14 de abril de 2017

Enfim, Psicóloga!


"não é sobre o quão rápido chegarei lá/
não é sobre o que está me esperando do outro lado. 
É a escalada...♪". 
Então eu formei.


Há 1 ano atrás, escrevi a minha trajetória no curso de graduação em Psicologia e Sobre o tal do trabalho de conclusão de curso:
Meu primeiro dia de aula na faculdade foi assustador! Eu, recém saída do ensino médio com uma turma de alunos já na sua 3° e 4° graduação... Me senti "pequena" diante dos assuntos e opiniões MEGA elaborados e eu ficava quieta com medo de falar alguma besteira. Segui com essa turma até a 5° fase, tive que refazer algumas matérias e acabei diminuindo a quantidade de matérias do semestre. Dessa turma se formaram poucos alunos (menos de 10 alunos) alguns foram desistindo durante os semestres (...) As turmas do curso de Psicologia que "Migrei" durante esses semestres tinha uma característica em comum: Desunião (mal de humanas?). Tínhamos uma nota a N3 "trabalhos em grupo" quando eu não tinha a opção de fazer individualmente sempre foi um "parto" de achar um grupo decente. Minhas piores crises de gastrite se devem a esses momentos de maior stress durante esses dez semestres da graduação. (...) Cheguei a trancar a faculdade 2x: Há primeira vez, eu não tava vendo mais sentido no curso que escolhi .. Depois de ter feito um estágio não obrigatório desses que pagam mal e não tinha nada haver com Psicologia... No final do semestre, eu decidi voltar para o curso de Psicologia. Há segunda vez, eu tirei umas férias de um semestre. Me desentendi com a supervisora de estágio na época, quando voltei no segundo semestre e soube que eu não fui a única a "profissional" se desentendeu com outras alunas também e acabou sendo demitida. Prossigamos...
Teve estágio básico que foi a realização de um sonho! Trabalhar com crianças na escola (Psicologia Escolar).





O meu TCC foi um projeto de pesquisa sobre Problemas Psicológicos na Migração com os Haitianos na cidade de Florianópolis/SC.

(...)Vim falar sobre o TCC. Na semana passada, eu apresentei o meu Trabalho de Conclusão de Curso naqueles longos e intermináveis 30 minutos entre a minha apresentação #tremia e mais trinta minutos da pontuação dos avaliadores e o recebimento da nota. Em momento algum, pensei na nota... Queria passar TODO o meu conhecimento do projeto em si, e que toda a minha trajetória até ali não foi em vão teve crescimento em todas as etapas principalmente dos estágios (Básico e Específico). No dia seguinte, minha supervisora me mandou um e-mail, parabenizando-me pela apresentação e informando que a minha nota foi 9,5. Fiquei Feliz!
Nesses últimos 3 anos de graduação, eu fui abençoada com amigos, colegas e professores... Que me incentivaram a dar sempre o meu melhor! Algumas "puxadas de orelha" quando era preciso e conforto em momentos de sufoco e duvidas... 
No inicio da  colação de grau, a secretaria tinha que escolher uma  das graduadas para ler o juramento oficial dos formandos em Psicologia (salva por uma Camila!), esse juramento deve ser feito na colação de grau que é um evento público oficial que formaliza a conclusão de um curso superior. Todos os formandos em Psicologia devem repetir esse juramento na ocasião da colação de grau.
“COMO PSICÓLOGO, EU ME COMPROMETO A COLOCAR MINHA PROFISSÃO A SERVIÇO DA SOCIEDADE BRASILEIRA, PAUTANDO MEU TRABALHO NOS PRINCÍPIOS DA QUALIDADE TÉCNICA E DO RIGOR ÉTICO. POR MEIO DO MEU EXERCÍCIO PROFISSIONAL, CONTRIBUIREI PARA O DESENVOLVIMENTO DA PSICOLOGIA COMO CIÊNCIA E PROFISSÃO NA DIREÇÃO DAS DEMANDAS DA SOCIEDADE, PROMOVENDO SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA DE CADA SUJEITO E DE TODOS OS CIDADÃOS E INSTITUIÇÕES.”
Nesse juramento, eu incluiria a frase do Carl Jung (que foi considerado o pai da Psicologia) que ele diz que: Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.

O meu primo mais novo encantado com o "canudo"

Em 2005, achei que esse momento nunca chegaria e em 2010 achei que não iria me formar em Psicologia... Agora, estou aqui, sentada escrevendo sobre toda a minha trajetória e confirmando aquela velha história que diz que: A vida " não é sobre o quão rápido chegarei lá/não é sobre o que está me esperando do outro lado. É a escalada...♪".




Ah, não deixe de me acompanhar nas Redes Sociais.
Estarei tagarelando por lá também (principalmente no Snap!!):

11 de abril de 2017

O tempo voa...

A velocidade de tudo que acontece em cada momento Depende de você
Tá ruim demora se tá bom vai embora e a vida passa sem a gente ver
Tá ruim demora se tá bom vai embora 
e a gente esquece antes de amanhecer
Velocidade-Vera Loca 


Quando mais velha eu fico percebo que o tempo esta cada vez mais acelerado, tanto o tempo que aquele relógio velho da cozinha marca fazendo TIC TAC, como o relógio biológico. Eles estão batendo a mil por hora, aumentando a frequência na medida em que fazemos aniversario.

As horas passam…
Os folhetinhos do calendário caem…
Os momentos bons passam rápidos demais…
Os momentos ruins ficam maçantes e demoram a passar.

A nostalgia virou um tipo de acessório da moda e a saudade virou assunto de mesa de bar, acredito que esse é o lugar que as pessoas mais embriagadas fazem as mais belas canções, poemas, crônicas, posts… etc e tal! Escrevendo sobre a sua saudade. 

Existe aquela saudade saudável, aquele tipo de saudade gostosa de sentir porque é muito bom saber que aconteceu contigo! Já escrevi varias vezes sobre as minhas “saudades” o arquivo dos Versos esta ai para provar; Acústicos e Valvulados (+15 shows!) fora as chalaças com os guris da banda, NDN, Everton Cunha (memorável!) e outros momentos que só de lembrar vem involuntariamente aquele sorriso no rosto… 

A velocidade desses momentos leva junto às pessoas que de alguma forma marcaram a nossa vida e junto com o tempo elas vão embora sem o nosso consentimento, como se essas pessoas não coubessem mais no nosso dia-a-dia.

“Tive minhas melhores amigas no ensino médio coisas de adolescentes que andam em bando, apesar das mudanças de pessoas éramos as duas o maldito tempo passou… Saímos do colégio que estudávamos, mas íamos uma na casa da outra frequentemente e saiamos com a mesma frequência Mas não éramos do mesmo grupo social de ambas e o contato foi se perdendo… Encontrei essa tal amiga no centro e resolvemos tomar suco para fofocar, um cara veio azarar ela e perguntou quem eu era a resposta considerável era que eu era uma amiga ou até um colega era aceitável naquela ocasião, mas ela culpou o tempo e não soube responder…"

Essa mesma "amiga" Me adicionou no facebook esses tempos fiquei sem reação.” a Amizade permanece... Ou melhor, deveria permanecer, mas às vezes você também vai se pegar pensando se essas pessoas são seus amigos ou foram amigos em uma época da vida.

Os melhores momentos de nossas vidas trazem com ele pessoas especiais que queremos levar para á vida inteira, eles marcam as nossas vidas e queremos que eles permaneçam para reviver e viver outros bons momentos.

Guardo varias lembranças dessas pessoas comigo, e vivo outros momentos memoráveis com os amigos que fiz com o tempo, fiz também vários amigos de estrada com vários momentos bacanas que guardo boas lembranças e sei e que vamos lembrar esse momento e viverem tantos outros e vamos nos lembrar de um do outro quando nos revermos por ai e nunca mais iremos nos tratar como se fosse a primeira vez que nos vemos, independente de quanto tempo passar!

Os momentos ruins e maçantes também trazem pessoas não agradáveis que diferente da boa, quer que essas pessoas vão embora rapidinho e parece que elas demoram séculos para sair da nossa frente, mas nos mostram coisas importantes na vida depois que passam… Não levo nada deles comigo, também não os desejo nada de feio, mas deixo ir… Sem remoer e sem insistir, se não me fizeram bem no passado acredito que não vão me trazer nada de bom no presente muito menos no futuro.

Como já cantarolava uma musica de um banco “o tempo voa…” não podemos desperdiçar com o que/quem não nos agrega, por isso, que eu gosto de estar com as pessoas que fazem o meu dia-a-dia passar rápido, pois esse é um sinal, de eu estar passando momentos bons e moráveis e de ver o tempo passar voando…


Ah, não deixe de me acompanhar nas Redes Sociais.
Estarei tagarelando por lá também (principalmente no Snap!!):

3 de abril de 2017

Canção de Segunda: Cajuina - Caetano Veloso



A história não é segredo, mas ainda são poucos os que sabem da verdadeira história da música Cajuína, composição de Caetano Veloso.


A letra foi escrita após a morte do poeta piauiense Torquato Neto. Caetano rodava o Brasil em turnê, e ao passar por Teresina, algum tempo depois que Torquato tirou a própria vida, recebeu a visita do pai do poeta piauiense, Dr. Heli da Rocha.

"Torquato era muito meu amigo e parceiro, letrista do Tropicalismo. Estava até com Chico Buarque em Salvador, fazendo um show que virou disco, no dia da morte de Torquarto. Ele também era muito amigo de Chico, ficaram muito próximos no período pré-Tropicalista. A gente ficou abalado, triste, mas eu não chorei no dia", conta Caetano.

Ele relata ainda, que anos depois da morte de Torquato, ao ver o pai de Torquato, desabou em choro. "Ele me levou para a casa dele, onde estava sozinho. Torquato era filho único e a mulher dele (Dr. Heli), estava hospitalizada. A casa era cheia de fotografias de Torquato nas paredes. Ficamos os dois sozinhos, ele me consolando. Ele pegou na geladeira uma cajuína, botou em dois copos e não falamos nada. Ficamos os dois chorando. Ele foi no jardim, colheu uma rosa menina e me trouxe. E cada coisa que ele fazia eu chorava. Fui para outra cidade do Nordeste, e no hotel escrevi essa música".


Cajuína - Caetano Veloso
Existirmos: a que será que se destina?
Pois quando tu me deste a rosa pequenina
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína cristalina em Teresina




Ah, não deixe de me acompanhar nas Redes Sociais.
Estarei tagarelando por lá também (principalmente no Snap!!):
© Lado Milla
Maira Gall