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18 de dezembro de 2020

Resenha: Flores para Algernon

  


Ontem, eu terminei de ler o livro Flores para Algernon do autor Daniel Keyes. 

Esse livro contém gatilhos pois fala sobre: Saúde Mental, sofrimento psíquico violência na primeira infãncia, Bulling e suicídio. A relação social de uma pessoa com Deficiência Intelectual. A Crueldade e a falta de empatia das pessoas "normais" com pessoas deficientes intelectuais como o Charlie... 
O livro é narrado por Charlie Gordom um homem de 30 e poucos anos de idade que tem uma deficiência intelectual. Não temos muitos detalhes precisos sobre diagnósticos e o livro não se prende em "rotular" Charlie. Os Capítulos são escritos em formato de "Relatório de Progresso" que ele vai descrever sobre o seu dia-a-dia antes de passar por um experimento cientifico. As relações sociais de Charlie Gordom tornaram-se tão superficiais no decorrer da história, que não vejo como "personagens importantes" para a evolução do personagem... Doutor Strauss e o professor Nemur foram os responsáveis pelo experimento cientifico; Alice professora do Instituto para jovens retardados. A artista que era vizinha de apartamento do Charlie.

Que estranho é o fato de pessoas de sensibilidade e sentimentos honestos, que não tirariam vantagem de um homem que nasceu sem braços ou pernas ou olhos, não verem problema em maltratar um homem com pouca inteligência.



Flores para Algernon é o título de um conto de ficção científica e romance do escritor americano Daniel Keyes . O conto, escrito em 1958 e publicado pela primeira vez na edição de abril de 1959 da Revista de Fantasia e Ficção Científica , ganhou o Prêmio Hugo de Melhor Conto em 1960. O romance foi publicado em 1966 e foi co-vencedor do mesmo ano Prêmio Nebula para Melhor Novela (com Babel-17 ). Algernon é um rato de laboratório que passou por uma cirurgia para aumentar sua inteligência. 
A história é contada por uma série de Relatórios de Progresso escritos por Charlie Gordon, o primeiro sujeito humano para a cirurgia, e aborda temas éticos e morais, como o tratamento de deficientes mentais 

Sinopse: Uma cirurgia revolucionária promete aumentar o QI do paciente. Charlie Gordon, um homem com deficiência intelectual grave, é selecionado para se o primeiro humano a passar pelo procedimento. Em um avanço científico sem precedentes, a inteligência de Charlie aumenta tanto que ultrapassa a dos médicos que planejaram o experimento. Entretanto, Charlie passa a ter novas percepções da realidade e começa a refletir sobre suas relações sociais e até sobre o papel de sua existência.

Flores para Algernon
Autor: Daniel Keyes
Tradutora: Luisa Geisler
Editora: Aleph
Ano de publicação: 1966
Ano desta edição: 2018
288 páginas

Avaliação: ☕☕☕☕☕


Daniel Keyes (9 de agosto de 1927 - 15 de junho de 2014) foi um escritor americano que escreveu o romance Flores para Algernon . Keyes recebeu a homenagem de Autor emérito da Science Fiction and Fantasy Writers of America em 2000. 

Até um homem de mente fraca quer ser como os outros homens. Uma criança pode não saber como se alimentar, ou o que comer, mas ela conhece a fome.

A minha identificação com a história deu-se pelo fato de eu ser formada em Psicologia e ouvir muitas vezes durante a minha graduação o "nojinho" presente nos relatos dos estagiários em trabalhar com saúde mental. Ao decorrer da narrativa de Charlie Gordon eu lembrei da frase de Carl Jung "Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.". Faltando alma naqueles personagens cheios de diplomas e teorias... 


Mas, lidando com as pessoas com deficiência intelectual como sendo apenas objetos de estudo.O Charlie Gordon é um personagem encantador e muito bem construído. Ele é um personagem tão bom, mesmo depois de se tornar um gênio. O ruim são as pessoas em sua volta... Principalmente depois dos resultados do experimento. Durante a leitura percebemos que avanço intelectual não quer dizer desenvolvimento emocional e social. E esse foi um fator importante na construção do personagem. 

Apesar de sabermos que, no fim do labirinto, a morte nos aguarda (e isso é algo que nem sempre soube, até pouco tempo atrás, pois o adolescente em mim pensava que a morte acontecia só com outras pessoas), vejo agora que o caminho escolhido pelo labirinto me faz quem sou. Não sou apenas uma coisa, mas também uma maneira de ser – uma das muitas maneiras –, e saber os caminhos que percorri e os que me restam vai me ajudar a entender o que estou me tornando.

No inicio, vimos um Charlie que trabalha na padaria Donner. Em suas relações sociais vimos personagens tão sujos, que se aproveitavam da falta de intelectualidade e ingenuidade do Gordon, pessoas que se diziam amigos, mas na verdade só usavam-no como motivo de piada. Charlie estuda 3x por semana Instituto Beekmin para adultos retardados. 


Enquanto leitor, nós conseguimos sentir as nuances dos sentimentos e pensamentos de Charlie pelos Relatórios de Progressos escritos por ele mesmo, com alguns erros de português. No inicio, devido a sua deficiência intelectual e depois do experimento cientifico quando ele chegou no topo da inteligência e percebe a sua verdadeira relação com o ciclo social onde ele estava inserido... O livro Flores para Algernon tem uma escrita muito peculiar. Esse livro, não vai falar de invenções loucas ou viagens no tempo, nem nada desse tipo. Trata-se de uma ficção científica mais psicológica. Porém, não criem expectativas durante a leitura e mantenham-se conectados com o Charlie com todas as suas nuances de pensamentos e sentimentos.


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Estarei comentando com vocês sobre o Blogmas2k20:

29 de outubro de 2020

Resenha: A Pequena Sereia & O Reino Das Ilusões


A primeira vez que ouvi falar sobre o livro A Pequena Sereia & O Reino Das Ilusões as minhas expectativas eram bem baixas porque em geral essas releituras de contos de fadas não me agradam... Mas, resolvi dar uma chance porque geralmente os livros da linha DarkLove costumam me agradar bastante. 


Titulo: A Pequena Sereia & O Reino Das Ilusões
Autora: Louise O’Neill 
Editora: Darkside Books
N° de páginas 215
Avaliação: ☕☕☕☕☕





A Pequena Sereia & O Reino Das Ilusões é uma releitura da história “A Pequena Sereia” da Disney. Sempre que leio um livro de conto de fadas eu lembro do livro A psicanálise dos contos de fadas que eu já deveria ter adquirido na época da graduação de Psicologia. Para que eu possa entender e até escrever com mais propriedade sobre toda a psiquê por traz dessas histórias... Embora, eu entenda que a literatura nem sempre precise ser didática e nem foi a intenção da autora dar uma aula sobre feminismo. 


“Eu sou o diamante da coroa do meu pai, e ele está determinado a me ostentar como tal. Ele sempre exibe minha beleza por aí e toma qualquer admiração subseqüente como se fosse um direito”

Nas primeiras paginas, o leitor é levado a mergulhar fundo em um oceano narrado pela personagem principal Gaia. Uma sereia prestes a completar 16 anos. muito tagarela e cheia de perguntas como qualquer menina dessa idade. O fascínio de Gaia com os humanos sempre foi comparado com o fascínio de sua mãe que sumiu no mundo sem ninguém saber o seu verdadeiro paradeiro. 

“Eu não sabia que, enquanto eu arrumava meus brinquedos no quarto, meu corpo estava sendo vendido pelo maior lance”

Pela narrativa de Gaia, conhecemos a sua vó Thalassa: Que faz o papel de "mãe" de Gaia e suas irmãs mais novas.. Talia e Cosima Desde que a sua filha sumiu para a superfície... O Rei dos Mares que é um pai bastante rígido e um tanto perverso tanto com as suas filhas quanto para o reino... Oliver é um humano com 21 anos que Gaia se apaixona quando visita a superfície. A Bruxa do Mar e as Russalka que são rejeitadas e não pertecem ao reino. 

“Ninguém nunca se refere ao marido dela como um “anormal” por ter abandonado seus filhos; em vez disso, ficam cochichando que Lorelai deve ter falhado na hora de satisfazê-lo. O ex-marido dela foi reintegrado à sociedade, mas nenhum homem vai querer ficar com Lorelai. Não importa o quão linda ela seja, o peso da reputação manchada de uma sereia dura eternamente”

O livro A Pequena Sereia & O Reino Das Ilusões embora seja uma releitura de conto de fadas é uma leitura para maiores de 18 anos. Pois, são abordados assuntos como: abuso de menor, assédio, mutilação, automutilação, submissão, feminismo e machismo extremo e outros que foram abordados de uma forma um tanto quanto irresponsável. 

“Eu queria que alguém me perguntasse o que eu quero, ao menos uma vez na vida” 

A Pequena Sereia e o Reino das Ilusões chega para trazer um pouco mais de contos de fadas para a linha DarkLove, da DarkSide® Books. Mas não do jeito que você espera; aqui, a história original de Hans Christian Andersen — e também suas versões coloridas e afáveis em desenhos animados — é reimaginada através de lentes feministas e ambientada em um mundo aquático em que mulheres são silenciadas diariamente — um mundo que não difere tanto assim da sociedade em que vivemos. 


Mostra como, em um reino comandado pelo patriarcado, ter uma voz é arriscado. Mas também como querer usá-la é uma atitude extremamente poderosa e valiosa. Ainda mais em tempos tão sombrios. 

A sociedade patriarcal, é um sistema social em que homens mantêm o poder primário e predominam em funções de liderança política, autoridade moral, privilégio social e controle das propriedades. No domínio da família, o pai (ou figura paterna) mantém a autoridade sobre as mulheres e as crianças. 

Louise O’Neill é jornalista e escritora. Nasceu em 1985 em West Cork, na Irlanda e se mudou para Nova York para trabalhar na revista Elle, vivendo o dia-a-dia do mercado de moda intensamente. Voltou para sua cidade natal em 2011 e focou em sua carreira como escritora. Desde então, publicou quatro livros e recebeu diversos prêmios e nomeações com suas obras ya. Atualmente escreve artigos sobre feminismo, moda e cultura pop para uma variedade de jornais e revistas irlandesas. 

“– É que seu pai tem insistido em me chamar de “bruxa”. Este é simplesmente um termo que os homens são às mulheres que não têm medo deles, às mulheres que se recusam à submissão”

Gaia, é uma Sereia prestes a completar 16 anos... Muito tagarela e cheia de perguntas como qualquer menina dessa idade. Desde o inicio da narrativa compreendemos o fascínio da Pequena com o mundo terreno comparado com o fascínio de sua mãe que sumiu no mundo sem ninguém saber o seu verdadeiro paradeiro... É compreensível as suas escolhas para viver um amor com Oliver mas acho que a narrativa se perde com um romance que não demonstra nenhuma química... Oliver é um humano com 21 anos vivendo o luto de sua namorada que morreu em um naufrágio provocado pelas Salka e demonstra ter uma relação difícil com a sua mãe. Enfim, Oliver é um babaca! e ao decorrer da narrativa Gaia percebe o quanto seu amado é mimado e outras falhas no comportamento do seu amado. 



Deixando de lado a história de sua mãe que foi tratada de uma maneira resumida sendo que esse era o principal motivo de Gaia vir até a superfície. O que faz a narrativa feminista não fazer muito sentido e a partir dai o Plot Twist necessário durante 
a narrativa da história que realmente monstrou os objetivos da personagem desde o inicio e que realmente me surpreendeu.



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6 de outubro de 2020

Resenha: A Longa Viagem A Um Pequeno Planeta Hostil

 

Semana passada, depois de tantas tentativas... Eu finalmente terminei de ler A Longa Viagem A Um Pequeno Planeta Hostil, da autora Becky Chambers Editora: Darkiside. 


Título: A longa viagem a um pequeno planeta hostil
Autora: Becky Chambers
Tradução: Flora Pinheiro
Editora: Darkside Books
Ano: 2017
Capa dura | 352 Páginas
Avaliação: ☕😩
                             
A narrativa da Becky Chambers é um pouco densa.Pois, ela descreve tudo com uma riqueza de detalhes... Que deixa a narrativa um tanto quanto arrastada. Eu tive bastante dificuldade durante a leitura, para entender a narrativa embora rica em detalhes eu acabo muitas vezes me perdendo na narrativa.


O livro tem excesso de descrições dos personagens. Porém, não coloca nenhum tipo de Ilustrações para caracterizar os personagens. Durante a leitura, eu percebi o quanto isso atrapalhou para compreender o enredo da história.  A Rosemary e a Kissy  foram as minhas personagens preferidas.

Esse é meu primeiro contato com o gênero de ficção científica. Gostei do universo criado pela autora, como ela descreve tudo com uma riqueza de detalhes... Embora, isso me atrapalhou ao decorrer da leitura.


A LONGA VIAGEM A UM PEQUENO PLANETA HOSTIL é o primeiro livro de ficção científica da linha DarkLove. Livros escritos por autoras com grandes histórias para contar, prontas para desbravar novos mundos. E ele consolida a DarkSide® Books no fantástico universo de sci-fi. A editora já lançou Star Wars: A Trilogia, novelização dos três primeiros filmes da saga, e O Homem que Caiu na Terra (1963), de Walter Tevis, romance que deu origem ao primeiro filme de David Bowie como autor, dirigido por Nicolas Roeg em 1976.

Becky Chambers é uma revelação na literatura sci-fi. Filha de cientistas espaciais, sempre que precisa, checa informações com a mãe, especialista em astrobiologia, e com o pai, engenheiro espacial. Becky recorda com carinho da primeira vez em que assistiu a um episódio de Star Trek: Next Generation, aos três anos de idade. Geek com muito orgulho, adora jogar games no pc e RPGs de papel e caneta. Seus livros, A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil e A VIDA COMPARTILHADA EM UMA ADMIRÁVEL ÓRBITA FECHADA, foram indicados ao Hugo Award, Arthur C. Clarke Award, e o Bailey’s Women’s Prize for Fiction, entre outros grandes prêmios. A série é ganhadora do Prix Julia Verlanger de 2017.

O livro de Becky Chambers é um marco recente no universo da ficção científica. Lançado originalmente através de financiamento coletivo pela plataforma Kickstarter, ele conquistou a crítica especializada e os ainda mais exigentes fãs do gênero, sendo indicado para prêmios respeitados, como o Arthur C. Clarke Award e o Hugo Award. Um dos motivos do sucesso de "A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil" é a abordagem da história. Elementos essenciais em qualquer narrativa sci-fi estão muito bem representados, como a precisão científica e suas possíveis implicações políticas. O gatilho principal é a construção de um túnel espacial que permitirá ao pequeno planeta do título participar de uma aliança galáctica.

Mas o que realmente torna único esse romance on the road futurístico e muito divertido são seus personagens. Instigantes, complexos, tridimensionais. A autora optou por contar a história de gente como a gente - ainda que nem todos sejam terráqueos, ou mesmo humanos. A tripulação da nave espacial Andarilha é composta por indivíduos de planetas, espécies e gêneros diferentes, incluindo uma piloto reptiliana, uma estagiária nascida nas colônias de Marte e um médico de gênero fluido, que transita entre o masculino e o feminino ao longo da vida. Temas como amizade, racismo, poli-amor, força feminina e novos conceitos de família fazem parte do universo do livro, assim como cada vez mais fazem parte do nosso mundo.

É um livro de sci-fi, mas cheio de lições tão necessárias! Becky Chambers nos presenteia com algo muito profundo! Esse livro traz a tona discussões que fazem parte do nosso presente, e que provavelmente farão parte do nosso futuro como sociedade. Como poderemos ter uma convivência pacífica com outros tipos de seres extraterrestres ( se eles existirem), e com a Inteligência Artificial que se tornará quase humana; quando não conseguimos ter isso com os da nossa própria espécie, por serem diferentes!? Becky Chambers nos deu não apenas um livro, e sim um manual de como podemos melhorar a relação entre todos nós, ao deixarmos de lado todo tipo de pré conceito, e usarmos a empatia como ela deve ser! Seus personagens principais são a personificação da empatia, compreensão, e do amar ao próximo como a ti mesmo.

Eu adiquiri esse livro Uma longa viagem a um pequeno planeta hostil na penultima maleta do Turista Literário que eu assinei. Na época, ainda era lançamento e eu ouvi maravilhas desse livro... Infelizmente,  essa leitura não funcionou para mim.


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5 de outubro de 2020

Resenha: ECOS - EM HARMONIA COM OS IRMÃOS GRIMM da autora Pam Muñoz Ryan

 

Organizando a TBR de HALLOWEEN com os livros que eu pretendo ler no mês de outubro eu lembrei do livro ECOS - EM HARMONIA COM OS IRMÃOS GRIMM da autora Pam Muñoz Ryan lançado pela editora Darkside Books no ano de 2017. 
  
  

Titulo: ECOS - EM HARMONIA COM OS IRMÃOS GRIMM
Autora: Pam Muñoz Ryan
Editora: Darkside Books
Avaliação: ☕☕☕☕☕ 





A Segunda Guerra Mundial, foi um dos grandes momentos da história da humanidade e tem servido de inspiração para autores de muitas gerações, e provavelmente continuarão sendo ao longo da história. Essa guerra durou seis anos, mas teve toda uma preparação até chegar ao estopim, e foi tão intenso, como se tivesse durado séculos: E sabe o que provoca essa inspiração? A intolerância humanitária e o grande número de pessoas mortas. O livro ECOS, se debruça sobre esse momento vergonhoso da humanidade. São histórias que facilmente poderiam ter acontecido na época da Segunda Guerra Mundial. Porém, ela coloca uma pitada de realismo mágico, pronto para nos fazer rir, torcer, chorar. 


Os personagens importantes são: Otto,1. Friedrich, Mike Flanery, e Ivy Maria Lopes. 



A literatura nada mais é que Histórias que tocam em nossas almas, apertam nossos corações e entregam ele renovado, revigorado. Pronto para as nossas jornadas da vida. E isso a coleção Darklove sabe fazer "horrivelmente" bem. E essa edição da Editora Darkside Books dá um toque especial. Com a capa fazendo referência a floresta onde as jovens estavam trancafiadas, quase como um convite para nós leitores entrarmos na história, além dessa coloração de laranja neon, especial para a edição, que é quase impossível de não notar esse livro em qualquer lugar. Sem contar a diagramação, páginas que separam os capítulos e a partitura de algumas músicas citadas no livro. 



Tudo começa, 50 anos antes da segunda Guerra Mundial, Otto estava em uma floresta em algum lugar do mundo brincando de "Pira se esconde" (esconde-esconde), até que ele se perde na floresta e começa a ler um livro "A 13º Gaita de Otto Mensageiro" que comprara de uma cigana momentos antes. A história do livro é uma fábula, que discorre sobre três irmãs chamadas Eins, Zwei e Drei. Um, Dois e Três. Três princesas que foram abandonadas na floresta por seu pai, um rei que queria ter um filho homem que pudesse herdar o seu reino. As três princesas tinham uma relação intensa com a música, algo brilhante, único. Após a morte do rei, o irmão das princesas que agora era rei, decide ir encontrá-las. Entretanto, uma bruxa amaldiçoa as jovens garotas da seguinte maneira: 



"Chegaram aqui por uma mensageira.Devem partir da mesma maneira.De forma humana não sairão. Seus espíritos como o vento soprarão.Salvem uma alma à beira da morte. Ou aqui definharão á própria sorte." (Prólogo) 

Após ler sobre a maldição, o jovem Otto começa a perceber que está tarde e que ninguém consegue achá-lo. Ele triste com a possibilidade de não voltar para casa, começa a entrar em pânico. Porém, três jovens garotas, semelhantes a do livro se aproximam e começam a acalentá-lo e ao fim lhe entregam uma gaita. Ao longo dos anos, o instrumento chega à mão de novos donos: 

1. Friedrich, que nasceu com uma mancha no rosto de nascença vê o sonho de se tornar músico interrompido pela ascensão do nazismo; 

2. Mike Flanery, um jovem pianista prodígio que vive num orfanato e luta para não ser separado do irmão caçula; 

3. Ivy Maria Lopes, uma filha de imigrantes mexicanos que cuidam de uma casa de japoneses enviados a um campo de concentração dentro dos Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial. 

Pam Muñoz Ryan ganhou o Human and Civil Award da NEA, a associação de educação dos Estados Unidos, pela sua literatura que aborda temas multiculturais. Já escreveu mais de trinta livros, que acumularam inúmeros elogios e prêmios, incluindo dois Pura Belpré Awards, o Jane Addams Children’s Award e o Schneider Family Book Award. Por Ecos, ela recebeu a Newbery Honor Book, um dos prêmios mais importantes da literatura infanto juvenil americana. A autora vive perto de San Diego, Califórnia. 

OUTUBRO DE 1933 - TROSSIGEN, BADEN-WÜRTTEMBERG - ALEMANHA 



A história avança, agora para a época da Alemanha Nazista. Hitler acabara de se tornar chanceler e o Nazismo começa a se estabelecer naquele país. Conhecemos a história do jovem Friederich, ele tinha uma pequena deficiência em seu rosto, o que acabou afastando-lhe dos estudos. Seu pai e tio trabalhavam em uma fábrica de Gaitas, e ele então começou a ir até lá. Os operários gostavam bastante dele, gostavam de ensina-lo, visto que ele não ia à escola. Um dia, ele circulando pela fábrica, encontra uma gaita diferente das outras. Foi amor á primeira vista. E toda vez que ele tocava com essa gaita, todos ao seu redor eram possuídos por uma chama de amor única. 

Porém, as coisas não estavam ficando boas na sua família. sua irmã mais velha entrou para a juventude Hitlerista e seu pai que achava que aquilo não casava com seus princípios e acabou sendo preso. Então, seu tio pensou num plano de fuga. Será que iria dar certo? 

JUNHO DE 1935 - CONDADO DA FILADÉLFIA, PENSILVÂNIA - ESTADOS UNIDOS 


A história segue para dois anos depois, agora nos Estados Unidos, onde muitos jovens iam parar em orfanatos, ou abrigos religiosos, entre eles, os irmãos Mike e Frankie, que depois de perder seus pais, sua vó os criou, ensinando-lhes música. Porém ela ficou muito velha e não tinha mais condições de criá-los, levando-os a um único abrigo da região que possuía um piano. Eles não queriam se separar, porém tudo estava congregando para que isso ocorresse, até porque a diretora do abrigo queria que o irmão mais velho trabalhasse e se o mais novo não fosse adotado, ia para um orfanato estadual, que era muito pior do que o lugar em que eles estavam. 

Mas parece que a sorte viria aos jovens, que acabaram sendo adotados. Como eles não tinham vestimentas, em um dos dias saíram para comprá-las e pararam numa loja de música. Lá, Mike encontrou uma gaita única e diferente de tudo que tinha visto e levou-a pra casa. Toda vez que ele tocava, as almas das pessoas se remexiam de tanta beleza em cada nota entoada. Era única. Tudo para esses jovens pareciam estar bem, na verdade, quase tudo, visto que a pessoa que os adotou parece que não queria eles por lá. E agora? 

DEZEMBRO DE 1942 - SUL DA CALIFÓRNIA - ESTADOS UNIDOS 



Agora a história avançou para dentro da Segunda Guerra Mundial, pouco depois do ataque dos japoneses a Pearl Habor. Muitas pessoas morreram, e o ódio pelos japoneses crescera entre os americanos, mesmo aqueles que lutavam junto com eles na Segunda Guerra Mundial. Com isso, muitos japoneses que possuíam terras nos Estados Unidos, ou eram obrigados a vender, ou entregavam a norte americanos e eram enviados a campos de concentração (Sim, nos Estados Unidos também haviam campos de concentração, apesar de ser de outra perspectiva). Nesse contexto, a família de Maria Lopez, imigrantes mexicanos, foi enviada para o sul dos Estados Unidos para cuidar das terras de uns japoneses que foram para o campo de concentração e o mais jovem da família oriental, foi enviado para ajudar na guerra. 

A proposta é que se a família cuidasse bem da terra, poderia ficar com uma parte dela. E assim conhecemos mais desses imigrantes mexicanos, e de Ivy Maria Lopez, uma garotinha que vivia no mundo da lua, mas que tinha um amor enorme pela música. Certo dia, ela encontrou uma gaita especial, antes de se mudar para o Sul da Califórnia. Quando ela tocava, os corações das pessoas ao seu redor se acalentavam. Inclusive o do seu irmão que também foi enviado para guerra. 

A vida dessa família parecia que tinha melhorado, apesar de que ela estudava em um anexo da escola principal da cidade, por ser imigrante, muito comum naquele período. Porém, isso não impedira dela tentar fazer parte da orquestra da escola que ficava no prédio principal. Ou seja, esse não era um grande problema para ela. Pior, era o fato deles cuidarem de uma terra de japoneses. Afinal, era comum eles chegarem e verem tudo revirado, com pichações que diziam "voltem para seus países japoneses". E por mais que eles tentassem, as pessoas depredavam aquele local. Então, eles tinham medo de que quando o dono daquela terra voltasse da guerra, não assinasse o documento e os expulsasse de lá, achando que eles não tinham cuidado direito. Ou ainda, eles tinham mais medo de que a população local, arranjasse um pretexto para tirar aquelas terras da mão dos japoneses (Se fosse descoberto alguma coisa que indicasse espionagem, isso acontecia). Será que aquela guerra iria trazer uma instabilidade eterna para os Lopez? 


Personagens com dramas diferentes, mas um amor transformador pela música. Cada um à sua maneira, eles são afetados pela magia das três irmãs. 

Ao terminar cada história o coração fica apertadinho... Deixando o leitor com um ponto de interrogação (?) até o final das três histórias a própria autora falou sobre a dificuldade de tecer ambas. Geralmente eu leio nas madrugadas e ficava aflita a cada final de capitulo. chorei com os personagens: Friedrich, Mike Flanery e seu irmão caçula; e Ivy Maria Lopes. Pois histórias como essas ocorreram na vida real, que a segunda guerra foi capaz de dizimar famílias, levar crianças ao sofrimento dos campos de concentração, ficarem órfãs, não terem escolhas. 

Porém, a autora conseguiu integrar três coisas maravilhosas nesse livro: Música, História e Realismo Fantástico. A melodia das musicas clássicas estiveram no decorrer da história de cada personagem do inicio ao fim. 

ECOS - EM HARMONIA COM OS IRMÃOS GRIMM foi o primeiro contato que eu tive com a Editora. DarkSide Books, é a primeira Editora do Brasil dedicada ao terror e à fantasia A editora criou uma coleção Darklove com histórias sobre a força feminina na literatura. 

Diferente dos outros livros a autora quebra seu coração em pedacinhos três vezes e te deixa com um ponto de interrogação (?) até o final das três histórias a própria autora falou sobre a dificuldade de tecer ambas. Geralmente eu leio nas madrugadas e ficava aflita a cada final de capitulo. A autora consegue se redimir no ultimo capitulo tecendo um grande final para os personagens Friedrich, Mike Flanery e seu irmão caçula; e Ivy Maria Lopes. O resultado foi um final digno de um grande espetáculo de sons. 





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20 de setembro de 2020

Resenha: A Guerra Que Salvou a Minha Vida



A Guerra Que Salvou a Minha Vida 
Kimberly Brubaker Bradley
Ano: 2017/ Páginas: 240
Idioma: português
Editora: DarkSide Books
Avaliação:☕☕☕☕☕



A Guerra que Salvou a Minha Vida tem narração clara em primeira pessoa, com capítulos curtos. As palavras de Kimberly fluem com a capacidade incrível de transportar o leitor em uma imersão na história.

“Minha casa era uma prisão, eu mal suportava o calor, o silêncio e o vazio”

Os personagens são encantadores: Susan tem um coração maravilhoso apesar do sofrimento pela morte prematura da irmã e  descobre nela mesma a capacidade de amar, educar e se importar com o futuro de duas crianças como se fossem seus próprios filhos. James o irmão mais novo de Ada é um menino encantador e nos apresenta aquela típica inocência da infância. Ada a protagonista, nos arranca lagrimas perante tanta persistência em ser feliz, em provar para ela mesma que sua deficiência não a define e que ela não precisa se esconder das pessoas e do mundo por isso.


A história se passa durante a Segunda Guerra Mundial, onde os irmãos Ada e James vivem com a mãe em Londres. Nós conhecemos a protagonista da trama logo no início, quando somos apresentados a uma menina de dez anos que sofre agressões físicas e psicológicas de sua mãe porque ela tem ”pé torto”. Enquanto seu irmão James – ao qual ela é muito apegada e serve de motivação para que ela siga em frente – pode sair e descobrir o mundo brincando com as outras crianças, ela precisa ficar isolada em seu apartamento, pois sua mãe a considerada uma vergonha e acredita que ela não é merecedora de ser feliz pela deficiência que tem.

-“Você não passa de uma desgraça! ” Ela gritava. 
_“ Um monstro, com esse pé horrível! ” Acha que eu quero que o mundo todo vendo a minha vergonha? ”

A edição física do livro é de longe uma das mais caprichadas da editora e uma das mais lindas que já vi. A capa do livro tem relevos com desenhos com cores antigas e desenhos que imitam tecidos costurados e desenhos de botões.

A Guerra que Salvou a Minha Vida é um lançamento da DarkSide Books, é a primeira Editora do Brasil dedicada ao terror e à fantasia A editora criou uma coleção Darklove com histórias sobre a força feminina na literatura. Escrito pela autora Kimberly Brubaker Bradley. Vencedor do Newbery Honor Award e primeiro lugar nos mais vendidos do New York Times, assim como é adotado em diversas escolas nos EUA.

Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando.
Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor
.


Essa história é maravilhosamente marcante! É a minha leitura preferida desse ano. Um ponto que me tocou bastante, é que em várias partes a autora deixa claro que os dois irmãos não sabem ler ou não sabem o nome de atividades simples do dia a dia, e era necessário um adulto e Susan se tornou aos poucos uma mãe ideal para aquelas crianças... Ada me arrancou lagrimas e risos durante a sua trajetória em vê-la perceber que é capaz de muitas coisas, algumas até que ela nem imaginava. Senti cada emoção junto com os personagens – 

Para quem já gosta de romances que se passam durante a Segunda Guerra, e até para os iniciantes no assunto, eu indico a leitura de A Guerra que Salvou a Minha Vida, pois ele nos faz refletir até mesmo sobre o modo como levamos nossas batalhas pessoais e nos emociona com um tema tão profundo.

O crescimento dos personagens ao longo da trama acontece conforme a guerra avançava. Se dá, quando os personagens: Ada, James e Susan se encontram em uma realidade que nenhum dos três estavam preparados. A Ada, por conta de todas as agressões que sofreu durante a vida, tem resistência a achar que realmente está bonita, que merece amor e que outras pessoas gostem de estar ao lado dela, e é lindo ver como a autora explora a melhora disso. Outro fator interessante é que o livro está cheio de referências a outras histórias, como Alice no País das Maravilhas, Peter Pan e Os Robinsons Suíços.

"Ela achou que eu estava mentindo, ou, na melhor das hipóteses, exagerando. Agora voltava a encarar o meu pé ruim. Senti uma onda de calor subir pelo meu pescoço. Pensei no que a Susan faria. Espichei o corpo, cravei os olhos no homem e disse, empertigada: ”Meu pé ruim fica muito longe do meu cérebro”.

Tenho uma questão com os meus pés que eles são feios (tenho a duas unhas do pé encravada) e o numero do meu calçado é 39-40. Na minha adolescência eu só usava tênis nunca consegui usar sapatos e sandálias femininas que eu morria de vergonha! Me identifiquei com a Ada, adorei a frase: ”Meu pé ruim fica muito longe do meu cérebro” e acho que eu á usaria em algum momento que as pessoas ficassem encarando muito o meu pé. O livro A Guerra que Salvou a Minha Vida foi uma das melhores leituras do ano.


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18 de setembro de 2020

Resenha: Quem é você Alasca?




Quem lê o blog a mais tempo... Chegou a ler por aqui "A saga" das minhas leituras do autor John Green:


O livro Quem é você Alasca?  foi o quinto livro que li do John Green. O primeiro (A Culpa é das Estrelas) foi maravilhoso e devorado rapidamente, o segundo (O Teorema Katherine), foi uma Leitura sofrível! No decorrer do livro veio à pergunta “tem certeza que é o mesmo autor?”. No terceiro, (Deixe a Neve Cair) uma nevasca durante o Natal, é o pano de fundo para três histórias de amor que se entrelaçam, foi uma leitura bastante cansativa... No quarto livro, (Cidades de Papel) essa leitura serviu para que eu fizesse as pazes com o autor John Green... Essa é a leitura que mais se aproxima do livro "A Culpa É Das Estrelas" com escrita tipica do John Green sem deixar o leitor entediado. Li o livro em menos de uma semana, e não economizei nos post-its.


 Titulo: Quem é você Alasca?
Ano: 2005
Páginas: 335
Idioma: português
Editora: Intrínseca

Sinopse: Miles Halter vivia uma vidinha sem graça e sem muitas emoções (ou amizades) na Flórida. Ele tinha um gosto peculiar: memorizar as últimas palavras de grandes personalidades da história. Uma dessas personalidades, François Rabelais, um escritor do século XV, disse no leito de morte que ia em “busca de um Grande Talvez”.


O livro Quem é você Alasca? do autor John Green foi publicado em 2005 nos Estados Unidos. O livro que deu início ao sucesso que seria o autor completou seus 10 anos e em comemoração a editora Intrínseca publicou uma linda edição comemorativa. A Edição especial contém, além da história original: Um texto de apresentação pessoal e revelador assinado por John; Cenas cortadas do manuscrito original; Detalhes do processo de edição do romance; Respostas de John às perguntas dos fãs 


A edição da editora Intrínseca está maravilhosa, a capa é linda e com aquele aspecto brilhoso e com relevo que eu adoro! A diagramação também está super organizadinha e bem espaçada. As páginas são amarelas bem pensadas para proteger nossos olhos após longas horas de leitura.  O ritmo da leitura do livro Quem é você, Alasca? é ótimo. Tudo acontece a todo momento ao redor dos personagens, a linguagem e as estruturas são muito boas e é repleto de passagens de bom humor, o que suaviza e equilibra os aspectos mais pesados do livro.




“Saio em busca de um Grande Talvez.” Miles Halter

“Mas por que Alasca? Ela sorriu com o lado direito da boca. Bom, mais tarde descobri o que significava. Tem origem na palavra aleúte Alyeska que quer dizer “aquele contra o qual o mar quebra”, e eu amo isso. (..)” Miles Halter


O protagonista é Miles Haulter, apelidado de “Gordo”, ele é aquele típico nerd de todos os livros do Green, não tem amigos, é certinho e sempre se apaixona pela garota errada, a mais popular, a mais bonita e inatingível da história. Os outros personagens da história, por outro lado, são sempre muito bem construídos e interessantes, ao meu parecer eles são o tempero dos livros do Green, quase tão importantes quanto o próprio protagonista. 

“Chega uma hora em que é preciso arrancar o Band-Aid. Dói, mas pelo menos acaba de uma vez e ficamos aliviados.” Miles Halter

Miles mora com os pais e está prestes a deixar sua típica cidade e escola para se aventurar em busca do que ele chama de seu “Grande Talvez”, que nada mais é do que a razão de tudo, o sentido que falta em sua vida. Para isso ele decide ir para uma nova escola, Culver Creek, lá rapidamente faz amizade com seu colega de quarto Chip – conhecido como Capitão, e Alasca Young, a garota mais legal e descolada da escola. Miles fica imediatamente hipnotizado pela perspicaz e intrigante Alasca, ela é tudo que ele não é: engraçada, atrevida, sensual e destemida. Alasca é misteriosa e imprevisível. Perfeita para Miles, não fosse ela comprometida! Descobrir a verdadeira Alasca se tornou um desafio instigante para Miles, afinal, Quem é Você, Alasca? é o título perfeito. Seguido de: o primeiro amigo, a primeira garota, as últimas palavras. Após terminar o livro tudo isso faz sentido. 
“Tantos de nós teríamos de conviver com coisas feitas e deixadas por fazer naquele dia. Coisas que terminaram mal, coisas que pareceram normais na hora, porque não tínhamos como prever o futuro. Se ao menos conseguíssemos enxergar a infinita cadeia de consequências que resultariam das nossas pequenas decisões. Mas só percebemos tarde demais, quando perceber é inútil.”Miles Halter


Em meio a cigarros, bebidas, sexo, trotes de escola, novas descobertas e novos amigos, Miles se vê finalmente levando a vida empolgante que jamais havia conhecido, e Alasca parece aproximá-lo cada vez mais de seu “Grande Talvez”, até que um acontecimento muda completamente as vidas de todos em Culver Creek, e eles tem que aprender a lidar com as conseqüências de atos que nem ao menos haviam se dado conta serem relevantes. 

“Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em como será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente.” Alasca Young

Neste livro,  há uma forte carga emocional inserida nos menores detalhes e banalidades. Por isso leiam tudo com atenção pois os diálogos são as grandes chaves para a mensagem que o autor quis passar. A primeira vista Quem é você, Alasca? pode ser considerado apenas mais um livro sobre colégios, trotes e descobertas adolescentes, mas o que o difere dos outros é justamente a sensibilidade e riqueza de detalhes com os quais Green abordou o tema. Esse livro me revelou um autor maduro que também sabe abordar temas mais sérios com a devida leveza e profundidade. Me emocionei em várias passagens e fiquei com o coração apertado por muitas páginas. É um livro feito para provocar a reflexão sobre várias coisas. Vale a pena ler! 

E, afinal, o que é uma morte “instantânea”? Quanto tempo dura um instante? Um segundo? Dez? A dor desses segundos deve ter sido horrível (…) somente o mais puro pânico. (…) Duvido que a duração de um instante de dor lancinante pareça realmente instantânea. Miles Halter


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17 de setembro de 2020

Resenha: Por Lugares Incríveis, Jennifer Niven


livro Por Lugares Incríveis 
Autora Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Avaliação: ☕☕☕💦

Ontem, eu terminei de ler o livro Por Lugares Incríveis da autora Jennifer Niven. A narração do livro é dividida em dois ponto de vistas diferentes de um garoto que sofre como Transtorno de Bipolaridade. E uma garota que está vivenciando o luto da imã mais velha de uma maneira um tanto que peculiar. Os personagens importantes da história são Violet Markey e Theodore Finch eles se encontram quando Violet Markey está em cima da ponte pensando em tirar a sua própria vida.

Esse livro contém gatilhos pois fala sobre: bullying, transtornos mentais e sofrimentos psicológicos e suicídio na juventude. 

Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, a garota se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família. 



Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los. 

"Aprendi que existem coisas boas no mundo, se você procurar por elas. Aprendi que nem todo mundo é uma decepção, incluindo eu mesmo, e que um salto a 383 metros de altura pode parecer mais alto que uma torre do sino se você estiver ao lado da pessoa certa"
JENNIFER NIVEN foi criada em Indiana, mas hoje mora com o marido e muitos gatos em Los Angeles, seu lugar preferido para andanças. É autora de Por lugares incríveis (2015) e Juntando os pedaços (2016), ambos best-sellers do New York Times. Também escreveu quatro romances para adultos, três livros de não ficção e, em parceria com Liz Hannah, o roteiro do filme de Por lugares incríveis, lançado em 2020 pela Netflix. 



Você merece coisa melhor. Não posso prometer que vou estar por perto, não porque eu não queira. É difícil explicar. Sou problemático. Estou despedaçado, e ninguém pode me consertar. Eu tentei. Ainda estou tentando. Não posso amar ninguém porque não é justo com quem me amar de volta. Nunca vou machucá-la, não como quero machucar Roamer, mas não posso prometer que não vou desmanchá-la, pedacinho por pedacinho, até você ficar em mil caquinhos, como eu. Você tem que saber no que está se metendo antes de se envolver.

Esse livro chegou em minhas mãos em uma dessas voltinhas despretensiosas na livraria em 2016... Ontem, quando eu finalmente terminei de ler esse livro percebi que "Esse livro me destruiu por dentro...". Mas, esse é o ponto, quantas vezes precisamos ser destruídos para construirmos uma nova versão de nós mesmos? 

"Não é culpa sua. E ficar pedindo desculpa é perda de tempo. Você tem que viver sem arrependimentos. É mais fácil fazer a coisa certa desde o início pra que não tenha que pedir desculpas depois."

Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, a garota se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e chamado de "aberração" por onde passa. Para piorar, é obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família. 


O livro Por Lugares Incríveis da autora Jennifer Niven é um romance que foi escrito para a faixa etária Infanto Juvenil de uma maneira inteligente e bastante didática. Nessa faixa etária, o adulto é um papel de referência na vida desse jovem adolescente e nos livros YA os adultos são sempre descritos como irresponsáveis, pais negligentes, violentos... 
Mas não sou um conjunto de sintomas. Não sou uma vítima de pais horríveis e de uma composição química mais horrível ainda. Não sou um problema. Não sou um diagnóstico. Não sou uma doença. Não sou uma coisa que precisa ser salva. Sou uma pessoa.
Porém, o que me incomodou bastante foi o Conselheiro Escolar (embrião) ser descrito de uma maneira irresponsável tratando a saúde mental de um jovem Theodore Finch como uma conversa sem empatia e sem saber lidar com adolescentes. Eu fiquei lembrando dos meus estágios em Psicologia Escolar e o quanto é necessário um profissional qualificado em um ambiente escolar. Durante toda a narrativa observamos o Theodore Finch querendo "salvar" Violet Markey da sua até então " figura de referência" que era a sua irmã mais velha. Mesmo com todo o seu sofrimento ele fez Violet Markey viver momentos incríveis. Apesar de todos os pontos positivos e negativos eu achei uma leitura emocionalmente Boa.



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