15 de julho de 2021

"Então, sabia que eu tenho um Blog?"



No mês de Fevereiro, o Lado Milla completou 07 anos! Quando eu apertei no botão Novo Blog... lá em 2014, eu não tinha muita certeza se eu gostaria de continuar escrevendo na internet... Muito menos, escrever em um Blog Pessoal. Quando eu comecei a escrever na internet, eu tinha recém-completado 15 anos. Em um blog com template rosa e luzes piscantes... Não existia um conteúdo muito refinado... Somente dramas de uma adolescente, com pitadas de crises de personalidade de uma adolescente sem personalidade nenhuma.

A passagem do zip.net (Uol) para o blogspot.com foi algo bastante natural... Eu estava em uma fase calma da vida que eu ouvia Bossa Nova... Eu precisava de uma plataforma gratuita, onde eu pudesse escrever de uma maneira mais organizada sobre a vida de uma mulher de vinte e poucos anos... O template que era vermelho com uma flor estilo rosa vermelha. Não dava possibilidade de mudar o tamanho da letra e era bem engessado com as outras modificações.

Eu adoro ler sobre astrologia... Os piscianos tornan-se mais objetivo e assim que ao se organizar, perde mais tempo. Ignorando as possibilidades, eu sou uma pisciana organizada. Quando eu exclui as imagens e acabei bagunçando o Blog eu fiquei bastante desanimada em continuar, embora eu estivesse participando de vários projetos... 

Quando eu apertei no botão Novo Blog... lá em 2014, eu não tinha muita certeza se eu gostaria de continuar escrevendo na internet... Na época, a Blogosfera estava "fervendo" com umas vibes erradas apelidada de Grupo de Interação. De um Grupo surgiram outros grupos... Com a mesma Vibe errada. Hoje em dia, a Blogosfera deu uma acalmada. Escrever no blog é uma das minhas terapias. Comecei a encarar o fato de Escrever na internet... como um processo terapêutico. No primeiro atendimento com a Psicóloga a primeira coisa que eu falei foi: "Então, sabia que eu tenho um Blog?". Não que eu considere algo muito relevante o que eu escrevo... Mas, pela necessidade de escrever:

 ѱ Conclui o curso de graduação de Psicologia com chave de ouro! Com o meu Trabalho de Conclusão de Curso que foi um projeto de pesquisa sobre Problemas Psicológicos na Migração com os Haitianos na cidade de Florianópolis/SC.

📷Nesse meio tempo, fiz o curso técnico em Fotografia no Senac... Fotografar virou uma paixão! Eu fotografo na maioria das vezes como hobby mas já ganhei um trocadinho com o serviço de freela...

🔖Comecei a escrever resenhas dos livros que eu leio e fotografar os detalhes dos livros organizando em uma página do Blog Lado Milla.

 Em 2020, um ano de "Isolamento Social" um dos meus intreendimentos favoritos foi a leitura. Eu li livros que estavam "encalhados" bastante tempo na estante e comprei outros livros para participar das Leituras Coletivas daquele ano. No segundo semestre, Eu criei um Bookstagram. O Expresso Literário, acabou dando mais visibilidade nas minhas fotografias e nas minhas resenhas literárias que eu já escrevia e fotografava aqui no blog.


Os “rituais” para escrever mudam com freqüência. Já não tenho 15 anos de idade de quando eu comecei a escrever na blogosfera. Na época, eu como a maioria dos adolescentes não sabíamos o que estavam fazendo aqui... A Camyli de 20 e poucos anos... Já tinha aprendido o formato que eu iria conduzir a minha escrita na internet. 

Enquanto eu estava organizando pela milessima vez a identidade visual desse blog. Um sentimento um tanto quanto nostálgico invadiu: Eu lembrei da Camyli de 15 anos com as suas imagens piscantes...; Da Camyli de 20 anos que escutava Bossa, e estava aprendendo a organizar a sua escrita; Até a Milla de hoje em dia que encontrou a suas maneira de escrever... Perdeu a vergonha de colocar o seu "Registro Fotográfico". Na verdade, eu perdi vergonha de muitas coisas... HEHEHE. Eu percebi o quanto foi importante "escrever sobre a vida, enquanto ela acontece...". E o quanto eu preciso escrever/fotografar para manter a sanidade mental "em tempos tão difíceis para os sonhadores...".




 

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13 de julho de 2021

Relato de uma fã de Rock Gaúcho...


Quando eu nem tinha planos em criar um "Diário de Chalaça´s" para escrever sobre os shows que vou com uma certa frequência... Eu escrevi um relato emocionante sobre A Noite do Rei - Em que Rafael Malenotti & Banda fazem uma re-leitura das musicas do Roberto Carlos. No blog anterior, eu escrevi um relato emocionante na época, e graças ao Archive eu consegui salvar o relato e  escrever aqui no Blog Lado Milla.


Como descrever momentos maravilhosos? Escrever um texto aonde cada palavra e frases escritas não virem um bombardeio de clichês? Como falar de “emoções” sem confundir um turbilhão de sentimentos e descrevê-los de uma forma que todos entendam?

Momentos inesquecíveis são aqueles que temos a oportunidade de revivê-los assim foram os vários momentos meus já descritos aqui e aqui com os amigos da banda Acústicos e Valvulados e o dia 16 de dezembro de 2011 será mais um dia desses, dignos a ser guardado na memória, um pouco mais especial porque não é todo dia que se tem a oportunidade de ver seus amigos em uma “Jornada Dupla”.
Assim que cheguei a Porto Alegre fui direto para o Teatro São Pedro, onde iria acontecer “a noite do Rei” onde, o Rafael Malenotti faria as releituras das musicas do Roberto Carlos que ele já mostrou em outras oportunidades que é fã declarado de suas musicas. O show foi realmente um “espetáculo de emoções” com direito até a um pedido de casamento no meio de uma musica... Não sou tão fã declarada das musicas do Rei quanto o Rafael, mas tem varias musicas que trazem lembranças e realmente emocionam de verdade.
A segunda etapa foi na Live pub, onde teve o ultimo show do ano em Porto Alegre. Quase que me deu um treco com a possibilidade de não ir por causa dos rolos do hotel... Mas a “jornada de emoções” era somente para os fortes, os deuses do Rock estavam do meu lado e acabou dando tudo certo para eu ir nesse ultimo show. Na entrada da Live eu encontro nada mais nada menos que o Mestre Everton Cunha o eterno MR. PI dificultou a “tremedeira” da criança que me fez ser confundida com um liquidificador elétrico ambulante, lembro que falei poucas coisas com ele, mas ele se lembrou de mim do encontro e da balada do pretinho em Floripa #ganheianoite!

O bombardeio de clichês começa no momento que escolho as palavras mais (...) para formar frases um tanto exageradas, para os outros olhares a não ser que esta vivenciando aquilo ou já vivenciou...

Na finaleira do(s) show(s) é sempre uma emoção represada, e depois da 11° chalaça vejo que esses momentos nunca irão mudar ou ser um milímetro diferente perderia toda a essência do momento que á pesar de ser represada é única! Uma baita sacanagem desse show é que roubaram a minha frase que eu digo quando eu vou de encontro a cada um deles “Bah, que saudade que eu tava de vocês...” cheguei para falar com o Rafael Malenotti antes, lá no teatro a primeira coisa que ele fala depois do abraço é “Ow Myla, que saudaaaades...!” fiquei sem palavras e só consegui responder com a voz um tanto abafada “eu também, eu também...”
Poderia ficar aqui escrevendo durante horas sobre a minha emoção de ir ao show deles aqui em SC ou sempre que possível viajar para POA/RS para ouvir mais uma vez “ao vivo e a cores”“o nome dessa rua”“fim de tarde”“céu da noite”... Poderia também rotular e deduzir sentimentos, mas fico com a frase do Rei;

"Não tem dinheiro que pague..."



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1 de julho de 2021

Canção de segunda: 1° de julho - Renato Russo

 


Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher/
Sou minha mãe e minha filha/Minha irmã, minha menina/
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser/
Sou Deus, tua deusa, meu amor 



Cássia Eller estava grávida em 1994 e ganhou um presente do amigo Renato Russo. A letra é toda maternal mas não deixa de apontar conflitos como ‘Não penso em me vingar, não sou assim… Não ajo por vingança”. É uma bela direta à relação conflitante com Tavinho Fialho; no entanto, ao mesmo tempo a letra cuida de reconciliar tudo para um momento tênue.

Afinal, como toda gestante, Cássia Eller teve aqueles pensamentos duvidosos mas aos poucos o lado materno foi dominando; quanto ao pai, uma das questões era o sigilo absoluto do relacionamento e que escapa na letra: “Ninguém sabia e ninguém viu que eu estava a teu lado então…” 


Sim, o casal teve um rolo sigiloso e pintou a gravidez. O drama dessa letra é que Tavinho (baixista e compositor) morreu aos 32 anos em acidente de carro – quando Chicão estava para nascer. Portanto, essa tragédia marca profundamente a chegada do filho. Tavinho era casado e Cássia Eller levava de boa a situação escondida e avisara que o filho seria criado por ela e Maria Eugênia.

Por fim, chega o momento da lucidez e poesia quando Russo brinda a canção com “Alguma coisa aconteceu, do ventre nasce um novo coração… Vamos descobrir o mundo juntos, baby… Quero aprender com o teu pequeno grande coração…” Aliás, Francisco Eller (Chicão), o homenageado na canção, é a cara da mãe que faleceu aos 39 anos em dezembro de 2001. A música surgiu no álbum ‘Cássia Eller’, de 1994 – o primeiro após o nascimento de Chicão. Durante a gravação, ela parava tudo para amamentar.

Nesse álbum e além de 1º de Julho, Música Urbana 2 também é de Renato Russo; outros grandes nomes assinam faixas como Paulo Ricardo, Marisa Monte, Ataulfo Alves, Herbert Vianna, Arnaldo Antunes, Djavan… No ano seguinte, 1995, 1º de Julho volta à tona com a Legião Urbana.



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© Lado Milla
Maira Gall