16 de maio de 2019

Desabafo: De ontem em diante...





De ontem em diante serei o que sou no instante agora... 


Parece que eu já vi esses versos. Mas, o sentimento que me envolve é outro. Cansei de escrever como tivesse conjugando o pretérito imperfeito de mim mesmo. Como algo ou algum sentimento ao desabrochar falhasse e algo que seria alguma coisa acabara não sendo.

O passado não pode ser presente e nem o nosso presente poderá ser futuro.

Nem para nós mesmos nem para os outros, cade o tão esperado livre arbítrio que falavam que nos tínhamos? Aonde esta o poder da escolha para mudarmos todos os planos pré-estabelecidos? Não faz sentido, o raiar de um novo dia não trazer mudanças. Os mesmos pensamentos que te tiraram o sono na noite anterior, permanecer o mesmo ou tão mesquinho quanto ao levantar da cama para viver um novo dia.

Ando cansada de todas essas coisas mesquinhas que todo mundo diz que sente (sera que sente?) estou acreditando cada vez menos na raça humana não que eu acreditasse nela antes, mas sei lá já tiveram mais credito. Os meus três cachorros, dão um banho em qualquer ser racional que eu ando encontrando pelo caminho. 

Vejo a minha fé sempre colocada à prova, e às vezes me falta aquele sentimento que as coisas realmente vão melhorar, que tudo vai começar a dar certo. Sabe, vejo só palavras e falas quando eu mais preciso visualizar atitudes... Porém, permaneço aqui com um pouco de fé que me resta.

De hoje em diante... Meus Versos serão sobre o presente, o passado ira permanecer nas lembranças e no máximo no histórico do Blog, mas remexer o passado em busca de lembranças que não irão voltar eu não escrevo mais. Não me alimento mais de sentimentos banhados a banho Maria, nem de lembranças com gosto de pão velho de padaria. Quero viver uma vida inteira sendo realmente inteira não sentindo emoções em parcelas como uma pessoa bipolar. 

Quero saber exatamente porque/por quem eu estou lutando para assim entrar em alguma luta, não quero mais lutar em vão... Sangrar por aquilo que eu não acredito.... Chega de sangrar por quem não esta disposto a sangrar por mim. Quando eu começar a crer, da luta não me retiro... Todo dia de manhã vai ser dia de paz, sem as nostalgias e besteiras do que eu fiz ontem e sem as lembranças e sem vestígios de um passado que realmente já passou.

Minha vida inteira é meu dia inteiro!!!
E se antes, um pedaço de maçã
Hoje quero a fruta inteira
E da fruta tiro a polpa... da puta tiro a roupa
Da luta não me retiro
Me atiro do alto e que me atirem no peito
Da luta não me retiro...
Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem




Arrumando os meus textos arquivados me deparo com esse que escrevi em 2011 ainda no Versos em Bossa. Eu não lembro qual a sintuação que eu me encontrava no momento que  esse texto foi escrito... mas, é um sentimento que me parece muito atual.

12 de maio de 2019

Mãe é quem fica...


Mãe é quem fica. Depois que todos vão. Depois que a luz apaga. Depois que todos dormem. Mãe fica.

Às vezes não fica em presença física. Mas mãe sempre fica. Uma vez que você tenha um filho, nunca mais seu coração estará inteiramente onde você estiver. Uma parte sempre fica.



Fica neles. Se eles comeram. Se dormiram na hora certa. Se brincaram como deveriam. Se a professora da escola é gentil. Se o amiguinho parou de bater. Se o pai lembrou de dar o remédio.

Mãe fica. Fica entalada no escorregador do espaço kids, pra brincar com a cria. Fica espremida no canto da cama de madrugada pra se certificar que a tosse melhorou. Fica com o resto da comida do filho, pra não perder mais tempo cozinhando.

É quando a gente fica que nasce a mãe. Na presença inteira. No olhar atento. Nos braços que embalam. No colo que acolhe.



Mãe é quem fica. Quando o chão some sob os pés. Quando todo mundo vai embora. Quando as certezas se desfazem. Mãe fica.

Mãe é a teimosia do amor, que insiste em permanecer e ocupar todos os cantos. É caminho de cura. Nada jamais será mais transformador do que amar um filho. E nada jamais será mais fortalecedor que ser amado por uma mãe.


É porque a mãe fica, que o filho vai. E no filho que vai, sempre fica um pouco da mãe: em um jeito peculiar de dobrar as roupas. Na mania de empilhar a louça só do lado esquerdo da pia. No hábito de sempre avisar que está entrando no banho. Na compaixão pelos outros. No olhar sensível. Na força pra lutar.

No coração do filho, mãe fica.

por Daniela Fanti

8 de maio de 2019

Vida Diet.

Não vai ser diferente(...)Se eu me for de repente(...)
Se o céu cai sobre o mundo(...)E o mar se abrir(...)
Em um inferno profundo.
Vida Diet-Pato Fu



Depois de um certo tempo todo mundo se adapta de algum jeito...
Eu me adaptei aos dia frios de inverno e a solidão da noite em meu quarto;

Ela já se acostumou a chorar sozinha no seu canto;
Ele se adaptou a não se apegar tanto as coisas, os momentos e as pessoas(principalmente as pessoas);
Ela se acostumou a não mais esperar;
Eu me adaptei a não tentar encontrar tantos sentidos para as coisas mesmo sempre sendo convencida que tudo tem um sentido de ser;

Ela se acostumou a sorrir mesmo se sentido triste; e mesmo quando tudo não vai bem ela se acostumou a chorar o choro que antes era escondido;

Eu me acostumei a não me sentir tão pressionada pelos outros e me sentir feliz do mesmo jeito; me adaptei em muitas vezes por minhas vontades em segundo plano para não ser chamada de egoísta.

É, os dias frios de inverno e a solidão faz sentido as vezes. 
Manter o riso estampado na cara e o choro na alma também.
Pensar mais nos outro do que você.
Chorar o choro escondido. 
Calar a dor. 
Sonhar. 
Amar. 

Custa mas se habitua...





© Lado Milla
Maira Gall