4 de setembro de 2020

Resenha:Tartarugas Até Lá Embaixo - John Green

 




TituloTartarugas Até Lá EmbaixoAutor: John Green
Ano: 2017

Páginas: 237
Idioma: português
Editora: Intrínseca 
Avaliação: ☕☕☕☕☕💓

Sinopse: A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.


O livro Tartarugas Até Lá Embaixo eu adquiri quando eu era assinante do Turista Literário ... As expectativas dos leitores que conheciam o John Green pelo "A Culpa é das Estrelas" eram enormes... Até pra o próprio autor, ele fala claramente isso em uma das suas entrevistas . Acredito que a minha demora em ler esse livro foram o tempo suficiente para curtir a leitura! 



A Capa de Livro é Tipográfica: Ao desenvolver uma capa tipográfica o designer busca valorizar as palavras que irão compor a capa do livro. Durante o processo criativo ele pode ser minimalista como pode ser extremamente expressivo. Tudo isso vai depender do tipo de fonte tipográfica que ele irá utilizar em sua composição. No caso de Tartarugas até lá embaixo o papel da Intrínseca foi mais de adaptação de uma arte que foi criada para o livro lá de fora, mas o trabalho foi bastante bem feito. 

O livro Tartarugas até lá embaixo tem diversos gatilhos ao longo das páginas. Então, se você é uma pessoa com altos níveis de ansiedade, com tendência a TOC, com pensamentos intrusivos, com dificuldade para lidar com automutilação (mesmo as mais leves possíveis), peço que considere ler Tartarugas até lá embaixo somente quando estiver bastante estável.

No inicio, somos apresentados a Aza Holmes uma adolescente de 16 anos que lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) ao decorrer da leitura somos convidados a entrar na espiral junto com a Aza. Em um movimento alucinante e descendente de descontrole e de pensamentos ruins e tristes da personagem.

“O ser humano é tão dependente da linguagem que, até certo ponto, não consegue entender o que não podemos nomear. Por isso presumimos que as coisas sem nome não são reais. Usamos termos genéricos, como maluco ou dor crônica, termos que ao mesmo tempo marginalizam e minimizam. Dor crônica não exprime a dor inescapável, persistente, constante, opressiva. E o termo maluco chega até nós sem nem um pingo do terror e da preocupação que dominam você. E nenhum dos dois transmite a coragem das pessoas que enfrentam esse tipo de dor. (…)” p.88/89
O autor John Green consegue de forma sutil indicar na sua escrita que a Aza está entrando em crise, e vai aumentando a pressão e a tensão na forma como escreve e descreve o crescendo da crise. Colocando o leitor entre uma linha tênue entre ficção e a realidade nos colocando naquele cantinho frio e escuro da mente da personagem Aza.
“Penso: Você nunca vai se livrar disso. Penso: Você não controla seus pensamentos. Penso: Você está morrendo, e dentro de você tem bichos que vão comer seu corpo até irromperem pela pele. Eu penso e penso e penso.” p.91

Eu já tive outras experiências literárias que o personagem tinha algum sofrimento psicológico. Não é o meu estilo preferido de narrativa mostrando-se na maioria das vezes um tipo de leitura angustiante... 


Quando comecei a ler Tartarugas até lá Embaixo eu já estava acostumada com o tipo de literatura do John Green ele te faz sentir as coisas que os personagens estão sentindo no decorrer da leitura.

Eu me apeguei a personagem Aza de uma maneira especial. Foi necessário ler o que se passa com alguém com sérios problemas mentais. Uma pessoa que estava cercada de quem realmente se importava com ela, mas mesmo assim, seus problemas eram tão gigantes que não permitiam que enxergasse fora do seu próprio mundinho. Aza é sim muito auto - centrada e egocêntrica. Mas ela não consegue fugir da espiral da ansiedade e da angústia que é viver dentro de seu próprio corpo, com uma mente que a sabota a todo o momento

“Acho que não gosto de ter que viver num corpo, se é que isso faz sentido. Acho que talvez, no fundo, eu seja só um instrumento, uma coisa que existe apenas para transformar oxigênio em dióxido de carbono, um mero organismo nessa… nessa imensidão toda. E é um pouco aterrorizante pensar que o que eu considero como o meu… abre aspas, meu eu… fecha aspas… não está nem um pouco sob o meu controle.” p.102

O Transtorno Obsessivo Compulsivo tem várias nuances... E nenhuma delas é tão simples de não compreender cada pensamento: você não precisa ficar abrindo um machucado o tempo todo para ver se está infectado ou com pus. Muitos menos para reforçar a sensação de que você é você e está aqui. É óbvio que você não pegou uma bactéria mortal só porque entrou em um hospital.

“(…) E se a gente não pode escolher o que faz nem o que pensa, então talvez a gente não seja real, sabe? Talvez eu seja uma mentira que estou sussurrando para mim mesma e nada mais.” p.102

Sentimos uma tristeza que ela sente pela inadequação social que ela representa. Dá pra sentir todo o medo que Aza sente de que, talvez, ela nunca se torne um adulto funcional, e sempre dependa da mãe e de remédios para mantê-la estável.

A relação com os remédios é outra coisa que deixa você angustiado. É óbvio que os remédios ajudariam a estabilizar sua mente e a encontrar mais tranqüilidade na sua rotina. Mas os remédios na verdade são uma fonte de contradição e angústia para ela, porque como ela pode ser normal se precisa de medicação para estar entre outras pessoas normais? Senti falta de um possível atendimento Psicológico onde talvez diminuiria a angustia  de Aza.



A mente de Aza é o principal condutor da história... O  mistério do desaparecimento do pai de Davis foi uma forma de trazer Davis de volta para a vida de Aza, construir mais um pilar de desenvolvimento em sua “inadequação” social e de relacionamento com as pessoas. Antes a gente só conhecia seu relacionamento com Daisy, a “melhor amiga” que estuda na mesma escola. Com Davis, a gente passa a ver seu relacionamento amoroso, e como também pode ser mais uma fonte de tensão para Aza.

As minhas leituras de 2020

Davis e Aza são amigos desde pequenos, mas se afastaram com o passar dos anos. A princípio o ressurgimento de Aza na vida de Davis gera toda uma suspeita se é por conta da recompensa por informações sobre o desaparecimento de seu pai, ou por conta da amizade deles mesmo. 
Mas reconectar com Davis traz sentimentos que Aza não percebeu que existiam e também toda uma série de problemas a serem desenvolvidos por culpas de abraços, beijos, e interações que namorados costumam ter.

De certa forma, todos os personagens com que ela interage são “quebrados” à sua maneira. Mas perto de Aza, eles conseguem passar uma normalidade que a menina não consegue alcançar. Davis é o menino rico mas que cresceu sem nenhuma demonstração de amor paterno; Daisy é a menina pobre que vive “à sombra” da amiga complicada e difícil; Mychal é o artista que quer encontrar seu espaço e conquistar o coração da amiga; a mãe de Aza tem que lidar com o sofrimento de ter perdido o marido e não conseguir “controlar” os distúrbios da filha…

“(…) No fundo ninguém entende o que se passa com o outro. Está todo mundo preso dentro de si mesmo.” p. 228
 “É como se, quando eu olhasse para mim mesma, não visse nada definido… só um monte de pensamentos, atos e contextos. E muitos na verdade nem parecem meus. Muitos pensamentos eu não quero pensar, muitas coisas eu não quero fazer, é mais ou menos isso. Quando procuro o que eu sou, nunca encontro.” p.228

Tartarugas até lá embaixo não é um livro feliz... Nas ultimas páginas. eu tive impressão de estar lendo "Uma aflição imperial..." [ Só os leitores do "Culpinha" vai entender essa referencia]. Okay!

“O problema dos finais felizes é que ou não são realmente felizes, ou não são realmente finais, sabe? Na vida real, algumas coisas melhoram e outras pioram. E aí a gente morre.” p. 258


Ah, não deixe de me acompanhar nas Redes Sociais. 

2 de setembro de 2020

Semana 23 - Coisas que me incomodam no mundo contemporâneo:




Encontrei o projeto 52 semanas bem bacana na Blogosfera que consiste em citar 5 respostas para cada uma das 52 perguntas abaixo, fazendo assim, um Top 5 por semana. É o projeto mais longo que eu já participei... Mas, parece ser divertido !!! Pretendo responder ao projeto todas as Quartas-Feiras. 


Pessoas invasivas: Pessoas que invadem o espaço alheio me incomodam demais.


Pessoas egoístas: Eu sempre estou me monitorando para pensar mais nos outros do que em mim em primeiro lugar mas, o que eu mais observo é cada vez mais pessoas olhando só para o "seu próprio umbigo" e não se sentindo nem um pouco culpada.


"Vamos combinar qualquer dia!": Quantas vezes você já ouviu (ou falou) essa frase e no final o que deveria ser combinado nunca acontece? Não sei dizer se isso é uma exclusividade do mundo contemporâneo, mas sinto que essa situação tem se tornado cada vez mais frequente.

Pessoas grosseiras: Uso aquela velha máxima: Não faça aos outros oque não gostaria que fizessem com você. Tento não ser grosseira com as pessoas porque detesto que as outras pessoas sejam grosseiras comigo.

Fofocas: Ou o famoso "disse que me disse". Quer me deixar irritada em uma conversa é começar  dizendo _ Porque me disseram...  aff, solto os cachorros mesmo, sem moderação.




Qual as coisas que incomodam você no mundo contemporâneo?

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Estarei tagarelando por lá também (principalmente no Snap!!):

31 de agosto de 2020

Resumo do Mês: Sobre o mês de Agosto...


Eu quis escrever TODOS os dias aqui no Blog. Irônicamente, esse mês de Agosto foi o que eu menos tive na Blogosfera... Sei lá, acho que a Blogosfera mudou bastante nos ultimos tempos. Depois de "brigar" bastante por um espaço estou tentando manter o equilibrio para manter o equilibrio para a minha saúde mental. #cansada 

Estou devendo comentários nos blogs dos amigos que comentaram aqui nesses ultimos dias... Quero organizar as minhas Resenhas Literárias dos livros que eu estou lendo e escrever um pouco sobre as Leituras Coletivas online que eu estou participando ultimamemte.

📌 1° semana: Eu fiz um Hall dos textos que já rolaram por aqui no "Lado Milla" em algum momento. 

BEDA: Blog Every Day August. Na minha infância, sempre que eu gostava muito de algum objeto eu arrumava um jeito de ter outros objetos para colecionar. As minhas primeiras coleções foram de: Tazos (aqueles que vinham nos salgadinhos...); figurinhas de chicletes; adesivos decorativos (tinha até um álbum com folhas autocolantes para colocar esses adesivos...

BEDA#02: "Quando eu me tornei gente que escreve ..." A história do seu blog, como ele surgiu? O que te levou a começar? Eu comecei a escrever na Blogosfera no inicio do ano 2000. Em uma plataforma para jornalistas que era gratuita e bastante precária, considerando os blogs famosinhos na época... A linha editorial desde o meu primeiro blog é não-ter-linha-editorial. Os meus textos eram um aglomerado de dramas de adolescentes e Ilustrados com imagem piscantes...

Beda #03: Fotografando Detalhes... No final do mês de Julho/2o14, nasceu um projeto chamado "Fotografando Domingos..." que consiste em colocar aqui, registros do meu final de semana (sexta-sábado e domingo). Não tem quantidade exata de fotos, pois, irá depender da quantidade de fotos que eu mesma fotografe nesses dias... O lugar escolhido dessa semana é o Quintal da casa do meus avós que fica ano sul da Ilha de Florianópolis/Sc no Ribeirão da ilha...

Beda #04: Tag dos Escritores: A TAG consiste em 5 perguntas simples (a respeito de escritores), sendo assim rapidinha para mostrar um poucos dos gostos literários.

BEDA#O5: Semana 19: Meus seriados preferidos Já fui uma pessoa bastante "desligada" quando se tratava de séries... Quando eu pensei pela primeira vez na possibilidade de assinar Netflix era para ver filmes e tal...

Beda #06:Sobre as minhas Coleções... Hoje em dia, eu tenho alguns objetos (colecionáveis...) que fazem um papel decorativo na minha estante de livros e no meu quarto...

📌 Na 2° semana, Além do Hall dos textos que já rolaram por aqui no "Lado Milla" em algum momento eu escrevi outras coisinhas...

BEDA#08: Você tem certeza de que seu pai é mesmo... Amo demais essa cronica. "Se seu pai consegue ser carinhoso, parceiro e aberto, e ao mesmo tempo atento e disciplinador, pode ser branco e você negro, pode ser peludo e você imberbe, pode ser engenheiro e você bailarino: é seu pai. “Nem precisa perguntar pra sua mãe.”.


BEDA#09: Musicas que eu ouço com o meu pai. Já escrevi aqui que o meu pai se orgulha muito das minhas "descobertas musicais" quando se trata das canções do Raul Seixas. Por esses dias, eu montei uma "playlist" com canções de diferentes gêneros musicais ( Rock Gaúcho, musica gauchesca e rock) para ouvirmos nos passeios de carro com a família

Beda#10: Aquele que eu escrevo mais sobre Bookstag... Há exatamente 2 meses (12-06-2020) eu criei o Expresso☕Literário. Um IG Literário ou “Bookstagram” que nada mais é que um instagram sobre livros. 













Beda #11: Se não fosse... Uma crônica relacionada a musica Capitão Gancho da 
Clarice Falcão. "... Se não fosse o meu cabelo vermelho e a minha caneta favorita sem carga no tinteiro e se ambas as tintas não desbotassem com o tempo inteiro, não seria eu.".

Encontrei o projeto 52 semanas bem bacana na Blogosfera que consiste em citar 5 respostas para cada uma das 52 perguntas abaixo, fazendo assim, um Top 5 por semana. Semana 20 - Fico de mau humor quando:


Beda#13: Resenha Coraline, Neil Gaiman Ultimamente eu tenho lido bastante né? Falando nisso, eu preciso escrever sobre as Leituras Coletivas que estou participando. No inicio do mês, eu comecei a ler Coraline do autor Neil Gaiman com a Leitura Coletiva dos Macabreiros que é a minha leitura preferida de 2020 e Medicina Macabra que irei comentar nos próximos posts.

📌 Na 3° semana, embora eu tenha "Flopado" no BEDA eu continuei escrevendo e falando sobre Livros e Fotografias.


BEDA #17 Resenha: [Manual Prático de Bons Modos em... Nesse final de semana, eu terminei de ler o livro [Manual Prático de Bons Modos em Livrarias], É um livro de crônicas do mundo da literatura e das livrarias. A narrativa é fácil e divertida, abordando o dia a dia de uma pessoa que se dedica a vender livros em uma livraria grande!

Semana 21: Meus piores defeitos: Encontrei o projeto 52 semanas bem bacana na Blogosfera que consiste em citar 5 respostas para cada uma das 52 perguntas abaixo, fazendo assim, um Top 5 por semana. É o projeto mais longo que eu já participei... Mas, parece ser divertido !!! Pretendo responder ao projeto todas as Quartas-Feiras. 

Beda#20: TAG: Apaixonada por Fotografia Vira e mexe vejo essa tag em canais no YouTube, e não sei porque ainda não tinha respondido aqui no blog. Não consegui descobrir quem criou a lista de perguntas, então se alguém souber, me avisa nos comentários pra eu dar os créditos? Sem mais delongas, vamos às minhas 14 respostas?

Defenda os livros! A mais nefasta das propostas agora vem de Bolsonaro e Paulo Guedes numa pretensa reforma tributária que pretende taxar os livros. Definitivamente essa gente quer um povo cada vez mais ignorante. É preciso nos levantarmos contra isso. Use direto a #DefendaoLivro e movimente-se contra este absurdo. Neste post selecionamos 10 razões para defender os livros contra essa injusta taxação [Aproveite e assine a petição em favor dos livros].

SEMANA 22- Na minha geladeira tem que ter: Encontrei o projeto 52 semanas bem bacana na Blogosfera que consiste em citar 5 respostas para cada uma das 52 perguntas abaixo, fazendo assim, um Top 5 por semana. É o projeto mais longo que eu já participei... Mas, parece ser divertido !!! Pretendo responder ao projeto todas as Quartas-Feiras.

Carimbo para organizar os livros! Há um tempinho... Eu vi uma foto na Blogosfera de um livro e nele tinha uma marcação de carimbo, como na foto. Achei interessante e mostrei a imagem para o meu grupo de amigos no Whatzzapp e surgiram muitas dúvidas. Então, eu resolvi fazer um post dando esta dica para quem, assim como eu, ama ler e tem bastante livro!



Essa dica de Biblioteoteconômia é bastante útil para quem tem muitos livros, para quem é bem cabeça de vento -Será que eu ja li esse livro?- e tem o costume de esquecer as coisas nos lugares ou para quem não é ciumento e costuma empresta-los - que NÂO é o meu caso.

Resenha: Medicina Macabra - Thomas Morris Nesse final do mês de agosto, nós terminamos de ler Medicina Macabra do Thomas Morris do novo selo da DarkSide® Books o Macabra Filmes, promovendo filmes e seus criadores, apresentando com curadoria e critério os novos nomes do cinema de terror nacional e internacional. Nós terminamos de ler o livro Medicina Macabra. Sim! Nós lemos através de uma Leitura Coletiva que foi orgazinado por Lucas e pela Luana e teve apoio da DarkSide books e o Macabra TV.


Ah, não deixe de me acompanhar nas Redes Sociais.
Estarei comentando com vocês sobre o BEDA 
© Lado Milla
Maira Gall