15 de abril de 2019

Canção de Segunda : Vou Com Você - Acústicos & Valvulados



A musica Vou Com Você apareceu pela primeira vez no DVD “Acústico, Ao Vivo  A Cores” (2007), e agora ganhou uma versão de estúdio com Rafael Malenotti nos vocais. “Foi minha primeira composição individual que a banda gravou”, conta Móica. A inspiração veio enquanto ele olhava uma foto do seu pai com 18 anos no exército, e foi concluída rapidamente, em minutos – um sentimento que caiu no papel.“Talvez seja por isso que muitos se identificam com ela”, explica.

 Turnê "Chame a familia" é uma piadinha interna com oos meninos da banda quando carrego os meus pais para os shows da banda.
Acústicos & Valvulados - Vou Com Você [Lyric Video] Vídeo feito com a participação dos fãs da banda. Também tem a letra pra todo mundo cantar junto!




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14 de abril de 2019

Filme: Sob a mesma lua (Sob La Misma Luna)



Elenco: Kate Del Castillo, Adrian Alonso, América Ferrera, Eugenio Derbez, Carmen Salinas.
Direção: Patricia Riggen
Gênero: Drama
Duração: 109 min.
Distribuidora: Fox Film
Estreia: 14 de Novembro de 2008

Sinopse: Rosário, uma mãe solteira, deixa seu filho Carlitos sob os cuidados de sua avó e atravessa a fronteira ilegalmente para os EUA. Embora ela espere ter uma vida melhor para si e seu filho, Rosário entra em um beco sem saída trabalhando como faxineira em Los Angeles. Quando a avó de Carlitos morre, alguns anos mais tarde, o rapaz começa uma viagem difícil e perigosa para se juntar à sua mãe.



Sob La Misma Luna é o filme de estréia de Patricia Riggen uma jovem diretora mexicana, com roteiro de Ligiah Villalobos outra mexicana. Sobre imigrantes ilegais na Califórnia e sobre a relação de uma jovem mãe e seu filho de nove anos separado dela por uma fronteira e por um imenso abismo econômico, social e político.

O drama familiar, tendo, como pano de fundo, um dos temas mais importantes que há no mundo, a questão sempre polêmica e jamais resolvida da imigração das pessoas dos países pobres para os ricos. Quem quiser acompanhar um drama familiar poderá fazê-lo; quem quiser ver ali boas considerações sobre a imigração no mundo atual tem um prato cheio.O meu TCC foi um projeto de pesquisa sobre Problemas Psicológicos na Migração com os Haitianos na cidade de Florianópolis/SC.



O filme abre com uma bela seqüência em que um grupo de mexicanos tenta atravessar um rio que faz a fronteira com os Estados Unidos, à noite. Chegam os homens da Imigração; parte dos mexicanos é presa; duas moças, no entanto, conseguem se esconder dos guardas. Corte, e temos o rosto de uma bela jovem que acorda pela manhã com o despertador. Começam os créditos iniciais do filme, enquanto vemos uma seqüência da moça se levantando e de um garotinho se levantando também; o espectador que tentar ler os créditos talvez não perceba de imediato que está vendo duas ações paralelas que se passam em diferentes locais. Mas isso ficará claro rapidamente.

A bela moça, Rosario (Kate Del Castillo), está em Los Angeles; o garoto, Carlitos (Adrian Alonso), está no México, veremos que numa cidade bem próxima da fronteira. Rosario fez a travessia da fronteira, mostrada na seqüência inicial, quatro anos antes; o filho Carlitos ficou no México com a mãe dela, Benita (Angelina Peláez). Rosario ainda é imigrante ilegal; trabalha como doméstica em dois empregos, é esforçada, digna, trabalhadora, tenta juntar dinheiro para pagar advogado e regularizar a cidadania americana para poder levar o filho para viver com ela. Já tem condições de mandar US$ 300 por mês para ele, e mais presentes, como o tênis com luzinha vermelha que ele usa sem parar; Carlitos poupa boa parte desse dinheiro.


Todos os domingos, exatamente às 10 da manhã, Rosario liga para Carlitos de um telefone público de East Los Angeles para o telefone público da sua cidadezinha. A ação – o filme mostra logo – está começando numa m anhã de domingo, que é o dia em que Carlitos está fazendo 9 anos de idade.

 

O diálogo telefônico entre mãe e filho – os dois saudosos, ele longe dela por quase metade de sua vida – é de machucar o coração. 



Logo depois veremos a festa dos 9 anos de Carlitos na casa de sua avó, naquele mesmo domingo, e vamos entender a extensão de seu drama. A avó está muito doente – Carlitos é que cuida dela. Pode morrer a qualquer momento, e o menino ficará inteiramente só na vida. Aparece na festa um casal de vizinhos que a avó detesta; o marido chama Carlitos para uma conversa particular, e conta para ele que é seu tio, irmão do pai dele. Carlitos – que, apesar de só ter nove anos, é esperto, inteligente, muito mais maduro do que se poderia imaginar – nunca soube do nome de seu pai; Rosário jamais tinha falado com ele a respeito do pai; fica sabendo naquele momento. A avó já sabe; Carlitos toma conhecimento da existência de um pai ali, na cozinha da casa da avó, ao mesmo tempo em que o espectador: o tio está se apresentando como tal na esperança de, com a morte iminente da avó, ficar com os US$ 300 dólares mensais que Rosário envia para Carlitos.



Estamos com uns 15 minutos de filme, e a situação básica já está bem delineada, os personagens já foram bem apresentados, já sabemos como eles são. O que virá a seguir é um belo filme, uma bela narrativa do que vai acontecendo com Rosário e Carlitos, dos dois lados da fronteira, dos dois lados do abismo.

O espectador se pega torcendo por aquela pobre gente

Uma das grandes qualidades do filme é a competência na construção dos personagens; eles deixam a nítida impressão de que são de carne e osso, não são figuras de papel. Não só os mais importantes, como a mãe, o filho, ou Enrique (Eugenio Derbez), que a diretora definiu, no making of, como um herói relutante, à la Hans Solo de Guerra nas Estrelas, mas também os que aparecem bem menos, como o casal de chicanos que fala inglês e está em dificuldades ou o descendente de índios – perdão, de native-americans – da lanchonete nos arredores de Tucson.



Outra beleza é a forma como o roteiro foi estruturado, e como se dão os cortes do que se passa em Los Angeles para o que se passa no México, e do México para Los Angeles. É trabalho de gente grande, competente, de talento. Quando a roteirista e a diretora cortam a narrativa de um lado para mostrar o que está ocorrendo do outro, cortam numa nota alta, num momento importante, de tal modo que o espectador fica absolutamente fisgado, curioso para ver o que vai acontecer em seguida no outro lado da fronteira.

Disse lá em cima que a conversa telefônica entre mãe e filho é de machucar o coração. Todo o filme é de machucar o coração; a diretora Patricia Riggen, tão jovem, soube com maestria de veterano como envolver emocionalmente o espectador na história que está contando. O espectador fica angustiado, torce, sofre. Nada de distanciamento brechtiano, de forma alguma. É envolvimento emocional mesmo, como numa novela ou bolero mexicano.

É um pouco o que o veterano diretor Fred Zinnemann fez em O Dia do Chacal: o espectador sabe que o atentado contra o presidente Charles de Gaulle não será concretizado, de Gaulle não morreu num atentado – mas o filme tem um suspense impressionante. Aqui, no fundo o espectador sabe o que vai acabar acontecendo, mas, mesmo assim, fica angustiado, torce, sofre.

O garoto Adrián Alonso dá um show. É uma interpretação extraordinária. Todo o elenco está bom, ou, no mínimo correto, mas o garoto é nota dez.

Torci muito por essa amizade improvável. 
Kate Del Castillo, que eu não conhecia, é belíssima; tudo indica que tem futuro, mesmo concorrendo com outras pérolas vindas da Espanha e do México, Salma Hayek, Penélope Cruz, Paz Veja. Não parece ainda uma atriz fabulosa, mas está bem no papel; e é jovem, pode aprender mais; nascida em 1972, já tem no currículo um monte de trabalhos na TV e no cinema, dos dois lados da fronteira entre o Império e esta nossa pobre América Latina.

Outra das muitas qualidades do filme é o bom uso da música mexicana, tão alegre ritmicamente e tão arrebatada, confessional, dramática nas letras. A música faz parte integrante da narrativa, o tempo todo.

O tema do meu Trabalho de Conclusão de Curso na graduação em Psicologia foi Problemas Psicológicos na Migração com os Haitianos na cidade de Florianópolis/SC. Na época, eu pesquisei MUITO sobre os inúmeros tipos de Migração. Porém, foi o estagio na pastoral do Emigrante que me deu uma bagagem de conhecimento necessária para escrever um bom TCC e o conhecimento da realidade dessas pessoas que deixam as suas casas/ familiares arriscando-se para uma vida melhor em outro pais.

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10 de abril de 2019

Vinícola Campestre - Vacaria/RS


Fundada há meio século, a Vinícola Campestre é uma empresa familiar empenhada em elaborar vinhos, sucos, coolers e espumantes de qualidade diferenciada. Esta constante meta, nos faz aprender e respeitar cada vez mais a arte milenar de transformar o fruto em vida, pois o vinho é cultura, ciência e, é uma bebida que tem a magia de reunir pessoas, provocar conversas inteligentes e acima de tudo, cultivar amigos.

Métodos enológicos e tecnologia são nossos aliados na vinificação. Buscando cada vez mais satisfazer o consumidor com produtos naturais e com sabor e características da serra gaúcha. Nossos vinhos nos conduzem a diferentes emoções; olfato e paladar, delicados toques de frutas vermelhas, cassis, mel e flores. Toda esta arte de transformação, é uma declaração muito firme, de amor e respeito ao produto e aos apreciadores.

"A vida é curta demais para beber vinho de má qualidade." Hubrecht Dujker

“Projetar o futuro sem esquecer o passado”

Lembrar o tempo que passou, nos fortalece muito, é como uma árvore que com o passar dos anos, deixa raízes fortes e o tronco rígido para enfrentar as intempéries do futuro.

Lembrar do passado com saudades, com carinho e também com muito trabalho é importante, ver máquinas antigas manuais, ver a uva sendo descarregada em bigunchos, muitas vezes tocado a trator por não ter energia suficiente, empalhar os garrafões em trabalho manual, desde a colheita da vime até o cozimento e fazer a palha, para posteriormente distribuir entre as pessoas da comunidade, para que de forma artesanal pudessem colocar a palha ao redor dos garrafões.


Lembrar das pipas de madeira, dos masteis, das piletas, do primeiro suco de uva, do destilador para fazer álcool, tirar bagaço das pipas, engarrafar o vinho, colocar a rolha e o rótulo manualmente, colocar cera como lacre nos garrafões, carregar um caminhão de vinho para vender na fronteira ou em outros estados, e muitas vezes voltar com a metade da carga... quanto esforço e quanto prejuízo.

Safra da uva com chuva, certamente teríamos problemas de escoamento, estradas ruins, poucos caminhões as vezes, para uma safra grande. Muito sofrimento, mas sempre um sorriso estampado no rosto dos produtores, enfim, estavam vencendo mais um ano.


Lembrar do passado, nos dá segurança de poder ver um futuro breve ainda melhor, mas certamente não tão alegre como eram as safras do passado, sem internet, sem telefone, pouca energia elétrica, mas com muita alegria e criatividade. Os funcionários mais antigos lembram, os mais novos talvez sejam indiferentes, mas nós tivemos uma história, uma bonita história. Hoje é projetar o futuro com os pés no chão, juntos, com os colaboradores. Novos desafios, novos produtos, mas sempre mantendo o lado artesanal, com a modernidade, a honestidade, com a simplicidade e os princípios que sempre nortearam a Vinícola Campestre, e certamente serão o nosso horizonte...
João Carlos Zanotto
Diretor Proprietário


No início, quando tudo ainda era imaginário, o trabalho era feito de forma artesanal, desde a produção dos vinhos até o envase . O selamento sobre a rolha nos garrafões era feito com cera quente. O "engarrafamento" e a fábrica tinham seus expedientes onde hoje estão acomodados os setores administrativos e comercial da empresa.


Com o passar dos anos e a evolução natural, fruto de muito trabalho, a população de Campestre acompanhou o crescimento da empresa com certo espanto. Em meados dos anos 1980 quando do surgimento dos primeiros reservatórios externos em aço, o espanto foi ainda maior, mal imaginavam todos que aquele era um dos grandes impulsos que viriam ao longo dos anos.

Hoje a vinícola dispõe de aproximadamente 50 rótulos em seu mix de produtos.
 
Produtos de beleza com cheirinho de uva
Idéias para presentear na pascoá.


Uma cesta com vinhos e chocolates






Vinícola Campestre que visitei é na Unidade Vacaria/RS - Vinhos Finos localizado na BR 116 - Km 30 / nº 1410 CEP: 95205-000 CONTATO: (54) 3511.6050.
© Lado Milla
Maira Gall