11 de agosto de 2018

Canção de Segunda: A história da musica "Sá Marina" de Wilson Simonal



Quando Wilson Simonal gravou “Sá Marina”, em 1968, todo mundo imaginou aquela mulher que descia a rua da ladeira, com sua saia branca costumeira, e que cheirava a flor de laranjeira…

Essa canção, uma letra de Tibério Gaspar para uma música de Antonio Adolfo, relata uma paixão de Tibério por sua professora no interior do Rio de Janeiro, quando ele tinha 8 anos.

“Na cidade morava uma professora chamada Brasilina, uma mulher loura, bonita, desejada pelos homens e odiada pelas mulheres. Ela morava na Rua da Ladeira (…) E quando ela saía de casadescendo a rua, os pudores se reviravam. Enquanto os homens babavam, as mulheres cuspiam na calçada, batendo janelas.(…)

‘Eu amava essa mulher’, afirma um saudoso Tibério. ‘Uma vez engendrei um plano audacioso. Eu tinha uns oito anos. Aproveitando o fato de minha mãe ser amiga dela, pedi que me levasse junto quando fosse visitá-la. E assim aconteceu após alguns dias. Minha mãe chamou-me e fomos pra casa de Brasilina. Chegando lá, pus em prática o meu plano de ‘assédio sexual’. Propositalmente esqueci um pente no sofá da sala na hora de ir embora. Minha intenção era voltar à noitinha para resgatá-lo. Tudo certo. Fiz tudo como planejara. à noite dei uma escorregada até a casa da professora e….


Tibério, tímido, não teve coragem. 

Ficou plantado na porta. 
O pente fiocu lá, esquecido. 

Um belo dia, Brasilina foi embora. Resolveu morar em Niterói, e a vida de Anta voltou a ter a monotonia de sempre… Foi assim que Brasilina inspirou Tibério a fazer a letra da canção, só mudando o nome da muas para Sá Marina, que era mais musical…

Conta Tibério ainda sobre a canção…


“Interessante é que anos mais tarde, depois que a música fez sucesso, eu fui procurado pelo programa de Flavio Cavalcanti. O programa dele tinha o quadro “Os compositores e suas musas”. daí ele me chamou para falar sobre Sá Marina. Contei que não sabia com precisão onde morava. sabia apenas que ela havia se mudado para Niterói.
A produção do programa foi atrás de Brasilina. (…)Ela falou que conhecia a música, que tinha adorado tudo que estava sendo falado, mas que não queria ir ao programa, não queria que tirassem fotografias e que nem a filmassem. “Quero que Tiberinho continue a ter a mesma ideia de mim como eu era antigamente. Agora estou velha e não quero que ele me veja assim…”

E assim surgiu um dos maiores, se não o maior sucesso de Simonal… e a canção teve mais de 300 gravações… E ainda dá para imaginar a moça descendo a rua da ladeira, provocando rebuliço naquela cidade do interior…




Descendo a rua da ladeira
Só quem viu, que pode contar
Cheirando a flôr de laranjeira
Sá Marina vem prá dançar…

De saia branca costumeira
Gira ao sol, que parou prá olhar
Com seu jeitinho tão faceira
Fez o povo inteiro cantar…

Roda pela vida afora
E põe prá fora esta alegria
Dança que amanhece o dia
Prá se cantar
Gira, que essa gente aflita
Se agita e segue no seu passo
Mostra toda essa poesia do olhar
Huuuuuuummmm!…

Deixando versos na partida
E só cantigas prá se cantar
Naquela tarde de domingo
Fez o povo inteiro chorar
E fez o povo inteiro chorar
E fez o povo inteiro chorar…

Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá!
Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá!
Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá!
Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá!

Oh!
Deixando versos na partida
E só cantigas prá se cantar
Naquela tarde de domingo
Fez o povo inteiro chorar
E fez o povo inteiro chorar
E fez o povo inteiro chorar
E fez o povo inteiro chorar…

Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá!
Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá!

E fez o povo inteiro chorar
E fez o povo inteiro chorar
E fez o povo inteiro chorar
E fez o povo inteiro chorar…

Descendo a rua da ladeira
Só quem viu, que pode contar
Cheirando a flôr de laranjeira
Sá Marina vem prá dançar…

De saia branca costumeira
Gira ao sol, que parou prá olhar
Com seu jeitinho tão faceira
Fez o povo inteiro cantar…

Roda pela vida afora
E põe prá fora esta alegria
Dança que amanhece o dia
Prá se cantar
Gira, que essa gente aflita
Se agita e segue no seu passo
Mostra toda essa poesia do olhar
Huuuuuuummmm!…

Deixando versos na partida
E só cantigas prá se cantar
Naquela tarde de domingo
Fez o povo inteiro chorar
E fez o povo inteiro chorar
E fez o povo inteiro chorar…

Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá!
Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá!
Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá!
Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá!

Oh!
Deixando versos na partida
E só cantigas prá se cantar
Naquela tarde de domingo
Fez o povo inteiro chorar
E fez o povo inteiro chorar
E fez o povo inteiro chorar
E fez o povo inteiro chorar…

Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá!
Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá!

E fez o povo inteiro chorar
E fez o povo inteiro chorar
E fez o povo inteiro chorar
E fez o povo inteiro chorar…


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Estarei tagarelando por lá também 

10 de agosto de 2018

A vida é ter pelo que esperar...



“... Eu sei que pode parecer besteira
Mas tem gente que espera
Uma vida inteira...” 

Desde quando, eu comecei a escrever no Bullet Journal fico pensando em aproveitar melhor os meus dias... Organizar o meu tempo "cheios de nadas"... A rotina de uma recém formada/desempregada é um tanto quanto sem graça: Alguns finais de semana ficam cheios por causa da pós-graduação; Eu tenho treino 3x por semana e o culto que vou toda sexta-feira. 

Na próxima semana, antes que eu sofra de uma crise de ansiedade com pensamentos fixos das coisas que eu deveria colocar na mala (Roupas, sapatos, acessórios e livros). Eu começarei a arrumar a minha mala de roupas para viajar no Domingo (12). 

No final de semana, tem pós-graduação das 8h até ás 18h/ minha amiga vem dormir aqui em casa e prometemos que dormiremos cedo. No dia seguinte, tem pós-graduação novamente das 8h até ás 18h e aniversário da Luiza em Balneário Comburiu! 

Viajarei no Domingo mesmo. Chegaremos em Balneário Comburiu ás 18:00h para comemorar o aniversário da minha amiga e passar uns dias na cidade de Balneário... Eu sempre acreditei naquela frase "A vida é ter pelo que esperar..." e eu sempre estou esperando: um show... oportunidades... até uma Viagem! 

Nos velhos tempos de “fofoloGuê” e que nem se sonhava entupir uma pagina de imagens com Hastag's, a modinha entre as adolescentes era fazer contagem regressiva para momentos bacanas que iriam vivenciar: viagens, shows, visita à casa de amigos... 

Faltam 09 dias.

9 de agosto de 2018

7 tipos de pessoas tóxicas das quais você deve fugir.



Ao longo da vida, estabelecemos relações sociais em diferentes esferas. Seja dentro da família, com colegas de estudo ou trabalho, ou até mesmo com aqueles com que tivemos relações sentimentais que se encerraram sem rancores, são muitas as pessoas com que cruzamos em nossa vida para compartilhar épocas ou momentos, mas que nem por isso irão nos acompanhar para sempre. E acontece também que, como se padecêssemos de uma espécie de Síndrome de Diógenes com as pessoas (na qual se incluem os chamados acumuladores), é bastante custoso nos desligarmos daquelas relações que já não contribuem com nada em nossa vida. Ou porque essa relação se desgastou, ou, pior, porque se tornou tóxica, é preciso parar de acumular amigos (seja no Facebook ou na vida real) compulsivamente, e começar a valorizar as relações com aqueles com quem realmente vale a pena passar o nosso tempo.

Por isso, ouvimos alguns especialistas para fazer uma lista dos tipos de pessoas das quais você precisa aprender a se distanciar um pouco, ou até mesmo aprender a dizer adeus para sempre, sem se sentir culpado por causa disso:

1. O cônjuge vitimista: Você já não sabe se ele está com você porque gosta de você ou porque você se transformou no seu lenço de enxugar lágrimas mais resistente. Há pessoas que, diante dos problemas, só sabem assumir o papel de vítima. Como explica a psicóloga Patricia Ramírez, “são aqueles que jogam a culpa de todos os seus males em outras pessoas, fugindo de qualquer responsabilidade pelo problema que acontece com eles”. O problema é que esse vitimismo pode se traduzir em que nos contagiem com sua tristeza, frustração e apatia. Por isso, é importante aprender a contê-lo a tempo. “Em primeiro lugar, é preciso lhes dizer que estamos dispostos a ajudá-los a tomar decisões e a solucionar problemas, mas não a ser o lenço em que eles afogam as suas mágoas sem se esforçar para nada”. Se isso não der certo, a melhor opção talvez seja se afastar, pois, como lembra a psicóloga, “você não o estará abandonando, mas sim dando um impulso para que ele aja”.


2. O parente cara-de-pau: Todos sofremos com um familiar que sempre nos telefona para pedir um favor, seja na mudança, seja com os filhos ou para lhe emprestar alguma ferramenta que você sabe que nunca mais vão lhe devolver, mas que nunca está presente quando se necessita dela. Como conta a psicóloga, “são pessoas que sempre querem alguma coisa de você, mas que não sabem ou não querem manter relações bidirecionais, em que deem pelo menos parte daquilo que recebem”. Assim, a psicóloga insiste em que devemos ser os primeiros a deixar claras as nossas próprias necessidades e não nos deixarmos engolir por aqueles que “tiram coisas dos outros sem lhes perguntar se estão bem ou se precisam de ajuda”.

3. As más-línguas: toda vez que encontra com você, esse amigo fala mal de todas os conhecidos que vocês têm em comum. Às vezes, até lhe telefona só para contar a última besteira que fulano ou sicrano fizeram. Acha que ele não fala mal de você também para os outros? Embora todos nós tenhamos um pouco de fofoqueiros de vez em quando, é preciso ter cuidado com aquelas pessoas que “vivem de viver a vida dos outros, porque não suportam a vida delas próprias”, como afirma a psicóloga, para quem “sua vida é sem graça demais, entediante ou frustrante demais para que se fale dela, então passam a destruir tudo o que há em volta”. O conselho para lidar com esse tipo de pessoa é claro: “Não deixe que essa pessoa faça julgamentos de valor sobre outras pessoas que não estejam presentes se você não quiser que ela faça o mesmo com você”.

4. O colega com más intenções: Aquele colega que olha você de soslaio quando você não faz aquilo que ele tinha em mente e que você sabe que, como vingança, em algum momento, decidirá aprontar alguma para cima de você, com má intenção. Sobre esse caso, Patricia Martínez é categórica: “É preciso se afastar radicalmente desse tipo de pessoa”. Com base na sua experiência, ele acrescenta que “são pessoas que vivem constantemente tomadas pela raiva, como se o mundo lhes devesse alguma coisa. Não suportam que os outros obtenham êxito, se esforcem ou tenham força de vontade, porque essas atitudes de superação as rebaixam ainda mais”. Se não mantiver distância em relação a elas, você acabará perdendo a capacidade de se defender e sofrerá com sentimento de insegurança, impotência e ansiedade.

5. O chefe manipulador: Talvez não seja o seu chefe imediato, mas sim aquele intermediário entre você e o “todo poderoso”, que você teve a sorte de que é simpático, amável, próximo e que sempre lhe inspira confiança. Pois, esteja atento. “Mesmo que sinta que ele se interessa por você, que o escuta, é importante saber que há um perfil de pessoa que guarda todas as informações que você lhe dá, para o caso de precisar usá-las contra você”, alerta, nesse item, a psicóloga emocional Nuria Álvarez. Por isso, não se deve esquecer que ele continua a ser sempre chefe e que é preciso aprender a mesurar a questão da confiança, porque “com o objetivo de conseguir o que quer, esse tipo de pessoa chega a fingir sentimentos, a enganar e a desviar de muitas situações. O que elas querem com isso? Que você se sinta culpado e ceda, em favor delas. São carrascos hábeis disfarçados de vítimas”.

6. O amor platônico e narcisista: Você passa mil anos disponível para tudo o que ele precisa, com a esperança de que se avance para algo a mais. No entanto, sempre que estão juntos, você percebe que “ele só fala dele mesmo, fica contando uma quantidade sem fim de problemas ou de coisas alegres sem perguntar uma única vez como você está ou como foi aquela cirurgia tão importante da qual você ainda está se recuperando”, comenta a psicóloga emocional. Segundo a especialista, esse tipo de pessoa tóxica não costuma se preocupar com os outros, pois está sempre centrada em si mesma e em satisfazer a sua necessidade de receber atenção. Assim, sem perceber, você se tornou um elemento fundamental na vida dela, já que alimenta a sua autoestima, ao mesmo tempo em que ela não acrescenta nem acrescentará nada a você. A especialista afirma também que esse comportamento costuma se manifestar “em pessoas que se acham superiores e melhores do que as outras e que por isso exageram quanto aos seus talentos e estão sempre à espera de que você as inveje e admire”. Enquanto você não se afastar discretamente, para que ela passe a falar da sua vida a outros, “tome cuidado e tenha paciência com as birras dela, porque, enquanto ela não se sentir reconhecida, sempre lutará para ser protagonista da sua vida e de todas as conversas”.

7. O colega de estudo pessimista: Quando iam juntos à faculdade, vocês acalentavam grandes projetos, mas, com o tempo, a realidade foi se impondo e nem tudo saiu como imaginavam. No entanto, você ainda sonha em fazer coisas novas e alcançar objetivos, enquanto ele já se rendeu. “São pessoas que só sabem ver as dificuldades do que pode ser feito. Semeiam dúvidas e temores, criam insegurança, desmotivam e podem a chegar a convencer você de que aquilo que você considerava bastante possível alguns minutos atrás agora é exatamente o contrário”, comenta Nuria Álvarez. É bom que existam pessoas que nos façam enxergar os possíveis riscos de alguma decisão a ser tomada ou de levar adiante um projeto complicado, mas essas amizades vão muito além disso. “Elas acabam se desgastando porque exalam negativismo: tudo, para elas, é um problema, vivem com medo e nunca tentam fazer nada. Não saem da sua zona de conforto e não deixam que os outros o façam”. Assim, leve isso em conta antes de avaliar a opinião dele ou decida que há coisas que é melhor não compartilhar, se você não quiser que ele lhe roube todos os seus sonhos e esperanças.

SILVIA C. CARPALLO
© Lado Milla
Maira Gall