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22 de julho de 2020

5 motivos para assistir ‘Gabby Duran: Babá de Aliens’ a nova série teen da Disney Channel

 

Duran, uma jovem que se muda para uma nova escola e encontra seu momento de brilhar ao conseguir um emprego na casa do diretor. O que Gabby não imagina é que essas crianças são seres de outro mundo e que sua missão será proteger suas identidades secretas.

Para conhecer melhor a personagem e se apaixonar pela série, confira alguns motivos para não perder os episódios desta nova produção que passa diariamente, às 18h30, no Disney Channel:

1 – GIRL POWER

As meninas estão com tudo! Gabby Duran é uma garota aventureira, fashionista e divertida. Na vida real, Kylie Cantrall é quem dá a vida à babá e, assim como sua personagem, a atriz também possui similaridades com a protagonista, como a espontaneidade, a afeição por moda e a descendência latina. Kylie ama cantar e dançar e é possível conferir várias músicas da atriz no YouTube.

2 -MÚSICAS QUE GRUDAM NA CABEÇA

A série conta com diversas músicas e videoclipes divertidos para dançar e se divertir. “I Do My Thing” é uma das músicas de destaque, que inclusive é interpretada pela própria Kylie Cantrall na abertura da série.


3- SERES APAIXONANTES

Será impossível não se apaixonar pelas crianças extraterrestres que Gabby Duran cuidará. Entre elas, o destaque vai para Jeremy, um jovem Gor-Monite disfarçado de sobrinho do diretor Swift. Ele é uma criança esperta, que aparenta ser incontrolável, mas que se torna grande amigo de Gabby. Sua forma alienígena se parece com uma grande bolha azulada.

4 – TEM BRASILEIRO NA ÁREA

Gabby tenta conquistar e chamar a atenção do seu “crush”, Jace – interpretado pelo brasileiro Ricardo Ortiz – que estuda na mesma escola dela.

5 – A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA

Gabby precisará lidar com conflitos internos ao ver sua mãe, Dina Duran, bem-sucedida, e sua irmã, Olivia Duran, mais nova e inteligente, enquanto ela se sente perdida e incerta sobre seu futuro. Entender a importância da família e o papel de cada membro no meio familiar é um assunto que a série aborda expondo que – apesar das diferenças – a família sempre será influente na vida de cada um.

11 de junho de 2020

Precisamos conversar sobre 13 Reasons Why.



Hanna Backer e os outros 13 porquês... Abriram um "link" para começar um diálogo sobre os assuntos que até então são considerados complicados em um ambiente escolar como: depressão, bullying, uso de álcool e outras drogas, abuso sexual e suicido...
"Na adolescência, começa a fase de transformações na vida do sujeito, nela emergem muitas tribulações, devido à passagem de um período, até então aparentemente calmo, para uma nova etapa turbulenta, composta por muitas transformações tanto físicas quanto emocionais na vida das pessoas. É um período de transição, no qual é comum encontrarem-se muitos conflitos advindos da formação da identidade."
Não existem vilões ou mocinhos na série Thirteen Reasons Why. Tanto a Hanna Backer como os outros 13 porquês... São crianças/adolescentes tentando sobreviver um ambiente escolar tóxico e hostil que a todo o momento querem botar rótulos do "padrão de adolescente" que você deve ser para se enquadrar na sociedade (escola).

A série 13 Reasons Why representa de forma muito fiel a pirâmide social típica das escolas norte-americanas. No topo estão os alunos populares, os atletas, que agem como donos da escola e maltratam e humilham quem está na base: os "esquisitos", as vítimas de bullying, os solitários como Hannah, Tyler e Clay. Nessa espécie de hierarquia, os que dominam são protegidos até pelos membros da comunidade escolar.

A Hanna Backer, quis contar sobre a história da sua vida... Com as regras obrigando os 13 porquês... A ouvirem as suas próprias fitas com duas regras bem simples (Número um: você escuta. Número dois: você repassa). Embora, vimos ao decorrer dos episódios que as coisas não eram tão simples quanto imaginávamos...
"Talvez eu nunca saiba por que vocês fizeram o que fizeram. Mas eu posso fazê-los sentir como foi."
Quando somos adolescentes, As amizades são complicadas... Mesmo assim, você precisa dos seus amigos mesmo se for só para tomar um chocolate quente. Hanna Backer fez uma analogia e comparou a amizade como chocolate quente "boa para os meses frios, mas não perfeita para todas as estações.". No ensino médio, os garotos falam das garotas criando boatos, fofocas e mentiras... E essas mentiras, fazem uma bagunça muitas vezes irreparáveis e criando alguns "furacões" na vida das pessoas. 


"Já ouviu fala sobre o efeito borboleta não é? Se uma borboleta bate as asas na hora e no lugar certo... Pode causar um furacão e milhares de quarteirões.(...) É a teoria do caos. Mais a teoria do caos não fala extremamente sobre o caos. Fala como uma pequena mudança em grande sistema pode afetar tudo."
Há todo momento, colocamos rótulos nas pessoas sem ter o mínimo de responsabilidade e o quanto estamos prejudicando a auto - estima de cada um. Há todo momento, as pessoas julgam as outras pessoas através de "rótulos" ou os boatos sobre alguém... e não com a verdade de cada pessoa.

Repetindo: Não existem vilões ou mocinhos na série Thirteen Reasons Why. 

O lado masculino dos 13 porquês... Justin Foley, Bryce Walker, Montgomery de La Cruz, Zach Dempsey, Tony Padilla Clay Jensen,Tyler Down e Marcus Cole... São meninos quando jogam videogame. São jovens, tendo as suas primeiras experiências... Na maioria das vezes, sem a supervisão dos pais ou os responsáveis com os limites necessários para a vida de qualquer adolescente nessa fase. A tragédia anunciada de uma educação desregrada foram mostradas através dos adolescentes da série: Justin Foley, Bryce Walker, Montgomery de La Cruz interrompendo as suas vidas de uma forma trágica.

  

As mulheres nasceram em uma sociedade machista, isso é muito bem explorado em vários momentos na série. As meninas são tratadas como um objeto pelos colegas "homens" e desprezada pelas outras mulheres... Na segunda temporada, vimos que Hannah Baker e Jéssica Davis não foram as únicas que foram abusadas sexualmente (estupro) por Bryce... 


No decorrer das temporadas, vimos a importância da verdadeira amizade... O crescimento de uma amizade bacana do Justin Foley com o Clay Jensen muito diferente da amizade muitas vezes tóxica que ele tinha com o Bryce Walker. Vimos o crescimento da amizade da Jéssica Davis com a Ani Achola e a importância desse laço para essas adolescentes.

A Hanna Backer, quis contar sobre a história da sua vida... Não sabendo o impacto que teria na vida dos outros 13 porquês. No decorrer das temporadas, vimos o quanto essas crianças/adolescentes cresceram e aprenderam a importância da maneira que tratamos uns aos outros.

Tem que melhorar, a maneira que tratamos uns aos outros e olhamos uns pelos outros, de alguma forma temos que melhorar. (Clay)


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21 de maio de 2020

#TBT: Séries que fizeram sucesso no Disney Channel.



 O canal Disney Channel preparou uma programação especial para o mês de maio. Os  telespectadores do Disney Channel vão poder conferir séries e filmes clássicos, que fizeram história na Disney, às quintas-feiras. No dia da semana conhecido pelo #TBT (Throwback Thursday), nada melhor do que relembrar grandes sucessos. 

Programa de Talentos




A  jovem prodígio da música, Chyna Parks, e os amigos Olive e Fletcher são participantes do programa educacional ANT (Talento Natural Avançado) e precisam usar ao máximo a experiência escolar que possuem.


NO RITMO




CeCe Jones e Rocky Blue conseguem trabalho como dançarinas coadjuvantes do show de TV “Shake it Up Chicago”.

Boa Sorte, Charlie



PJ, Teddy e Gabe são adolescentes de comportamento normal, até a mãe engravidar novamente. A chegada da nova irmã, Charlie, muda toda a família. A mãe volta ao trabalho e Teddy, a filha mais velha, faz um diário em vídeo para Charlie.

 Sunny Entre As Estrelas



Ao ser selecionada para integrar o elenco de seu programa de TV favorito, Sonny Monroe, adolescente de Green Bay, muda-se com a mãe para Los Angeles. No meio de desavenças, ela mantém a cabeça erguida e um sorriso firme.

Austin & Ally



Austin é um extrovertido músico e cantor e Ally, uma brilhante, mas tímida compositora. Juntos tentam uma parceria para lucrar com a fama de Austin.

Jessie



As aventuras de uma adolescente do Texas que se muda para Nova York e se torna babá das crianças precoces da família Ross.

As Visões da Raven



Com a ajuda de suas amigas, uma adolescente com a capacidade de prever o futuro elabora planos e esquemas para alterar os resultados da vida.

Hannah MONTANA



Embora pareça ser uma adolescente comum para seus colegas e professores durante o dia, à noite Miley se transforma na famosa cantora Hannah Montana. Somente sua família e amigos mais próximos conhecem sua identidade secreta.

Jonas



Jonas conta histórias divertidas dos integrantes da banda Jonas Brothers e seu irmão mais novo, Frankie Jonas

Zack & Cody: Gêmeos a Bordo




Os irmãos Zack e Cody Martin fazem novos amigos e se metem em inúmeras confusões logo após mudarem-se para seu novo lar a bordo do barco “S.S. Tipton”.

Os Feiticeiros de Waverly Place



Alex Russo e seus irmãos precisam aperfeiçoar os poderes mágicos que herdaram ou irão perdê-los para sempre. Os três bruxos se envolvem nas mais loucas situações enfrentando os típicos desafios de adolescentes, como escola, amigos, família e a magia.

O Disney channel #TBT é um bom dia para sentar na poltrona em companhia de uma tigela recheada de pipoca a gosto e uma bebida bem quentinha... E maratonar as nossas séries preferidas com gosto de nostalgia. Não é mesmo???


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18 de maio de 2020

Cinco curiosidades de “Todas as Mulheres do Mundo”.



A série Todas as Mulheres do Mundo estreiou na quinta-feira (23) no Globoplay para fazer uma homenagem à obra de Domingos Oliveira. A série, que terá seu primeiro episódio exibido na Rede plim-plim, é baseada em seis textos do dramaturgo e cineasta. Acompanha a vida do apaixonado Paulo (Emílio Dantas), que, em cada um dos 12 episódios, se relaciona com mulheres diferentes, de forma amorosa, amigável e até maternal.

A adaptação para TV, escrita por Jorge Furtado e Janaína Fischer e com direção artística de Patrícia Pedrosa, foi pensada nos detalhes: há particularidades nos diálogos, na cenografia, na trilha sonora e até no figurino dos personagens. A escolha do elenco também foi diferenciada. Confira cinco curiosidades sobre a série e saiba mais sobre o trabalho do dramaturgo:

1 – A escolha dos atores

A maioria do elenco trabalhou com Domingos Oliveira ou conviveu com ele. A filha do dramaturgo, Maria Mariana, e sua viúva, Priscilla Rozenbaum, fazem participação especial em Todas as Mulheres do Mundo. E escolha foi proposital, como contou a diretora artística Patrícia Pedrosa, em entrevista a GaúchaZH: 
— Como eu não havia conhecido o Domingos, achei que era importante ter esses relatos dessas pessoas que já passaram pela vida dele. Foi muito produtivo, porque elas vinham com referências novas, novos olhares para a série.
Priscilla Rozenbaum, viúva de Domingos Oliveira, é Glorinha na série

Fernanda Torres, que participou da adaptação de Todas as Mulheres do Mundo para o Caso Especial, exibido pela Globo em 1990, também foi convidada a participar da série, interpretando Estela.

Saiba quem são as personagens que dão nome a cada episódio, em ordem: Maria Alice (Sophie Charlotte), Adriana (Samya Pascotto), Elisa (Marina Provenzzano), Laura (Martha Nowill), Martinha (Veronica Debom), Dionara (Lilia Cabral), Renata (Maria Ribeiro) e Pâmela (Sara Antunes), Gilda (Mariana Sena), Sara (Maeve Jinkings), Natália (Natasha Jascalevich), Maria Alice (Sophie Charlotte) e Pink (Naruna Costa).

2 – Fotografia opaca



Quem assistir à série vai notar uma paleta de cores mais opaca. De acordo com a diretora Patrícia Pedrosa, a intenção inicial era fazer a produção em preto e branco, mas a escolha poderia não agradar o público. Com isso, o mínimo de cor possível foi usado na fotografia. 


Trecho do trailer de "Todas as Mulheres do Mundo" mostra fotografia com poucas cores
— Os planos têm pouquíssimas cores para ter o efeito do preto e branco com cor — explicou Patrícia, afirmando que usou apenas duas cores para compor a fotografia, do cenário ao figurino dos personagens.

3 – Figurino e referências a diferentes épocas 

O figurino casa com a personalidade dos personagens, com cores e estilos diferentes. Para o protagonista Paulo, por exemplo, foram adotados os tons de cinza e verde. 

— Pensamos em um jovem arquiteto dos dias de hoje que não está nem aí para roupa. É um personagem que repete muita roupa — disse Natália Duran, que assina o figurino da série com Cao Albuquerque.

Cada personagem homenageia uma época ou estilo, fazendo uma viagem em todas as décadas em que Domingos Oliveira viveu. 


Sophie Charlotte é Maria Alice, uma das protagonistas

_ A Maria Alice é a mais clássica e atemporal de todas. A Fernanda Torres, que interpreta Estela, mas que já foi Maria Alice na década de 90, homenageia esta época, com os cabelos levemente repicados. Já Dionara (Lilia Cabral) foi inspirada na atriz britânica Tilda Swinton nos anos 2000 — citou Anna Van Steen, responsável pela caracterização da série.

Na escolha das roupas, a equipe do seriado apostou em profissionais que trabalham com sustentabilidade e tingimentos orgânicos. Peças de brechó também foram utilizadas

 Música

A música que faz parte da abertura de Todas as Mulheres do Mundo é a mesma: Carinhoso, de Pixinguinha e João de Barro. A diferença é que, em cada episódio, uma cantora diferente dará voz à canção. Algumas artistas foram convidadas a gravar a música, como Céu e Alcione. De outras, foi aproveitada gravações já existentes, caso de Elis Regina e Marisa Monte, que aparece na abertura do primeiro episódio.



4 – Sem bandeiras


Além de as mulheres serem a maioria no elenco, a equipe que fica atrás das câmeras também é majoritariamente feminina – e a escolha foi proposital. De acordo com a diretora artística Patrícia Pedrosa, a ideia foi contar a história pelo lado mais feminino possível. Porém, não houve a intenção de transformar a série em uma narrativa feminista:

— Não precisamos disso. Falamos sobre pessoas, sobre amor, sobre afeto, sobre mulheres diferentes, sobre paixão. Não queremos pegar um assunto e transformar essa série em política. Estamos só falando de amor, esse é o ponto da série — falou Patrícia.

5 – A obra de Domingos Oliveira

Autor de mais de 120 obras no teatro, cinema e TV, Domingos Oliveira fez parte da equipe de autores de séries de sucesso nos anos 1970 na Globo. Foi também ator de novelas. Entre os trabalhos que fez na emissora, estão Show da Noite, Ciranda Cirandinha, Amizade Colorida, As Noivas de Copacabana, Contos de Verão e a minissérie JK, seu último trabalho na televisão, em 2006. 

Quem conhece o trabalho de Domingos, vai identificar diversas referências em Todas as Mulheres do Mundo. Várias cenas do filme de 1966, que deu o nome para a série, estão espalhadas no seriado. Nos diálogos, aparecem diversas frases escritas por Domingos, faladas de forma poética e literal pelos personagens. 

Em Todas as Mulheres do Mundo, há também a representação dos alter egos de Domingos: o protagonista Paulo é o lado intenso e apaixonado do autor. Já seus dois amigos, Cabral (Matheus Nachtergaele) e Laura (Martha Nowill), representam a faceta feminina e o lado mais sábio e subjetivo do dramaturgo. Domingos é lembrado até no mascote da série e fiel companheiro de Paulo e Cabral: o cão recebeu o nome de Oliveira.



Victor Pollak / Globo
Laura (Martha Nowill), Paulo (Emílio Dantas), Maria Alice (Sophie Charlotte) e Cabral (Matheus Nachtergaele), junto com o mascote Oliveira (Flint)




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7 de agosto de 2018

15 anos de OC - Um estranho no paraiso.


Eu comecei a assistir OC - Um estranho no paraiso em 2016 (Quando assinei a Netflix) foi uma das  séries que eu comecei assistir devagar... me deliciando a cada episódio. No dia 5 de agosto de 2018 a série fez 15 anos!

Irei sentir saudades da Summer e Seth que é o meu casal favorito durante todas as temporadas chorei demais quando eles duvidaram da relação deles por serem muito jovens... As festividades do Natanukká... O capitão aveia e a Princesa Faisca... A série ficticia The Valley... e por ultimo a coelhinha panqueca.

No dia 5 de agosto de 2003, Ryan Atwood chegou à Orange County tornado essa série um fenômeno de cultura pop. 

Os criadores e autores do Teatro Grego foram originais,Eles é que começaram a conduzir os conceitos que nós usamos hoje como dramaturgia. A inspiração era tão nova e entorpecente, que parecia ritualística. Hoje em dia, só repetimos fórmulas, incorporando uma ou outra novidade, outro ângulo, outra perspectiva, que acaba tornando o óbvio menos previsível e o corriqueiro em surpresa. A vida imita a arte e a ficção também. Alguns autores sabem manipular as poucas notas dessa canção... 

outros nem tanto. 

Josh Schwartz está no primeiro caso. Por mais carinho que eu nutre por The OC, com um toque de nostalgia... Essa não é a minha série favorita. A série não representa originalidade bruta, mas representa originalidade derivada. Apoiando-se numa premissa básica de organização social, o moço (o mais jovem showrunner da história) levou a FOX a proposta do show, que não demorou a marcar seu nome na história como ícone pop e como referência cultural. E a ser, sem querer, analogia involuntária para a vida.

O cenário é o cotidiano, mostrando os personagens o seu núcleo social vivendo a sua rotina. Toda ficção começa com a chegada de alguém. . A rotina sempre representa segurança, sempre se refere à dinâmica que já está estabelecida. Os indivíduos costumam se agrupar entre iguais justamente para tentar preservar a força de seu cotidiano. Se qualquer movimento contrário é feito, deflagra-se uma rede de acontecimentos que atribulam a vida dessas pessoas. É assim na vida e é assim na ficção. Por isso, faz todo sentido que os movimentos desses personagens desestabilizam o mundo em questão.

As pessoas sempre seguem em suas vidas nessa mesma proporção: cumprindo prazos, hábitos, vivendo no mesmo ciclo. O tremor que bifurca os caminhos vem, quase sempre, de interferências externas.

O mundo de Sandy Cohen era totalmente monótono. Ryan (o estranho no paraíso...) não era um protagonista soberano. O "protagonismo" era a transformação que a presença dele causou na vida da família Cohen na mesma intensidade com a qual a vida do menino pobre foi transformada. a vida do menino rico Seth também transformou-se com a chegada de Ryan, Seth era fruto de um casamento que nasceu pra transgredir: Sandy era um idealista que se apaixonou por uma “patricinha”. Kirsten, entretanto, tinha vontade de ir contra a correnteza de uma tradição. Os dois se apaixonaram pelo que representavam um pro outro. No início, pode ser sido desbravador, mas logo também passou a ser rotina.Sandy vivia no meio dos ricos achando que nada daquilo o atingia e Kirsten tinha um marido engajado, que ajudava a diferenciá-la de suas vizinhas alienadas. No fim das contas, entretanto, os dois estavam mergulhados na inércia. 


Seth era o goroto Nerd. Inteligente que era considerado o maior defeito que alguém poderia ter na Escola Harbor. Não era belo o suficiente ou esportivo o suficiente pra ser popular, e para que alguém descobrisse que ele era interessante, antes precisaria se aproximar dele.


As garotas eram populares. que se ilustravam através da fraqueza pessoal de Marissa e da preguiça intelectual de Summer. Marissa era a típica garota "rebelde sem causa" que tinha aquele vazio clássico de quem não tem problemas de verdade. Já Summer forçava prioridades superficiais por achar que esse era o movimento natural do meio onde estava inserida. Todos eles, sem exceção, só cumprindo um ritual diário.


Quando Sandy levou Ryan para casa naquele dia a transformação de uma série de anseios e conflitos escondidos que redefiniram aquela sociedade. Sandy foi obrigado a se confrontar com o pouco que fazia e que pensava que era muito, Kirsten precisou ser diferente das vizinhas alienadas na prática e não só na teoria, Marissa ganhou um projeto para se preocupar de verdade, Summer foi obrigada a pensar em mais além de si mesma e Seth ganhou um amigo.

A possível transformação do Seth "o pobre menino rico" acabou ganhando protagonismo. Pois Ryan se transformou no que aquele solitário menino precisava. Um amigo… Sua vida mudou tanto assim apenas porque ele teve uma coisa que tanta gente não tem nenhum trabalho pra ter: um amigo.


A partir do momento em que o problemático Ryan Atwood chega à Orange County, a vida dessas pessoas começa a se reconfigurar, mudando não só comportamentos, como também personalidades. E esse foi o grande diferencial de The OC, que em sua Primeira Temporada, surpreendeu o público e a crítica com uma forma mais debochada, irônica e sagaz de fazer televisão para adolescentes.

Benjamin McKenzie era o rapaz perfeito para o personagem por conta de sua atitude bad boy. Esse era o aspecto mais importante sobre Ryan, que precisava chocar o mundo asséptico de Kirsten Cohen, única personagem com força suficiente para impedir a permanência dele naquele sistema. Uma boa ficção sempre trabalha com opostos, e por isso The OC deu certo tão de cara.


O primeiro episódio já nos deixa completamente fascinados pela expectativa do que Ryan ia provocar naquela sociedade tão “perfeitinha”. Os preconceitos acerca de todos os personagens foram sendo discutidos e superados, passo a passo. Todos, absolutamente todos os personagens, não sabiam nada uns sobre os outros. Até a chegada de Ryan, Sandy achava que nenhum membro do clã Newport Beach valia a pena de se ter uma conversa. O terremoto que o garoto provocou quando chegou, aproximou Sandy de Jimmy. Antes de Atwood, Kirsten não sabia nada sobre o filho, nada sobre a própria capacidade de superar sua origem cristalizada. Essa flexibilidade lhe permitiu se aproximar de Julie. Marissa e Summer nem mesmo eram amigas de verdade, porque foi só com a chegada de Ryan que elas precisaram fortalecer esses laços.


A primeira temporada da série com uma linha de narração de dar inveja a qualquer novelão, mas se salvando do lugar comum com um texto e uma trilha sonora espertíssimos. Confirmou seu sucesso. 

O primeiro ano foi tão intenso, que parecia impossível ter pra onde seguir no ano seguinte. O Season Finale do show, com a sentida partida de Ryan, foi tão catártico que visto novamente, até hoje, emociona. E por uma razão muito simples: numa tacada de mestre, Josh Schwartz passou um ano bagunçando o mundo dos ricos para que quando a ameaça de voltar com Ryan pra seu lugar chegasse, a perspectiva daqueles personagens de retomarem sua rotina apática, os devastaria. 


Kirsten se transformou em mãe de Ryan em diferentes episódios com amor totalmente desinteressado, nos transmitindo toda a dor/ alegria de ver transformações tão positivas. Por mais sofrimento que a chegada de Ryan pudesse ter provocado, nada foi tão forte quanto os sentimentos de afeto sincero que esse evento deflagrou na vida daqueles personagens.

Então chegou a Segunda Temporada e alguns padrões começaram a se confirmar. O primeiro deles era o de que a série estava disposta a tudo. O curioso é que muitos desses padrões transformaram a Mischa Barton como antagonista com a sua "rebelde sem causa" Marissa Coper. 


O interesse romântico do herói costuma ser problemático mesmo, mas nunca foi tão transgressor quanto Marissa era. Além de mentir, roubar e se drogar, ela começou o segundo ano da série tendo uma experiência lésbica. Isso arrepiou os cabelos da FOX na época, que logo tratou de exigir mudanças, mas ainda assim, já estava feito e já era sacramentado: The OC era diferente, era realmente ousada...


Marissa, entretanto, vinha confirmando outro padrão que acabou se tornando uma garota problema: ela precisava de “projetos” novos o tempo todo, para sentir-se viva. Na primeira temporada foi Oliver, na segunda foi Trey e na terceira, Johnny. Enquanto o roteiro tentava explorar o casal separadamente... Na minha humilde opinião o casal Ryan& Marissa não tinha uma quimica como casal... Apagando muitas vezes o casal Seth&Summer que foram um casal super fofinhos nas duas ultimas temporadas.

A segunda temporada de The OC foi uma trilha-sonora muito rica. Com bandas se apresentando ao vivo no Bait Shop, de universo nerd (com o Comic Book “Atomic County”) e de tiradas de referência. Seth e Summer irritaram um pouco no triângulo interminável com Zack, mas o ótimo texto de Josh e seu time salvava a série da irrelevância. Momentos como o do “beijo do Homem-Aranha” foram responsáveis por impedir qualquer crítico de não reconhecer a nova linguagem proposta pelo show.


A série renovou a procura por clássicos de cinema e literatura, recebeu convidados de peso, ironizou com o mercado e fez piada de si mesma com a impagável The Valley. A trilha sonora com as canções arrebatadoras que tocavam em cada episódio.

No primeiro episódio da série, os roteiristas já tinham consciência de qual seria o fim mais provável da personagem Marissa. Na segunda temporada, Marissa se transformou como catalisadora das maiores tragédias do enredo. Ao mesmo tempo em que a seqüência abaixo é uma das mais bem dirigidas do programa, também condena a personagem definitivamente, à infelicidade.


A personagem de Marissa é, sem dúvida, a condutora dos maiores problemas da Terceira Temporada, que se afundou num grande “mais do mesmo” em que os únicos enredos que pareciam possíveis, eram aqueles em que ela colocava seu relacionamento com Ryan em segunda posição.

Ao invés de explorarem a ótima possibilidade de ter a personagem estudando numa escola pública, resolveram explorar a paixonite do trágico Johnny por ela. Isso diminuiu a força dela, a força de Ryan e a força do show. The OC descia numa espiral longa de chatice e quando perceberam que a série não sabia pra onda ia, já estávamos na metade final da temporada.

The OC nunca ignorou o que tinha feito com ela. Fizeram Mischa Barton viver visceralmente a escuridão de Marissa. A inadequação que a personagem redescobriu estava ali o tempo todo, na sua expressão, nas suas horas a fio no mirante da praia.Marissa se tornou uma presença infeliz. Exploraram a personagem de tantas formas cruéis, que a impossibilitaram totalmente de conseguir sair das sombras. 

O roteiro jamais fingiu que não tinha massacrado a personagem e independente dos motivos que levaram ao trágico season finale, ele era a única, definitivamente, saída possível para um quarto ano no mínimo, decente. Por outro lado, ela era a "antagonista" da história. Eu preferiria uma mudança radical da sua personagem. Como a mudança da personagem Summer por exemplo: De uma patricinha futil para uma ativista ambiental...


The OC acordou um pouco no final da terceira temporada. Matar Marissa era uma decisão arriscadíssima, mas totalmente justa. Eu como telespectadora reconheci que esse, inclusive, era o destino final que mais a honrava. Marissa era trágica, deslocada, enegrecida. Sua trajetória era a de estar em constante confronto com o próprio vazio. Seu esforço em sempre tentar “salvar” rapazes problemáticos de suas vidas, ela conheceu Ryan nessa situação... era uma fuga da própria incapacidade de reconhecer um objetivo pessoal, nuclear. Marissa não nasceu para ser feliz, ela foi construída para representar essa dor. A morte era a redenção dela e dos outros personagens...

Tudo isso ficou muito claro quando a Quarta Temporada estreou cheia de vida. O episódio em que mostra as etapas do luto de Summer demonstrou a "negação" com a morte da Marissa nos primeiros episódios dessa temporada... Eu esperava um pouquinho mais de drama... The OC renasceu tão livre e bem-humorada que chegou a dar orgulho. 

A incorporação de Caitlin manteve o tom de transgressão e a chance que deram para Taylor Towsend foi preciosa para o futuro de Ryan dentro do programa. O drama ainda estava ali, mas sempre se lembrando de ser sagaz e de flertar com o riso, com o deboche, como era e como nunca deveria ter parado de ser.

Curiosamente, ao mesmo passo em que a chegada de Ryan foi a base dramatúrgica clássica que re-configurou a dinâmica dos personagens, a partida de Marissa fez isso de novo, reinaugurando aquelas vidas e forçando-os a se reinventar. A mudança pela chegada… A mudança pela partida… The OC explorando o melhor dos berços criativos, mas infelizmente sendo castigada por isso. A série teve seu cancelamento na quarta temporada. A série nem mesmo teve tempo de completar seus 22 episódios. Por sorte, teve tempo ao menos de um encerramento digno. Os episódios 15 e 16 foram os últimos e são tão absurdamente bons que comovem até hoje. Promovem um terremoto ao som de Fredo Viola, transformam Radiohead em vinheta de intervalo… Se despedem da TV com um carinho tão grande por si mesma e pelos fãs.


Ainda nessa última temporada, em um episódio em que Taylor e Ryan vão parar numa realidade alternativa, os roteiristas confirmaram nossa analogia ao se fazerem a fatídica pergunta: E se Ryan nunca tivesse chegado? Meus queridos leitores, eu nem sei o que seria de nós se Ryan nunca tivesse chegado. Será que poderíamos superar a falta das neuroses de Seth? Será que o mundo teria a mesma graça sem a inteligência relutante de Summer? Se Ryan não tivesse chegado, nunca teríamos conhecido o trabalho deleitoso de Melinda Clarke e sua adorável cafajeste, Julie. Marissa só foi tão chorada, porque tantas vezes foi salva por Kid Chino… Taylor só me rir tanto, porque um dia ela se emocionou por ser parte de algo maior: uma amizade. Se Ryan não tivesse chegado, não haveria mudança naquele mundo de mentira… Não haveria mudança no nosso mundo de verdade.
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© Lado Milla
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