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16 de agosto de 2017

Filme: O Filme da Minha vida (2017)


Serras Gaúchas, 1963. O jovem Tony Terranova precisa lidar com a ausência do pai, que o deixou e também sua mãe para voltar a viver na França. Professor de francês num colégio da cidade, ele convive com os conflitos dos alunos no início da adolescência e vê o desabrochar de moças como a encantadora Luna.

Apaixonado pelos filmes que vê no cinema da cidade, Tony faz do amor e do cinema suas grandes razões de viver. Até que a verdade sobre seu pai começa a vir à tona e o obriga a tomar as rédeas de sua vida.


O Filme da Minha vida (2017) é o terceiro longa de Selton Mello como diretor. Os anteriores foram Feliz Natal (2008) e O Palhaço (2011). Aqui, acompanhamos a história de Tony (Johnny Massaro), que após estudar fora retorna à sua terra natal. Mas no mesmo trem em que ele retorna, o seu pai, Nicolas (Vincent Cassel), vai embora de volta para a França, de onde veio, sem dizer nem por que, nem quando ou se voltará. O que causa grande confusão na vida de Tony. Como é uma cidade pequena e todo mundo se conhece, o fato fica conhecido e acaba atingindo também a vida de outros personagens.


A fotografia e as composições do filme, principalmente nas cenas em que aparece a mãe de Tony, Sofia (Ondina Clais), lembram O Espelho (Zerkalo, 1975), de Tarkovsky; as roupas e até a aparência da personagem remetem à produção do cineasta russo. O que é bem interessante e viável, pois o filme trata bastante de memórias e chega em determinados momentos a ter uma pitada de poesia. Porém, sem a mesma profundidade que Tarkovsky busca, já que não é essa a intenção do filme.


Em contraste com isso, a personagem Luna (Bruna Linzmeyer) parece ter saído de uma produção do diretor Wes Anderson. Olhos grandes, visual “comportadinho”, com sonhos de viver entre as estrelas espaciais e de cinema (em contraponto com a irmã mais velha a personagem de Bruna Arantes que se arruma bastante e participa de concursos de beleza).

Em uma das falas do filme, A Luna (Bruna Linzmeyer) diz que enquanto a irmã estava viajando foi como o tempo tivesse parado... isso explica a infantilidade dos seus primeiros monólogos no inicio do filme. A irmã mais velha tinha um papel tão importante para Luna quanto da figura paterna para o personagem principal Tony Terranova.

A personagem Luna (Bruna Linzmeyer) Passa boa parte do seu tempo tirando fotos artísticas. Coisa mais hipster, impossível. Talvez só se ela fizesse isso tudo em pleno século XXI. Aliás, o filme traz também, sem a necessidade de expressar isso em palavras, um universo típico dos anos 1950 / 1960, com a sempre constante presença do rádio nas cenas e comentários sobre a chegada da televisão ao Brasil.


Selton Mello, além de diretor, encarna Paco, que contrasta totalmente com a figura de “bom moço” que ele tem fora das telas. Seu personagem é o típico “macho alfa” que tem barba, bebe aos litros e até “fede um pouco”, como diz uma das personagens. Ele interpreta até bem, mas essa personificação pregressa que nós temos dele atrapalha um pouco. Um dos comentários interessantes do seu personagem é dizer que “televisão é algo para bobo ficar olhando e que não vai pra frente”. Bem típico de alguém como ele.


Diferente do personagem de Selton Mello, Rolando Boldrin, que interpreta o maquinista Giuseppe, responsável por guiar o trem, encaixa perfeitamente com o músico, ator e apresentador de televisão brasileiro. Pois é uma figura que observa tudo que acontece entre as duas cidades em que se passa o filme e, consequentemente, tem muita história, ou melhor, “muitos causos” para contar. Sabe de tudo que acontece entre e por cima dos trilhos.

O mais interessante do filme O Filme da Minha vida foi a maneira com que ele trata a relação de pai e filho; interessante como a figura paterna tem uma relação forte na nossa personalidade. A figura Paterna representa lei e ordem se torna o espelho do que seremos algum dia. O sumiço do pai no filme tem a ver não com ela desaparecer literalmente, mas sim com o momento em que precisamos nos tornar nós mesmos. O momento em que devemos deixar os passos de nossos pais e seguir o nossos próprios. Além de necessitar de uma quebra dessa figura idealizada que costuma existir na nossa cabeça.

Em uma das falas do filme, o personagem Paco diz que a diferença entre o porco e o homem é que o segundo sabe o que é, e o que quer. O porco é só porco e nem sabe o que é isso. O filme mostra então um protagonista que busca um lugar dele mesmo. Primeiro profissionalmente, escolha que foi, aparentemente, maior parte por decisão dos pais do que dele próprio. Principalmente por ter escolhido lecionar logo francês, que é a língua do país de origem do seu pai. Em seguida, sua relação com mulheres, formação de uma família, e coisas do tipo.

Selton Mello acerta a direção na hora de dosar o tom do filme, misturando drama, comédia, lirismo e liberdade poética. No terceiro ato, as coisas dão uma esfriada e nós, como espectadores, gostaríamos que os personagens tivessem reações diferentes do que eles tomam. Mas, dentre tudo que foi construído durante todo o longa, o que vemos em termos de ação e reação faz sentido.
Avaliação:✭✭✭✭✭

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14 de julho de 2017

Série: Pretty Little Liars


Pretty Little Liars é uma série de televisão norte-americana baseada na popular série literária de mesmo nome escrita por Sara Shepherd. A série é protagonizada por Troian Bellisario, Ashley Benson, Lucy Hale, Shay Mitchell e Sasha Pieterse. Ganhou por 5 vezes consecutivas o Prêmio Teen Choice de Melhor Série de TV – Drama.

Estreou em 8 de junho de 2010 no canal ABC Family (Freeform desde 2016). O sucesso de classificações dos primeiros 10 episódios solicitaram que a série literária fosse estendida para além dos 8 primeiros títulos. Em 26 de março de 2013, ABC Family anunciou que um spin-off, Ravenswood, iria ao ar em outubro de 2013. O spin-off foi ao ar com 10 episódios antes de ser cancelado. Em 29 de agosto de 2016, foi oficialmente anunciado o término da série após o fim da sétima temporada. Filmagens da série foram finalizadas oficialmente em 26 de outubro de 2016.

O último episódio da série foi exibido no dia 27 de junho de 2017, transmitido ao vivo pela emissora Freeform.
                   

Cinco amigas inseparáveis têm suas vidas mudadas para sempre quando uma delas, a líder do grupo, desaparece misteriosamente. Um ano depois, Alison ainda está sumida e ninguém sabe se ela ainda está viva. Enquanto isso, as outras quatro adolescentes passam a receber mensagens ameaçadoras de alguém que sabe de um grande segredo que elas guardam.
O que as quatro a migas realmente sabem sobre o desaparecimento de Alison? Será que elas têm alguma culpa? Quem parece estar vigiando cada passo das meninas e enviando mensagens assustadoras que expõem seus segredos mais íntimos, dos quais apenas Alison sabia? Seria a própria Alison, se ela ainda estiver viva, ou seria outra pessoa que sempre esteve de olho nelas?
Além de terem que lidar com um segredo que tentam manter a todo o custo, as quatro amigas têm vários problemas pessoais a resolver na pequena cidade onde moram: conflitos na família e nos relacionamentos amorosos não ficam de fora do dia-a-dia de cada uma delas.
                    


Sou Fangirl, desde ano passado. Quando eu descobri as maravilhas do Netflix... Estou tirando o atraso das séries mais antigas estou na 3° temporada ainda é cedo para escrever um relato mais pessoal sobre as minhas impressões sobre a série.




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27 de julho de 2015

Canção de Segunda - Novela Caminho das Indias


Caminho das Índias foi uma telenovela brasileira produzida e exibida pela da Rede Globo na faixa das 21 horas, entre 19 de janeiro e 11 de setembro de 2009, em 203 capítulos, Foi escrita por Glória Perez. Hoje, essa novela chuchu começou a ser reprisada no Vale a pena ver de novo e hoje aqui tem "Canção de Segunda" então...

5 músicas da novela "Caminho das Índias"


Eu nasci há 10 mil anos atrás - Nando Reis



Puro êxtase - Barão Vermelho



Alma - Zélia Ducan


Memórias Pitty



O Vento Vai Responder - Zé Ramalho




Caminho Das Índias - Tema de Abertura Completo



10 de março de 2015

Passou na TV: Sete Vidas

Imitei descaradamente um dos quadros do AET para falar sobre o mesmo assunto.... 

Ontem dia O9 de março, estreou o primeiro capitulo da nova novela Sete Vidas na grade de programação no horário das 18:00 da rede globo de televisão. Escrita por Lícia Manzo que também foi autora da novela A Vida Da Gente (2011), sob direção geral e núcleo de Jayme Monjardim.


O primeiro capitulo, foi marcado com o encontro do casal e a sua relação conturbada de Miguel e Lígia, papeis de Domingos Montagner e Débora Bloch. Júlia, personagem de Isabelle Drummond, descobriu que não é filha biológica do cara que sempre chamou de pai. Depois, ainda recebeu uma ligação de Pedro, um meio-irmão interpretado por Jayme Matarazzo que nunca imaginou ter na vida.


Alguns atores/atrizes participaram da novela A Vida Da Gente e os personagens irão se repetir na trama, como a atriz Gisele Frões (no papel de má...), Maria Eduarda de Carvalho no papel de uma garota sem papas na língua...

Gosto do ritmo contemporâneo da novela das 18:00. A temática "laços familiares" também  é algo que me agrada muito principalmente, pelo modo peculiar que a autora  Lícia Manzo  tem de escrever os desfechos de uma história. Continuarei acompanhando...

18 de agosto de 2014

E se eu morrer...


O ano de 2014 tem sido um ano cheio de perdas; O nosso hexa, Nelson Ned, Robin Williams e ainda essa semana a morte do politico Eduardo Campos... Todas essas “mortes” me fez lembrar um trecho da canção “Numa cidade Muito longe daqui...” do cantor Marcelo D2 e Leandro Sapucaí:


“... [E o bandido...] E se eu morrer vem outro em meu lugar
[Polícia...] E se eu morrer vão me condecorar
E se eu morrer será que vão chorar?
E se eu morrer será que vão lembrar?
E se eu morrer... [já era] 
E se eu morrer
E se eu morrer... [foi!] 
E se eu morrer...”


Cantor, ator e politico... “E se eu morrer vem outro em meu lugar... e se eu morrer vão me condecorar...”. Infelizmente não somos “insubstituíveis” mesmo o titulo de Hexa campeão (o grito de comemoração ainda esta entalado...) se vier em 2018, não será a mesma coisa...

Os livros que ainda não li... As musicas que ainda não escutei... As fotografias que eu ainda não registrei... A faculdade de Psicologia que é o meu sonho desde que me conheço por gente, Os textos guardados no rascunho esperando um tempo para termina-los e portar todos aqui no Blog... Todos esses Planos podem terminar precocemente junto com a minha vida, caso eu venha á morrer (bate na madeira 3X!). 

Por outro lado, mesmo eu tendo todos esses planos eu de “uma hora para outra” eu decida acabar com tudo isso... É, FODA-SE os livros e as musicas e até os possíveis registros fotográficos e o sonho de me formar em Psicologia... Eu (como um ser de direito a própria vida) decida a me suicidar. Acabar com a minha dor aqui na terra (acredito que no plano espiritual os suicidas continuam em sofrimento...)

Vi a maioria dos filmes Robin Williams e o filme que mais me chamou atenção mesmo eu sendo um pouco nova foi “amor além da vida”;

Sinopse: Chris Nielsen (Robin Williams), Annie (Annabella Sciorra), sua esposa, e os filhos do casal fazem uma família feliz. Mas os jovens morrem em um acidente e o casal é bastante afetado, principalmente Annie. No entanto, eles superam a morte dos filhos e conseguem levar suas vidas adiante, mas quatro anos depois é a vez de Chris morrer em um acidente e ser mandado para o Paraíso. Mas não um Céu com arcanjos e harpas, pois lá cada um tem um universo particular e o dele é uma pintura (sua mulher coordenava uma galeria de arte). Enquanto tenta entender o Paraíso, onde tudo pode acontecer, bastando que apenas deseje realmente, Chris fica sabendo que Annie, dominada pela dor, comete suicídio. Assim, ele nunca poderá encontrá-la, pois os suicidas são mandados para outro lugar. Mesmo assim decide tentar achá-la, apesar de ser avisado que mesmo que a encontre, ela nunca o reconhecerá.

 O cara que fez um filme fodástico desses ironicamente se suicida... Tipo, a vida não tem sentido nenhum e nessa ocasião a arte também não...

Enquanto a morte do politico Eduardo Campos fiquei seguindo muito de longe da bajulação da vida pública e privada de quem até ontem, era um desconhecido diante da grande mídia... Não vi ás piadas nas redes sociais como desrespeito a pessoa do Eduardo Campos e sim,  com um politico e uma possível futuro presidente... Como qualquer tragédia (como essa do avião...) causa uma grande comoção. Pois, além de qualquer profissão e possíveis cargos, somos seres humanos cheios de projetos e sonhos para realizar e qualquer rompimento por uma morte tão prematura é comovente. Nos faz pensar e re-pensar nossa vida, projetos e sonhos....

 Mais do que isso... nos tornamos um povo com pessoas imaturas e hipócritas pois até ontem, o facebook estava recheado de piadinhas infames de politico  e avião hoje essas mesmas pessoas, criticam fazendo um discurso hipócrita do que um dia  "molhou as calças"  por achar essa piada tão engraçada. 


Sobre os "Selfies" postados no Instagram acho que eles sim, sofrem de algum problema sério...

Enquanto os meus projetos do inicio do texto... :

Livros,
Discos e
Sonhos.
E se eu morrer... [já era] 
Família,
Amigos e 
Futuros amores... 
E se eu morrer... [foi!] 


Obs: Se você ficou interessado na música coloquei o vídeo logo a baixo 



29 de junho de 2014

Filme X Livro: A menina que roubava livros (The Book Thief)


Em 2006, veio parar em minhas mãos uma edição do livro; A menina que roubava livros em minhas mãos, folheei alguns capítulos e a leitura não fluiu... Depois de várias tentativas, guardei o livro na bolsa da faculdade.
O livro ficou um bom tempo na minha bolsa. Sendo que, em uma dessas andanças, eu percebi que a capa do livro acabou manchando com caneta hidrográfica amarela Com medo de estragar o livro mais ainda e antes mesmo de terminar a leitura acabei colocando o livro na estante afim, de ler em outro momento.
Em 20013, (07 anos depois!) Adaptaram o livro a menina que roubava livros para uma obra cinematográfica. A notícia e o próprio lançamento do filme não ocasionaram a mesma expectativa que a adaptação do livro ACÉDE um ano depois.
Tive a oportunidade de ver o filme (embaixo das cobertas e comendo pipoca) na tarde chuvosa do dia 28 de junho de 2014 e dessa vez, vi o filme completo. O filme teve 2h11min de duração mas em algumas cenas, eu pude fazer os comentários típicos dos leitores “No livro essa cena não é assim... ” ou “cortaram a cena que tinha no livro...” mesmo largando a leitura pela metade a sete anos atrás...
Não posso discutir com muita propriedade sobre o assunto livro X filme porém, gostei de como as cenas foram conduzidas no filme. Mesmo sabendo que, os filmes geralmente excluem os milhares de detalhes que há nas 382 páginas do livro. Deixando as cenas do filme menos emocionantes do que aparecem nos capítulos do livro.
O termo “adaptação cinematográfica ” é um assunto que estava me causando um certo incomodo desde, ACÉDE. Quando leio o livro coloco a imaginação para funcionar, sem essa de ficar imaginando personagens para uma possível versão cinematográfica...  Com o filme eu guardo a imaginação no.... bolso!  E assisto o filme embaixo das cobertas e comendo pipoca me deliciando com os personagens, com o enredo e com a trilha sonora.
Literatura e Cinema são duas expressões de arte absurdamente diferentes entre si, mesmo quando realizam um grande “intercâmbio” de ideias. Devido ao fato de, se alimentarem basicamente da narrativa clássica. Não podemos comparar as diversas “adaptações cinematográficas” sem esquecer que; são dois tipos de artes diferentes e incomparáveis.

23 de junho de 2014

O fluxo da vida…


Uso muito a expressão, "e a vida segue..." não celebrando que as coisas mudam e sim, lamentando o porque das mesmas mudanças. Esse texto foi da novela A vida da gente do ano de 2010 e desde lá, esta guardada nos meus arquivos e sempre é um "tapa na cara" diferente quando leio essas linhas...


Ninguém entra num mesmo rio pela segunda vez, pois quando isso acontece já não se é o mesmo, assim como as águas que já serão outras.

Foi um filósofo grego que viveu no século V A.C., Heráclito de Éfeso que fez essa formulação que até hoje nos fascina: o fluxo eterno das coisas; é a própria essência do mundo – apontou Heráclito. E, se ainda hoje ficamos espantados com isso é porque nos apegamos teimosamente ao que já passou, esperando, no fundo, que tudo permaneça igual.

Então, é necessário um filósofo da Antiguidade ou um escritor contemporâneo para nos fazer entender que 
nada é permanente, a não ser a mudança.

Olha só, eu separei aqui um trecho do “Grande Sertão”, onde Guimarães Rosa fala um pouco sobre isso. Olha só que beleza: 
“O mais importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não são sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas vão sempre mudando – afinam ou desafinam, – verdade maior é o que a vida me ensinou”.

Não é incrível? O filósofo flagra a fluidez e o escritor se maravilha com isso: “É o mais bonito da vida”, diz Guimarães Rosa. 
É uma celebração do movimento, não é um lamento.

O tempo não para e isso é belo. Então, na semana que vem nós nos encontraremos aqui e eu serei outro e vocês também.”


Trecho do ultimo capitulo da novela A vida da gente no ano de 2010




Trecho do ultimo capitulo da novela A vida da gente no ano de 2010

16 de março de 2014

Apenas mais um “Late show”...




A semana começou de estreias! Os canais de TV aberta estão apostando em programas com o estilo “Late show”. 

O estilo de programa “Late show” no Brasil começou com os programas; Jô Sores onze e meia no SBT, e depois o Programa do Jô, ambos, apresentado pelo ator/ humorista/escritor... e apresentador Jô Soares. O programa do Jô tinha como característica ser um programa de entrevista mais refinado. Entrevistando; músicos, atores e personalidades mais CULT´S desconhecidos das classes B e C. 

Cursei um semestre de administração, e as minhas aulas eram no período noturno. Quando eu chegava em casa, o único programa que eu via era o Programa do Jô gostava das entrevistas com personalidades metidas a intelectuais pois, o próprio Jô Soares  enquanto entrevistador, fugia o máximo (possível) de fazer perguntas manjadas conduzindo assim, uma entrevista muito mais interessante ao desenrolar do programa.
Eu gostava também, das bandas e dos cantores poucos conhecidos pela grande mídia que tocavam no começo (ou final?) de cada programa. Dois anos depois, já tinha retornado para a faculdade de Psicologia e os meus hábitos estavam mais, digamos diurnos, assistia ao Programa do Jô esporadicamente. No máximo duas vezes por semana, mas sempre nutri o gosto de ver o “Late show”.

Em 2010 Danilo Gentilli (ex CQC) começou a comandar um novo programa chamado Agora é Tarde com as mesmas características de um “Late show” mais levado com um pouco mais de “humor inteligente” características que o apresentador ganhou pelo programa CQC. Desde o inicio do programa Agora é Tarde, eu achei que o Rafinha Bastos ocuparia melhor o lugar de apresentador do que o próprio Danilo Gentilli, não é que eu não simpatize com o Danilo Gentilli, muito pelo contrário. 

Gostava do Gentilli no CQC, das suas reportagens um tanto quanto, “caricatas” com os políticos e o quanto suas perguntas deixavam os entrevistados encabulados. Mas, ele comandar um programa de entrevistas, tinha grandes chances de cair no estereótipo “mais do mesmo” ou pior, o programa poderia se tornar uma sátira (sem graça) do Programa do Jô Soares. Nesses dois anos que o Danilo Gentilli ficou no comando do programa Agora é Tarde conseguiu desvincular de todas as imagens que ele tinha na mídia; como humorista de Stand-up; como repórter do CQC e até mesmo um fake do Jô Soares...  E o programa Agora é Tarde foi ganhando outras características desvinculando TOTAL do próprio programa no qual foi “inspirado” e o apresentador Danilo Gentilli não lembrava nada, da personalidade Cult do Jô Soares. 

Essa semana a emissora SBT colocou um programa de “Late show” com o nome de THE NOITE apresentado pelo Danilo Gentilli. O programa anterior Agora é Tarde quando tinha o Gentilli como apresentador tinha algumas qualidades, que se perderam com o programa novo The noite que foram citados no texto acima, se perderam completamente no primeiro programa... Ficou mais parecido com um programa humorístico sem a seriedade que programas de entrevistas geralmente têm. 

Tirando as guerrinhas de audiência das emissoras (SBT, BAND e logo mais a Globo entra nessa...). Eu enquanto uma telespectadora, tenho escolhas como:

1.      Continuar assistindo o programa do Jô;
2.      Assistir Agora é Tarde com Rafinha Bastos
3.      Assistir o The noite com Danilo Gentilli (Isso vai depender de quem for os entrevistados...). 

© Lado Milla
Maira Gall