Resenhas
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13 de fevereiro de 2021

Meu primeiro Kindle!

Ontem, chegou o meu Kindle 10° geração. Ano passado, no inicio da pandemia e isolamento social eu virei uma leitora voraz e pensei na possibilidade de comprar um kindle... Eu não tinha nenhuma experiência com leitor digital. A não ser, os textos da faculdade de Psicologia em PDF. que eram colocados no sistema acadêmico.



Se você não conhece o Kindle, ele é um dispositivo para leitura de documentos (livros, revistas e HQs), que é leve, compacto e pode facilitar a leitura noturna e em viagens. O kindle também possui um aplicativo que você pode baixar em celular android/ios, tablet para ler os livros que comprou no site da Amazon.

Existem 3 modelos de Kindle atualmente:


Novo Kindle 10ª geração: Ele é o modelo básico e possui uma tela de 6 polegadas e resolução de 167 ppi. Possui luz embutida, 4 leds e 4GB de armazenamento interno (esse valor é usado uma parte no próprio sistema do Kindle, mas eu não vi isso como uma desvantagem muito grande já que o espaço é suficiente para cerca de 1.100 livros na memória).

Kindle Paperwhite: Esse modelo possui 5 leds e uma tela de 300 ppi. É á prova d'água, tem armazenado de 8 ou 32 GB. Por ter uma resolução melhor do que a versão básica serve para ler HQ's melhor e outros tipos de leitura no geral.

Kindle Oasis: Essa versão tem 7 polegadas e 25 leds, possui ajuste de temperatura da luz e sensor de luz adaptável. A resolução da tela é de 330 ppi, memória de 32 GB e é á prova d'água. O que difere, além dos leds, do Paperwhite é que o Oasis possui botões físicos.

Como foi o meu primeiro Kindle, eu escolhi a versão básica que já vem com a luz embutida (os anteriores não tinham) e acho que foi a melhor decisão que tomei. Eu tentei comprar na Black Friday de 2020... Porém, o meu cartão de crédito estava zoado. No meu aniversário desse ano, minha mãe resolveu me presentear com $$$ para comprar o Kindle.


O kindle custou R$ 331,55 + R$ 89,90 da capa vermelha do próprio kindle com o frete grátis. Comprei numa quarta-feira e na sexta a tarde ele já estava aqui. Veio tudo bem embalado e veio o aparelho e um cabo USB para carregar.

Minha Experiência


Logo ao desembalar o Kindle, já aparece os primeiros passos para você configurar o aparelho e é tudo fácil e fiz sem maiores problemas. Chegou com cerca de 50% da bateria e essa carga durou bastante tempo ainda.

Você pode adicionar os livros no Kindle por cabo USB, enviando por e-mail (você precisa logar no site da Amazon para ver qual é o e-mail do seu kindle e permitir os endereços de e-mails que podem te mandar livros) ou baixar pelo site da Amazon os livros que quer comprar ou do catálogo do Kindle unlimited. Os livros enviados por e-mail que não são do formato .mobi podem ser convertidos com você anexando os documentos certinhos no e-mail e no campo assunto você coloca ‘convert’ (mas lembre-se: a diagramação pode mudar).


Eu sou team papel e lombada. Eu gosto do cheiro de livro novo, gosto do amarelado de livro velho... Porém, a minha primeira experiência com a leitura pelo Kindle foi muito similar ao do livro, ele é ótimo que não dá aquela dorzinha de cabeça por estar forçando a visão.

Durante a leitura dá para ver o progresso em porcentagem da leitura, quanto tempo resta de leitura, marcar partes favoritas, dicionário. No final da leitura, aparece uma faixa sinalizando que o livro foi lido. Gente, a passagem de página funciona com um toque lateral e é bem fluído e eu amei, pois quando lia pelo celular tinha que meio que arrastar e era chato de fazer.


Eu ainda estou me adaptando com a leitura no Kindle. Eu acabei adquirido o hábito de ler de noite/madrugada na época da faculdade e pela casa estar silenciosa eu consigo me concentrar melhor. O Kindle 10° geração, possui luz embutida e por isso não cansa os olhos da pessoa que vos escreve. O preço pode parecer caro se for todo de uma vez, mas tem a opção de parcelar e se você colocar na ponta da caneta a quantidade de livros que compra por um determinado período de tempo chega no valor do Kindle, assim, você poderá ler e comprar o livro físico só daqueles que gostou muito. Outro ponto positivo é que você pode ler na luz do sol sem problema também.

Para quem está na dúvida se compra ou não um Kindle, minha dica é: compre. Você só saberá se vai se adaptar ou gostar realmente depois de experimentar. Minha experiência até então está sendo ótima e o aparelho dura anos.



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4 de setembro de 2020

Resenha:Tartarugas Até Lá Embaixo - John Green

 




TituloTartarugas Até Lá EmbaixoAutor: John Green
Ano: 2017

Páginas: 237
Idioma: português
Editora: Intrínseca 
Avaliação: ☕☕☕☕☕💓

Sinopse: A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.


O livro Tartarugas Até Lá Embaixo eu adquiri quando eu era assinante do Turista Literário ... As expectativas dos leitores que conheciam o John Green pelo "A Culpa é das Estrelas" eram enormes... Até pra o próprio autor, ele fala claramente isso em uma das suas entrevistas . Acredito que a minha demora em ler esse livro foram o tempo suficiente para curtir a leitura! 



A Capa de Livro é Tipográfica: Ao desenvolver uma capa tipográfica o designer busca valorizar as palavras que irão compor a capa do livro. Durante o processo criativo ele pode ser minimalista como pode ser extremamente expressivo. Tudo isso vai depender do tipo de fonte tipográfica que ele irá utilizar em sua composição. No caso de Tartarugas até lá embaixo o papel da Intrínseca foi mais de adaptação de uma arte que foi criada para o livro lá de fora, mas o trabalho foi bastante bem feito. 

O livro Tartarugas até lá embaixo tem diversos gatilhos ao longo das páginas. Então, se você é uma pessoa com altos níveis de ansiedade, com tendência a TOC, com pensamentos intrusivos, com dificuldade para lidar com automutilação (mesmo as mais leves possíveis), peço que considere ler Tartarugas até lá embaixo somente quando estiver bastante estável.

No inicio, somos apresentados a Aza Holmes uma adolescente de 16 anos que lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) ao decorrer da leitura somos convidados a entrar na espiral junto com a Aza. Em um movimento alucinante e descendente de descontrole e de pensamentos ruins e tristes da personagem.

“O ser humano é tão dependente da linguagem que, até certo ponto, não consegue entender o que não podemos nomear. Por isso presumimos que as coisas sem nome não são reais. Usamos termos genéricos, como maluco ou dor crônica, termos que ao mesmo tempo marginalizam e minimizam. Dor crônica não exprime a dor inescapável, persistente, constante, opressiva. E o termo maluco chega até nós sem nem um pingo do terror e da preocupação que dominam você. E nenhum dos dois transmite a coragem das pessoas que enfrentam esse tipo de dor. (…)” p.88/89
O autor John Green consegue de forma sutil indicar na sua escrita que a Aza está entrando em crise, e vai aumentando a pressão e a tensão na forma como escreve e descreve o crescendo da crise. Colocando o leitor entre uma linha tênue entre ficção e a realidade nos colocando naquele cantinho frio e escuro da mente da personagem Aza.
“Penso: Você nunca vai se livrar disso. Penso: Você não controla seus pensamentos. Penso: Você está morrendo, e dentro de você tem bichos que vão comer seu corpo até irromperem pela pele. Eu penso e penso e penso.” p.91

Eu já tive outras experiências literárias que o personagem tinha algum sofrimento psicológico. Não é o meu estilo preferido de narrativa mostrando-se na maioria das vezes um tipo de leitura angustiante... 


Quando comecei a ler Tartarugas até lá Embaixo eu já estava acostumada com o tipo de literatura do John Green ele te faz sentir as coisas que os personagens estão sentindo no decorrer da leitura.

Eu me apeguei a personagem Aza de uma maneira especial. Foi necessário ler o que se passa com alguém com sérios problemas mentais. Uma pessoa que estava cercada de quem realmente se importava com ela, mas mesmo assim, seus problemas eram tão gigantes que não permitiam que enxergasse fora do seu próprio mundinho. Aza é sim muito auto - centrada e egocêntrica. Mas ela não consegue fugir da espiral da ansiedade e da angústia que é viver dentro de seu próprio corpo, com uma mente que a sabota a todo o momento

“Acho que não gosto de ter que viver num corpo, se é que isso faz sentido. Acho que talvez, no fundo, eu seja só um instrumento, uma coisa que existe apenas para transformar oxigênio em dióxido de carbono, um mero organismo nessa… nessa imensidão toda. E é um pouco aterrorizante pensar que o que eu considero como o meu… abre aspas, meu eu… fecha aspas… não está nem um pouco sob o meu controle.” p.102

O Transtorno Obsessivo Compulsivo tem várias nuances... E nenhuma delas é tão simples de não compreender cada pensamento: você não precisa ficar abrindo um machucado o tempo todo para ver se está infectado ou com pus. Muitos menos para reforçar a sensação de que você é você e está aqui. É óbvio que você não pegou uma bactéria mortal só porque entrou em um hospital.

“(…) E se a gente não pode escolher o que faz nem o que pensa, então talvez a gente não seja real, sabe? Talvez eu seja uma mentira que estou sussurrando para mim mesma e nada mais.” p.102

Sentimos uma tristeza que ela sente pela inadequação social que ela representa. Dá pra sentir todo o medo que Aza sente de que, talvez, ela nunca se torne um adulto funcional, e sempre dependa da mãe e de remédios para mantê-la estável.

A relação com os remédios é outra coisa que deixa você angustiado. É óbvio que os remédios ajudariam a estabilizar sua mente e a encontrar mais tranqüilidade na sua rotina. Mas os remédios na verdade são uma fonte de contradição e angústia para ela, porque como ela pode ser normal se precisa de medicação para estar entre outras pessoas normais? Senti falta de um possível atendimento Psicológico onde talvez diminuiria a angustia  de Aza.



A mente de Aza é o principal condutor da história... O  mistério do desaparecimento do pai de Davis foi uma forma de trazer Davis de volta para a vida de Aza, construir mais um pilar de desenvolvimento em sua “inadequação” social e de relacionamento com as pessoas. Antes a gente só conhecia seu relacionamento com Daisy, a “melhor amiga” que estuda na mesma escola. Com Davis, a gente passa a ver seu relacionamento amoroso, e como também pode ser mais uma fonte de tensão para Aza.

As minhas leituras de 2020

Davis e Aza são amigos desde pequenos, mas se afastaram com o passar dos anos. A princípio o ressurgimento de Aza na vida de Davis gera toda uma suspeita se é por conta da recompensa por informações sobre o desaparecimento de seu pai, ou por conta da amizade deles mesmo. 
Mas reconectar com Davis traz sentimentos que Aza não percebeu que existiam e também toda uma série de problemas a serem desenvolvidos por culpas de abraços, beijos, e interações que namorados costumam ter.

De certa forma, todos os personagens com que ela interage são “quebrados” à sua maneira. Mas perto de Aza, eles conseguem passar uma normalidade que a menina não consegue alcançar. Davis é o menino rico mas que cresceu sem nenhuma demonstração de amor paterno; Daisy é a menina pobre que vive “à sombra” da amiga complicada e difícil; Mychal é o artista que quer encontrar seu espaço e conquistar o coração da amiga; a mãe de Aza tem que lidar com o sofrimento de ter perdido o marido e não conseguir “controlar” os distúrbios da filha…

“(…) No fundo ninguém entende o que se passa com o outro. Está todo mundo preso dentro de si mesmo.” p. 228
 “É como se, quando eu olhasse para mim mesma, não visse nada definido… só um monte de pensamentos, atos e contextos. E muitos na verdade nem parecem meus. Muitos pensamentos eu não quero pensar, muitas coisas eu não quero fazer, é mais ou menos isso. Quando procuro o que eu sou, nunca encontro.” p.228

Tartarugas até lá embaixo não é um livro feliz... Nas ultimas páginas. eu tive impressão de estar lendo "Uma aflição imperial..." [ Só os leitores do "Culpinha" vai entender essa referencia]. Okay!

“O problema dos finais felizes é que ou não são realmente felizes, ou não são realmente finais, sabe? Na vida real, algumas coisas melhoram e outras pioram. E aí a gente morre.” p. 258


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18 de junho de 2019

Resenha: A fantástica viagem do Pequeno Cidadão


Sinopse: O Pequeno Cidadão nasceu em 2009, num CD gravado por Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra, Taciana Barros e Antônio Pinto, quatro pais corujas e seus filhos queridos, só com músicas para crianças. Inspirada pelas letras das músicas, Januária Alves criou o Pequeno Cidadão – um menino muito esperto, inteligente e curioso. Já nasceu com 7 anos e saiu direto de dentro de um CD cheio de músicas divertidas para as páginas deste livro que você vai ler. Acompanhado de seus amigos, o pássaro uirapuru Tangará, o sapo-boi Coach, a boneca Susi, entre outros, ele vai partir do seu Planeta X e viajar por muitos outros planetas, aprendendo que poder escolher o que queremos fazer na vida é “O grande X da questão” !


♫...Se a lua não te quer, tudo bem
Você é lindo cara, e seu brilho vai muito mais além!
Um dia você vai encontrar alguém
Que com certeza vai te amar também...♫


A ultima vez que escrevi sobre as minhas leituras foi  as  minhas  METAS DE LEITURA DE 2018(OU NÃO). Desde então, fiz algumas tentativas de conciliar as minhas leituras da pós-graduação com as leituras dos livros que leio por hobby...

Essa semana, eu li A Fantástica Viagem do Pequeno Cidadão Esse livro conta sobre um menino, que mora no planeta X e decide viajar e conhecer outros planetas, ele monta no seu pássaro Uirapuru (que aqui na terra é um pássaro pequeno. Porém no planeta X ele é imenso e voa alto, inclusive perto das estrelas maiores como o sol) viaja por muitos planetas, conhece e descobre sobre várias coisas 


Eu era uma "menininha ramelenta" mo incio dos anos 90. E uma das coisas que eu adorava ver na TV eram as novelinhas infantis daquela época: Carrossel, Chiquititas e novelas mexicanas infantis que passavam no SBT. Na época, que o  SBT fez os remakes eu já era bem grandinha... Porém, eu  assisti alguns episódios dessas novelas de uma maneira um tanto quannto nostalgica e a trilha sonora me chamou bastante atenção foi assim que conheci o projeto Pequeno Cidadão.

O livro tem citações das músicas, Pequeno Cidadão é um projeto de: Arnaldo Antunes, Taciana Barros, Antonio Pinto e Edgard Scandurra. Tudo começou quando esses músicos decidiram gravar com os seus filhos e começaram a dar visões de uma criança em algumas músicas. O som mescla de rock a  MPB e chega até um leve pop.

As músicas como eu disse, são voltadas pra visão de um garotinho, descobrindo o mundo. Ele está descobrindo que é errando que se acerta, que é chorando que se levanta, que tem que fazer bagunça mesmo, brincar e se divertir; que ele precisa ser criança o quanto puder e claramente dá pra perceber que o intuito de tudo é levar uma percepção poética sobre o mundo, de um jeito inocente e encantador pras pessoas




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25 de março de 2019

Resenha: Luna Clara & Apolo Onze





Luna Clara & Apolo Onze
Ano: 2002 / Páginas: 328
Idioma: português 
Editora: Salamandra


Sinopse: O livro conta duas histórias paralelas. De um lado, em Desatino do Norte, está Luna Clara, uma menina de doze anos que mora com a mãe e nunca viu seu pai. Os pais se perderam logo após o casamento e nunca mais se encontraram. Luna passa todos os seus dias esperando na estrada seu pai chegar, trazendo com ele a chuva. De outro lado, em Desatino do Sul, está Apolo Onze, filho de Apolo Dez. A cidade de Apolo Onze está em festa há treze anos, desde o dia do seu nascimento. Todos na cidade se revezam entre o trabalho (afinal não é nada fácil organizar uma festa dessas), o descanso e as brincadeiras da festa. Apolo tem desejos de desejos, nunca descobriu nada no mundo que desejasse, mas quer descobrir. As vidas dessas duas cidades e dessas duas pessoas (Luna Clara e Apolo Onze) vão se cruzar e gerar muitos acontecimentos. Tudo isso, graças às coincidências coloridas.

"O Exército dos Cretinos disputava com o Exército dos Idiotas um trechinho de terra que não servia para nada, a não ser como desculpa."

"O único jeito de acabar com monstros imaginários é o desprezo. Para que perder seu precioso tempo com coisas que não existiam?"

"Querer é muito pessoal
Impetuoso.
Inconsequente.
Inconveniente."

"-E se eu procurasse a minha vontade por ai? Não queria ir para Desatino do Norte não queria voltar para Desatino do Sul, mas também não queria ficar ali naquele pedaço de mundo sozinho"

"QueTolicemeuDeuscomopodesecomplicaaindamaisomundocomumaestupidezdessas?"

"Os desejos antigos devem ficar muito entusiasmados quando se realizam, a ponto de se tornarem repetitivos."

"Será que as cabeças tem gavetas?"

"Uma lembrança, uma imaginação, uma decepção, uma nova esperança, uma reflexão, um dane-se, outro, muitos, tudo fora das gavetas, numa bagunça muito maior do que a do seu quarto."

Minha opinião: Eu não lembro exatamente quando eu adiquiri esse livro... Eu lembro que a vontade de lêr esse livro veio por causa de uma indicação de alguém nessa blogosfera louca... O livro trata de histórias de amor, de amizade, de família. Trata de encontros e desencontros, do destino, de escolhas e alegrias. Tudo isso narrado com muita magia e encanto. Mesmo sendo uma leitura voltada para o publico infanto-juvenil,não é um livro de leitura fácil para qualquer público, e requer um pouco de atenção maior ao ‘plot’ para não se perder no meio de tanta confusão. Mas, vale muito a pena a leitura, devo acrescentar. Aliás, o livro traz outro ‘plus’ positivo que é o fato de possuir ilustrações muito legais nos capítulos. Elas são bem simples e até mesmo um pouco vagas, mas dizem tanto sobre aquilo que se está lendo.

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6 de dezembro de 2017

#6: Projeto: (+) 12 Livros que li em 2017



No inicio do ano, eu me propus a entrar no projeto 12 livros em 2017  e talvez dobrar a meta... Fiquei com medo de fracassar e não escrevi nada por aqui apenas algumas hastags no aplicativo do Instagram:



MAMÃE É ROCK da Ana Cardoso, livro na mesma época que eu fui no evento do lançamento. As crônicas seguem a mesma linha do livro O Papai é POP do seu marido Piangers As crônicas sobre maternidade longe de ser romantizadas com uma pontinha de acides na medida certa que agrada as mamães, as futuras mamães e as pessoas que nem pensam nisso.[Resenha]

ESTRELA QUE NUNCA VAI SE APAGAR conta a história de Esther Grace Earl, diagnosticada com câncer da tireoide aos 12 anos. A obra é uma espécie de diário da jovem, com ilustrações, fotos de seu arquivo pessoal, textos publicados na internet, bate-papos com os inúmeros amigos que fez on-line e reproduções de cartas escritas em datas comemorativas como aniversários. A jovem perdeu a batalha contra a doença, mas deixou um legado de otimismo e celebração ao amor. [Resenha]



A GUERRA QUE SALVOU A MINHA VIDA: A narrativa se passa durante a Segunda Guerra Mundial, onde os irmãos Ada e James vivem com a mãe em Londres. Nós conhecemos a protagonista da trama logo no início, quando somos apresentados a uma menina de dez anos que sofre agressões físicas e psicológicas de sua mãe porque ela tem ”pé torto”..[Resenha]

EM ALGUM LUGAR NAS ESTRELAS é um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença. Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker.  Sua mãe morreu e seu pai... bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine (o mesmo estado onde vivem Stephen King e boa parte de seus personagens). O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden.[Resenha]

ECOS: Tudo começa, 50 anos antes da segunda Guerra Mundial, Otto estava em uma floresta em algum lugar do mundo brincando de "Pira se esconde" (esconde-esconde), até que ele se perde na floresta e começa a ler um livro "A 13º Gaita de Otto Mensageiro" que comprara de uma cigana momentos antes. A história do livro é uma fábula, que discorre sobre três irmãs chamadas Eins, Zwei e Drei. Um, Dois e Três. Três princesas que foram abandonadas na floresta por seu pai, um rei que queria ter um filho homem que pudesse herdar o seu reino. [Resenha]

O Lar da Srta. Peregrine Para Criança Peculiares: Jacob Portman cresceu ouvindo as histórias fantásticas que o avô, Abe, contava. Na época da Segunda Guerra Mundial, Abe havia morado numa ilha remota, num casarão que funcionava como abrigo para crianças. Lá, ele convivera com uma menina que levitava, uma garota que produzia fogo com as mãos, um menino invisível… Entretanto, todas essas histórias foram perdendo o encanto à medida que Jacob crescia. 



O Ódio que Você Semeia: Uma história juvenil repleta de choques de realidade. Um livro necessário em tempos tão cruéis e extremos. Starr aprendeu com os pais, ainda muito nova, como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial. Não faça movimentos bruscos. Deixe sempre as mãos à mostra. Só fale quando te perguntarem algo. Seja obediente. Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. [Resenha]

Filha das Trevas/ Saga da Conquistadora # 1: Lada Dragwlya e o irmão mais novo, Radu, foram arrancados de seu lar em Valáquia e abandonados pelo pai – o famigerado Vlad Dracul – para crescer na corte otomana. Desde então, Lada aprendeu que a chave para a sobrevivência é não seguir as regras. E, com uma espada invisível ameaçando os irmãos a cada passo, eles são obrigados a agir como peças de um jogo: a mesma linhagem que os torna nobres também os torna alvo. [Resenha]

O Pequeno Principe: Durante a Segunda Guerra Mundial, Saint-Exupéry foi exilado para a América do Norte. Em meio a turbulências pessoais e sua saúde falhando, ele produziu quase metade das obras no qual ele seria lembrado, incluindo o conto de solidão, amizade, amor e perda, em forma de um jovem príncipe que caiu na Terra. Um livro de memórias feita pelo autor que recontava suas experiências de aviação no Deserto do Saara, e é pensado que ele usou estas experiências como base para o livro Le Petit Prince.

DORME, MENINO, DORME: Um menino está acordado na noite escura. Não consegue dormir. Para ele, trazem música e canções, cobertores quentinhos e leite morno, mas só uma coisa o levará suavemente ao mundo dos sonhos. Trabalhando um tema tão importante no imaginário infantil, do medo da perda, como uma cantiga, Herrera faz um texto rimado e ritmado que retoma uma estrutura de acumulação e repetição. Com ilustrações belas e marcantes em tons fortes e contrastes, Macuada recria um imaginário latino-americano que remete ao mundo rural e às tradições mais antigas dos grandes contadores de história.


O Menino Azul: Cecília Meireles tem um estilo voltado para a simplicidade da forma e marcado, ao mesmo tempo, pela riqueza das imagens e símbolos. 'O menino quer um burrinho/ que saiba inventar/ histórias bonitas/ com pessoas e bichos/ e com barquinhos no mar.' A suavidade de sua poesia encanta tanto criança como jovens e adultos. Em 'O Menino Azul', o imaginário infantil, tratado com leveza, é a tônica dos versos.


Tatu Balão: Conheça a história desse tatu-bola que sonhava em ser balão. Determinado, o tatu subia todos os dias no alto de uma montanha e se lançava desejando finalmente tornar-se tatu-balão. Será que ele conseguirá realizar seu sonho? Essa bela história sobre o direito de sonhar é contada em versos pela escritora Sônia Barros. O poema ganha mais beleza com as ilustrações de Simone Matias.





Em cima daquela Serra: O que é que está passando em cima daquela serra? Neste poema de Eucanaã Ferraz ilustrado por Yara Kono, além de passar boi e passar boiada, como na parlenda tão conhecida pelas crianças, outros bichos e outras coisas andam por aquele morro - uma égua pintada, goiaba e goiabada, carro e caminhão, balão colorido e avião. E às vezes até não passa nada.






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Estarei comentando com vocês sobre o Blogagem especial de final de ano (principalmente no Snap!!):
Snapchat: Lmilla5




10 de maio de 2017

Série: 13 Reasons Why



13 Reasons Why 

A série gira em torno de Clay Jensen, um estudante tímido do ensino médio que encontra na porta de sua casa uma caixa com 13 fitas cassete gravadas por Hannah Baker, uma colega que cometeu suicídio recentemente. Cada um dos lados das fitas relata um motivo – e uma pessoa – que motivou Hannah ao suicídio.


13 Reasons Why (estilizado em tela como Th1rteen R3asons Why) é uma série de televisão americana baseada no livro Thirteen Reasons Why (2007), de Jay Asher, e adaptado por Brian Yorkey para a Netflix. Diana Son e Brian Yorkey são os co-showrunners da série. A primeira temporada tem treze episódios. Todos os episódios, e o especial 13 Reasons Why: Beyond the Reasons, foram lançados na Netflix em 31 de março de 2017.


 A série gira em torno de Hanna Backer uma estudante que se mata após uma série de falhas culminantes,  provocadas por indivíduos selecionados dentro de sua escola. A série recebeu críticas positivas dos críticos e do público, que elogiaram seu assunto e seu elenco. Originalmente planejada como um filme que seria lançado pela Universal Pictures, com Selena Gomez no papel principal, a adaptação foi transformada em uma série de televisão pela Netflix no final de 2015. Selena Gomez serviu como produtora executiva.



É uma série que conseguiu me prender do começo ao fim, pelo simples fato de querer saber o papel de cada personagem com o suicídio de Hannah e mais pelo fato da participação de Clay nisso. Você acaba se apegando de uma forma estranha a Hannah (pelo fato de Hanna estar morta) Talvez, você já sentiu na pele as coisas que a Hanna Backer passou e se imagina fazendo coisas boas para ela, para que ela se sentisse melhor... Talvez, na adolescência passamos por alguns momentos em que nós tornamos um dos 13 motivos  para alguém


Os boatos começam por causa do primeiro beijo entre Hanna e Justin que foi registrado e espalhado para escola toda deixando Hanna Backer com fama de vadia.

Amizade é complicado... As primeiras amizades de Hanna: Jessica que era aluna nova do colégio e Alex, que elas conhecem no Monets um café. Os relacionamentos de Hannah são ameaçados por uma "lista de melhor/pior" feita por seu até então, amigo Alex Standall, que colocou Hannah como um "alvo".  A Courtney, com medo de que seus colegas da escola descubram sobre sua sexualidade, divulga o boato de que as garotas se beijando na foto vazada são Hannah e Laura, uma colega da escola assumidamente lésbica. Courtney também acrescenta informações ao rumor sobre Hannah e Justin, o que aumenta a má reputação de Hannah.


 Hannah Backers foi "um dos porquês" do Tyler Down quando debochou do seu convite...  Não levando em consideração que o segredo era de  Courtney também. efeito borboleta mais conhecido como "teoria do caos" nada mais é, que as conseqüências dos nossos atos. Tyler Down espalhou uma foto de Hanna para a escola toda e teve uma foto sua espalhada para toda a escola... E foi excluído pelo resto do grupo.

O encontro de 1 dólar Hannah descreve Clai... Mas, o encontro sai um pouco diferente... Hanna sai com Marcus no Dia dos Namorados não dá certo devido aos rumores de que ela é "fácil". e tornou-se um dos porquês... Depois que Hannah se recusa a sair com Zach, ele a destrói emocionalmente durante um projeto de classe. Como vingança, Clay danifica o carro de Zach, mas, no presente, as coisas acabam sendo diferentes do que pareciam. Zach,  era um garoto solitário que precisava fazer coisas babacas para ser aceito no grupo.


“Talvez tenha feito algo cruel. Ou talvez só tenha observado acontecer”


Clay tem alucinações auditivas e visuais de Hannah durante o dia, inclusive vendo seu corpo morto no chão da quadra de basquete durante um jogo, além de ouvir uma das fitas de Hannah tocando no sistema de intercomunicação da escola.

Hannah encorajada pelo Ryan Shaver,começa a escrever poesias para recitá-las. Ryan a trai, publicando um poema escrito por ela contra sua vontade na revista da escola. E é ridicularizada pelos colegas quando a sua poesia é lida na aula de português.

Justin tornou-se um dos porquês... Não só pelo boato pelo primeiro beijo em Hanna. Enquanto se esconde no quarto de Jessica durante uma festa de verão, Hannah testemunha Bryce Walker estuprando Jessica, que está inconsciente e intoxicada, com o consentimento de Justin. Depois da festa, Hannah pega uma carona com Sheri (tornando-se um dos porquês... ) até sua casa. Elas entram em um pequeno acidente e derrubam uma placa de "Pare", mas Sheri se recusa a chamar a polícia. Enquanto Hannah procura um telefone, um trágico acidente ocorre na mesma travessia, o que causa a morte de Jeff Atkins, um amigo de Clay. Quando Hannah tenta contar para Clay sobre a placa de "Pare", ele é rude com ela, pensando que ela está em um de seus momentos de drama novamente. No presente, o comportamento de Jéssica começa a ficar mais errático. Justin finalmente conta a Jéssica que Bryce Walker á estupro.

“Todos que você conhece estão passando por uma batalha que você não sabe nada a respeito. Seja gentil, sempre”


 Finalmente sabemos o conteúdo da fita numero 10, a fita do Clay e ele fica dominado por culpa, pois não pôde fazer o bastante para evitar o suicídio de Hannah. No presente, Justin descobre que Jéssica está na casa de Bryce. Lá, ele a confronta e confessa que Bryce a estuprou na noite da festa.Olivia Baker encontra uma lista com os nomes de todas as pessoas nas fitas, embora ainda não saiba o que a lista significa. Clay Jensen, por "abandonar" Hannah a seu pedido, depois de quase transarem. No entanto, Hannah percebe que Clay não merece estar nas fitas (ela confessa sua admiração por ele), mas foi necessário adicioná-lo porque ele foi importante no que aconteceu e ela queria que ele soubesse.

Tyler Down comprou uma arma contrabandeada. As treze pessoas marcam uma reunião para combinar de falarem a verdade no depoimento.

Depois de acidentalmente perder os depósitos de seus pais que iriam para o banco, Hannah fica desanimada e acaba em uma festa na casa de Bryce. A noite termina em tragédia quando ela acaba ficando sozinha com ele e ele a estupra. Quando chega em casa Hanna Backers faz a lista com os nomes das treze pessoas culpadas por destruírem a sua reputação e pelo seu trágico fim. No presente, Clay vai até a casa de Bryce com a desculpa de comprar maconha dele. Lá, ele confronta Bryce sobre o estupro, gravando sua confissão. Todos na lista que Olivia encontrou são intimados para depor no processo entre a família Baker e a escola. Clay dá a fita da confissão de Bryce para Tony tirar cópia. 


“Na minha opinião, existem dois tipos de morte: se tiver sorte, tem uma vida longa e um dia seu corpo para de trabalhar e acabou. Mas se você não tem sorte, você morre um pouco de novo e de novo até que perceba que é tarde demais”
Porém, resolve dar a própria vida a ultima chance pedindo ajuda... Ela vai conversar com o Sr. Porter, o conselheiro de orientação da escola, e conta sobre seu estupro,  sem admitir quem foi o responsável. Porter diz que ela não tem chances de ser levada a sério e pede para ela continuar com sua vida como se isso não tivesse acontecido. Hannah grava a conversa, que se tornará o lado A da fita 7. Então, ela arruma suas coisas, vai para casa e comete suicídio, cortando seus pulsos e sangrando em sua banheira. Mais tarde, ela é encontrada por sua mãe.

Enquanto isso, Tony, que queria honrar os desejos de Hannah, decide dar os arquivos de áudio das fitas para os pais dela depois que eles percebem que ele está escondendo alguns segredos. Todos que foram nomeados cúmplices na morte de Hannah confessam suas culpas, menos Alex, que tenta cometer suicídio atirando em sua cabeça. Ele fica em estado crítico e não é revelado se ele sobrevive. Justin vai embora de casa e da cidade por causa da culpa que sente por não ter contado a verdade para Jessica, mas, antes, conta para Bryce sobre as fitas. Antes de sair para depor no processo, Tyler esconde várias armas e munições em seu quarto. O episódio termina com uma ambulância cuidando de um adolescente desconhecido que levou um tiro na cabeça.

 Na escola, Clay conversa com Skye, uma colega de classe que ele, anteriormente, percebeu ter cicatrizes nos pulsos. Mais tarde, ele, Skye, Tony e seu namorado, dirigem pela estrada.  

Percebi que ficou muita coisa em aberto para uma (possível) segunda temporada:

  • Gostaria de saber como a Jessica superou o fato de ser estuprada por Bryce. 
  • Nas ultimas cenas, aparece ela bastante emocionada conversando com seu pai. 
  • Alex sofreu uma tentativa de homicídio ou realmente tentou o suicídio? 
  • O que vai acontecer com Bryce?

É impossivel, olhar o mundo com os mesmos olhos.... É impossivel, não querer ser uma pessoa melhor não somente para as Hanna´s . Mas, para os outros 13 porquês....




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Maira Gall