Resenhas
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18 de junho de 2019

Resenha: A fantástica viagem do Pequeno Cidadão


Sinopse: O Pequeno Cidadão nasceu em 2009, num CD gravado por Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra, Taciana Barros e Antônio Pinto, quatro pais corujas e seus filhos queridos, só com músicas para crianças. Inspirada pelas letras das músicas, Januária Alves criou o Pequeno Cidadão – um menino muito esperto, inteligente e curioso. Já nasceu com 7 anos e saiu direto de dentro de um CD cheio de músicas divertidas para as páginas deste livro que você vai ler. Acompanhado de seus amigos, o pássaro uirapuru Tangará, o sapo-boi Coach, a boneca Susi, entre outros, ele vai partir do seu Planeta X e viajar por muitos outros planetas, aprendendo que poder escolher o que queremos fazer na vida é “O grande X da questão” !


♫...Se a lua não te quer, tudo bem
Você é lindo cara, e seu brilho vai muito mais além!
Um dia você vai encontrar alguém
Que com certeza vai te amar também...♫


A ultima vez que escrevi sobre as minhas leituras foi  as  minhas  METAS DE LEITURA DE 2018(OU NÃO). Desde então, fiz algumas tentativas de conciliar as minhas leituras da pós-graduação com as leituras dos livros que leio por hobby...

Essa semana, eu li A Fantástica Viagem do Pequeno Cidadão Esse livro conta sobre um menino, que mora no planeta X e decide viajar e conhecer outros planetas, ele monta no seu pássaro Uirapuru (que aqui na terra é um pássaro pequeno. Porém no planeta X ele é imenso e voa alto, inclusive perto das estrelas maiores como o sol) viaja por muitos planetas, conhece e descobre sobre várias coisas 


Eu era uma "menininha ramelenta" mo incio dos anos 90. E uma das coisas que eu adorava ver na TV eram as novelinhas infantis daquela época: Carrossel, Chiquititas e novelas mexicanas infantis que passavam no SBT. Na época, que o  SBT fez os remakes eu já era bem grandinha... Porém, eu  assisti alguns episódios dessas novelas de uma maneira um tanto quannto nostalgica e a trilha sonora me chamou bastante atenção foi assim que conheci o projeto Pequeno Cidadão.

O livro tem citações das músicas, Pequeno Cidadão é um projeto de: Arnaldo Antunes, Taciana Barros, Antonio Pinto e Edgard Scandurra. Tudo começou quando esses músicos decidiram gravar com os seus filhos e começaram a dar visões de uma criança em algumas músicas. O som mescla de rock a  MPB e chega até um leve pop.

As músicas como eu disse, são voltadas pra visão de um garotinho, descobrindo o mundo. Ele está descobrindo que é errando que se acerta, que é chorando que se levanta, que tem que fazer bagunça mesmo, brincar e se divertir; que ele precisa ser criança o quanto puder e claramente dá pra perceber que o intuito de tudo é levar uma percepção poética sobre o mundo, de um jeito inocente e encantador pras pessoas




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25 de março de 2019

Resenha: Luna Clara & Apolo Onze





Luna Clara & Apolo Onze
Ano: 2002 / Páginas: 328
Idioma: português 
Editora: Salamandra


Sinopse: O livro conta duas histórias paralelas. De um lado, em Desatino do Norte, está Luna Clara, uma menina de doze anos que mora com a mãe e nunca viu seu pai. Os pais se perderam logo após o casamento e nunca mais se encontraram. Luna passa todos os seus dias esperando na estrada seu pai chegar, trazendo com ele a chuva. De outro lado, em Desatino do Sul, está Apolo Onze, filho de Apolo Dez. A cidade de Apolo Onze está em festa há treze anos, desde o dia do seu nascimento. Todos na cidade se revezam entre o trabalho (afinal não é nada fácil organizar uma festa dessas), o descanso e as brincadeiras da festa. Apolo tem desejos de desejos, nunca descobriu nada no mundo que desejasse, mas quer descobrir. As vidas dessas duas cidades e dessas duas pessoas (Luna Clara e Apolo Onze) vão se cruzar e gerar muitos acontecimentos. Tudo isso, graças às coincidências coloridas.

"O Exército dos Cretinos disputava com o Exército dos Idiotas um trechinho de terra que não servia para nada, a não ser como desculpa."

"O único jeito de acabar com monstros imaginários é o desprezo. Para que perder seu precioso tempo com coisas que não existiam?"

"Querer é muito pessoal
Impetuoso.
Inconsequente.
Inconveniente."

"-E se eu procurasse a minha vontade por ai? Não queria ir para Desatino do Norte não queria voltar para Desatino do Sul, mas também não queria ficar ali naquele pedaço de mundo sozinho"

"QueTolicemeuDeuscomopodesecomplicaaindamaisomundocomumaestupidezdessas?"

"Os desejos antigos devem ficar muito entusiasmados quando se realizam, a ponto de se tornarem repetitivos."

"Será que as cabeças tem gavetas?"

"Uma lembrança, uma imaginação, uma decepção, uma nova esperança, uma reflexão, um dane-se, outro, muitos, tudo fora das gavetas, numa bagunça muito maior do que a do seu quarto."

Minha opinião: Eu não lembro exatamente quando eu adiquiri esse livro... Eu lembro que a vontade de lêr esse livro veio por causa de uma indicação de alguém nessa blogosfera louca... O livro trata de histórias de amor, de amizade, de família. Trata de encontros e desencontros, do destino, de escolhas e alegrias. Tudo isso narrado com muita magia e encanto. Mesmo sendo uma leitura voltada para o publico infanto-juvenil,não é um livro de leitura fácil para qualquer público, e requer um pouco de atenção maior ao ‘plot’ para não se perder no meio de tanta confusão. Mas, vale muito a pena a leitura, devo acrescentar. Aliás, o livro traz outro ‘plus’ positivo que é o fato de possuir ilustrações muito legais nos capítulos. Elas são bem simples e até mesmo um pouco vagas, mas dizem tanto sobre aquilo que se está lendo.

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7 de fevereiro de 2019

Resenha: A Bruxa não Vai Para a Fogueira



Título: A Bruxa não Vai Para a Fogueira Neste Livro
Autor: Amanda Lovelace
Compre: amazon


Sinopse: Aqueles que consideram “bruxa” um xingamento não poderiam estar mais enganados: bruxas são mulheres capazes de incendiar o mundo ao seu redor. Resgatando essa imagem ancestral da figura feminina naturalmente poderosa, independente e, agora, indestrutível, Amanda Lovelace aprofunda a combinação de contundência e lirismo que arrebatou leitores e marcou sua obra de estreia. A princesa salva a si mesma neste livro, cujos poemas se dedicavam principalmente a temas como relacionamentos abusivos, crescimento pessoal e autoestima. 

Agora, em A bruxa não vai para a fogueira neste livro, ela conclama a união das mulheres contra as mais variadas formas de violência e opressão. Ao lado de Rupi Kaur, de Outros jeitos de usar a boca e O que o sol faz com as flores, Amanda é hoje um dos grandes nomes da nova poesia que surgiu nas redes sociais e, com linguagem direta e temática contemporânea, ganhou as ruas. Seu A bruxa não vai para a fogueira neste livro é mais do que uma obra escrita por uma mulher, sobre mulheres e para mulheres: trata-se de uma mensagem de ser humano para ser humano – um tijolo na construção de um mundo mais justo e igualitário.

Sabe aquele livro que da vontade de marca-lo inteiro de tantas frases boas que ele tem e você enche de post it. São essas frases que te fazem parar, refletir e às vezes até mudar seus conceitos.


Mulheres: Nós podemos fazer ouro do lixo
– um feitiço.

Quando nossas habilidades se tornam muitas, eles tentaremos trancar na escuridão sem ao menos uma vela para nos guiar. Mal sabiam que o nosso fogo-raiva de mulher iluminaria nosso caminho para casa muito bem.
_ você é o seu próprio farol.

Ser uma mulher é estar pronta para a guerra, sabendo que todas as possibilidades estão contra você.
_ e nunca desistir apesar disso
As mulheres aguentam não apenas porque somos capazes disso;
não, as mulheres aguentam porque não temos nenhuma outra opção.
_eles nos queriam fracos e nos obrigaram a ser fortes

Eles vão tentar roubar sua luz & usá-la como arma contra você mesma. Mas há
uma boa notícia: eles não tem perseverança para controlá-la como você tem.
Queime todos os que tentarem queimar você.
_ 2° mandamento das bruxas

Ser mulher não tem que significar essa competição torta. Vamos cultivar a ideia de ser mulher até que ela cresça e se torne irmandade espalharemos sementes de lavanda sobre nossas velhas feridas até que fiquemos finalmente curadas.
_ suas irmãs não são suas inimigas
Rainhas não precisam fazer referências diante de ninguém.
rainhas não precisam de beijos delicados nas costas de suas mãos
rainhas não precisam se desculpar antes de fazer exigências
rainhas não precisam pedir a aprovação de ninguém.
& neste castelo feito do fogo das bruxas somos todas
umas rainhas filhas da puta.
_ e elas beberam vinho e riram para todo o sempre.


[Situação] Há esse livro... Sabe aquele tipo de leitura que fica na sua mente? Tá ai! Ele me instigou a escrever sobre as minhas dores e as alegrias; No que compreendo sobre as coisas que eu sinto e principalmente sobre as coisas que fogem da minha compreensão mesmo sentindo muito!




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6 de dezembro de 2017

#6: Projeto: (+) 12 Livros que li em 2017



No inicio do ano, eu me propus a entrar no projeto 12 livros em 2017  e talvez dobrar a meta... Fiquei com medo de fracassar e não escrevi nada por aqui apenas algumas hastags no aplicativo do Instagram:



MAMÃE É ROCK da Ana Cardoso, livro na mesma época que eu fui no evento do lançamento. As crônicas seguem a mesma linha do livro O Papai é POP do seu marido Piangers As crônicas sobre maternidade longe de ser romantizadas com uma pontinha de acides na medida certa que agrada as mamães, as futuras mamães e as pessoas que nem pensam nisso.[Resenha]

ESTRELA QUE NUNCA VAI SE APAGAR conta a história de Esther Grace Earl, diagnosticada com câncer da tireoide aos 12 anos. A obra é uma espécie de diário da jovem, com ilustrações, fotos de seu arquivo pessoal, textos publicados na internet, bate-papos com os inúmeros amigos que fez on-line e reproduções de cartas escritas em datas comemorativas como aniversários. A jovem perdeu a batalha contra a doença, mas deixou um legado de otimismo e celebração ao amor. [Resenha]



A GUERRA QUE SALVOU A MINHA VIDA: A narrativa se passa durante a Segunda Guerra Mundial, onde os irmãos Ada e James vivem com a mãe em Londres. Nós conhecemos a protagonista da trama logo no início, quando somos apresentados a uma menina de dez anos que sofre agressões físicas e psicológicas de sua mãe porque ela tem ”pé torto”..[Resenha]

EM ALGUM LUGAR NAS ESTRELAS é um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença. Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker.  Sua mãe morreu e seu pai... bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine (o mesmo estado onde vivem Stephen King e boa parte de seus personagens). O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden.[Resenha]

ECOS: Tudo começa, 50 anos antes da segunda Guerra Mundial, Otto estava em uma floresta em algum lugar do mundo brincando de "Pira se esconde" (esconde-esconde), até que ele se perde na floresta e começa a ler um livro "A 13º Gaita de Otto Mensageiro" que comprara de uma cigana momentos antes. A história do livro é uma fábula, que discorre sobre três irmãs chamadas Eins, Zwei e Drei. Um, Dois e Três. Três princesas que foram abandonadas na floresta por seu pai, um rei que queria ter um filho homem que pudesse herdar o seu reino. [Resenha]

O Lar da Srta. Peregrine Para Criança Peculiares: Jacob Portman cresceu ouvindo as histórias fantásticas que o avô, Abe, contava. Na época da Segunda Guerra Mundial, Abe havia morado numa ilha remota, num casarão que funcionava como abrigo para crianças. Lá, ele convivera com uma menina que levitava, uma garota que produzia fogo com as mãos, um menino invisível… Entretanto, todas essas histórias foram perdendo o encanto à medida que Jacob crescia. 



O Ódio que Você Semeia: Uma história juvenil repleta de choques de realidade. Um livro necessário em tempos tão cruéis e extremos. Starr aprendeu com os pais, ainda muito nova, como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial. Não faça movimentos bruscos. Deixe sempre as mãos à mostra. Só fale quando te perguntarem algo. Seja obediente. Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. [Resenha]

Filha das Trevas/ Saga da Conquistadora # 1: Lada Dragwlya e o irmão mais novo, Radu, foram arrancados de seu lar em Valáquia e abandonados pelo pai – o famigerado Vlad Dracul – para crescer na corte otomana. Desde então, Lada aprendeu que a chave para a sobrevivência é não seguir as regras. E, com uma espada invisível ameaçando os irmãos a cada passo, eles são obrigados a agir como peças de um jogo: a mesma linhagem que os torna nobres também os torna alvo. [Resenha]

O Pequeno Principe: Durante a Segunda Guerra Mundial, Saint-Exupéry foi exilado para a América do Norte. Em meio a turbulências pessoais e sua saúde falhando, ele produziu quase metade das obras no qual ele seria lembrado, incluindo o conto de solidão, amizade, amor e perda, em forma de um jovem príncipe que caiu na Terra. Um livro de memórias feita pelo autor que recontava suas experiências de aviação no Deserto do Saara, e é pensado que ele usou estas experiências como base para o livro Le Petit Prince.

DORME, MENINO, DORME: Um menino está acordado na noite escura. Não consegue dormir. Para ele, trazem música e canções, cobertores quentinhos e leite morno, mas só uma coisa o levará suavemente ao mundo dos sonhos. Trabalhando um tema tão importante no imaginário infantil, do medo da perda, como uma cantiga, Herrera faz um texto rimado e ritmado que retoma uma estrutura de acumulação e repetição. Com ilustrações belas e marcantes em tons fortes e contrastes, Macuada recria um imaginário latino-americano que remete ao mundo rural e às tradições mais antigas dos grandes contadores de história.


O Menino Azul: Cecília Meireles tem um estilo voltado para a simplicidade da forma e marcado, ao mesmo tempo, pela riqueza das imagens e símbolos. 'O menino quer um burrinho/ que saiba inventar/ histórias bonitas/ com pessoas e bichos/ e com barquinhos no mar.' A suavidade de sua poesia encanta tanto criança como jovens e adultos. Em 'O Menino Azul', o imaginário infantil, tratado com leveza, é a tônica dos versos.


Tatu Balão: Conheça a história desse tatu-bola que sonhava em ser balão. Determinado, o tatu subia todos os dias no alto de uma montanha e se lançava desejando finalmente tornar-se tatu-balão. Será que ele conseguirá realizar seu sonho? Essa bela história sobre o direito de sonhar é contada em versos pela escritora Sônia Barros. O poema ganha mais beleza com as ilustrações de Simone Matias.





Em cima daquela Serra: O que é que está passando em cima daquela serra? Neste poema de Eucanaã Ferraz ilustrado por Yara Kono, além de passar boi e passar boiada, como na parlenda tão conhecida pelas crianças, outros bichos e outras coisas andam por aquele morro - uma égua pintada, goiaba e goiabada, carro e caminhão, balão colorido e avião. E às vezes até não passa nada.






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21 de novembro de 2017

Resenha: O Ódio que Você Semeia









Título: O Ódio que Você Semeia
Autora: Angie Thomas
Editora: Galera Record
Gênero: Young Adult
Idioma: Português
Páginas: 378


Sinopse: Uma história juvenil repleta de choques de realidade. Um livro necessário em tempos tão cruéis e extremos. Starr aprendeu com os pais, ainda muito nova, como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial. Não faça movimentos bruscos. Deixe sempre as mãos à mostra. Só fale quando te perguntarem algo. Seja obediente. Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. De repente o amigo de infância da garota está no chão, coberto de sangue. Morto. Em luto, indignada com a injustiça tão explícita que presenciou e vivendo em duas realidades tão distintas (durante o dia, estuda numa escola cara, com colegas brancos e muito ricos - no fim da aula, volta para seu bairro, periférico e negro, um gueto dominado pelas gangues e oprimido pela polícia), Starr precisa descobrir a sua voz. Precisa decidir o que fazer com o triste poder que recebeu ao ser a única testemunha de um crime que pode ter um desfecho tão injusto como seu início. Acima de tudo Starr precisa fazer a coisa certa. Angie Thomas, numa narrativa muito dinâmica, divertida, mas ainda assim, direta e firme, fala de racismo de uma forma nova para jovens leitores. Este é um livro que não se pode ignorar.

Tupac disse que Thug Life, “vida bandida”, queria dizer “The Hate U Give Little Infants Fucks Everybody”, ou “o ódio que você passa pra criancinhas fode com todo o mundo”.


O Ódio que Você Semeia é um lançamento da Galera Record. Escrito pela autora Angie Thomas vencedor do Newbery Honor Award e primeiro lugar nos mais vendidos do New York Times, assim como é adotado em diversas escolas nos EUA.

Mas é engraçado como funciona com os adolescentes brancos. É maneiro ser negro até ser difícil ser negro.

Um sorriso grande e largo se abre no rosto da Sra. Rosalie. Ela estiva os braços, e eu vou até o abraço mais verdadeiro que já recebi de alguém que não tem parentesco comigo. Não tem piedade no abraço. Só amor e força. Acho que ela sabe que preciso das duas coisas.

A história acompanha a adolescente Starr. Ela e Khalil, seu melhor amigo, saem de uma festa e são parados por uma viatura da polícia durante a noite. Starr aprendeu desde cedo como uma pessoa negra deve se comportar frente a um policial: sem movimentos bruscos, mãos onde ele possa ver. A triste realidade do que o ódio e o julgamento podem fazer por causa da cor da sua pele. Um movimento errado, uma suposição e Khalil é assassinado, deixando para trás o trauma na garota e o peso da injustiça. Starr é a única testemunha do crime, e precisa aprender a própria voz para clamar justiça antes que as investigações levem a culpa para cima do garoto.

As despedidas doem mais quando a outra pessoa já partiu.

Dou uma risada e roubo umas balas dela. O namorado de Maya, Ryan, por acaso é o único outro menino negro do segundo ano, e todo mundo espera que a gente fique junto. Porque, aparentemente, se nós somos só dois, temos que participar de alguma porra estilo Arca de Noé e fazer par para preservar a negritude do nosso ano.
A primeira vez que ouvi sobre esse livro foi no canal | All About That Book | eu fico aprensiva de ouvir resenhas por medo de ter algum spoiler e perder o encantamento de ler a história. Eu tive um presentimento bom ouvindo a resenha da Mayara e desde então, quis adiquirir o livro.

– Mas Khalil não ficou parado, ficou? – diz ela.– Ele também não puxou o gatilho contra ele mesmo.


Isso é a suposta arma – explica a Sra. Ofrah. – O policial Cruise alega que a viu na porta do carro e supôs que Khalil estava indo pegar. O cabo era grosso e preto o bastante para ele supor que era uma arma.– E Khalil era preto o bastante.

É um tipo de leitura que te causa impacto nas primeiras páginas... Não é um livro fácil, não é uma história simples. É a realidade sem maquiagens. É a ficção descrevendo cada detalhe sobre o mundo em que vivemos, expondo os muitos lados dele - e um desses lados é corroído pelo ódio, pela discriminação, pelo preconceito. É impossivel não se indentificar com Starr independente da cor da pele  as suas açoes e o seu comportamento são julgados pela cor da sua pele. Starr vive a mesma realidade que muitos outros jovens. Khalil foi assassinado pela mesma realidade que a de muitos outras vítimas. 

A narrativa bem humorada de Angie se torna um humor ácido com os acontecimentos pesados que a trama explora, a profundidade é o ponto-chave do livro. Na leitura percebo que temos muitos jovens como Kallil onde as suas vozes foram caladas... Porém, felizmente temos muito jovens como Starr que lutam contra essa realidade todos os dias e que não deixaram calar a sua voz que é a arma mais poderosa contra qualquer injustiça.
Às vezes, você pode fazer tudo certo, e mesmo assim as coisas dão errado. O importante é nunca parar de fazer o certo.


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7 de outubro de 2017

Resenha: Filha Das Trevas



Sobre o que é o livro? 


Ladislav Dragwlya, ou apenas Lada, nasceu filha de Vlad Dracul, o voivoda da Valáquia e irmão daquele que comandava o território. Como um homem que anseia pelo poder, Vlad almeja a posição do irmão e, claro, filhos homens para carregar seu legado. Com o nascimento de Lada, não há nenhuma satisfação na relação, mas um imenso desejo da menina de provar o seu valor ao pai.

"Somos aquela árvore, desafiamos a morte para crescer"

Para tal, ela vai tentar ao máximo possível se aproximar do que um garoto faria, diria ou aprenderia, mas isso pode não ser o suficiente. Em 1435, tudo o que uma jovem garota deve fazer é aprender a se portar como uma dama e preparar-se para o casamento e, mesmo que ela saiba manejar uma espada ou consiga ir de um lugar ao outro sem ser vista, o que os homens veem ao olhar pra ela, quando a enxergam, é apenas uma menina.

Com a sombra do irmão mais novo Radu e a vontade de trilhar seu caminho, Lada ficará cada vez mais forte e fechada em si, até que sua vida toma um rumo inesperado e ela terá que se adaptar a uma realidade onde ela é ainda menos do que antes, e onde precisará conquistar o seu espaço de uma forma diferente, com novo aliados. Em um jogo político de domínio, religião e traição, a lealdade a seus valores e sua inteligência podem ser tudo o que ela precisa pra conseguir o que quer.

Vale a pena?

Esse foi o livro que veio na mala do mês de agosto do turista literário. Eu nunca tinha ouvido falar dele e de cara a sinopse me encantou. Porém, a narrativa da história se baseia em fatos históricos... Licença poética de criação... Apresenta personagens e momentos importantes para a Valáquia, os Saxões e o Império Otomano.

Recriando em cima de Vlad, o Empalador e Mehmed, o Conquistador, Kiersten White muda o sexo do primeiro para nos presentear com Lada, e sua incrível jornada em se tornar alguém com renome em um mundo onde mulheres não tinham voz ou querer. Se passando nos anos 1400 e começando na infância dos personagens, época onde historicamente muito pouco foi documentado sobre em quem se baseiam, White também tem mais liberdade para dar solidez à trama ao criar os pilares das relações e da construção de cada um.

Infelizmente, a leitura não atendeu as minhas expectativas... Um dos motivos é que esse livro NÃO É DE FANTASIA! e isso não fica claro na sinopse. Esse livro é um reconto histórico sobre os filhos do Vlad da Transilvânia e o Império Otomano... Na minha opinião, misturar fatos históricos com licença poética nada mais é, que fazer um "samba do "crioulo doido" na história.  Outro ponto negativo, é a narrativa desse livro que é cansativa por ser muito lenta...



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30 de agosto de 2017

RESENHA: ECOS - PAM MUÑOZ RYAN


ECOS,é um lançamento da DarkSide Books, é a primeira Editora do Brasil dedicada ao terror e à fantasia A editora criou uma coleção Darklove com histórias sobre a força feminina na literatura. Escrito pela autora Pam Muñoz Ryan, uma norte-americana com dezenas de premiações. Ecos por exemplo tem 8 premiações nas costas. Vencedor do Newbery Honor Award e primeiro lugar nos mais vendidos do New York Times, A autora escreve livros especialmente voltados para o público infanto-juvenil, mas suas histórias apaixona todas as gerações de leitores.

A Segunda Guerra Mundial, foi um dos grandes momentos da história da humanidade e tem servido de inspiração para autores de muitas gerações, e provavelmente continuarão sendo ao longo da história. Essa guerra durou seis anos, mas teve toda uma preparação até chegar ao estopim, e foi tão intenso, como se tivesse durado séculos: E sabe o que provoca essa inspiração? A intolerância humanitária e o grande número de pessoas mortas. O livro ECOS, se debruça sobre esse momento vergonhoso da humanidade. São histórias que facilmente poderiam ter acontecido na época da Segunda Guerra Mundial. Porém, ela coloca uma pitada de realismo mágico, pronto para nos fazer rir, torcer, chorar.


Ecos (Echo)
Autora: Pam Muñoz Ryan
Editora: Darkside Books
Ano: 2017
Classificação:⭐⭐⭐⭐⭐




“ Seu destino ainda não está selado. Até na mais sombria noite uma estrela brilhará, um sino soará, um caminho será revelado.

Tudo começa, 50 anos antes da segunda Guerra Mundial, Otto estava em uma floresta em algum lugar do mundo brincando de "Pira se esconde" (esconde-esconde), até que ele se perde na floresta e começa a ler um livro "A 13º Gaita de Otto Mensageiro" que comprara de uma cigana momentos antes. A história do livro é uma fábula, que discorre sobre três irmãs chamadas Eins, Zwei e Drei. Um, Dois e Três. Três princesas que foram abandonadas na floresta por seu pai, um rei que queria ter um filho homem que pudesse herdar o seu reino. As três princesas tinham uma relação intensa com a música, algo brilhante, único. Após a morte do rei, o irmão das princesas que agora era rei, decide ir encontrá-las. Entretanto, uma bruxa amaldiçoa as jovens garotas da seguinte maneira:
"Chegaram aqui por uma mensageira.Devem partir da mesma maneira.De forma humana não sairão.Seus espíritos como o vento soprarão.Salvem uma alma à beira da morteOu aqui definharão á própria sorte." (Prólogo)
Após ler sobre a maldição, o jovem Otto começa a perceber que está tarde e que ninguém consegue acha-lo. Ele triste com a possibilidade de não voltar para casa, começa a entrar em pânico. Porém, três jovens garotas, semelhantes a do livro se aproximam e começam a acalenta-lo e ao fim lhe entregam uma gaita. Ao longo dos anos, o instrumento chega à mão de novos donos: 

1. Friedrich, que nasceu com uma mancha no rosto de nascença vê o sonho de se tornar músico interrompido pela ascensão do nazismo;

2. Mike Flanery, um jovem pianista prodígio que vive num orfanato e luta para não ser separado do irmão caçula;

3. Ivy Maria Lopes, uma filha de imigrantes mexicanos que cuidam de uma casa de japoneses enviados a um campo de concentração dentro dos Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial. 


OUTUBRO DE 1933 - TROSSIGEN, BADEN-WÜRTTEMBERG - ALEMANHA 


A história avança, agora para a época da Alemanha Nazista. Hitler acabara de se tornar chanceler e o Nazismo começa a se estabelecer naquele país. Conhecemos a história do jovem Friederich, ele tinha uma pequena deficiência em seu rosto, o que acabou afastando-lhe dos estudos. Seu pai e tio trabalhavam em uma fábrica de Gaitas, e ele então começou a ir até lá. Os operários gostavam bastante dele, gostavam de ensina-lo, visto que ele não ia à escola. Um dia, ele circulando pela fábrica, encontra uma gaita diferente das outras. Foi amor á primeira vista. E toda vez que ele tocava com essa gaita, todos ao seu redor eram possuídos por uma chama de amor única. 

Porém, as coisas não estavam ficando boas na sua família. sua irmã mais velha entrou para a juventude Hitlerista e seu pai que achava que aquilo não casava com seus princípios e acabou sendo preso. Então, seu tio pensou num plano de fuga. Será que iria dar certo? 



JUNHO DE 1935 - CONDADO DA FILADÉLFIA, PENSILVÂNIA - ESTADOS UNIDOS 

A história segue para dois anos depois, agora nos Estados Unidos, onde muitos jovens iam parar em orfanatos, ou abrigos religiosos, entre eles, os irmãos Mike e Frankie, que depois de perder seus pais, sua vó os criou, ensinando-lhes música. Porém ela ficou muito velha e não tinha mais condições de cria-los, levando-os a um único abrigo da região que possuía um piano. Eles não queriam se separar, porém tudo estava congregando para que isso ocorresse, até porque a diretora do abrigo queria que o irmão mais velho trabalhasse e se o mais novo não fosse adotado, ia para um orfanato estadual, que era muito pior do que o lugar em que eles estavam. 

Mas parece que a sorte viria aos jovens, que acabaram sendo adotados. Como eles não tinham vestimentas, em um dos dias saíram para compra-las e pararam numa loja de música. Lá, Mike encontrou uma gaita única e diferente de tudo que tinha visto e levou-a pra casa. Toda vez que ele tocava, as almas das pessoas se remexiam de tanta beleza em cada nota entoada. Era única. Tudo para esses jovens pareciam estar bem, na verdade, quase tudo, visto que a pessoa que os adotou parece que não queria eles por lá. E agora?



DEZEMBRO DE 1942 - SUL DA CALIFÓRNIA - ESTADOS UNIDOS 


Agora a história avançou para dentro da Segunda Guerra Mundial, pouco depois do ataque dos japoneses a Pearl Habor. Muitas pessoas morreram, e o ódio pelos japoneses crescera entre os americanos, mesmo aqueles que lutavam junto com eles na Segunda Guerra Mundial. Com isso, muitos japoneses que possuíam terras nos Estados Unidos, ou eram obrigados a vender, ou entregavam a norte americanos e eram enviados a campos de concentração (Sim, nos Estados Unidos também haviam campos de concentração, apesar de ser de outra perspectiva). Nesse contexto, a família de Maria Lopez, imigrantes mexicanos, foi enviada para o sul dos Estados Unidos para cuidar das terras de uns japoneses que foram para o campo de concentração e o mais jovem da família oriental, foi enviado para ajudar na guerra. 

A proposta é que se a família cuidasse bem da terra, poderia ficar com uma parte dela. E assim conhecemos mais desses imigrantes mexicanos, e de Ivy Maria Lopez, uma garotinha que vivia no mundo da lua, mas que tinha um amor enorme pela música. Certo dia, ela encontrou uma gaita especial, antes de se mudar para o Sul da Califórnia. Quando ela tocava, os corações das pessoas ao seu redor se acalentavam. Inclusive o do seu irmão que também foi enviado para guerra. 

A vida dessa família parecia que tinha melhorado, apesar de que ela estudava em um anexo da escola principal da cidade, por ser imigrante, muito comum naquele período. Porém, isso não impedira dela tentar fazer parte da orquestra da escola que ficava no prédio principal. Ou seja, esse não era um grande problema para ela. Pior, era o fato deles cuidarem de uma terra de japoneses. Afinal, era comum eles chegarem e verem tudo revirado, com pichações que diziam "voltem para seus países japoneses". E por mais que eles tentassem, as pessoas depredavam aquele local. Então, eles tinham medo de que quando o dono daquela terra voltasse da guerra, não assinasse o documento e os expulsasse de lá, achando que eles não tinham cuidado direito. Ou ainda, eles tinham mais medo de que a população local, arranjasse um pretexto para tirar aquelas terras da mão dos japoneses (Se fosse descoberto alguma coisa que indicasse espionagem, isso acontecia). Será que aquela guerra iria trazer uma instabilidade eterna para os Lopez?

Personagens com dramas diferentes, mas um amor transformador pela música. Cada um à sua maneira, eles são afetados pela magia das três irmãs.


Antes de escrever sobre as minhas conclusões do livro Ecos quero escrever sobre a minha primeira experiência sensorial proposto pelo Turista Literário "uma experiência sensorial única que leva o leitor para uma viagem pelo universo literário onde um livro é ambientado".


➡️ Item para estimular a visão 👀 Livro: Ecos, de Pam Muñoz Ryan;⠀
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➡️ Item para estimular o olfato👃 e o tato 👋 Gaita mágica - cordão | O pessoal do Turista materializou uma versão da gaita que une todos os períodos da história para que possamos sempre levá-la e lembrar seu significado. Para estimular o olfato e o tato, o cordão está repousado em cima das cascas do tipo de árvore conífera que compõem a Floresta Negra;⠀
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➡️ Item para estimular o paladar 👅 Bolo de Tentativa | o item se remete à uma passagem do livro, onde a personagem conta que seu pai insistia que todos comessem bolo depois de grandes testes e antes do resultado, para comemorar a tentativa; Eu inclui um chá para tomar enquanto eu comia um bolinho.

➡️ Item para estimular a audição 🎧 Playlist no Spotify; A darkside foi a editora pioneira em criar uma playlist para cada livro com musicas que ajudam ambientar a história. Eu sempre gostei de ouvir musica enquanto estou lendo escolhia surf-music por ter uma melodia mais calma... Ouvir blues enquanto faço as minhas leituras é uma experiência única!

➡️ Souvenir de viagem 💝 Fones de ouvido (melhor item!); Para acompanhar toda a viagem onde a música move a vida dos personagens. No mês passado, o meu headphones estragou e estava usando o meu fone reserva (rosa escândalo).

➡️ Conteúdos extras 💏Entrevista exclusiva com o autor e mais informações a playlist do mês e itens da malinha.

Ao terminar cada história o coração fica apertadinho... Deixando o leitor com um ponto de interrogação (?) até o final das três histórias a própria autora falou sobre a dificuldade de tecer ambas. Geralmente eu leio nas madrugadas e ficava aflita a cada final de capitulo. chorei com os personagens: FriedrichMike Flanery e seu irmão caçula; e Ivy Maria Lopes. Pois histórias como essas ocorreram na vida real, que a segunda guerra foi capaz de dizimar famílias, levar crianças ao sofrimento dos campos de concentração, ficarem órfãs, não terem escolhas.

Porém, a autora  conseguiu integrar três coisas maravilhosas nesse livro: Música, História e Realismo Fantástico. A melodia  das musicas clássicas estiveram no decorrer da história de cada personagem do inicio ao fim.

A literatura nada mais é que  Histórias que tocam em nossas almas, apertam nossos corações e entregam ele renovado, revigorado. Pronto para as nossas jornadas da vida.  E isso a coleção Darklove sabe fazer "horrivelmente" bem.

E essa edição da Editora Darkside Books dá um toque especial. Com a capa fazendo referência a floresta onde as jovens estavam trancafiadas, quase como um convite para nós leitores entrarmos na história, além dessa coloração de laranja neon, especial para a edição, que é quase impossível de não notar esse livro em qualquer lugar. Sem contar a diagramação, páginas que separam os capítulos e a partitura de algumas músicas citadas no livro.


ECOS é o terceiro livro da coleção Darklove que leio. Diferente dos outros livros a autora quebra seu coração em pedacinhos três vezes e te deixa com um ponto de interrogação (?) até o final das três histórias a própria autora falou sobre a dificuldade de tecer ambas. Geralmente eu leio nas madrugadas e ficava aflita a cada final de capitulo. A autora consegue se redimir no ultimo capitulo tecendo um grande final para os personagens FriedrichMike Flanery e seu irmão caçula; e Ivy Maria Lopes. O resultado foi um final digno de um grande espetáculo de sons.

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Estarei tagarelando por lá também (principalmente no Snap!!):


10 de maio de 2017

Série: 13 Reasons Why



13 Reasons Why 

A série gira em torno de Clay Jensen, um estudante tímido do ensino médio que encontra na porta de sua casa uma caixa com 13 fitas cassete gravadas por Hannah Baker, uma colega que cometeu suicídio recentemente. Cada um dos lados das fitas relata um motivo – e uma pessoa – que motivou Hannah ao suicídio.


13 Reasons Why (estilizado em tela como Th1rteen R3asons Why) é uma série de televisão americana baseada no livro Thirteen Reasons Why (2007), de Jay Asher, e adaptado por Brian Yorkey para a Netflix. Diana Son e Brian Yorkey são os co-showrunners da série. A primeira temporada tem treze episódios. Todos os episódios, e o especial 13 Reasons Why: Beyond the Reasons, foram lançados na Netflix em 31 de março de 2017.


 A série gira em torno de Hanna Backer uma estudante que se mata após uma série de falhas culminantes,  provocadas por indivíduos selecionados dentro de sua escola. A série recebeu críticas positivas dos críticos e do público, que elogiaram seu assunto e seu elenco. Originalmente planejada como um filme que seria lançado pela Universal Pictures, com Selena Gomez no papel principal, a adaptação foi transformada em uma série de televisão pela Netflix no final de 2015. Selena Gomez serviu como produtora executiva.



É uma série que conseguiu me prender do começo ao fim, pelo simples fato de querer saber o papel de cada personagem com o suicídio de Hannah e mais pelo fato da participação de Clay nisso. Você acaba se apegando de uma forma estranha a Hannah (pelo fato de Hanna estar morta) Talvez, você já sentiu na pele as coisas que a Hanna Backer passou e se imagina fazendo coisas boas para ela, para que ela se sentisse melhor... Talvez, na adolescência passamos por alguns momentos em que nós tornamos um dos 13 motivos  para alguém


Os boatos começam por causa do primeiro beijo entre Hanna e Justin que foi registrado e espalhado para escola toda deixando Hanna Backer com fama de vadia.

Amizade é complicado... As primeiras amizades de Hanna: Jessica que era aluna nova do colégio e Alex, que elas conhecem no Monets um café. Os relacionamentos de Hannah são ameaçados por uma "lista de melhor/pior" feita por seu até então, amigo Alex Standall, que colocou Hannah como um "alvo".  A Courtney, com medo de que seus colegas da escola descubram sobre sua sexualidade, divulga o boato de que as garotas se beijando na foto vazada são Hannah e Laura, uma colega da escola assumidamente lésbica. Courtney também acrescenta informações ao rumor sobre Hannah e Justin, o que aumenta a má reputação de Hannah.


 Hannah Backers foi "um dos porquês" do Tyler Down quando debochou do seu convite...  Não levando em consideração que o segredo era de  Courtney também. efeito borboleta mais conhecido como "teoria do caos" nada mais é, que as conseqüências dos nossos atos. Tyler Down espalhou uma foto de Hanna para a escola toda e teve uma foto sua espalhada para toda a escola... E foi excluído pelo resto do grupo.

O encontro de 1 dólar Hannah descreve Clai... Mas, o encontro sai um pouco diferente... Hanna sai com Marcus no Dia dos Namorados não dá certo devido aos rumores de que ela é "fácil". e tornou-se um dos porquês... Depois que Hannah se recusa a sair com Zach, ele a destrói emocionalmente durante um projeto de classe. Como vingança, Clay danifica o carro de Zach, mas, no presente, as coisas acabam sendo diferentes do que pareciam. Zach,  era um garoto solitário que precisava fazer coisas babacas para ser aceito no grupo.


“Talvez tenha feito algo cruel. Ou talvez só tenha observado acontecer”


Clay tem alucinações auditivas e visuais de Hannah durante o dia, inclusive vendo seu corpo morto no chão da quadra de basquete durante um jogo, além de ouvir uma das fitas de Hannah tocando no sistema de intercomunicação da escola.

Hannah encorajada pelo Ryan Shaver,começa a escrever poesias para recitá-las. Ryan a trai, publicando um poema escrito por ela contra sua vontade na revista da escola. E é ridicularizada pelos colegas quando a sua poesia é lida na aula de português.

Justin tornou-se um dos porquês... Não só pelo boato pelo primeiro beijo em Hanna. Enquanto se esconde no quarto de Jessica durante uma festa de verão, Hannah testemunha Bryce Walker estuprando Jessica, que está inconsciente e intoxicada, com o consentimento de Justin. Depois da festa, Hannah pega uma carona com Sheri (tornando-se um dos porquês... ) até sua casa. Elas entram em um pequeno acidente e derrubam uma placa de "Pare", mas Sheri se recusa a chamar a polícia. Enquanto Hannah procura um telefone, um trágico acidente ocorre na mesma travessia, o que causa a morte de Jeff Atkins, um amigo de Clay. Quando Hannah tenta contar para Clay sobre a placa de "Pare", ele é rude com ela, pensando que ela está em um de seus momentos de drama novamente. No presente, o comportamento de Jéssica começa a ficar mais errático. Justin finalmente conta a Jéssica que Bryce Walker á estupro.

“Todos que você conhece estão passando por uma batalha que você não sabe nada a respeito. Seja gentil, sempre”


 Finalmente sabemos o conteúdo da fita numero 10, a fita do Clay e ele fica dominado por culpa, pois não pôde fazer o bastante para evitar o suicídio de Hannah. No presente, Justin descobre que Jéssica está na casa de Bryce. Lá, ele a confronta e confessa que Bryce a estuprou na noite da festa.Olivia Baker encontra uma lista com os nomes de todas as pessoas nas fitas, embora ainda não saiba o que a lista significa. Clay Jensen, por "abandonar" Hannah a seu pedido, depois de quase transarem. No entanto, Hannah percebe que Clay não merece estar nas fitas (ela confessa sua admiração por ele), mas foi necessário adicioná-lo porque ele foi importante no que aconteceu e ela queria que ele soubesse.

Tyler Down comprou uma arma contrabandeada. As treze pessoas marcam uma reunião para combinar de falarem a verdade no depoimento.

Depois de acidentalmente perder os depósitos de seus pais que iriam para o banco, Hannah fica desanimada e acaba em uma festa na casa de Bryce. A noite termina em tragédia quando ela acaba ficando sozinha com ele e ele a estupra. Quando chega em casa Hanna Backers faz a lista com os nomes das treze pessoas culpadas por destruírem a sua reputação e pelo seu trágico fim. No presente, Clay vai até a casa de Bryce com a desculpa de comprar maconha dele. Lá, ele confronta Bryce sobre o estupro, gravando sua confissão. Todos na lista que Olivia encontrou são intimados para depor no processo entre a família Baker e a escola. Clay dá a fita da confissão de Bryce para Tony tirar cópia. 


“Na minha opinião, existem dois tipos de morte: se tiver sorte, tem uma vida longa e um dia seu corpo para de trabalhar e acabou. Mas se você não tem sorte, você morre um pouco de novo e de novo até que perceba que é tarde demais”
Porém, resolve dar a própria vida a ultima chance pedindo ajuda... Ela vai conversar com o Sr. Porter, o conselheiro de orientação da escola, e conta sobre seu estupro,  sem admitir quem foi o responsável. Porter diz que ela não tem chances de ser levada a sério e pede para ela continuar com sua vida como se isso não tivesse acontecido. Hannah grava a conversa, que se tornará o lado A da fita 7. Então, ela arruma suas coisas, vai para casa e comete suicídio, cortando seus pulsos e sangrando em sua banheira. Mais tarde, ela é encontrada por sua mãe.

Enquanto isso, Tony, que queria honrar os desejos de Hannah, decide dar os arquivos de áudio das fitas para os pais dela depois que eles percebem que ele está escondendo alguns segredos. Todos que foram nomeados cúmplices na morte de Hannah confessam suas culpas, menos Alex, que tenta cometer suicídio atirando em sua cabeça. Ele fica em estado crítico e não é revelado se ele sobrevive. Justin vai embora de casa e da cidade por causa da culpa que sente por não ter contado a verdade para Jessica, mas, antes, conta para Bryce sobre as fitas. Antes de sair para depor no processo, Tyler esconde várias armas e munições em seu quarto. O episódio termina com uma ambulância cuidando de um adolescente desconhecido que levou um tiro na cabeça.

 Na escola, Clay conversa com Skye, uma colega de classe que ele, anteriormente, percebeu ter cicatrizes nos pulsos. Mais tarde, ele, Skye, Tony e seu namorado, dirigem pela estrada.  

Percebi que ficou muita coisa em aberto para uma (possível) segunda temporada:
  •  Gostaria de saber como a Jessica superou o fato de ser estuprada por Bryce. 
  • Nas ultimas cenas, aparece ela bastante emocionada conversando com seu pai.
  • Alex sofreu uma tentativa de homicídio ou realmente tentou o suicídio?
  • O que vai acontecer com Bryce?

 Eu senti uma sensação estranha após acabar a série...  Eu fui muitas vezes a Hanna mas, também fui bastante babaca em algumas ocasiões. Difícil assistir a série e não querer ser Alguém  melhor.

© Lado Milla
Maira Gall