Retrospectivas
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31 de dezembro de 2018

[Retrospectiva 2018] Acabou o ano. Glória a Deuxxxxxx!




Hoje faltam um dia para o fim do ano. Conto ansiosa os dias para a virada do calendário pois 2018 se encerra como um dos anos mais Loucos da nossa história. 

As melhores coisas de 2018 aconteceram como o inicio de um novo ciclo: Depois de um ano sabático após a Formatura em Psicologia. Nesse ano, eu comecei a pós graduação em Arteterapia. Sonhos!


Hoje escrevo o texto em primeira pessoa, eu não sei escrever de outra maneira... Nesse ano, eu escrevi MUITOS desabafos cansados e esperançosos... Nas outras vezes, escrevi sobre outros assuntos: Filmes, séries, livros ou resenhando sobre a ultima leitura... Qualquer assunto que não fosse a vida real.

Esse ano foi o ano de copa do mundo na Russia. O enesquecivel 7X1 da ultima copa do mundo não foi a nossa unica vergonha do futebol mundial. O futebol Brasileiro não é mais um dos favoritos como o Tite encheu a boca para dizer "Somos um dos favoritos, sim”. Que o Temer finalmente foi embora, das eleicões mais violentas do mundo! Do "Ele não" - Slogan crítico a Jair Bolsonaro que marcou a eleição de 2018 a partir de uma mobilização de mulheres pela internet do "Ele sim". - Da verdadeira limpeza do PT nos 4 cantos do Brasil! As coisas mais improváveis no cenário nacional e mundial ocorreram  e foi uma eleição democratica pendendo para o lado que a maioria dos Brasileiros querem para os próximos 4 anos.

Fui percebendo aos poucos, que mesmo sendo Mulher que não votaria no Bolsonaro eu jamais votaria no PT por toda a corrupção e roubalheira que esse partido representa... Fui observando que surgiam mais bandeiras... o auge da minha decepção foi quando surgiu pessoas vestidas com a camiseta do Lula livre ai senti que eu não fazia parte daquela vergonheira e fui embora!Quando eu cheguei em casa eu li o post da Luma costa eu acabei percebendo que eu não era a unica que estava se sentido muito burra em ir protestar. Pois, "miraram no #ELENÃO e acertaram no Lula livre.

Esse ano teve copa do mundo e eleições e diferente dos anos anteriores MUITAS coisas mudaram e ainda irão mudar... O GIGANTE aquele mesmo de 2013 ACORDOU! Com frases emblematicas: “Se não está conseguindo falar a língua do povo, vai perder mesmo” ou “Lula o quê? O Lula tá preso, babaca”. A comunicação não violenta nunca foi tão falada nesse ano... Mas, ninguem colocou isso realmente em prática. 

No campo dos negócios, começamos do inicio dessa vez. Aprendemos a ser "marinheiros de primeira viagem" que queriam abrir o seu negócio próprio.Sou da turma que agregou experiências com os acertos & erros nesse ramo. Estou como apoio como já deveria ter sido desde o começo. A minha mãe terminou o curso de cabeleleiro para se profissionalizar melhor nessa área.

Nesse ano, as pessoas me impressionaram com a falta de educação em todos os níveis... Ninguém segurou a mão de ninguém! No início, me preocupei horrores, qual a necessidade de desfazer amizades, bloquear e até duvidarem da qualidade do meu TCC sobre Problemas Psicológicos na Migração com os Haitianos na cidade de Florianópolis/SC. Em dois anos de estagio, eu nunca ouvi nenhum governante (independente do partido politico) falando da quantidade exacerbada de Imigrantes que vem de diferente formas aqui para o Brasil... Politicos que enxerguem o imigrante como sujeito de direitos.

Não apenas pessoas que devem ir embora o mais rápido possivel do seu pais... Teve uma discussão bastante acalorada na pós-graduação logo no dia que a Luisa fez a transferência para Camboriú/SC e tive a pior crise de choro do ano.


Encontrei um namoradinho de adolescência. E começamos a conversar durante dias no Watssapp e quando finalmente nos encontramos ele estava em uma vibe muito pesada... Uma tristeza que começou a me afetar de uma maneira que fui ficando cada vez mais deprê... Tentei conversar mas ele era o tipo de pessoa que para 1 solução encontrava 10 problemas no caminho... Saímos no final de semana e na segunda-feira ele enchia o whatsapp de áudios cheios de neuras e isso foi desgastando... 

A ultima mensagem que trocamos foi ele falando algo bastante desrespeitoso sobre mim em uma situação absurda. Então, depois de uma DR acalorada por áudio eu resolvi colocar um ponto final naquilo... Antes que a falta de respeito se tornasse algo pior... Terminei por áudio mesmo! Não, merece o meu respeito alguém quem não me trata com o respeito que Eu sei que mereço! Tentei ser compreensiva com o momento que ele se encontrava. Por isso mesmo, eu acho que eu merecia ser mais respeitada. 

Foi o ano, que finalmente consegui entrar em um trabalho voluntário bacana. Que usei a técnica do Bullet Journal para me organizar e aposentei as agendas e bloquinhos largados no decorrer do ano e me senti bastante produtiva nas minhas atividades diárias.

No dia 31 de dezembro eu estarei comemorando com os meus amigos em Balneário Camboriu Sou da turma que estará sentada na beira do mar esperando ansiosamente a contagem regressiva para 2017, sem tantos pedidos, metas, planos... pelo menos não nos primeiros segundos do ano-novo.








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28 de dezembro de 2018

LADO MILLA AWARDS:. Musicas que eu ouvi em 2018


No LADO MILLA AWARDS 2018. escreverei sobre as musicas que eu ouvi de acordo com a minha Playlist de 2018 do Spotify. O que é bastante irônico. Pois, a ironia começa no título desse texto "Discografia de 2018". Ouvir musicas no modo aleatório no Spotify ainda me parece algo muito moderno para uma pessoa da geração 80-90, que colecionavam CDs dos musicos e das bandas preferidas e colocava para tocar no Disckman (lembram?).   

... Eu não quero mais conversa com quem não tem amor/ gente certa é gente aberta, se o amor chamar eu vou... 


Carlos, Erasmo é um álbum do cantor e compositor Erasmo Carlos, lançado em 1971. O disco é visto como um dos melhores trabalhos de Erasmo Carlos, pois apresenta uma boa gravação e bons arranjos feitos por Chiquinho de Moraes. O LP foi eleito em uma lista da versão brasileira da revista Rolling Stone como o 31º melhor disco brasileiro de todos os tempos. O cantor deixou um pouco o rock de lado e decidiu investir mais no soul e na MPB. Exemplos disso são as canções como Gente Aberta, Mundo Deserto e Ciça Cecilia, todas escritas em parceria com Roberto Carlos. Também está presente a música De Noite na Cama, de Caetano Veloso. As únicas músicas de rock que o disco possui são a chuckberriana É Preciso Dar Um Jeito Meu Amigo, também em parceria com Roberto, e a pesada Agora Ninguém Chora Mais, de Jorge Ben. O disco também tem a participação do baterista Dinho Leme e do baixista Liminha, ambos da banda Os Mutantes.


Há um bocado de gente na mesma situação/Todo mundo gosta dela na mesma doce ilusão/A vizinha quando passa e não liga pra ninguém/ Todo mundo fica louco e o seu vizinho também.

Braseiro é o álbum de estreia da cantora Roberta Sá. Foi lançado em 2005 e conta com participações especiais de Ney Matogrosso, MPB4 e Pedro Luís e a Parede, bem como com canções de compositores já consagrados do samba, como Chico Buarque, e novos nomes da música brasileira, como Rodrigo Maranhão (da banda Bangalafumenga), Marcelo Camelo (ex-integrante da banda Los Hermanos), Teresa Cristina, Pedro Luís.


Há primeira vez que ouvi a Roberta Sá foi em um desses programas musicais que passa na TV... Na época, eu baixei o álbum completo no computador e passei as musicas para o meu celular que ouvi praticamente a semana inteira! Esses dias eu estava ouvindo no spotify...


Se navegar chegou, deixa navegar/Chegou deixa chegar/Se navegar chegou, deixa navegar/Chegou deixa chegar...


“Afinar as rezas”, primeiro álbum do Dazaranha sem a participação de Gazu, o novo trabalho é superior ao “Daza”, de 2014 – ainda que com ressalvas. Gravado no Rio de Janeiro, novamente com produção do renomado Carlos Trilha, o disco traz 11 músicas e uma vinheta, totalizando 40 minutos, e foi financiado por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Florianópolis, com patrocínio da Fundação Franklin Cascaes.


Apesar dessa melhora em relação ao trabalho anterior, o Dazaranha virou refém da sua obra. Musicalmente falando, a banda construiu um legado tão rico e próprio nestes 25 anos de carreira que os fãs esperam ouvir o “velho Daza” a cada novo lançamento. Em “Afinar as rezas”, o grupo busca novos caminhos, com uma sonoridade mais moderna e pop, mas sem perder a identidade. A faixa título abre o álbum com Moriel nos vocais. É preciso reconhecer: a presença de Gazu ocultava esse talento de Muruca, que nasceu para ser protagonista. Chico Martins, no entanto, é quem mais canta no novo disco. O guitarrista, que assina duas composições, assume o microfone em sete das 11 músicas.


... Vou reerguer o meu castelo/Ferro e martelo/Reconquistar o que eu perdi/Eu sei que vão tentar me destruir/Mas vou me reconstruir/Voltar mais forte que antes ...



Sem dúvida alguma a cantora IZA foi um dos grandes nomes do pop brasileiro em 2018 e Dona de Mim, seu disco de estreia, veio repleto de grandes hits e participações especiais que acrescentaram bastante a uma artista que tem luz própria. Ivete Sangalo, Marcelo Falcão, Thiaguinho e Rincon Sapiência abrilhantaram um trabalho que deixou claro: IZA será uma das maiores nos próximos anos.


... Quem caminha pelo vento sabe o bem que ele traz Só quero amor, só quero paz Pura eletricidade vem da força que ele faz Só quero amor, só quero paz ...


Segundo os arquivos desse querido Blog, a primeira vez que eu ouvi Moinhos foi em 2014. Em um programa de uma rádio online do Rio de Janeiro/RJ chamada MPB fm (chuchu até no nome **) além de tocar musicas brasileiras de qualidade, no horário das 18 h:00s tem o programa MPBmusical com cantores conhecidos da grande mídia e outros nem tão conhecidos assim... Quando eu vi que finalmente tinham lançado um albúm eu fiquei durante dias ouvindo com a mesma vibe que eu ouvi pela primeira vez...


Os integrantes que fazem parte desse “Power Trio” são: Emanuelle comandou os vocais da Banda Eva durante alguns carnavais; Lan Lan tocou com Cássia Eller, Nando Reis & Os Infernais e com os Tresloucados - um projeto de Preta Gil e Davi Moraes -, além de ter liderado Lan Lan & Os Elaines; Toni, por sua vez, já acompanhou os principais baianos ainda na ativa, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Moraes Moreira, Gal Costa, além de artistas como Luiz Melodia, Elba Ramalho, Nelson Gonçalves, Sérgio Sampaio e Adriana Calcanhotto. Para as bandas Paralamas do Sucesso e Herva Doce, Toni ainda fez alguns arranjos.  


Vagabundo vai correr, vai brincar/ Vai chover, vai sujar/Deixa o menino jogar, que é Sexta-feira/Pra proteger é que existe a rezadeira/A rezadeira vai rezar (rezadeira) vai rezar(Rezadeira)…


Foco, Força e Fé é o primeiro álbum de estúdio do rapper e compositor brasileiro Projota, lançado em novembro de 2014 pela Universal Music, primeiro lançamento assinado por uma gravadora. O álbum possui 15 faixas, e possui participações de Marcelo D2, Negra Li, Dado Villa-Lobos, J Balvin e Marlos Vinícius


Acho que esse CD também entrou na retrospectiva de 2017. Eu ainda não consegui superar Upside Down eu lembro dessa musica por causa do macaquinho no clipe.


Jack Hody Johnson (Honolulu, 18 de maio de 1975) é um cantor, compositor e surfista americano. Cresceu na Baía Norte de Oahu, no Havaí, e atualmente vive em Haleiwa. Antes de lançar o seu primeiro álbum de estúdio, Jack Johnson fazia filmes de surfe. Por ser um surfista e músico, seu estilo é erroneamente classificado como surf music, um subgênero rock surgido nos anos 60.

Esse é o album preferido da minha familia quando vamos viajar... Eu consegui viciar os meus pais a ouvir rock gaucho de alguma maneira.


o Rock de Galpão – grupo que resgata o cancioneiro gaúcho, criando versões contemporâneas para clássicos da música regionalista – O Rock de Galpão é formado por Tiago Ferraz (voz e guitarra), Rafa Schuler (guitarra e vocais), Guilherme Gul (bateria), Mestre Kó (teclados e vocais), Paulinho Cardoso (acordeon) e Gustavo Viegas (contrabaixo), além do artista convidado Diablo Jr. (percussão e boleadeiras).


Roberto Carlos é o trigésimo sexto álbum de estúdio do cantor e compositor Roberto Carlos, lançado em 1993 pela gravadora CBS. Eu acho esse CD realmente maravilhoso! Todas as faixas: O Velho Caminhoneiro, Coisa Bonita, Hoje é Domingo, Obsessão,Nossa Senhora,Tanta Solidão, Se Você Pensa, Parabéns, Mis Amores. Fazem esse o meu CD preferido do Roberto Carlos.

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23 de dezembro de 2018

#23. [TOUR FOTOGRÁFICO] O meu Bullet Journal em 2018


Conheci a idéia de Bullet Journal em Julho/2018... Depois de muitas agendas esquecidas... Bloquinhos e folhas aleatórias perdidas ou no lixo. O BuJo entrou na minha vida como algo mais leve... Hoje, o bullet journal se tornou algo essencial para eu poder me organizar diariamente.

A minha mãe ganhou uma caderneta de presente e também era pautado os cadernos pautados funcionam para mim e isso funciona de uma maneira que deixa organizado e manter os meus textos em linhas retas... A letra é aquela de menina do fundamental quando não é aqueles garranchos indecifráveis quanto mais rápido eu escrevo pior! Aprendi a decorar as folhas de uma forma simples estou lidando melhor com as minhas "frustrações artísticas" e visitando menos o pinterest e as suas perfeições.


Depois de perceber que essa história de Bullet Journal estava dando certo e que até a professora da minha pós-graduação estava aderindo ao Bujo até no processo terapêutico. Eu acabei inve$tindo: em um caderno A5 com capa dura e decorada com o tema Frida Khalo, com follhas pautadas, canetas simples que uso também na Pós-graduação. Comprei também, uma caixinha com 3 rolos de washitape,s pois, estavam bastante baratos, na livraria da minha cidade e estou aprendendo a decorar as folhas com esses durex decorados... Os adesivos, são da época dos cadernos da faculdade e estou usando para decorar as folhas do meu Bujo.


... Para o mês de agosto, que foi basicamente uma fase de testes do que funciona ou não para mim. Resolvi que o tema seria Filtro dos Sonhos, depois de desenhar e pintar com lápis de cor acabei não gostando muito do resultado.


O Tema do mês de Agosto foi 101 Dálmatas. Encontrei os adesivos antigos do 101 Dálmatas que era um dos filmes animados que mais amo no mundo. Cachorros é o meu ponto fraco...


A página "Favoritos de Agosto" foi a que mais gostei de escrever e decorar por causa de tantas coisas bacanas que aconteceram no mês.


Esse foi o meu Layout preferido e a organização do mês de Setembro! O tema desse mês foi Setembro Amarelo as cores escolhidas para a decoração foram: Laranja, marrom, verde e amarelo.


Nesse mês, eu arrumei semanalmente o meu Bullet Journal.
Uma das minhas grandes dificuldades do mês anterior foi ter organizado o mês inteiro. Fiquei com medo de não dar conta... E isso tirou a minha liberdade de criar do Bullet Journal.


Na segunda semana, a palavra GRATIDÃO estava berrando na minha cabeça... Ainda está. A novidade desse mês são as colagens... A saudade do verão estava bastante explicita nas minhas colagens né? 


O tema do mês de Outubro foi HALOWEEN, as cores escolhidas para a decoração foram: roxo, marrom e laranja.


Na segunda semana, eu me inspirei nas páginas do instagram sobre Bullet Journal . As cores que predominou nessa semana foram laranja e o preto que foi a cor que desenhei os fantasminhas...


Esqueci sobre o feriado do dia das crianças e acabei fazendo uma semana temática da Turma da Mônica. Aquela semana foi mais Journal do que Bullet. Pois, teve um final de semana de pós-graduação em Arte-Terapia bastante acalorado... Comecei um Voluntariado! a primeira vista diferente de tudo que eu já fiz e isso tem me dado um gás diferente nesses últimos dois meses...

O tema do mês de Novembro foi o CVV com os desenhos de balão de fala do slogan. O CVV foi Fundado em São Paulo em 1962, o Centro de Valorização da Vida é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública Federal em 1973, mantenedora e responsável pelo Programa CVV de Valorização da Vida e Prevenção do Suicídio, desenvolvido pelos Postos do CVV em todo o Brasil.


Eu comecei a desenhar os balões de fala com a caneta azul e ficou um pouco torto pois, eu não quis usar régua. Os contornos coloridos foram feitos com giz de cera.


No final do mês eu fui viajar! O "para viajar" é uma forma didática que encontrei para organizar a minha mala de roupas/ mala de mão.



Observação: A decoração do mês de Dezembro no meu Bullet Journal está praticamente pronto....  Porém, o mês ainda não acabou pretendo me organizar  ainda na primeira semana do mês de Janeiro de 2019 para lançar os posts de bullet journal do mês.




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18 de dezembro de 2018

#18. Retrospectiva: Novelas que terminaram no 1° semestre de 2018.


O primeiro semestre de 2018 continuou sendo meses estranhos... Com a programação do canal aberto do ano passado. O ano de 2017 foi um ano tão estranho que tive uma dificuldade extrema de elencar tudo que assisti ao longo daqueles 12 meses.


O roubo de 40 milhões de dólares do cofre do luxuoso Hotel Carioca Palace e seus desdobramentos na vida de cada um dos envolvidos, sejam eles hóspedes, suspeitos ou convidados de um grande baile de gala. Neta do dono do hotel, Luíza (Camila Queiroz), vê sua festa de 25 anos se transformar em uma grande investigação policial.

O dinheiro vinha da venda do cinco-estrelas, transação entre o proprietário, Pedrinho Guimarães (Marcos Caruso), um milionário falido, e o jovem empresário Eric Ribeiro (Mateus Solano), sem o consentimento da única herdeira, Luiza, neta de Pedrinho. O assalto foi feito por quatro funcionários do hotel: o concierge Malagueta (Marcelo Serrado), o mentor do plano; o garçom Júlio (Thiago Martins); o recepcionista Agnaldo (João Baldasserini) e a namorada dele, a camareira Sandra Helena (Nanda Costa). A princípio eles hesitam, mas depois, diante de situações limite na vida de cada um, topam participar do roubo.


Eu assisti essa novela sem tanto entusiasmo quanto Rock Story... A novela Definida como uma comédia policial romântica, Pega Pega é a primeira novela solo de Cláudia Souto.

No elenco tínhamos nomes como Mariana Santos (Zorra Total) com a sua interpretação horrível como Maria Pia, uma vilã humana. Marcelo Serrado com o vilão o Malagueta foi algo bastante forçado. Sei lá, não conseguiu convencer na maioria da suas cenas como o chefe do roubo do Hotel Carioca Palace. Nanda Costa, a Sandra Helena, iluminando a novela em uma ótima dobradinha com João Baldasserini. A Nanda Costa foi excelente em tirar  o sex a peeal das suas personagens anteriores... Fazendo a Sandra Helena uma pessoa humana que viu a consequência dos suas atos no decorrer da novela; e Guilherme Weber, excelente como Douglas, sem cair na caricatura fácil do gay engraçado.


Já Mateus Solano e Camila Queiroz – os protagonistas Eric e Luiza – ficam fora dessa relação. Logicamente não por causa do talento dos atores, já comprovado anteriormente. Mas pelos perfis de seus personagens. A falta de química entre o casal saltou aos olhos logo no primeiro capítulo, quando o texto forçou uma paixão à primeira vista sem a menor sutileza. Falta de carisma dos personagens, isoladamente, e falta de química, quando juntos. Foi um dos casais protagonistas mais insossos da história das novelas.
A novela Pega Pega revelou-se inconsistente e sem estofo. O roubo do hotel, mote central no lançamento da novela, não conseguiu se manter. Antes que esse enredo se esgotasse, a autora Cláudia Souto lançou o “quem matou?”de um personagem que estava morto desde o início da história: Mirella, a falecida mulher de Eric (representada pela atriz Marina Rigueira). Ela só aparecia em flashbacks e mal tinha falas.


Portugal, 1927. José Augusto Correia Guedes (Tony Ramos) é o homem mais influente e poderoso da região de Morros Verdes, fabricante de vinhos e azeites na Quinta da Carrasqueira. Pai de Maria Vitória (Vitória Strada), ele mantém com a filha uma boa relação. Viúvo, a criou com a ajuda da governanta Delfina (Letícia Sabatella), sua amante há muitos anos. Fruto desse romance proibido, a jovem Tereza (Olívia Torres) acha que José Augusto é seu padrinho. Porém, Delfina será capaz de tudo para fazer com que o amante reconheça a paternidade da filha.

Maria Vitória é cortejada por Fernão Moniz (Jayme Matarazzo), filho de um amigo de seu pai. O rapaz, ambicioso, está certo de que será seu futuro esposo e, consequentemente, o próximo mandachuva da região. Porém, durante as festividades da Semana Santa, os olhares de Maria Vitória se voltam para Inácio (Bruno Cabrerizo), um moço simples e honesto, de origem humilde. Quando os dois se beijam pela primeira vez, ela o convida para sua festa de dezoito anos. Fernão escolhe esta data para pedir a mão da jovem em casamento, mas ela está completamente apaixonada por Inácio.


Eu não curto muito novelas de época... Sendo a mesma temática da novela anterior Novo Mundo assisti alguns episódios dessa novela e notei que: O público vinha de uma novela movimentada e alegre (Novo Mundo) e, a princípio, estranhou em Tempo de Amar a desaceleração no ritmo e o excesso de sofrimento dos personagens nas primeiras semanas, o que rendeu à produção a alcunha de “Tempo de Sofrer”. O autor explicou que o início sofrido foi necessário, para que a história pudesse engrenar. O roteiro não foi alterado e logo os personagens encontraram dias melhores – bem como uma trama mais fluida. O ritmo foi condizente com o seu contexto.

O humor, sempre leve, foi inserido gradativamente. Neste particular, destacaram-se o núcleo da geleia Supimpa – de Alzira (Deborah Evelyn), Pepito (Maicon Rodrigues) e companhia – e a agradável Dona Nicota (Olívia Araújo).

O longo desencontro dos protagonistas, em algumas situações forçadas, fez a trama parecer girar em círculos. Mesmo com amigos em comum em uma mesma cidade, Inácio e Maria Vitória (Bruno Cabrerizo e Vitória Strada) passaram a maior parte da novela sem se verem. Para forçar esse desencontro, Inácio até esqueceu do amigo Geraldo (Jackson Antunes), no momento em que este ficou atrelado a Maria Vitória – o encontro entre Inácio e Geraldo poria fim ao desencontro do par romântico. Ainda um ponto destoante: o sotaque italiano dos personagens Giuseppe e Tomaso (Guilherme Prates e Ricardo Vianna) quando a produção optou por não marcar o sotaque do núcleo de Portugal.


Clara (Bianca Bin) tem uma vida tranquila e simples na região paradisíaca do Jalapão, estado do Tocantins, com o avô Josafá (Lima Duarte) e a amizade de Renato (Rafael Cardoso), que sempre foi apaixonado por ela. A mudança em seu destino é selada quando conhece Gael (Sérgio Guizé), herdeiro de uma família de Palmas. A atração entre os dois é imediata e ela, sem dúvidas do que sente, se entrega a essa paixão, que a levará do céu ao inferno.

Além do temperamento agressivo de Gael, Clara enfrentará ainda Sophia (Marieta Severo), a sogra. Estrategista, a matriarca descobre que há esmeraldas nas terras de Clara e enxerga a oportunidade de salvar sua família da decadência. Para realizar todos os seus desejos, Sophia terá de convencer – ou forçar – Clara e seu avô a permitirem o garimpo de pedras no local. A princípio, ela finge ser amiga, apoiando a nora todas as vezes em que Gael se descontrola e explode.


O próximo passo de Sophia é tirar Clara do seu caminho, nem que para isso precise usar o próprio filho. Para tanto, executa um plano sórdido: com a ajuda do juiz Gustavo (Luís Melo), do psiquiatra Samuel (Eriberto Leão) e do delegado Vinícius (Flávio Tolezani), Sophia interna Clara em uma clínica psiquiátrica, em uma ilha isolada. Dez anos se passam, Clara se fortalece e percebe que foi vítima de um grande golpe.

O escritor Walcyr Carrasco nunca me decepcionou e o principal mérito de O Outro Lado do Paraíso foi entregar o que o público aceitou e com o que se envolveu: diversão através de escapismo e fuga da realidade, sem gerar questionamentos ou fazer raciocinar. Sob este prisma, a novela de Walcyr Carrasco cumpriu com louvor a sua meta: entreter somente.


Walcyr Carrasco se inspirou no folhetim O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas (1802-1870), para a trama central de O Outro Lado do Paraíso, que envolvia a vingança da mocinha Clara (Bianca Bin).


Outra inspiração originou a trama da personagem Beth (Glória Pires), em muitos pontos em comum com o melodrama francês Madame X, escrito para o teatro por Alexandre Bisson, em 1908, e adaptado algumas vezes para o cinema. A versão cinematográfica mais célebre é o filme de David Lowell Rich, de 1966, com Lana Turner como a protagonista. O Conde de Monte Cristo também teve versões para o cinema, como o filme de Rowland V. Lee, de 1934, com Robert Donat, e o filme de Kevin Reynolds, de 2002, com Jim Caviezel.




Na pretensão de abordar temas sociais, Walcyr Carrasco meteu os pés pelas mãos e mais prestou desserviços do que suscitou discussões ou conscientização para a sociedade. A única abordagem levada com alguma coerência foi a pedofilia, cuja sequência do julgamento do pedófilo foi aplaudida (menos o final, quando tudo vira um salseiro). Mesmo assim, arranhada com uma polêmica. Por que um problema grave como o enfrentado pela personagem Laura (Bella Piero) foi tratado por Adriana (Júlia Dalavia), uma advogada novata que fez um curso de coach e aprendeu a fazer hipnose? Por que Laura não procurou um profissional experiente da área específica, um psicólogo ou um terapeuta? Porque tratava-se de um “merchan”, uma ação paga pelo Instituto Brasileiro de Coaching (IBC). Assim o autor forçou uma situação para justificar a ação de merchandising. Pegou mal.


As ações de merchandising promovidas pelo IBC foram exibidas em fevereiro de 2018, mencionadas nos créditos de encerramento dos capítulos em que apareceram. O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) recebeu reclamações do Conselho Federal de Psicologia e de outros conselhos regionais, assim como profissionais dos dois ramos, psicologia e coaching, que criticaram o fato de a trama mostrar um profissional usando coaching para tratar de sérios problemas e traumas psicológicos. Após a polêmica, a Globo não exibiu outras sessões de coaching na trama. O caso da personagem Laura foi resolvido depois que o abusador foi preso e a advogada Adriana finalmente sugeriu que ela (Laura) procurasse terapia com um psicólogo.


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7 de agosto de 2018

15 anos de OC - Um estranho no paraiso.


Eu comecei a assistir OC - Um estranho no paraiso em 2016 (Quando assinei a Netflix) foi uma das  séries que eu comecei assistir devagar... me deliciando a cada episódio. No dia 5 de agosto de 2018 a série fez 15 anos!

Irei sentir saudades da Summer e Seth que é o meu casal favorito durante todas as temporadas chorei demais quando eles duvidaram da relação deles por serem muito jovens... As festividades do Natanukká... O capitão aveia e a Princesa Faisca... A série ficticia The Valley... e por ultimo a coelhinha panqueca.

No dia 5 de agosto de 2003, Ryan Atwood chegou à Orange County tornado essa série um fenômeno de cultura pop. 

Os criadores e autores do Teatro Grego foram originais,Eles é que começaram a conduzir os conceitos que nós usamos hoje como dramaturgia. A inspiração era tão nova e entorpecente, que parecia ritualística. Hoje em dia, só repetimos fórmulas, incorporando uma ou outra novidade, outro ângulo, outra perspectiva, que acaba tornando o óbvio menos previsível e o corriqueiro em surpresa. A vida imita a arte e a ficção também. Alguns autores sabem manipular as poucas notas dessa canção... 

outros nem tanto. 

Josh Schwartz está no primeiro caso. Por mais carinho que eu nutre por The OC, com um toque de nostalgia... Essa não é a minha série favorita. A série não representa originalidade bruta, mas representa originalidade derivada. Apoiando-se numa premissa básica de organização social, o moço (o mais jovem showrunner da história) levou a FOX a proposta do show, que não demorou a marcar seu nome na história como ícone pop e como referência cultural. E a ser, sem querer, analogia involuntária para a vida.

O cenário é o cotidiano, mostrando os personagens o seu núcleo social vivendo a sua rotina. Toda ficção começa com a chegada de alguém. . A rotina sempre representa segurança, sempre se refere à dinâmica que já está estabelecida. Os indivíduos costumam se agrupar entre iguais justamente para tentar preservar a força de seu cotidiano. Se qualquer movimento contrário é feito, deflagra-se uma rede de acontecimentos que atribulam a vida dessas pessoas. É assim na vida e é assim na ficção. Por isso, faz todo sentido que os movimentos desses personagens desestabilizam o mundo em questão.

As pessoas sempre seguem em suas vidas nessa mesma proporção: cumprindo prazos, hábitos, vivendo no mesmo ciclo. O tremor que bifurca os caminhos vem, quase sempre, de interferências externas.

O mundo de Sandy Cohen era totalmente monótono. Ryan (o estranho no paraíso...) não era um protagonista soberano. O "protagonismo" era a transformação que a presença dele causou na vida da família Cohen na mesma intensidade com a qual a vida do menino pobre foi transformada. a vida do menino rico Seth também transformou-se com a chegada de Ryan, Seth era fruto de um casamento que nasceu pra transgredir: Sandy era um idealista que se apaixonou por uma “patricinha”. Kirsten, entretanto, tinha vontade de ir contra a correnteza de uma tradição. Os dois se apaixonaram pelo que representavam um pro outro. No início, pode ser sido desbravador, mas logo também passou a ser rotina.Sandy vivia no meio dos ricos achando que nada daquilo o atingia e Kirsten tinha um marido engajado, que ajudava a diferenciá-la de suas vizinhas alienadas. No fim das contas, entretanto, os dois estavam mergulhados na inércia. 


Seth era o goroto Nerd. Inteligente que era considerado o maior defeito que alguém poderia ter na Escola Harbor. Não era belo o suficiente ou esportivo o suficiente pra ser popular, e para que alguém descobrisse que ele era interessante, antes precisaria se aproximar dele.


As garotas eram populares. que se ilustravam através da fraqueza pessoal de Marissa e da preguiça intelectual de Summer. Marissa era a típica garota "rebelde sem causa" que tinha aquele vazio clássico de quem não tem problemas de verdade. Já Summer forçava prioridades superficiais por achar que esse era o movimento natural do meio onde estava inserida. Todos eles, sem exceção, só cumprindo um ritual diário.


Quando Sandy levou Ryan para casa naquele dia a transformação de uma série de anseios e conflitos escondidos que redefiniram aquela sociedade. Sandy foi obrigado a se confrontar com o pouco que fazia e que pensava que era muito, Kirsten precisou ser diferente das vizinhas alienadas na prática e não só na teoria, Marissa ganhou um projeto para se preocupar de verdade, Summer foi obrigada a pensar em mais além de si mesma e Seth ganhou um amigo.

A possível transformação do Seth "o pobre menino rico" acabou ganhando protagonismo. Pois Ryan se transformou no que aquele solitário menino precisava. Um amigo… Sua vida mudou tanto assim apenas porque ele teve uma coisa que tanta gente não tem nenhum trabalho pra ter: um amigo.


A partir do momento em que o problemático Ryan Atwood chega à Orange County, a vida dessas pessoas começa a se reconfigurar, mudando não só comportamentos, como também personalidades. E esse foi o grande diferencial de The OC, que em sua Primeira Temporada, surpreendeu o público e a crítica com uma forma mais debochada, irônica e sagaz de fazer televisão para adolescentes.

Benjamin McKenzie era o rapaz perfeito para o personagem por conta de sua atitude bad boy. Esse era o aspecto mais importante sobre Ryan, que precisava chocar o mundo asséptico de Kirsten Cohen, única personagem com força suficiente para impedir a permanência dele naquele sistema. Uma boa ficção sempre trabalha com opostos, e por isso The OC deu certo tão de cara.


O primeiro episódio já nos deixa completamente fascinados pela expectativa do que Ryan ia provocar naquela sociedade tão “perfeitinha”. Os preconceitos acerca de todos os personagens foram sendo discutidos e superados, passo a passo. Todos, absolutamente todos os personagens, não sabiam nada uns sobre os outros. Até a chegada de Ryan, Sandy achava que nenhum membro do clã Newport Beach valia a pena de se ter uma conversa. O terremoto que o garoto provocou quando chegou, aproximou Sandy de Jimmy. Antes de Atwood, Kirsten não sabia nada sobre o filho, nada sobre a própria capacidade de superar sua origem cristalizada. Essa flexibilidade lhe permitiu se aproximar de Julie. Marissa e Summer nem mesmo eram amigas de verdade, porque foi só com a chegada de Ryan que elas precisaram fortalecer esses laços.


A primeira temporada da série com uma linha de narração de dar inveja a qualquer novelão, mas se salvando do lugar comum com um texto e uma trilha sonora espertíssimos. Confirmou seu sucesso. 

O primeiro ano foi tão intenso, que parecia impossível ter pra onde seguir no ano seguinte. O Season Finale do show, com a sentida partida de Ryan, foi tão catártico que visto novamente, até hoje, emociona. E por uma razão muito simples: numa tacada de mestre, Josh Schwartz passou um ano bagunçando o mundo dos ricos para que quando a ameaça de voltar com Ryan pra seu lugar chegasse, a perspectiva daqueles personagens de retomarem sua rotina apática, os devastaria. 


Kirsten se transformou em mãe de Ryan em diferentes episódios com amor totalmente desinteressado, nos transmitindo toda a dor/ alegria de ver transformações tão positivas. Por mais sofrimento que a chegada de Ryan pudesse ter provocado, nada foi tão forte quanto os sentimentos de afeto sincero que esse evento deflagrou na vida daqueles personagens.

Então chegou a Segunda Temporada e alguns padrões começaram a se confirmar. O primeiro deles era o de que a série estava disposta a tudo. O curioso é que muitos desses padrões transformaram a Mischa Barton como antagonista com a sua "rebelde sem causa" Marissa Coper. 


O interesse romântico do herói costuma ser problemático mesmo, mas nunca foi tão transgressor quanto Marissa era. Além de mentir, roubar e se drogar, ela começou o segundo ano da série tendo uma experiência lésbica. Isso arrepiou os cabelos da FOX na época, que logo tratou de exigir mudanças, mas ainda assim, já estava feito e já era sacramentado: The OC era diferente, era realmente ousada...


Marissa, entretanto, vinha confirmando outro padrão que acabou se tornando uma garota problema: ela precisava de “projetos” novos o tempo todo, para sentir-se viva. Na primeira temporada foi Oliver, na segunda foi Trey e na terceira, Johnny. Enquanto o roteiro tentava explorar o casal separadamente... Na minha humilde opinião o casal Ryan& Marissa não tinha uma quimica como casal... Apagando muitas vezes o casal Seth&Summer que foram um casal super fofinhos nas duas ultimas temporadas.

A segunda temporada de The OC foi uma trilha-sonora muito rica. Com bandas se apresentando ao vivo no Bait Shop, de universo nerd (com o Comic Book “Atomic County”) e de tiradas de referência. Seth e Summer irritaram um pouco no triângulo interminável com Zack, mas o ótimo texto de Josh e seu time salvava a série da irrelevância. Momentos como o do “beijo do Homem-Aranha” foram responsáveis por impedir qualquer crítico de não reconhecer a nova linguagem proposta pelo show.


A série renovou a procura por clássicos de cinema e literatura, recebeu convidados de peso, ironizou com o mercado e fez piada de si mesma com a impagável The Valley. A trilha sonora com as canções arrebatadoras que tocavam em cada episódio.

No primeiro episódio da série, os roteiristas já tinham consciência de qual seria o fim mais provável da personagem Marissa. Na segunda temporada, Marissa se transformou como catalisadora das maiores tragédias do enredo. Ao mesmo tempo em que a seqüência abaixo é uma das mais bem dirigidas do programa, também condena a personagem definitivamente, à infelicidade.


A personagem de Marissa é, sem dúvida, a condutora dos maiores problemas da Terceira Temporada, que se afundou num grande “mais do mesmo” em que os únicos enredos que pareciam possíveis, eram aqueles em que ela colocava seu relacionamento com Ryan em segunda posição.

Ao invés de explorarem a ótima possibilidade de ter a personagem estudando numa escola pública, resolveram explorar a paixonite do trágico Johnny por ela. Isso diminuiu a força dela, a força de Ryan e a força do show. The OC descia numa espiral longa de chatice e quando perceberam que a série não sabia pra onda ia, já estávamos na metade final da temporada.

The OC nunca ignorou o que tinha feito com ela. Fizeram Mischa Barton viver visceralmente a escuridão de Marissa. A inadequação que a personagem redescobriu estava ali o tempo todo, na sua expressão, nas suas horas a fio no mirante da praia.Marissa se tornou uma presença infeliz. Exploraram a personagem de tantas formas cruéis, que a impossibilitaram totalmente de conseguir sair das sombras. 

O roteiro jamais fingiu que não tinha massacrado a personagem e independente dos motivos que levaram ao trágico season finale, ele era a única, definitivamente, saída possível para um quarto ano no mínimo, decente. Por outro lado, ela era a "antagonista" da história. Eu preferiria uma mudança radical da sua personagem. Como a mudança da personagem Summer por exemplo: De uma patricinha futil para uma ativista ambiental...


The OC acordou um pouco no final da terceira temporada. Matar Marissa era uma decisão arriscadíssima, mas totalmente justa. Eu como telespectadora reconheci que esse, inclusive, era o destino final que mais a honrava. Marissa era trágica, deslocada, enegrecida. Sua trajetória era a de estar em constante confronto com o próprio vazio. Seu esforço em sempre tentar “salvar” rapazes problemáticos de suas vidas, ela conheceu Ryan nessa situação... era uma fuga da própria incapacidade de reconhecer um objetivo pessoal, nuclear. Marissa não nasceu para ser feliz, ela foi construída para representar essa dor. A morte era a redenção dela e dos outros personagens...

Tudo isso ficou muito claro quando a Quarta Temporada estreou cheia de vida. O episódio em que mostra as etapas do luto de Summer demonstrou a "negação" com a morte da Marissa nos primeiros episódios dessa temporada... Eu esperava um pouquinho mais de drama... The OC renasceu tão livre e bem-humorada que chegou a dar orgulho. 

A incorporação de Caitlin manteve o tom de transgressão e a chance que deram para Taylor Towsend foi preciosa para o futuro de Ryan dentro do programa. O drama ainda estava ali, mas sempre se lembrando de ser sagaz e de flertar com o riso, com o deboche, como era e como nunca deveria ter parado de ser.

Curiosamente, ao mesmo passo em que a chegada de Ryan foi a base dramatúrgica clássica que re-configurou a dinâmica dos personagens, a partida de Marissa fez isso de novo, reinaugurando aquelas vidas e forçando-os a se reinventar. A mudança pela chegada… A mudança pela partida… The OC explorando o melhor dos berços criativos, mas infelizmente sendo castigada por isso. A série teve seu cancelamento na quarta temporada. A série nem mesmo teve tempo de completar seus 22 episódios. Por sorte, teve tempo ao menos de um encerramento digno. Os episódios 15 e 16 foram os últimos e são tão absurdamente bons que comovem até hoje. Promovem um terremoto ao som de Fredo Viola, transformam Radiohead em vinheta de intervalo… Se despedem da TV com um carinho tão grande por si mesma e pelos fãs.


Ainda nessa última temporada, em um episódio em que Taylor e Ryan vão parar numa realidade alternativa, os roteiristas confirmaram nossa analogia ao se fazerem a fatídica pergunta: E se Ryan nunca tivesse chegado? Meus queridos leitores, eu nem sei o que seria de nós se Ryan nunca tivesse chegado. Será que poderíamos superar a falta das neuroses de Seth? Será que o mundo teria a mesma graça sem a inteligência relutante de Summer? Se Ryan não tivesse chegado, nunca teríamos conhecido o trabalho deleitoso de Melinda Clarke e sua adorável cafajeste, Julie. Marissa só foi tão chorada, porque tantas vezes foi salva por Kid Chino… Taylor só me rir tanto, porque um dia ela se emocionou por ser parte de algo maior: uma amizade. Se Ryan não tivesse chegado, não haveria mudança naquele mundo de mentira… Não haveria mudança no nosso mundo de verdade.
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