27 de agosto de 2015

BEDA#27 - O ano que apresentei o TCC...

Ainda no ensino médio,  nasceu a vontade de fazer faculdade de Psicologia e que eu passaria 5 anos (?), estudando só as matérias que eu gosto! Principalmente, nunca mais veria matemática na minha vida!
Meu primeiro dia de aula na faculdade foi assustador! Eu, recém saída do ensino médio com uma turma de alunos já na sua 3° e 4° graduação... Me senti "pequena" diante dos assuntos e opiniões MEGA elaborados e eu ficava quieta com medo de falar alguma besteira. Segui com essa turma até a 5° fase, tive que refazer algumas matérias e acabei diminuindo a quantidade de matérias do semestre. Dessa turma se formaram poucos alunos (menos de 10 alunos) alguns foram desistindo durante os semestres... Mas, não é sobre isso que eu vim falar.

As turmas do curso de Psicologia que "Migrei" durante esses semestres tinha uma característica em comum: Desunião (mal de humanas?). Tínhamos uma nota a N3 "trabalhos em grupo" quando eu não tinha a opção de fazer individualmente sempre foi um "parto" de achar um grupo decente. Minhas piores crises de gastrite se devem a esses momentos de maior stress durante esses dez semestres da graduação.

Cheguei a trancar a faculdade 2x: Há primeira vez, eu não tava vendo mais sentido no curso que escolhi,.. Depois de ter feito um estágio não obrigatório desses que pagam mal e não tinha nada haver com Psicologia.... Fui fazer Administração, foi a fase que eu mais me diverti! Era uma turma de jovens animados toda sexta-feira tinha encontro da turma e balada TODO final de semana... No final do semestre eu decidi voltar para o curso de Psicologia. Há segunda vez, eu tirei umas férias de um semestre. Me desentendi com a supervisora de estágio na época, quando voltei no segundo semestre e soube que eu não fui a única a "profissional" se desentendeu com outras alunas também e acabou sendo demitida. Prossigamos, porque ainda não é disso que vim falar.

Vim falar sobre o TCC. Na semana passada, eu apresentei o meu Trabalho de Conclusão de Curso naqueles longos e intermináveis 30 minutos entre a minha apresentação #tremia e mais trinta minutos da pontuação dos avaliadores e o recebimento da nota. Em momento algum, pensei na nota... Queria passar TODO o meu conhecimento do projeto em si, e que toda a minha trajetória até ali não foi em vão teve crescimento em todas as etapas principalmente dos estágios (Básico e Específico). No dia seguinte, minha supervisora me mandou um e-mail, parabenizando-me pela apresentação e informando que a  minha nota foi 9,5. Fiquei Feliz!

Em 2005, achei que esse momento nunca chegaria e em 2010 achei que não iria me formar em Psicologia... Agora, estou aqui, sentada escrevendo sobre toda a minha trajetória e confirmando aquela velha história que diz  que: A vida " não é sobre o quão rápido chegarei lá/não é sobre o que está me esperando do outro lado. É a escalada...".


Feliz dia da Psicóloga 
para mim!!!

25 de agosto de 2015

30 antes dos 30 (ATRASADO ) : Pensar em um tema para o TCC e estudar.

O ANO QUE APRESENTEI O TCC


"♫ ... Ain't about how fast I get there
Ain't about what's waiting on the other side
It's the climb ♫."

O meu ensino médio não foi nenhum "High School Musical" mas, no Terceirão desce um espirito de um "bom estudante" em qualquer simples mortal e achamos que vamos aprender TUDO que não aprendemos no fundamental e nos dois primeiros anos do ensino médio... 2005, Foi um ano da minha vida que eu ainda não superei.

Achei que eu iria amargar anos a fio em cursinhos até conseguir passar em uma universidade federal... Em 2006, fui para o CESUSC. Uma universidade particular e que tinha o curso superior de Psicologia (minha primeira opção!). Meu primeiro semestre foi assustador! Lembro que na primeira semana eu me sentia miúda diante a minha turma. Pois, a minha turma eram de pessoas mais velhas que já estava fazendo a 2º ou a 3º graduação e eu ali recém saída do terceirão... Segui com essa turma até o quinto semestre. Diminui a quantidade de matérias que eu estava fazendo no semestre e re-fiz algumas dessas matérias... resolvendo assim, ficar com as turmas anteriores.

Em 2009 consegui meu primeiro estágio de Psicologia (não obrigatório) em uma secretaria do estado de SC. O estágio não tinha nada haver com Psicologia era mais um projeto dentre tantos outros projetos feitos no estado para não darem certo... Completei um ano de estágio, entreguei "o trabalho de estágio" e jurei que só faria novamente um estágio se fosse o obrigatório da faculdade. Aquele semestre foi um fracasso² e que colocou em xeque todo o meu sonho do inicio... E a pergunta que eu mais fazia para mim mesma era; O Que Eu To Fazendo Com A Minha Vida? e a resposta era automática: Eu Não Faço A Menor Ideia ...

Em 2010 eu tranquei a faculdade de Psicologia jurando nunca mais voltar... e a noticia foi recebida com um grande susto pelos familiares e amigos. Fui para o curso de administração mesmo não tendo nada haver comigo... com uma turma divertida e fazendo poucas matérias... mesmo não me adaptando com exatas, foi um dos semestres mais universitários que eu tive na vida! Com direito a festas nas sextas-feira depois das aulas e baladinhas nos finais de semana. No final de 2010 senti um aperto... pois, eu estava com uma turma bacana porém, em um curso que eu não me identifiquei.

Em 2011 e 2012 descobri minha verdadeira "relação" com a Psicologia. Um sentimento verdadeiro de amor & ódio e comecei dizer uma frase que repito todo semestre desde então:
 Quero me formar em Psicologia para trabalhar com máquinas rs.
 No segundo semestre de 2013 eu estava cursando a 7° fase do curso e nessa fase, começa os estágios (básicos) obrigatórios.Eu escolhi entre tantos... o estágio de Psicologia Escolar, em uma escola pública no sul da ilha aqui de Florianópolis.

Estágio Básico I:  O meu primeiro estágio, foi com essa turminha chuchu da foto  estudantes da 1° série transformaram os meus dias de estágios mais divertidos!

Melhor Pequinique!









Estágio Básico II: Nesse segundo estágio, apliquei dinâmicas pensadas no primeiro semestre... Mesmo tendo mais trabalho do que no semestre anterior, que só ficava observando os alunos e a turma em geral como fiz no primeiro estágio. Apliquei as dinâmicas com turmas de 3° e 4° série e as crianças cooperaram e se divertiram nas atividades (principalmente as fotográficas).


Estágio e GETEP foi algo diferente de todos os estágios que fiz nesses dois últimos semestres da faculdade de Psicologia... O trabalho foi com os imigrantes/refugiados Haitianos que estão morando na cidade de Florianópolis/SC. Esse primeiro semestre de 2015 continuamos com o trabalho para aplicar um projeto com os imigrantes que ainda moram em Florianópolis/SC.  O tema  do meu TCC foi Problemas Psicológicos na Migração com os Haitianos na cidade de Florianópolis/SC


Ah, não deixe de me acompanhar nas Redes Sociais.
Estarei comentando com vocês sobre o Blogmas2k18:

24 de agosto de 2015

BEDA #24 - Canção De Segunda: Avohai - Zé Ramalho




Zé Ramalho ocupa uma posição peculiar na música brasileira. Suas canções tem uma carga e uma marca forte... e uma delas, Avohai, tem uma história interessante. Para quem não sabe, Avohai é a canção de apresentação de Zé Ramalho ao grande público, pois é a primeira música do lado "A" do seu primeiro disco gravado em 1978.


Consta que a música seria uma homenagem ao seu avô Raimundo, que foi a referência masculina de Zé, haja vista que seu pai, Antonio de Pádua Pordeus Ramalho, falecera afogado num açude no sertão da Paraíba, quando Zé tinha apenas 2 anos. 

Consta que o ainda criança Zé Ramalho chamava seu Raimundo de Avô Rai, e daí teria surgido a expressão "Avohai". No seu próprio site, consta que este nome lhe fora "soprado por entidades extra-terrestres ou sensoriais", 20 anos depois da morte de seu pai.Certa vez, numa entrevista, Zé Ramalho afirmara: 

"Quando eu fiz esta música eu criei esta palavra. Ela significa avô e pai. É uma espécie de homenagem ao meu avô, que foi a pessoa que me criou. Ele fazia o papel de avô e de pai. Meu pai morreu muito jovem, nos açudes do sertão, morreu afogado quando eu era garotinho. Então foi meu avô que me educou, foi quem me ensinou a seguir o caminho do bem, a batalhar minhas coisas. Eu me inspirei na imagem dele. E me chegou a palavra [avohai]... Ao mesmo tempo ela é interpretada pelas pessoas que a ouvem das mais diversas formas. É uma coisa muito mística também, representa a continuidade da espécie, ou seja, passar a sabedoria de uma geração para a outra... O avô passa para o pai, que passa para o filho e aí por diante..."

A letra tem algo de místico e contempla um mosaico de imagens nordestinas, em que há claras referências a Brejo da Cruz, sua cidade natal. 

Mas no seu próprio sítio digital (www.zeramalho.com.br) o próprio artista, num depoimento a Jorge Salomão, em 1998, conta um pouco de outras influências que inspiraram a letra de Avohai: 

"Lia muitos livros esotéricos, poesia, Carlos Castañeda, discos voadores, eram os que mais me interessavam. E livros de alquimia. Absorvi muita coisa disso tudo no meu trabalho. Eu produzo uma certa química nas pessoas que prestam atenção no meu trabalho. Uma sensação de viagem. Comunguei também no início dos anos 70 com o psicodelismo, o LSD, aqueles chás de cogumelo, essas coisas todas foram importantes para mim. Misturei tudo isso e saiu a primeira leva de músicas: Avôhai, Vila do Sossego e Chão de Giz. Essas músicas foram feitas na época dessas experiências. Era 73. Essas experiências me deram intuição, vontade de projetar essas luzes para me apresentar como autor. Minha proposta desde o início era fazer uma coisa diferente, no sentido de idéias, criar situações, criar imagens com as letras e com o máximo de alucinação possível. Avôhai, por exemplo, tem a descrição de viagem na própria letra da música."


                   



© Lado Milla
Maira Gall