Eu estou à beira do precipício, assista enquanto mergulho)
I’ll never meet the ground 
(Eu nunca vou tocar o chão)
Crash through the surface 
(Caio através da água)
Where they can’t hurt us
(Onde eles não podem nos machucar)
We’re far from the shallow now 
(Estamos longe da superfície agora)

Nesse primeiro refrão, apenas há a voz de Ally, como se ela falasse para Jackson toda a mensagem. No trecho “I’m off the deep end“, temos um duplo sentido: ela pode estar se referindo ao fato de estar “perdendo a cabeça” e enlouquecendo, como também pode ser sobre se afastar da superfície. 

Nesse sentido, é como se ela estivesse mergulhando nesse estilo de vida, ou até mesmo no romance entre os dois, em que, quão mais fundo ela vai, mais segura está.

Quanto mais fundo se mergulha, menos da superfície é possível ouvir e sentir, logo, é como se ela buscasse a segurança ali, nas profundezas. 
We’re far from the shallow now (Estamos longe da superfície agora)
Há também um terceiro possível sentido: enfim Ally conseguiu ser vista por sua voz, já que por muito tempo foi julgada por sua aparência e que, por isso, não poderia ter uma carreira. Indo ao fundo, ela consegue estar fora de juízos e preconceitos superficiais, navegando profundamente em seu talento. Enfim, são diversas as possíveis interpretações, mas, num, todo a música fala sobre sair da superfície e ir ao fundo, sem medo de consequências e reações. 

É se entregar, sair da confusão, do barulho e do superficial até chegar no profundo, no que nem todas as pessoas podem sentir, seja no sentido dos bons sentimentos ou seja no sentido do sofrimento que ambos passaram em suas vidas. 

       

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6 de maio de 2019

Canção de Segunda: Histórias de Jô's...


ZALUZEJO 
(A história de Josilene Raimunda da Silva)
Por Fernando Anitelli.

"Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou com a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria sua patroa! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção de lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção. A Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda." (O Gigolô das palavras).

Outro dia, conversando com uma amiga estudante de "Letras" recebi a informação de que, de fato, é muito difícil encontrarmos pessoas que saibam falar português 100% correto... e o que seria este correto? seguir regras gramaticais? E as exceções? Seriam consideradas erros? Que ponte é esta que separa o formal do informal? E as novas expressões? E as palavras que surgem nos nossos dicionários a cada nova versão?

"Eu quero que delete meu e-mail do seu mailing list!" - Seria uma versão atualizada de: "Eu quero que risque meu nome da tua agenda!!" (?) - enfim... o que estamos discutindo é se falamos menos ou mais errados (errado?) O que importa é se estamos dizendo aquilo que gostaríamos de dizer... ou seja... não interessa o meu português... e sim, o que você entende daquilo que estou falando.

E foi a partir desta consideração que surgiu ZALUZEJO - canção em homenagem à Josilene Raimunda (uma empregada doméstica vinda de Pernambuco à 40 anos) que pra mim, é uma das grandes compositoras de palavras que já conheci... mas talvez... nem ela saiba disto... Como assim?
Certa ocasião, estava eu almoçando na casa de minha mãe quando Josilene, que almoçava comigo disse: "Fernando... sabia que antes de trabalhar na casa de sua mãe eu trabalhava na casa de um PIGILÓGICO?" - e, lógico, .... quem passou a perguntar fui eu: "PIGI... o quê?" ... "PIGILÓGICO poxa!... o doutor de cabeça!".

Foi então que percebi... que aquele modo todo próprio de falar estava na realidade me dizendo: psicólogo! Sim! Fechamos um diálogo! Ela falou, eu entendi e ponto final.

O assunto não parou por ali, ela me disse pra ligar no CEDULAR do meu pai e pedir pra ele passar no GADEFU para comprar LEITE DILATADO, LEITE INTREGAL, SUCRITCHO e OMOVEDOR AJACTU pra limpar o ZALUZEJO!

Com mais ou menos dificuldade, havíamos nos comunicado e isso é o que importava...

Diariamente conversávamos e diariamente anotei todas as palavras diferentes... algumas até, muito mais interessantes do que as originais como por exemplo: CAREJANGREJO (só pela palavra, parece que o bicho tem o tamanho de uma tartaruga!)

A conclusão disto tudo é uma música de sete minutos e meio feita somente com palavras e ditados da Jô, intitulada - ZALUZEJO.
Para justificar que nada disso é uma "tiração de sarro", e sim uma homenagem, a única estrofe que não tem palavras da Jô diz:

"Quando alguém te disser: tá errado ou errada...que não vai S na cebola, que não vai S em felizque o X pode ter som de Z, e o CH pode ter som de Xacredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz!"

Não interessa se você fala Asteristico, Asterisco ou Asterix... o que importa é se você vive o que fala... é muito mais simples.

Pois é... viver o que diz de vez em quando nos parece tão difícil... e de uma maneira natural e simples, não só a Jô, mas todas as "Jôs" espalhadas por aí nos mostram isto... e não precisa estar disposto a enxergar... basta estar disposto a ouvir!!




Zaluzejo
O Teatro Mágico

Composição: Fernando Anitelli

Ah eu tenho fé em Deus... né?
Tudo que eu peço ele me ouci... né?
Ai quando eu to com algum pobrema eu digo:
Meu Deus! me ajuda que eu to com esse problema!
Ai eu peço muito a Deus... ai eu fecho meus olhos... né?
eu Deus me ouci na hora que eu peço pra ele, né?
Eu desejo ir embora um dia pra Recife
não vou porque tenho medo de avião, de torro...de torroristo
ai eu tenho medo né?
Corra tudo bem... se Deus quiser... se deus quiser..."

Pigilógico, tauba, cera lítica, sucritcho,
graxite, vrido, zaluzejo
"eu sou uma pessoa muito divertida"

Pigilógico, tauba, cera lítica, sucritcho,
graxite, vrido, zaluzejo
"não sei falar direito"

Pigilógico, tauba, cera lítica, sucritcho,
graxite, vrido, zaluzejo
"não sei falar"

Tomar banho depois que passar roupa mata
Olhar no espelho depois que almoça entorta a boca
E o rádio diz que vai cair avião do céu
Senhora descasada namorando firme pra poder casar de véu

Quando for fazer compras no Gadefour:
Omovedor ajactu, sucritcho, leite dilatado, leite intregal,
Pra chegar na bioténica, rua de parelepídico
Pra ligar da doroviária, telefone cedular

Quando fizer calor e quiser ir pra praia de Cararatatuba,
cuidado com o carejangrejo
Tem que ta esbeldi, não pode comer pitz, pra tirar mal hálito
toma água do chuveiro
No salão de noite, tem coisa que não sei
Mulé com mulé é lésba e homi com homi é gay
Mas dizem que quem beija os dois é bixcional...
só não pode falar nada,
quando é baile de carnaval

Pra não ficar prenha e ficar passando mal, copo d'água
e pílula de ontemproccional
Homem gosta de mulher que tem fogo o dia inteiro,
cheiro no cangote, creme rinsa no cabelo
Pra segurar namorado morrendo de amor
escreve o nome num pepino e guarda no refrigelador,
na novela das otcho, Torre de papel,
Menina que não é virge, eu vejo casar de véu

Se você se assustar e tiver chilique,cuidado pra não morrer
de palaladi cadique
Tenho medo da geladeira, onde a gente guarda yogute,
porque no frio da tomada se cair água pode dá cicrutche
To comprando um apartamento e o negócio ta quase no fim
O que na verdade preocupa é o preço do condostim
O sinico lá do prédio, certa vez outro dia me disse:
Que o mundo vai se acaba no ano 2000 é o que diz o acalipse

Tenho medo de tudo que vejo e aparece na televisão
Os preju do Carajundu fugiram em buraco cavado no chão
Torrorista, assassino e bandido, gente que já trouxe muita dor
O que na verdade preocupa é a fuga do seucrostador
Seucrosta quem não tem dinheiro, quem não tem emprego
e não tem condução
Documento eu levo na proxeca porque é perigoso carregar na mão

Mas quando alguém te disser ta errado ou errada
Que não vai S na cebola e não vai S em feliz
Que o X pode ter som de Z e o CH pode ter som de X
Acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz

"e eu sou uma pessoa muito divertida...
eles não inventavam nada... eu gostava de inventar as coisa
não sei falar direito...
inventar uma piada, inventar uma palavra, inventa uma brincadeira...
não sei falar
me da um golinho... me da um golinho..."

E com muito prazer que eu convido agora todos aqueles
que estão ouvindo esta canção
Para entoar em uníssono o cântico: Omovedor, Carejangrejo
Vamos aquecer a nossa voz cantando assim:
Iô,iô,iô. Iô,iô,iô,iô, eu digo:
Omovedor, Carejangrejo, Omovedor, carejangrejo... Omovedor!
"omovedor... carejangrejo... só isso que eu sei falar!"





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© Lado Milla
Maira Gall