26 de julho de 2020

Resenha: A Vida do Livreiro A.J. Fikry





Livro: A Vida do Livreiro A.J. Fikry
Autor: Gabrielle ZevinAno: 2014 /
Páginas: 192
Editora: Paralela




Sinopse: A Vida do Livreiro A.J. Fikry - Uma carta de amor para o mundo dos livros “Livrarias atraem o tipo certo de gente”. É o que descobre A. J. Fikry, dono de uma pequena livraria em Alice Island. O slogan da sua loja é “Nenhum homem é uma ilha; Cada livro é um mundo”. Apesar disso, A. J. se sente sozinho, tudo em sua vida parece ter dado errado. Até que um pacote misterioso aparece na livraria. A entrega inesperada faz A. J. Fikry rever seus objetivos e se perguntar se é possível começar de novo. Aos poucos, A. J. reencontra a felicidade e sua livraria volta a alegrar a pequena Alice Island. Um romance engraçado, delicado e comovente, que lembra a todos por que adoramos ler e por que nos apaixonamos.

“As pessoas contam mentiras chatas sobre política, Deus e amor. Você descobre tudo que precisa saber sobre uma pessoa com a resposta desta pergunta: Qual é o seu livro preferido?"
 

Nesses últimos meses, eu resolvi ler os meus livros ainda "ñ lidos" e diminuir a quantidade de leituras na prateleira dos "livros não lidos". Sim, sou chata... os livros só vão para a parte superior da estante, depois de devidamente devorados lidos. Adquiri esse livro no segundo semestre do ano de 2014 e até fotografei no ultimo Book Haul do segundo semestre. Mas, eu só fui realmente ler esse livro na segunda semana desse mês de fevereiro. Nesse momento, me encontro em um estado um tanto que #reclamona (Será que é por causa do inferno astral?) mas, diferente de outras épocas me sinto culpada, de ficar procurando motivos para reclamar. Pois, se ficarmos procurando motivos para reclamar a lista será infinita... Fazendo parecer que, não temos motivos suficientes para sermos gratos.

“Às vezes os livros só nos encontram no momento certo.”


Quando eu tinha uns 07 anos mais ou menos, quando os professores chamavam a minha atenção costumavam repetir a frase: "Nenhum homem é uma ilha." e era assim que eu me sentia, quando na maioria das vezes lanchava sozinha nos inúmeros intervalos do ensino fundamental... Quando aprendi a ler e descobri que Cada livro é um mundo e cada semana estava em um mundo diferente mesmo estando no mesmo lugar.







A Desvantagem de ser sozinha "é, qualquer bagunça que faça, você mesmo tem que limpar." e acabei me tornando responsável por todas as "sujeiras" que eu fazia na vida...Quando as coisas pioravam eu corria para os meus pais e eles estavam sempre lá, me protegendo.







Sou contemplada em morar em uma cidade com quatro grandes livrarias e aprendo no livro do livreiro... que "Um lugar não é um lugar sem uma livraria". Mesmo assim, não acho que seria um trabalho ideal. Leio por prazer, nos finais de semana solitário e esses dias são os mais divertidos. Não conseguiria fazer disso uma obrigação apesar do conhecimento adquirido de poder falar com propriedade sobre livros que é um dos meus assuntos preferidos.





Os personagens secundários Amelia Daniel e Maya são envolventes e completamente essências para toda a mudança na vida do personagem principal A.J. Fikry.







Lembra-se Maya: As coisas que nos tocam aos vinte não são necessariamente os que nos tocam aos quarenta, e vice versa. Isso é verdade para os livros e para a vida.



Foi uma das minhas leituras preferidas daquele ano! A Autora Gabrielle Zevin conseguiu fazer uma verdadeira declaração de amor ao mundo do livro, A Vida do Livreiro A.J. Fikry passam mensagens de gratidão  e amor ao próximo e aos livros. É uma dos meus livros queridinhos da minha estante e é uma leitura que eu recomendo.


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24 de julho de 2020

FOLKLORE BOOK TAG

Hoje não é dia de T de TAG. Mas a 𝐠𝐚𝐛𝐢 𝐬𝐤𝐲𝐰𝐚𝐥𝐤𝐞𝐫 do twiiter @ronanlvynch criou originalmente um BOOK TAG do ultimo álbum da Taylor Swift com o titulo de FOLKLORE.

1. The 1: o primeiro livro de uma série que você ame

Eu não curto muito ler livros de uma série. Mas, eu gostei do Orfanato da S.r. Peregrine eu li somente o primeiro livro e realmente amei! Mas, confesso que tenho preguiça de continuar a leitura.






2. Cardigan: um livro que você madrugou para terminar


Em 2013, eu li Extraordinário, A história de Auggie Pullman, o menino de aparência incomum... Lembro de ter madrugado lendo e e me emocionando com Auggie... E três anos depois, madruguei lendo  O livro Auggie& Eu - Três histórias Extraordinárias não é uma continuação do livro Extraordinário e sim um complemento da história... Dos personagens em relação ao Auggie.



3. the last great american dynasty: um livro que arruinou uma série
Filha Das Trevas - Série Saga Da Conquistadora - Livro 1 Autor: White, Kiersten arruinou a possibilidade de eu ler os outros livros... Infelizmente, a leitura não atendeu as minhas expectativas... Um dos motivos é que esse livro NÃO É DE FANTASIA! e isso não fica claro na sinopse. Esse livro é um reconto histórico sobre os filhos do Vlad da Transilvânia e o Império Otomano. Na minha opinião, misturar fatos históricos com licença poética nada mais é, que fazer um "samba do "crioulo doido" na história. Outro ponto negativo, é a narrativa desse livro que é cansativa por ser muito lenta.

4. exile: um livro escrito por dois autores ou narrado por dois pontos de vista

Deixe a Neve Cair reúne três contos que se passam durante uma nevasca natalina e, de certa forma, se cruzam em determinado momento. Os escritores Maureen Johnson, John Grenn, Lauren Myracle se juntam para escrever esses contos

5. my tears ricochet: um livro impactante que você ainda não superou

O livro O Ódio que Você Semeia da autora Angie Thomas É um tipo de leitura que te causa impacto nas primeiras páginas... Não é um livro fácil, não é uma história simples. É a realidade sem maquiagens. É a ficção descrevendo cada detalhe sobre o mundo em que vivemos, expondo os muitos lados dele - e um desses lados é corroído pelo ódio, pela discriminação, pelo preconceito. É impossível não se identificar com Starr independente da cor da pele as suas ações e o seu comportamento são julgados pela cor da sua pele. Starr vive a mesma realidade que muitos outros jovens. Khalil foi assassinado pela mesma realidade que a de muitos outras vítimas. 

6. mirrorball: um livro guilty pleasure que você ama

Cartas de amor aos Mortos Tudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop… apesar de ela jamais entregá-las à professora. Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sobre sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky


A leitura é bastante intensa. O que era uma lição, acabou virando um verdadeiro diário com desabafos "Alguns segredos só conseguimos contar aos nossos maiores ídolos" se transformando em uma maneira de Laurel lidar com seu primeiro ano em uma escola nova e com a família despedaçada depois da morte de sua irmã.


7. seven: um livro que você leu há muito tempo, mas ainda é favorito




Feliz ano Velho do Marcelo Rubens Paiva eu li na época da "Biblioteca Unibanco" na empresa de telemarketing que eu trabalhava na época... Tive que comprar uma nova edição para colocar na minha estante

8. august: um livro que você tinha grandes expectativas, mas acabou não sendo tudo aquilo

Teorema Katherine; Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines.


É uma Leitura sofrível! No decorrer do livro veio à pergunta “tem certeza que é o mesmo autor?” fiz algumas tentativas nos dias anteriores, mas a leitura não engrenava só não abandonei a leitura, pois queria comprovar a ruindade do livro... Algumas partes animam, que Colin fala sobre constelações e sobre a importância que é para ele como um garoto prodígio fazer a diferença no mundo tem sacadas realmente bacanas no decorrer da historia... (spoiler)

9. this is me trying: o livro debut de um autor

eu sou burra que não entende esses termos, não sei o que é isso


10. illicit affairs: um casal que você nunca foi fã


O livro A Culpa É Das Estrelas o autor não trabalhou direito o casal Isaac e Monica já que logo eles iriam terminar por isso eu odeio eles por não ter tido nenhum tipo de química...


11. invisible strings: um livro que você leu no momento errado


Mariam tem 33 anos. Sua mãe morreu quando ela tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rashid, um sapateiro de 45 anos. Ela sempre soube que seu destino era servir seu marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz: "Você pode ser tudo o que quiser." Ela vai à escola todos os dias, é considerada uma das melhores alunas do colégio e sempre soube que seu destino era muito maior do que casar e ter filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Confrontadas pela história, o que parecia impossível acontece: Mariam e Laila se encontram, absolutamente sós. E a partir desse momento, embora a história continue a decidir os destinos, uma outra história começa a ser contada, aquela que ensina que todos nós fazemos parte do "todo humano", somos iguais na diferença, com nossos pensamentos, sentimentos e mistérios.







Na época que eu li esse livro eu estava muito mal (no trabalho, na faculdade, em casa...) e essa leitura me deixou muito mal se tornando uma leitura ruim naquele ano.


12. mad woman: uma personagem feminina meio insana


Anna Oliphant não está nada entusiasmada com a ideia de se mudar para Paris. Porém, seu pai, um famoso escritor norte-americano, decidiu enviá-la para um colégio interno na Cidade Luz. Anna prefere ficar em Atlanta, onde tem um bom emprego, sua fiel melhor amiga e um namoro prestes a acontecer. Mas, ao chegar a Paris, ela conhece Étienne St. Clair, um rapaz inteligente, charmoso e bonito, que além de muitas qualidades, tem uma namorada...



Anna Oliphant. Foi a personagem adolescente que eu mais odiei ao decorrer da leitura... Uma menina mimada, que na maioria das vezes fazia ceninha quando estava com o seu pai. Faz o leitor querer dar uns belos tapas nessa garota...


13. epiphany: um livro que te deixou totalmente sem palavras


O Diario de Myriam, Myriam Rawick. A Guerra da Síria vista pelos olhos de uma menina.O Diário de Myriam é um registro comovente e verdadeiro sobre a Guerra Civil da Síria.

14. betty: um livro que todo mundo odeia, mas você ama

Não, sei...


15. peace: um livro que você sente ciúmes


A Culpa É Das Estrelas do John Green. possui um enredo bem elaborado, de fácil leitura e compreensão. Em diversas passagens do livro o autor se aprofundou no assunto para trazer aos leitores um retrato dos adolescentes que sofrem com o câncer, ao mesmo tempo, tenta passar a mensagem que eles querem ser vistos como “pessoas” e não como “vítimas do câncer”.




16. hoax: um livro de fantasia que te fez sofrer

ECOS,é um lançamento da DarkSide Books, é a primeira Editora do Brasil dedicada ao terror e à fantasia A editora criou uma coleção Darklove com histórias sobre a força feminina na literatura.


Tudo começa, 50 anos antes da segunda Guerra Mundial, Otto estava em uma floresta em algum lugar do mundo brincando de "Pira se esconde" (esconde-esconde), até que ele se perde na floresta e começa a ler um livro "A 13º Gaita de Otto Mensageiro" que comprara de uma cigana momentos antes.  Esse livro me fez sofrer porque leio de madrugada e ficava curiosa na medida que eu ia lendo...


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23 de julho de 2020

Precisamos conversar sobre a mulher na literatura.

  

Quem acompanha o blog deve ter visto o post "Retrospectiva Literária do ano" onde eu escrevo uma Retrospectiva dos livros que li naquele ano... Nos ulltimos três anos, eu percebi que li somente 12 (doze) livros escrito por mulheres. Claro, que isso não deveria ser um pré-riquisito de uma boa leitura. Mas, considerando o fato que a nossa cultura não favorece a mulher em nenhum aspecto... Isso torna-se um pré-riquisito necessário para o inicio de uma conversa sobre a mulher na literatura.

Algumas perguntas circulam na minha mente quando eu penso no papel da mulher na literatura:Quantos livros escritos por mulheres você já leu durante e sua vida? Ou recentemente? Ou que te indicaram? Quantas personagens femininas fortes fazem parte da sua história?

O Leia Mulheres vem pra mudar suas respostas.

Em 2014 a escritora Joanna Walsh decidiu levantar a bandeira feminina no campo da literatura com a campanha #ReadWomen2014, felizmente essa campanha vem se propagando pelo mundo e ajudando jovens leitoras e escritoras. No Brasil a campanha ganhou forma com a iniciativa Leia Mulheres, dirigida por Juliana Gomes, Juliana Leuenroth e Michelle Henriques.

A Juliana Gomes teve a ideia do projeto a partir da hashtag #ReadWomen que comentamos. Ela queria tornar a ideia um pouco mais prática e decidiu fazer um clube de leitura dentro do tema. Então convidou a Juliana Leuenroth e a Michelle Henriques para serem mediadoras, e assim começou o primeiro clube, em São Paulo. Hoje os clubes estão presentes em mais de 40 cidades brasileiras, em parcerias com livrarias e principalmente em contato direto com as autoras. Existem gestoras e mediadoras em todas as cidades (você confere a lista aqui).

Aí reside a importância desse tipo de projeto e que a gente abra os olhos para uma frase que as meninas disseram e me marcou bastante. Segundo elas, é a motivação que possuem para continuar:
“Queremos continuar divulgando a literatura produzida por mulheres, e acabar com o preconceito e com a ideia da literatura “feminina” ou “de mulherzinha”. Mulheres produzem todo tipo de escrita e merecem ser divulgadas entre todos os nomes da literatura.”
Por isso todas são relevantes no levante desta bandeira, e vale lembrar que, não importa de que assunto estamos falando, mulheres devem sempre ter em mente que o mundo é nosso e podemos fazer o que quisermos. As meninas veem o futuro com otimismo, a perspectiva de mulheres se unindo e criando novos projetos como esse fortalece ainda mais a literatura.

Agora por causa do COVID-19 e por estarmos em isolamento social conheci vários grupos de Leituras Coletivas no Whattzsapp e um LC que chamou bastante  a minha atenção foi o 📖🌻LC | LEIA MULHERES 🌻📖 Link do grupo:https://chat.whatsapp.com/HJ4m0BKTe9R2fsYbRbPS1h
organizado pela Milena desde o mês passado e atualmente estamos lendo Americanah, Chimamanda Ngozi Adichie.

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© Lado Milla
Maira Gall