28 de agosto de 2016

BEDA #28 : LIFE'S A CLIMB...♪




Sobre o tal do trabalho de conclusão de curso


Sempre fui uma pessoa quieta e isso era confundido como ser calma. Porém, quem me conhece a mais tempo percebe que a calmaria passou longe... Tenho gastrite, a psicanálise explica que"Quando a boca não fala o corpo responde." mesmo eu sendo quieta, a resposta dos eventos estressores vem com uma dor no estômago infernal. Hoje eu sei, que alguns desses "momentos estressores" estão ai para serem superados sempre! e que esses momentos mesmo sendo ruins, óbvio, também é uma parte boa, e que os próximos momentos que vierem também virá recheados de lições e ensinamentos. Enfim, não foi disso que eu vim falar. 


Sempre lembro do sentimento de "frio na barriga" nos primeiros dias de aula do ensino fundamental/médio e como era confortável encontrar um colega que sentasse próximo para dividir essa ansiedade. 


Meus 3 anos de colegial foram entre trancos e barrancos. O primeiro ano do ensino médio foi bacana: tinha amigos, recreios cheio rolos e papos, trabalhos que duravam um dia inteiro na casa das amigos... Esses mesmos amigos mudaram de cidade e de escola e eu permaneci, cursando o segundo ano : / No ano seguinte, fui para o Terceirão e acabei não acompanhando o ritmo louco "vestibular!" e acabei voltando para a escola anterior... Nessa época, nasceu a vontade de fazer faculdade de Psicologia e que eu passaria 5 anos, estudando só as matérias que eu gosto! Principalmente, nunca mais veria matemática na minha vida!


Meu primeiro dia de aula na faculdade foi assustador! Eu, recém saída do ensino médio com uma turma de alunos já na sua 3° e 4° graduação... Me senti "pequena" diante dos assuntos e opiniões MEGA elaborados e eu ficava quieta com medo de falar alguma besteira. Segui com essa turma até a 5° fase, tive que refazer algumas matérias e acabei diminuindo a quantidade de matérias do semestre. Dessa turma se formaram poucos alunos (menos de 10 alunos) alguns foram desistindo durante os semestres... Mas, não é sobre isso que eu vim falar.


As turmas do curso de Psicologia que "Migrei" durante esses semestres tinha uma característica em comum: Desunião (mal de humanas?). Tínhamos uma nota a N3 "trabalhos em grupo" quando eu não tinha a opção de fazer individualmente sempre foi um "parto" de achar um grupo decente. Minhas piores crises de gastrite se devem a esses momentos de maior stress durante esses dez semestres da graduação.


Cheguei a trancar a faculdade 2x: Há primeira vez, eu não tava vendo mais sentido no curso que escolhi,.. Depois de ter feito um estágio não obrigatório desses que pagam mal e não tinha nada haver com Psicologia.... Fui fazer Administração, foi a fase que eu mais me diverti! Era uma turma de jovens animados toda sexta-feira tinha encontro da turma e balada TODO final de semana... No final do semestre eu decidi voltar para o curso de Psicologia. Há segunda vez, eu tirei umas férias de um semestre. Me desentendi com a supervisora de estágio na época, quando voltei no segundo semestre e soube que eu não fui a única a "profissional" se desentendeu com outras alunas também e acabou sendo demitida. Prossigamos, porque ainda não é disso que vim falar.


Vim falar sobre o TCC. Na semana passada, eu apresentei o meu Trabalho de Conclusão de Curso naqueles longos e intermináveis 30 minutos entre a minha apresentação #tremia e mais trinta minutos da pontuação dos avaliadores e o recebimento da nota. Em momento algum, pensei na nota... Queria passar TODO o meu conhecimento do projeto em si, e que toda a minha trajetória até ali não foi em vão teve crescimento em todas as etapas principalmente dos estágios (Básico e Específico). No dia seguinte, minha supervisora me mandou um e-mail, parabenizando-me pela apresentação e informando que a minha nota foi 9,5. Fiquei Feliz!


                     


Em 2005, achei que esse momento nunca chegaria e em 2010 achei que não iria me formar em Psicologia... Agora, estou aqui, sentada escrevendo sobre toda a minha trajetória e confirmando aquela velha história que diz que:


A vida " não é sobre o quão rápido chegarei lá/não é sobre o que está me esperando do outro lado. 
É a escalada...♪".

27 de agosto de 2016

BEDA #27 : 4° Semana do Projeto



No ultimo dia das olimpíadas fiz um TOP 5 : ESPORTES OLÍMPICOS pois, eu ainda não tinha escrito nada sobre esse grande evento olímpico. No CANÇÃO DE SEGUNDA falamos de Raul Seixas que há 27 anos atrás no dia 22 de agosto de 1989. Na manhã do dia 21 de agosto, Raul Seixas foi encontrado morto sobre a cama , por volta das oito horas da manhã em seu apartamento em São Paulo, vítima de uma parada cardíaca. Teve texto E AI, SUMIDA? que participei do#plural é um projeto do blog Palavras e silêncio da M° Maria Fernanda Probst. Teve mais musicas com a TAG: VICIADA EM MUSICA: Fui indicada pela Tais e teve mais textos falando sobre o #BEDARJUNTAS e a importância que essas meninas tiveram no BEDA.


POSTAGENS DA SEMANA

BEDA#21 - TOP 5 : ESPORTES OLÍMPICOS : Faltam apenas algumas horas para o término dos Jogos Olímpicos de 2016, e eu ainda não tinha escrito nada sobre esse grande evento olímpico. Resolvi listar alguns dos esportes olímpicos que eu já pratiquei ou gostaria de praticar em algum momento da minha vida.

BEDA #22: CANÇÃO DE SEGUNDA - RAUL SEIXAS: Há 27 anos atrás no dia 22 de agosto de 1989. Na manhã do dia 21 de agosto, Raul Seixas foi encontrado morto sobre a cama , por volta das oito horas da manhã em seu apartamento em São Paulo, vítima de uma parada cardíaca: seu alcoolismo, agravado pelo fato de ser diabético, e por não ter tomado insulina na noite anterior, causaram-lhe uma pancreatite aguda.

BEDA #23 E AI, SUMIDA?: #plural é um projeto do blog Palavras e silêncio da M° Maria Fernanda Probst

BEDA#24 - TAG: VICIADA EM MUSICA: Fui indicada pela Tais do blog Momentos de Lucidez para responder a tag viciada em musica e tenho outras Tags indicadas por ela para responder e aos poucos vou liberando aqui no blog.

BEDA #25 - #BEDARJUNTAS: O importante desse BEDA é um grupo de pessoas maravilhosas que se juntaram para criarmos o #BEDArJUNTAS. Esse grupo de Blogueiras MARAVILHOSAS consiste em nos encorajarmos á encarar o desafio de escrever todos os dias e tivemos postagens coletivas todas as quintas-feiras do mês de agosto.

BEDA #26 TRADUZINDO-ME : A musica de M° Bethania traduziu os sentimentos que eu tive essa semana... Ainda escrevo mais sobre os "perrengues" nessa ultima semana.

26 de agosto de 2016

BEDA #26 Traduzindo-me


Não mexe comigo, que eu não ando só,
Eu não ando só, que eu não ando só.
Não mexe não! 

Eu tenho Zumbi, Besouro o chefe dos tupis,
Sou tupinambá, tenho os erês, caboclo boiadeiro,
Mãos de cura, morubichabas, cocares, Zarabatanas,curares, flechas e altares.
À velocidade da luz, o escuro da mata escura, o breu o silêncio a espera.
Eu tenho Jesus, Maria e José, e todos os pajés em minha companhia,
O Menino Deus brinca e dorme nos meus sonhos, o poeta me contou.

Não mexe comigo, que eu não ando só,
Eu não ando só, que eu não ando só.
Não mexe não! 

Não misturo, não me dobro.
A rainha do mar anda de mãos dadas comigo, 
Me ensina o baile das ondas e canta, canta, canta pra mim.
É do ouro de Oxum que é feita a armadura que cobre meu corpo,
Garante meu sangue, minha garganta.
O veneno do mal não acha passagem
E em meu coração Maria acende sua luz e me aponta o Caminho.
Me sumo no vento, cavalgo no raio de Iansã, giro o mundo, viro, reviro.
Tô no recôncavo, tô em Fez.
Voo entre as estrelas, brinco de ser uma, traço o cruzeiro do sul com a tocha da fogueira de João menino, rezo com as três Marias, vou além, me recolho no esplendor das nebulosas, descanso nos vales, montanhas, durmo na forja de Ogum, mergulho no calor da lava dos vulcões, corpo vivo de Xangô.

Não ando no breu, nem ando na treva
É por onde eu vou, que o santo me leva

Medo não me alcança.
No deserto me acho, faço cobra morder o rabo, escorpião virar pirilampo.
Meus pés recebem bálsamos, unguentos suaves das mãos de Maria
Irmã de Marta e Lázaro, no Oásis de Bethânia.
Pensou que eu ando só? Atente ao tempo. Não começa, não termina, é nunca é sempre.
É tempo de reparar na balança de nobre cobre que o rei equilibra, fulmina o injusto e deixa nua a Justiça.

Eu não provo do teu fel, não piso no teu chão,
E pra onde você for, não leva o meu nome não
E pra onde você for, não leva o meu nome não 

Onde vai valente?
Você secou, seus olhos insones secaram, não veem brotar a relva que cresce livre e verde longe da tua cegueira.
Teus ouvidos se fecharam à todo som, qualquer música, nem o bem, nem o mal, pensam em ti, ninguém te escolhe.
Você pisa na terra mas não sente, apenas pisa.
Apenas vaga sobre o planeta, e já nem ouve as teclas do teu piano.
Você está tão mirrado que nem o diabo te ambiciona, não tem alma.
Você é o oco, do oco, do oco, do sem fim do mundo.

O que é teu já tá guardado.
Não sou eu quem vou lhe dar,

Eu posso engolir você, só pra cuspir depois.
Minha fome é matéria que você não alcança.
Desde o leite do peito de minha mãe, até o sem fim dos versos, versos, versos, que brotam do poeta em toda poesia sob a luz da lua que deita na palma da inspiração de Caymmi.
Quando choro, se choro, é regar o capim que alimenta a vida, chorando eu refaço as nascentes que você secou.

Se desejo, o meu desejo faz subir marés de sal e sortilégio.
Eu ando de cara pra o vento na chuva, e quero me molhar.
O terço de Fátima e o cordão de Gandhi, cruzam o meu peito.
Sou como a haste fina, que qualquer brisa verga, nenhuma espada corta.

Não mexe comigo, que eu não ando só
Não mexe comigo!

© Lado Milla
Maira Gall